O governo do Estado, por meio do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AC) e da Polícia Militar do Acre (PMAC), em conjunto com o Ministério Público do Estado, realizou o lançamento da campanha “Céu limpo, vida segura”, na última segunda-feira, 20. A ação é um desdobramento que faz parte da parceria celebrada entre as instituições, por meio do Termo de Cooperação Técnica nº 04/2023 sobre o Projeto Cerol Mata.
Parceria entre as instituições reforça alerta contra acidentes. Foto: Emely Azevedo/ Procon
Com a proximidade das férias escolares, a preocupação com acidentes com linhas cortantes usadas para empinar pipas aumenta. Por isso, visando conscientizar a sociedade sobre os riscos do uso do cerol, linha chilena e outros materiais cortantes, a campanha está alertando a sociedade sobre os inúmeros riscos que as linhas, mesmo quase invisíveis pode trazer à população.
A ação destaca que soltar pipas com responsabilidade e cuidado pode ser uma atividade recreativa culturalmente enriquecedora, além de proporcionar momentos de diversão ao ar livre. Porém, o uso do cerol em linhas de pipa tornam o céu perigoso, com a possibilidade de acidentes graves a qualquer momento.
A campanha destaca, ainda, que alertar crianças sobre os riscos do cerol é essencial para garantir que possam desfrutar de brincadeiras ao ar livre com segurança, e ainda traz um alerta sobre o risco de atropelamentos.
Principais riscos que o uso do cerol pode ocasionar
Cortes profundos: Que podem ser ocasionados em pessoas ou animais de maneira grave o suficiente para causar danos permanentes, ou até mesmo serem fatais;
Acidentes de trânsito: O cerol pode se prender em fios elétricos, ou ser lançado na direção de estradas, representando um risco significativo para motociclistas, ciclistas e motoristas. Os fios de cerol podem cortar visores de capacetes e causar sérios acidentes;
Risco de eletrocussão: Linhas de pipa com cerol podem entrar em contato com fios elétricos, aumentando o risco de eletrocussão, não apenas para a pessoa que manuseia a linha, mas também para outras pessoas nas proximidades;
Lesões oculares: Mesmo que a linha não cause cortes diretos nos olhos, o cerol pode deixar resíduos afiados ao redor da área afetada, aumentando o risco de infecções oculares graves;
Incêndios: O cerol é inflamável e pode causar incêndios se entrar em contato com superfícies quentes, como fios elétricos ou motores de veículos.
Parceria
A presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque, enfatiza que a parceria entre as instituições tem como foco preservar vidas e destaca que o órgão está fortalecendo as ações de fiscalização em comércios para coibir principalmente a venda da linha chilena no estado, principalmente no período que antecede às férias escolares.
“Estamos reforçando a visita nos estabelecimentos comerciais do estado, com foco na abordagem sobre a legislação que proíbe a venda de linha chilena e cerol. É importante conscientizar toda a população sobre os perigos do cerol e incentivar o uso de linhas seguras e legais para a prática de soltar pipa”, afirma.
Campanha tem como objetivo de conscientizar a população para evitar acidentes. Foto: Divulgação
O promotor de Justiça Rodrigo Curti explica que a parceria entre as instituições é de fundamental importância na campanha, que tem por finalidade principal a conscientização de pipeiros, sejam aqueles que o fazem como lazer, ou de maneira esportiva, para que acidentes sejam evitados e que momentos de lazer sejam usufruídos de forma segura e responsável por todos.
“Sabemos da importância deste projeto. Estamos sempre dispostos a colaborar e a somar forças para que possamos trazer mais informação e também conscientização para esta prática esportiva e de lazer na nossa sociedade”, destaca.
A tenente-coronel Cristiane Soares, comandante do 3º Batalhão da PMAC, onde o projeto também será desenvolvido, destaca que este trata sobre todos os riscos que a soltura de pipas pode submeter a seus praticantes, com destaque ao risco de atropelamentos, que podem ocorrer quando crianças e adolescentes correm atrás das pipas que estão caindo.
“A ideia do céu limpo visa ter uma abordagem que, ao observar o céu, você possa fazer uma prática segura da soltura de pipas, sem fiação elétrica, sem construções, um local onde seja realmente seguro, para que tanto crianças quanto adolescentes, e até mesmo os adultos, possam estar livres de todos os riscos, de todos os perigos e também não submetendo outras pessoas ao risco”, ressaltou.
