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Governo do Acre anuncia pacote de R$ 1 bilhão em investimentos para impulsionar desenvolvimento no estado

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Nesta entrevista ao portal Noticias da Hora, o governador Gladson Cameli avaliou sua gestão, fez análises e projeções, ressaltando os desafios que o Progressistas ainda tem pela frente

Gladson Cameli detalha projetos em infraestrutura, saúde e educação que devem transformar a economia acreana; anúncio foi feito durante evento com empresários e prefeitos. Foto: cedida 

Jorge Natal/Notícias da Hora

O governador Gladson Cameli projeta um futuro de liberdade e superação do subdesenvolvimento para o Acre. Em um balanço de sua gestão, Cameli anunciou investimentos de R$ 1 bilhão, visando impulsionar a economia local.

A trajetória política de Gladson Cameli, de 47 anos, teve início em 2006, quando ele se elegeu deputado federal pela primeira vez. Em 2012 assumiu a presidência do então PP. Naquele período, o Estado enfrentava uma economia fragilizada e uma grave crise social. Cameli buscou resgatar a identidade e o protagonismo do partido, transformando a agremiação no maior partido da história política do Acre. Atualmente, além de governador, a legenda conta com a vice-governadora, seis deputados, quatro vice-prefeitos, 69 vereadores e 14 prefeitos. O presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, descreveu a ascensão como “um fenômeno”.

O governador atribui o sucesso a um esforço coletivo, mas a sua liderança foi determinante. O estadismo, o carisma e a capacidade de aglutinar foram cruciais para o patamar atual do partido. “Esse mérito é de todos vocês, filiados, aliados e principalmente da população acreana”, afirma Cameli, que goza de uma aprovação de governo em torno de 75% e é considerado o maior líder político do Acre desde sua autonomia.

O foco da gestão é intensificar a produção agropecuária. Com a liberdade para cultivar grãos como soja e milho, o governo visa fortalecer a piscicultura, a criação de aves e, especialmente, de suínos, com o uso de ração regionalizada. A pecuária de corte, ainda em consolidação, busca incorporar ciência e tecnologia para expandir-se para as regiões dos Vales do Juruá e Purus.

Gladson Cameli assegura que a infraestrutura será adequada e ampliada para incentivar a produção em larga escala. Além disso, o governo continuará criando um ambiente favorável, com incentivos e isenções fiscais, para a atração de novas indústrias. “O Acre respira liberdade para produzir, é exportador e em breve estará em outro patamar de prosperidade”, vislumbra o governador, que celebra os constantes aumentos do PIB e anuncia a reativação da Zona de Processamento e Exportação (ZPE).

Nesta entrevista, o governador Gladson Cameli avaliou sua gestão, fez análises e projeções, ressaltando os desafios que o Progressistas ainda tem pela frente. Ele reiterou a promessa que há mais de um século embala o sonho dos acreanos:

“Vamos sair do subdesenvolvimento”.

– No início do seu governo, o senhor recebeu o Acre em condições adversas e, logo em seguida, veio a pandemia. Comente sobre isso.

Gladson Cameli – Eu não costumo olhar para o retrovisor. Isso é para não perder tempo. O Brasil, naquele momento, vivia uma crise econômica e política. Alinhamos as contas, fiscal e financeira, nos preparamos para entrar em 2020 e iniciar grandes projetos. Mas veio a pandemia. Graças a Deus e a nossa equipe, arregaçamos as mangas e enfrentamos a doença. Demos o máximo de nós.

– O Acre está vivendo um novo momento no campo econômico, destacadamente na parte leste do estado, onde ficam os municípios às margens da BR 317. A prova desse “boom” econômico são os constantes aumentos do PIB. O que o senhor atribui a isso?

