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Governadora em exercício Mailza Assis participa de inauguração da ponte do Judia

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A governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, participou na manhã desta segunda-feira, 30, da inauguração da nova ponte do Igarapé Judia, em Rio Branco, uma obra que irá transformar a mobilidade e a qualidade de vida dos moradores da região.

Obra tem 88 metros de extensão, é toda em ferro e concreto e um sonho realizado para os moradores. Foto: Neto Lucena/Secom

A obra custou pouco mais de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 4 milhões de emendas da atual vice-governadora quando senadora da República e o restante, contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. A estrutura tem 88 metros de extensão, duas faixas para veículos e passagem para pedestre e ciclistas.

Obra custou pouco mais de R$ 7,5 milhões. Foto: Neto Lucena/Secom

A cerimônia contou ainda com a presença do senador Márcio Bittar, do deputado estadual Arlenilson Cunha, de secretários municipais e presidentes de bairros da região.

Também foi inaugurada a praça ao lado, que leva o nome do bairro.

Praça do Judia ao lado da ponte. Foto: Neto Lucena/Secom

A melhoria deve impactar principalmente a vida de 30 mil pessoas que moram na região, além de quem trabalha na região central.

A obra, localizada na rua Francisco Sales, no bairro Belo Jardim I, era um antigo pedido dos moradores da região.

Ponte era um pedido antigo dos moradores. Foto: Neto Lucena/Secom

Até então a comunidade contava apenas com uma ponte de madeira que dificultava a passagem do transporte público coletivo.

Ponte garante a trafegabilidade de veículos e pedestres. Foto: Neto Lucena/Secom

Maria Raimunda Lima da Silva, de 58 anos, mora há mais de 20 anos no Ramal Judia, e contou como era a situação até um ano. 

“Antes, a ponte era mais embaixo. Quando alagava, a gente atravessava com água acima dos joelhos. Era difícil, tanto pra um lado, como pro outro. Cansei de atravessar com a água no joelho. Agora facilitou. É uma bênção”, disse.

Moradora do bairro há mais de 20 anos, Maria Raimunda disse que a obra é um avanço. Foto: Neto Lucena/Secom

Quem também estava satisfeito era Francisco de Moura Lima, 72 anos, vice-presidente da Associação do Bairro Canaã.

Morador do bairro Canaã, Francisco disse que agora, se o igarapé encher, não precisa se preocupar com a dificuldade em atravessar. Foto: Neto Lucena/Secom

“Estou animado, porque nós sabemos que quando chegar o inverno a gente não tem mais aquele aperreio que nós tínhamos antigamente, de atravessar de canoa. Agora, de inverno a verão, de carro, moto, bicicleta, vamos atravessar seguros. Isso é melhoria para nós”, disse.

Governadora em exercício destinou uma emenda de R$ 4 milhões quando senadora da República. Foto: Neto Lucena/Secom

“Destinei esse recurso ouvindo a reivindicação da população desses bairros em 2021, quando era senadora. Estive aqui visitando a antiga ponte e conversando. Sonhei junto com vocês, e hoje realizamos nessa parceria com a prefeitura. Mais que concreto, é um sonho realizado para sempre”, disse Mailza.

O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), Cid Ferreira, que representou o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, disse que a ponte foi preparada para suportar as próximas alagações.

Secretário Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana disse que ponte foi feita para suportar próximas enchentes. Foto: Neto Lucena/Secom

“Nós fizemos ela com uma estrutura maior, justamente para que ela pudesse estar assentada nas margens mais distantes do igarapé, já para garantir que esse acesso funcione em períodos de alagação. Hoje, as comunidades do Judia, Belo Jardim e Canaã estão de parabéns. São três regionais que essa ponte beneficia, agregando 60 bairros que agora poderão usufruir, cortando caminho ali pelo Ramal do Macarrão, encurtando 9km na vinda para o centro da cidade. Obrigado, vice-governadora! É uma união comprometida com a população”, destacou.

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Homem de 69 anos recebe alta após dez dias intubado por intoxicação com planta tóxica em Rio Branco

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Oséias de Souza Lima comeu trombeta roxa com esposa e filho no quintal da vizinha; família ainda apresenta sequelas como sonolência e alucinações

Após a intoxicação, as três vítimas foram levadas ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foto: captada 

Após dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Oséias de Souza Lima, de 69 anos, recebeu alta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC). Ele havia sofrido intoxicação grave ao comer um fruto da planta trombeta roxa (Datura metel), conhecida popularmente como saia roxa, no último dia 26 de fevereiro, no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco.

A informação foi confirmada à reportagem por uma cunhada de Oséias, que preferiu não se identificar, nesta segunda-feira (9). Segundo ela, o idoso ainda não está totalmente recuperado e apresenta sequelas.