Durante a Semana de Conscientização do Autismo, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Centro de Atendimento ao Autista – Mundo Azul, promove uma série de ações voltadas à sensibilização e ao diálogo com a sociedade.
Nesta segunda-feira (30), um pit stop levou informação à população com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e reforçar a importância do respeito às diferenças.
Durante a mobilização, orientações, distribuição de materiais informativos e abordagens educativas ganharam espaço nas ruas de Rio Branco, promovendo um momento de escuta ativa e conscientização.
Também foram distribuídos adesivos de identificação para veículos que transportam pessoas com TEA, com base na Lei nº 2.592/2026, que prevê a disponibilização gratuita desse material, com o objetivo de sensibilizar a população quanto à redução do uso de buzinas e de ruídos no trânsito.
“As atividades da Semana de Conscientização do Autismo ocorrem no Centro de Atendimento ao Autista, com oficinas e rodas de conversa, de 30 de março a 1º de abril”, explicou Édila. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A coordenadora do Mundo Azul, Édila Sousa, destacou que a iniciativa marca o início de uma semana dedicada a ações que aproximam a sociedade da causa.
“As atividades da Semana de Conscientização do Autismo serão realizadas no Centro de Atendimento ao Autista, com oficinas e rodas de conversa temáticas voltadas a todo o público. A programação começou hoje, 30 de março, e segue até o dia 1º de abril”, frisou.
Durante a mobilização, orientações, distribuição de materiais informativos e abordagens educativas ganharam espaço nas ruas de Rio Branco, promovendo um momento de escuta ativa e conscientização. (Foto: Átilas Moura/Secom)
As oficinas serão realizadas no próprio Mundo Azul, com três dias de programação intensiva. Ao todo, serão ofertadas nove oficinas temáticas voltadas a pais, responsáveis e crianças.
Entre os temas abordados estão o uso de telas na infância e a importância dos brinquedos, seletividade alimentar, conscientização, inclusão e empatia, autonomia no autismo, direitos da pessoa com TEA e recursos terapêuticos sensoriais, como a produção de slime e massinha.
“Como mãe, essas orientações são essenciais, pois esclarecem dúvidas e dão mais segurança para cuidar melhor dos filhos.” (Foto: Átilas Moura/Secom)
Para a mãe atípica Sara Moreira, a iniciativa representa acolhimento e acesso à informação.
“Como mãe, precisamos muito desse tipo de orientação. Muitas vezes, não sabemos por onde começar ou a quem recorrer. Essas ações ajudam a esclarecer dúvidas e nos dão mais segurança para buscar o melhor para nossos filhos”, evidenciou.
O Mundo Azul é um centro especializado no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento nos contextos familiar, educacional e social, por meio do fortalecimento de habilidades e competências que promovam autonomia e independência.
A programação da Semana de Conscientização do Autismo segue até o dia 1º de abril, com oficinas temáticas voltadas especialmente a pais, responsáveis e crianças com TEA.
Jovem de 23 anos passou por duas avaliações no Hospital Regional do Alto Acre e veio a óbito na manhã seguinte; órgão oficiou delegacia para informações sobre inquérito e diligências
O MPAC seguirá acompanhando o andamento das investigações. Foto: captada
Com assessoria
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Brasileia, está acompanhando o caso do estudante de medicina Jefferson Alves Pinto, de 23 anos, que morreu na última quinta-feira (26) após buscar atendimento no Hospital Regional do Alto Acre.
Como parte das providências iniciais, o MPAC oficiou a delegacia responsável para que informe o número do inquérito instaurado e detalhe as diligências já determinadas para apurar as circunstâncias do óbito.
Histórico do atendimento
De acordo com informações, Jefferson era natural de Rondônia e residia em Brasileia, onde cursava medicina em uma instituição de ensino na cidade de Cobija/Bolívia.
Segundo relatos, o jovem apresentou fortes dores de cabeça na quarta-feira (25) e buscou atendimento no hospital, onde recebeu medicação e foi liberado. Ainda na mesma noite, ele retornou à unidade, foi novamente medicado e recebeu soro intravenoso, mas veio a óbito na manhã de quinta-feira.