Gladson Cameli – Primeiro, o respeito que tenho pela população, pelas instituições, pelas leis ambientais, pela minha equipe e pelo setor produtivo. Todo dia é um aprendizado novo. Não prometemos aquilo que não podemos cumprir, ou seja, a gente busca ser honesto e transparente. O Acre, graças a Deus, está decolando economicamente. Por causa desse novo porto, a ZPE agora é a menina dos olhos de investidores. Como um mais um é dois, pode ter certeza, o Acre sairá do subdesenvolvimento. No nosso governo não há extremismos ou radicalismos, e sim uma imensa vontade de melhorar a vida da nossa gente.

– Os Estados que possuem reservas de petróleo estão em outro patamar de desenvolvimento. O Acre não tem esse recurso natural, mas tem florestas, inclusive algumas de sua propriedade. Por que o governo não entra no emergente mercado de carbono?

Gladson Cameli – A lei que regulamenta o mercado de crédito de carbono no Brasil foi criada em dezembro do ano passado. Ela institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), que estabelece as bases para a criação de um mercado regulado de carbono no país, permitindo a compra e venda de créditos de carbono. Já estamos fazendo essas tratativas, mas, como é algo muito recente, ainda estamos aguardando decisões, principalmente daquelas que vierem com a COP30, evento da ONU, que acontecerá em novembro em Belém do Pará. Como você disse, é um mercado emergente e o Acre, pode ter certeza, vai se inserir nesse negócio, mesmo porque, em se falando desse assunto, somos protagonistas e estaremos no centro do mundo.

– O senhor nunca trocou de legenda. Vai manter essa coerência?

Gladson Cameli – Com toda certeza. Foi esse partido que me deu tudo que conquistei, desde 2006, quando fui eleito deputado federal. Desde criança, o meu desejo de entrar na política passava pelo Progressista, inclusive a minha família tem essa tradição. Eu não tenho porque mudar. É o partido que dirigentes nacionais nos dão voz e vez, inclusive agora com a federalização com o União Brasil.

– O que ou a quem o senhor atribui esse crescimento partidário, inclusive com reconhecimento nacional?

Gladson Cameli – À confiança que a população deposita em mim, principalmente por eu falar a verdade, doa a quem doer. Também à consciência de que o governo é para servir a população. Ninguém se perpetua no poder, que não é para todos.

– Como o senhor se sente sendo presidente do Progressista?

Gladson Cameli – É uma honra e uma enorme responsabilidade. Tenho muita gratidão por esse partido. Se tivesse que escolher entre ser governador e presidente do Progressista, eu escolheria os dois (risos). Sair do partido seria uma infidelidade e uma ingratidão. Vou continuar honrando essa sigla. Eu gosto de desafios, mas sem pressão. E por quê? Porque estamos lidando com a vontade das pessoas. A política precisa ser suave e saudável. E o eleitor, todos sabemos, é sábio.

– Quais são as satisfações do seu governo?

Gladson Cameli – A satisfação é poder andar nas ruas e a população te acolher. É poder andar de cabeça erguida. Eu sou muito grato à minha equipe, que tem uma paciência enorme comigo. Essa aprovação é também dos motoristas, das pessoas que fazem a minha segurança, daquelas que servem o cafezinho, enfim, de todos.

– O senhor esteve na China e no Peru e pôde ter contato com a proposta de criação de um novo corredor de exportação e importação mundial. Esse novo modal cortaria o Brasil, inclusive passando pelo Acre. Comente sobre isso.

Gladson Cameli – Eu não sou de criar expectativas. Nós temos a Serra do Divisor, que é um parque nacional. Para esse corredor sair, via Cruzeiro do Sul-Pucallpa, é preciso fazer uma rodovia ecológica com todas as exigências para reduzir o impacto ambiental. É preciso desviar toda a serra, ou seja, passando necessariamente pelos municípios de Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Mas esse é um componente geopolítico estratégico. O Acre sempre teve esse desejo de se integrar com o Peru por aquela região. Temos mercados consumidores próximos e estamos no centro. Mas veja bem: é um projeto a longo prazo.

