Cotidiano
Homem mata a própria filha enforcada e a pauladas para se vingar da ex-esposa
Aline Souza Silva, de um ano e nove meses, foi enforcada e golpeada na cabeça com um pedaço de madeira. Pai, de 28 anos, confessou o crime e foi preso.

Verônica ressaltou que não tinha vontade de reatar o relacionamento com o ex-marido e o homem então arquitetou como poderia prejudicar e magoar a ex-mulher. — Foto: WhatsApp/Reprodução
Por G1 RO
A mãe de Aline Santos Souza Silva, a menina assassinada pelo próprio pai em Ariquemes (RO), se manifestou nas redes sociais sobre o crime brutal contra a criança de um ano e nove meses. No Facebook, Verônica Silva postou uma foto da filha e escreveu:
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“Vou sempre te amar, minha filha. Mamãe te amava muito. Hoje você é anjinho ?????”, diz a legenda.
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Aline Souza foi enforcada e morta pelo pai na noite de quinta-feira (25), em uma estrada da zona rural de Ariquemes.
O suspeito, de 28 anos, confessou o crime e diz que matou a filha para se vingar da ex-companheira, pois ela não queria reatar o relacionamento.
Segundo a Polícia Militar (PM), Verônica já tinha uma medida protetiva contra o ex-marido, pois depois do fim do relacionamento ele a perseguia.
Na quinta-feira, o suspeito foi à casa dos avós paternos e buscou a criança para passar o dia com ele, em uma casa do Loteamento São Francisco. Enquanto cuidava da criança, o homem criou um perfil fake no Facebook e começou a conversar com Verônica.
Durante o bate-papo fake com a ex, o suspeito descobriu que a mulher estava tendo um novo relacionamento. Logo depois o homem devolveu a filha na casa dos avós e passou a enviar vários prints para o celular de Verônica, mostrando ter descoberto a nova relação dela.
Incomodada com a insistência do suspeito, Verônica ressaltou que não tinha vontade de reatar o relacionamento com o ex-marido e o homem então arquitetou como poderia prejudicar e magoar a ex-mulher. Nesse momento, segundo a PM, ele decidiu matar a própria filha.
À noite, o suspeito retornou na casa dos avós de Aline e pediu para ficar mais um pouco com a filha, pois ainda estaria com saudades da menina. O pai então pegou Aline no colo e, logo depois dos dois saírem da casa, o homem passou a enforcar a própria filha.
Quando já estava mais afastado da casa, na linha rural C-55, o pai jogou Aline no chão e passou a dar pauladas na cabeça da filha. Ele só parou de golpear a menina quando teve certeza que ela não tinha mais sinais vitais.
Segundo a PM, depois de matar a menina o suspeito foi até a casa de Verônica e afirmou ter matado a filha deles, mas ela não acreditou. O homem de 28 anos foi então até um vizinho e pediu para a polícia ser chamada até o local do crime.

Criança foi morta pelo próprio pai em uma estrada da Linha C-55 em Ariquemes, RO — Foto: WhatsApp/Reprodução
O suspeito confessou o assassinato da filha, foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Ariquemes.
Mensagens de apoio
Após Verônica postar uma foto da filha, amigos e internautas enviaram mensagens de apoio à mãe de Aline. “Deus lhe dê força, amiga. Que a justiça de Deus e dos homens seja feita”, diz uma amiga.
Outra internauta escreveu: “Essa princesa [Aline] está em um bom lugar. Que Deus conforte seu coração e de toda a família”.

Aline Souza foi morta pelo pai em Ariquemes — Foto: Arquivo Pessoal
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Cotidiano
14 pessoas são condenadas por desvio milionário de combustíveis no Iapen
Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Foto: captada
Matheus Mello
As investigações da Polícia Civil do Acre resultaram na condenação de 14 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5).
O grupo foi alvo da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que desarticulou uma associação criminosa responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
Consta no processo que os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
O coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), delegado Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância do resultado alcançado. “Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, persistente e integrado da Polícia Civil. A investigação conseguiu desmontar uma estrutura criminosa que causou um prejuízo milionário ao Estado e mostrar que desvios de recursos públicos não ficarão impunes. É uma resposta clara à sociedade de que o crime organizado e a corrupção serão combatidos com rigor”, afirmou.

A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen. Foto: captada
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Empresários e fazendeiros compravam combustíveis desviados do Iapen em esquema milionário
A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês

A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Foto: captada
Matheus Mello
A Polícia Civil do Acre revelou nesta quinta-feira (5) que 14 pessoas foram condenadas por um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). De acordo com as investigações, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados na instituição.
A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Segundo a polícia, os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
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Polícia Civil recupera 54 botijas de gás em menos de 24 horas em Cruzeiro do Sul
Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa

Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis. Foto: captada
A atuação conjunta de dois núcleos estratégicos da Polícia Civil do Acre — o Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) e o Núcleo Especializado em Investigação de Crimes Patrimoniais (NEPATRI) — resultou em uma resposta rápida e eficiente no combate aos crimes patrimoniais em Cruzeiro do Sul.
Após o registro de um furto ocorrido em um estabelecimento comercial do município, as equipes iniciaram diligências investigativas pautadas na integração operacional, troca contínua de informações e trabalho técnico especializado, o que possibilitou, em menos de 24 horas, a localização da maior parte dos objetos subtraídos.
Como resultado da ação policial, os investigadores chegaram a três locais distintos, situados nos bairros Cruzeirão, Remanso e São José, onde foi possível apreender 54 das 59 botijas de gás furtadas. Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa.
Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis.
A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto, reforçando o compromisso institucional com a elucidação completa dos fatos.
A ação evidencia a importância da atuação integrada entre núcleos especializados da Polícia Civil, confirmando que o trabalho coordenado, técnico e estratégico é fundamental para o enfrentamento eficaz da criminalidade.
A Polícia Civil do Acre reafirma seu compromisso com a segurança da população, a defesa do patrimônio e o combate contínuo ao crime, atuando de forma firme, integrada e eficiente em benefício da sociedade.

A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto. Foto: captada

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