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Governadores da Amazônia e movimento de empresários discutem desafios para o desenvolvimento sustentável da região

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O governo do Acre participou na manhã desta quarta-feira, 12, por videoconferência, de um encontro entre os governadores da Amazônia Legal e um movimento de empresários e investidores que têm se reunido com representantes de todos os poderes para alavancar ações de desenvolvimento sustentável e preservação da região amazônica.

O movimento, que começou com a assinatura de 38 diretores de grandes empresas nacionais, hoje conta com 66 signatários, entre eles cinco investidores nacionais: Fama, Mauá Capital, JGP, Fram Capital e SulAmérica Investimentos, que juntos possuem significativo poder econômico e de desenvolvimento social no país.

O comunicado do setor empresarial trata do bioma Amazônia e o ponto forte é o pedido para que o país combata o desmatamento ilegal

O comunicado do setor empresarial, lançado em 7 de julho, trata do bioma Amazônia e o ponto forte é o pedido para que o país combata o desmatamento ilegal. Entre as empresas envolvidas estão a Vale, Natura, Norsk Hydro e diversas outras.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito, foi o anfitrião do encontro e destacou que o principal objetivo do grupo é elevar o combate do país ao desmatamento ilegal e reforçar o reflorestamento de áreas abertas, contando ainda com a criação de um mercado de carbono e colocando o Brasil numa posição internacional de destaque, tendo em vista que hoje o próprio mercado tem valorizado e investido mais em empresas com responsabilidade ambiental.

O mesmo vale para outros governos, como o acordo de comércio com a União Europeia, que tem esbarrado em maiores exigências de preservação ambiental. “A palavra-chave é integração. Nós precisamos passar um compromisso público e privado para a Amazônia, de lutar principalmente contra o desmatamento e outras ilegalidades na região. E o mais importante é que temos recursos e conhecimentos para gerar boas práticas, planejando um futuro sustentável para a Amazônia e o Brasil”, relatou Brito.

União dos poderes

O grupo já esteve com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que tem estado à frente do combate a crimes ambientais na Amazônia; com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; e, nesta semana, estará também com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Dias Toffoli.

Entre os governadores da região amazônica, a conversa girou em torno dos desafios gigantes para a região, principalmente em como alinhar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico e social de uma área que ainda possui as maiores desigualdades do país.

Participaram os governadores Waldez Góes (AP), Flávio Dino (MA), Wilson Lima (AM), Mauro Carlesse (TO), Mauro Mendes (MT), Helder Barbalho (PA) e Antonio Denarium (RR). Representantes dos governos do Acre e Rondônia também estiveram presentes.

Em sua fala, Flávio Dino destacou a necessidade de que os fundos dos consórcios entre governadores sejam debatidos, para que os recursos sejam aplicados no âmbito de preservação, como o Fundo Amazônia. Helder Barbalho ressaltou que todos os objetivos são processos complexos que precisam ainda viabilizar as atividades econômicas na Amazônia, e que ter um grupo de poderosos empresários como esse é uma maneira de pressionar por resultados.

Waldez Góes, presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, finalizou a fala dos governadores: “Estamos unindo a sociedade, o setor empresarial e os governos nesse compromisso. São tantos temas, tantos desafios, que precisamos ter foco, criando segurança no setor econômico e produtivo também. Nenhum de nós está comprometido com ilegalidades na região amazônica e compactuamos esse combate”.

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PM recupera embarcação furtada em ação fluvial na zona ribeirinha de Marechal Thaumaturgo

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Proprietário foi alertado por morador; após diligência, polícia encontrou voadeira com motor abandonada às margens do Rio Juruá. Autor do crime não foi localizado

Após a restituição, a Polícia Militar acompanhou a vítima com segurança até a comunidade Foz do Arara e realizou rondas ao longo do trajeto, reforçando a segurança nas comunidades ribeirinhas. Foto: captada 

A Polícia Militar de Marechal Thaumaturgo recuperou, na manhã desta sexta-feira (23), uma embarcação furtada na região da Foz do rio Arara, área ribeirinha do município. A vítima, Francisco Charles Nobre dos Santos, foi informada por um amigo que um homem desconhecido estava conduzindo sua voadeira equipada com motor Honda 6hp.

Com o apoio dos sargentos França e Aldecir, a guarnição partiu em diligência fluvial e localizou a embarcação abandonada por volta das 09h30, às margens do Rio Juruá, próximo à comunidade Tapaúna. O suspeito não foi encontrado, mas o veículo e o motor foram restituídos ao proprietário ainda no local.