– Falando em projetos, quanto o senhor tem para investir nos próximos anos?

Gladson Cameli – Contando com tudo, temos mais de R$ 1 bilhão. Só o Deracre vai executar R$ 800 milhões. Na próxima semana, vamos dar a ordem de serviço do Viaduto da Corrente. O meu foco é executar esses recursos. A eleição a gente deixa para o ano que vem. A antecipação desse debate é muito ruim para a gestão. É uma tensão desnecessária. Quando chegar em dezembro, eu vou fazer um churrasco e reunir a minha equipe. E sabe o que eu vou dizer? Gratidão, gratidão.

– Comente sobre os 60 anos do Progressistas.

Gladson Cameli – O nosso partido ajudou a escrever a história do Acre. As duas pontes de Rio Branco, ligando o Primeiro com o Segundo Distrito, foram nos nossos governos. É inegável a contribuição de nossos gestores, notadamente na infraestrutura. Não foi por acaso que a integração terrestre (nacional e estadual) se deu nos governos de Edmundo Pinto e Orleir Cameli. Acrescente-se a isso a Ponte do Rio Madeira, inaugurada há poucos anos.

Entre tantas outras realizações progressistas, só a título de exemplo, destacam-se a criação da Ufac, a introdução da agropecuária em nossa região e a criação dos Núcleos Rurais Integrados (Nari’s), nos governos de Jorge Kalume, Wanderley Dantas e Geraldo Mesquita, respectivamente. O Progressistas deixou todo esse legado. O nosso partido não é dez. Somos onze (risos).

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Galvez bate o Vasco e garante vaga na semifinal do Estadual

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O Galvez bateu o Vasco por 5 a 2 neste sábado, 28, no Tonicão, e assumiu a vice-liderança da fase de classificação do Campeonato Estadual Sicredi com 13 pontos e ainda garantiu uma vaga na semifinal da competição. Marcelinho(2), Rato, Daniego e Lukinhas marcaram os gols do Imperador enquanto Leozinho e Jean anotaram para o Vasco.

Vitória merecida

O Galvez pressionou o Vasco desde o início e foi para o intervalo vencendo por 3 a 0. Na segunda etapa, o Galvez baixou as suas linhas e o Vasco esboçou uma reação. O Imperador aproveitou duas chances no fim da partida e garantiu o triunfo.

Vasco eliminado

A derrota acaba com as chances do Vasco disputar o título do Estadual de 2026. A equipe vascaína vai precisar vencer o São Francisco na última rodada para se livrar do rebaixamento.

Leozinho artilheiro

Com o gol marcado neste sábado, o meia Leozinho, do Vasco, chegou aos 6 e mantém a liderança da artilharia do Estadual.

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11ª Copinha Arasuper terá rodada decisiva no ginásio do Sesc

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Foto Gilvan Lima: Fase de classificação da Copinha chega na reta final

A 11ª Copinha Arasuper de Futsal terá uma rodada decisiva neste domingo, 1º de março, a partir das 8 horas, no ginásio do Sesc. As partidas podem decidir mais classificados nas três categorias Sub-10, 12 e 14 para a segunda fase e isso aumenta as disputas.

“Estamos chegando na sexta rodada e quem quiser continuar com chances de classificação precisa ganhar”, declarou o coordenador da Copinha, Auzemir Martins.

Partidas do Sub-14

Conquista x Santinha

Escola Galvez x Amigos Solidários

Flamenguinho x Botafogo

Meninos de Ouro x PSC

Sub-12

Conquista x Cruz Azul

Escola Galvez x CT Furacão do Norte

Santinha x Camisa 11

Flamenguinho x Barcelona

Sub-10

Santinha x Furacão do Norte B

Furacão do Norte A x Rei Artur

Arena Urubu x Boleiros Mirim

Xavier Maia x Flamenguinho

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Após cair em pesquisas, veja estratégias de Lula para melhorar imagem

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Arte Metrópoles
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Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana acenderam um alerta no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os desafios que o petista enfrentará na busca pela reeleição em outubro. Levantamentos da Paraná Pesquisas e da AtlasIntel apontaram o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), numericamente à frente do atual titular do Executivo em simulações para o segundo turno.