O MPAC oficiou a delegacia responsável pelo caso para que informe o número do inquérito instaurado e indique quais diligências já foram determinadas para apurar as circunstâncias do óbito. Foto: captada
O MPAC informou que seguirá acompanhando o andamento das investigações, sem detalhar prazos ou possíveis medidas adicionais neste momento. A apuração deve esclarecer se houve falhas no atendimento ou outras circunstâncias relacionadas à morte do estudante.
Destaques:
MPAC oficia delegacia para obter informações sobre inquérito
Estudante de medicina morreu após atendimento no Hospital Regional do Alto Acre
Jovem passou por duas avaliações no período de 24 horas
Caso está sob investigação policial e acompanhamento ministerial
Brasiléia concentra esforços para esclarecer circunstâncias do óbito
O caso reacende o debate sobre a qualidade do atendimento na rede pública de saúde no interior do Acre, especialmente em municípios de fronteira como Brasileia, onde a demanda por serviços hospitalares é ampliada pela presença de estudantes e moradores de cidades vizinhas. A atuação do MPAC reforça a necessidade de transparência e responsabilização em casos que envolvem possíveis falhas na prestação de serviços essenciais.
O jovem apresentou fortes dores de cabeça na quarta-feira (25) e buscou atendimento no hospital. Foto: captada
Iniciativa do Idaf em parceria com Araac e InpEV atenderá pequenos e médios produtores em regiões remotas; ação visa destinação correta e eliminação de passivo ambiental no campo
A devolução correta das embalagens é fundamental para a preservação do meio ambiente e saúde pública.
Coleta itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos reforça sustentabilidade no campo acreano
O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), em parceria com a Associação das Revendas Agropecuárias do Estado do Acre (Araac) e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), divulgou o calendário oficial da campanha itinerante de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos para o ano de 2026.
A ação itinerante é voltada prioritariamente a pequenos e médios produtores rurais localizados em regiões distantes das unidades fixas de recebimento. O objetivo central é garantir a destinação ambientalmente correta das embalagens, reduzindo o passivo deixado no campo e promovendo práticas sustentáveis na agricultura.
Logística e organização para o produtor
As coletas ocorrerão das 7h às 16h, em datas e locais previamente divulgados, permitindo que os produtores se programem para a devolução. O material recolhido será encaminhado à Unidade de Recebimento em Rio Branco, de onde seguirá para destinação final adequada – como reciclagem ou incineração – em operações gerenciadas pelo InpEV, referência nacional na logística reversa de defensivos agrícolas.
Orientações técnicas para devolução correta
O coordenador de Fiscalização de Agrotóxicos do Idaf, Marcelo Machado, reforçou a importância do procedimento correto por parte do agricultor:
“O produtor não deve esquecer de realizar a tríplice lavagem das embalagens ainda no momento do preparo da calda, despejando a água de enxágue no tanque do pulverizador. Após a lavagem, a embalagem deve ser inutilizada, perfurando-se o fundo, a fim de evitar qualquer reutilização indevida.”
A tríplice lavagem é exigência legal e etapa essencial para garantir que as embalagens estejam seguras para o transporte e o reaproveitamento industrial.
Compromisso ambiental e legal
A devolução correta das embalagens de agrotóxicos é fundamental para:
✅ Preservação do meio ambiente, evitando contaminação do solo, da água e dos alimentos
✅ Proteção da saúde pública, ao eliminar riscos de exposição a produtos químicos
✅ Cumprimento da legislação ambiental, que torna obrigatória a destinação adequada
Além de atender às exigências legais, a prática demonstra o compromisso do produtor rural acreano com uma agricultura mais sustentável, responsável e segura.
O recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos em Xapuri, fica na Rua Luiz Ramos, número 331, Bairro Pantanal.
Destaques:
Campanha itinerante atenderá pequenos e médios produtores em regiões remotas
Calendário 2026 já está definido com datas e locais de coleta
Parceria entre Idaf, Araac e InpEV garante logística reversa eficiente
Tríplice lavagem e inutilização são etapas obrigatórias para devolução
Material coletado segue para reciclagem ou incineração em unidade especializada
A iniciativa integra a Política Nacional de Resíduos Sólidos e os compromissos do Acre com a agropecuária de baixo carbono. O estado, que tem na produção familiar um de seus pilares econômicos, busca conciliar o uso de defensivos agrícolas com a preservação ambiental e a saúde das comunidades rurais. A campanha itinerante é considerada uma ferramenta essencial para alcançar produtores em áreas de difícil acesso, onde a infraestrutura de coleta ainda é limitada.
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