A PM reforçou que furtos de embarcações comprometem a subsistência e a mobilidade de comunidades ribeirinhas, e pediu que a população comunique imediatamente qualquer movimentação suspeita. A ação integra o reforço da segurança na região, que tem registrado aumento de casos semelhantes.

Francisco Charles Nobre dos Santos, tomou conhecimento do furto após ser avisado por um morador da Foz do rio Tejo. Foto: captada 

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MPF recomenda fim da retenção de cartões de benefícios por comerciantes em Jordão após apreensão de cerca de 700 documentos

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O atendimento bancário no município sofreu sucessivos retrocessos nos últimos anos: a casa lotérica foi fechada em 2023 e o sistema “Caixa Aqui” teve as atividades suspensas no final de 2025, após suspeitas de envolvimento em irregularidades investigadas pela polícia

O procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, autor da recomendação, afirma que a retenção de cartões é ilícita e pode configurar crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor. Foto: captada 

A apreensão de aproximadamente 700 cartões de benefícios sociais e previdenciários em posse de comerciantes no município de Jordão, no interior do Acre, levou o Ministério Público Federal (MPF) a expedir uma recomendação para a interrupção imediata da prática na cidade. A orientação alcança cartões pertencentes a indígenas e não indígenas e foi motivada por investigação que identificou a retenção como forma de garantia de dívidas e de acesso a dinheiro em espécie.

As apurações apontam que os cartões eram retidos, principalmente, em compras de mercadorias feitas a prazo no comércio local. Em outros casos, os beneficiários entregavam os cartões em troca da liberação imediata de dinheiro, situação associada à precariedade da rede bancária existente no município. Para o MPF, no entanto, a ausência de serviços financeiros não justifica a exploração da vulnerabilidade social da população.

No documento, o órgão destaca que Jordão não possui agência da Caixa Econômica Federal, instituição responsável pelo pagamento de benefícios sociais e previdenciários. O atendimento bancário no município sofreu sucessivos retrocessos nos últimos anos: a casa lotérica foi fechada em 2023 e o sistema “Caixa Aqui” teve as atividades suspensas no final de 2025, após suspeitas de envolvimento em irregularidades investigadas pela polícia.

O procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, autor da recomendação, afirma que a retenção de cartões é ilícita e pode configurar crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto da Pessoa Idosa e no Código Penal, como o crime de apropriação indébita.

Segundo o procurador, a prática compromete diretamente a autonomia financeira dos beneficiários. “A posse e retenção de cartões magnéticos ou quaisquer documentos retira a liberdade financeira dos consumidores, sejam indígenas ou não, e atenta contra o princípio da dignidade da pessoa humana”, destacou.

Orientações e encaminhamentos

Na recomendação, o MPF orienta que os comerciantes deixem de aceitar cartões magnéticos como garantia de dívidas ou como condição para qualquer tipo de transação comercial. O descumprimento da medida pode resultar no ajuizamento de ações civis e criminais contra os responsáveis.

O documento também foi encaminhado à Prefeitura de Jordão, à Secretaria Municipal de Assistência Social e à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, para a promoção de campanhas educativas voltadas à população. A Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também foram notificadas para auxiliar na conscientização das comunidades afetadas.

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PM prende dois homens que tentaram arrombar comércio na BR-364 usando pedido de internet como pretexto

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Suspeitos fugiram deixando bolsa com duas armas caseiras; ambos confessaram a tentativa de furto e foram encaminhados à delegacia

Os homens foram surpreendidos pelo proprietário e fugiram, deixando para trás uma bolsa. No interior do objeto, os policiais encontraram duas armas de fabricação caseira. Foto: captada 

A Polícia Militar prendeu em flagrante dois homens acusados de tentar arrombar um estabelecimento comercial na BR-364, km 16, no acesso a Manoel. Os suspeitos chegaram ao local pedindo acesso à internet e, em seguida, tentaram arrombar o comércio, mas foram surpreendidos pelo proprietário.

Ao fugirem, deixaram para trás uma bolsa que continha duas armas de fabricação caseira e alimentos. Após buscas na região, a equipe do 8º Batalhão da PM localizou e prendeu os envolvidos, que confessaram a tentativa de furto.

Eles foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. A corporação destacou que a denúncia via 190 foi fundamental para a rápida atuação e prisão dos suspeitos.

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