As sondagens consolidaram um movimento que vinha se desenhando em levantamentos anteriores nos quais o candidato bolsonarista demonstrava ganhar fôlego. Diante do cenário, aliados do presidente preparam uma reação. Dirigentes petistas defendem uma ofensiva para desgastar Flávio, ao mesmo tempo em que apostam na pauta positiva para impulsionar a popularidade de Lula.

A estratégia foi defendida publicamente pelo presidente do PT, Edinho Silva, durante a reunião da Construindo Um Novo Brasil (CNB), corrente majoritária petista, nessa sexta-feira (27/2). O político reconheceu a dificuldade da sigla em dialogar com a sociedade brasileira, o que favorece o crescimento do adversário.

“O Flávio Bolsonaro vira o catalisador de um sentimento antissistema e ele rapidamente organiza a base política da direita, da ultradireita e dos fascistas no Brasil”, avaliou Edinho. “E rapidamente, o que mostra um grau de organização que talvez a gente não tenha enfrentado até hoje em uma eleição presidencial, ele tem uma ofensiva jurídica e de redes sociais que nós nunca enfrentamos”, afirmou.

Aliados do presidente defendem uma forte campanha para enfraquecer Flávio. O objetivo seria mostrar conexões com o Centrão, com a milícia do Rio de Janeiro e resgatar escândalos em que ele esteve envolvido, como o caso das “rachadinhas” no período em que foi deputado estadual. A ideia inclui mobilização da militância nas ruas e nas redes sociais.


Pesquisas

  • Levantamentos divulgados na última semana apontam o crescimento do senador Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto.
  • De acordo com o Instituto Paraná Pesquisas, Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno, com 44,4% contra 43,8% de Lula. O resultado representa um empate dentro da margem de erro.
  • Já a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na quarta-feira (25/2), indica o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 46,3% ante 46,2% do petista.
  • A Atlas também mostrou que Lula e Flávio lideram a rejeição do eleitorado. Segundo o levantamento, 48,2% dizem não votar no atual presidente “de jeito nenhum”. Enquanto 46,4% afirmam o mesmo do senador.

Pauta positiva

Auxiliares também apostam em fomentar a pauta positiva com o objetivo de recuperar a popularidade do presidente antes da eleição. Entre as medidas apontadas como prioritárias estão a aprovação do fim da escala 6×1, a proposta de tarifa zero no transporte público e a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil.

Esta última, entrou em vigor em 1º de janeiro, mas ainda não tem demonstrado impacto na avaliação do governo. Para o secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, a medida deve começar a surtir efeito nas pesquisas a partir dos próximos meses.

“Nossa sensação é a de que o trabalhador, a trabalhadora, a classe média, de 2 a 5 salários, maior beneficiada com a isenção, está financeiramente arrochada com festas de fim de ano, Carnaval, férias, matrícula e material escolar, IPTU, IPVA, correação do plano de saúde. Talvez os efeitos do Imposto de Renda zero sejam sentidos a partir de março ou abril”, avalia.

Outra medida que entrou no radar de Lula recentemente é a proposta de criação de um “SUS do Transporte Público”. A iniciativa busca recompor o financiamento do setor de mobilidade para viabilizar a gratuidade universal do serviço.

O PT pretende incluir a ideia no plano de governo para a campanha eleitoral deste ano. O Ministério da Fazenda estuda a viabilidade de implementação da tarifa zero.

Além disso, outra proposta popular que deve avançar nos próximos dias é o fim da escala 6×1 — em que se trabalha seis dias e descanso um — encampada pelo governo e que ganhou apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em entrevista ao Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, o parlamentar afirmou que deve levar a matéria à votação no plenário em meados de maio.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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