“Após a alta, percebemos que ele ainda está com bastante sono, por isso fica bocejando direto e também segue meio lento”, relatou.

O caso aconteceu quando Oséias, a esposa Gelzifran da Silva Lima e o filho do casal, de 13 anos, ingeriram o fruto da planta tóxica que estava no quintal da vizinha. Todos foram socorridos e internados.

Gelzifran permaneceu internada por alguns dias e, segundo familiares, também enfrentou complicações. Mesmo após receber alta, ela apresentou períodos de alucinações, dificuldade para se alimentar por conta do gosto amargo na boca e insônia. O estado de saúde do adolescente não foi detalhado.

A trombeta roxa é uma planta ornamental que contém substâncias alucinógenas e altamente tóxicas se ingerida. A ingestão pode causar quadros graves de intoxicação, com sintomas que vão desde alucinações até complicações respiratórias e cardíacas.

Planta ‘Trombeta Roxa’

Conforme o professor e coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Ocidental (PPBio) da Universidade Federal do Acre (Ufac), o biólogo Marcos Silveira, o fruto não pode ser ingerido por conta das toxinas.

“A trombeta roxa é da família Solanaceae, a mesma do tomate, da batata, da pimenta de cheiro e do manacá. Ela é uma planta asiática naturalizada em várias partes do mundo. É altamente tóxica, mas em doses controladas é usada como analgésico e antiespasmodico”, afirmou.

Ainda segundo o especialista, a planta é considerada invasora, visto que cresce com facilidade e se espalha rapidamente. Ele destacou também que por ter atropina, uma substância usada para tratar batimentos cardíacos lentos e em colírios para dilatar a pupila, o fruto da trombeta roxa causa intoxicação grave.

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Violência no Acre: homens são 9 em cada 10 vítimas de mortes violentas em 2025

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Dados do MPAC apontam que 88,89% das vítimas são do sexo masculino; criminalidade organizada e disputas territoriais estão entre as principais causas

Segundo o levantamento, das 189 mortes violentas registradas no estado, 168 eram homens, o que corresponde a 88,89% do total. Foto: captadas 

A violência letal no Acre tem rosto, gênero e uma estatística alarmante: quase nove em cada dez vítimas de mortes violentas registradas em 2025 são homens. É o que aponta o Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI), ferramenta mantida pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

De acordo com o levantamento, das 189 mortes violentas contabilizadas no estado neste ano, 168 eram do sexo masculino — o equivalente a 88,89% do total. As mulheres somaram 21 vítimas, representando 11,11% das ocorrências.

O indicador reúne crimes como homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, compilados pela Polícia Civil e analisados pelo Observatório de Análise Criminal do MPAC.

Os números do Acre acompanham uma tendência nacional já identificada por estudos de segurança pública: a maior exposição dos homens à violência letal. Entre os fatores que explicam essa realidade estão os conflitos interpessoais, a atuação da criminalidade organizada e as disputas territoriais — estas últimas, frequentemente ligadas ao tráfico de drogas.

O painel do MPAC segue monitorando a evolução da violência no estado, fornecendo subsídios para políticas públicas e ações de segurança.

As mulheres, por sua vez, somaram 21 vítimas, representando 11,11% das ocorrências em 2025. Foto: captadas

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Animais soltos na BR-364: vídeo mostra bois no meio da rodovia em Cruzeiro do Sul

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Cena registrada por motorista escancara problema que já causou duas mortes este ano na principal ligação da região; moradores cobram providências

A presença de bois e vacas na rodovia aumenta o risco de colisões graves, já que o impacto contra animais de grande porte costuma ser devastador. Foto: captada 

Um motorista flagrou dois bois caminhando tranquilamente no meio da BR-364, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. As imagens, registradas em vídeo, evidenciam um problema recorrente e perigoso na principal rodovia que corta a região.

Somente neste ano, dois acidentes fatais foram provocados por animais soltos na pista. O impacto contra bois e vacas, animais de grande porte, costuma resultar em colisões devastadoras, colocando em risco a vida de condutores e passageiros que trafegam pelo local.

A BR-364 concentra intenso fluxo de veículos leves e pesados por ser a principal via de ligação da região. A presença constante de animais na pista aumenta exponencialmente o risco de novas tragédias.

Moradores e motoristas que utilizam diariamente o trecho cobram medidas urgentes das autoridades competentes e também dos proprietários rurais. Entre as principais reivindicações estão a instalação de cercas adequadas nas laterais da rodovia e o reforço na fiscalização para responsabilizar donos de animais que permanecem soltos.

O temor da população é que, sem uma solução definitiva, novos acidentes com vítimas fatais voltem a acontecer.

Projeto de Lei prevê multa para proprietário que deixar animal circular em estradas

Multa é escalonada de acordo com o porte do animal, mas em todos os casos a infração é considerada gravíssima. Foto: captada 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1211/21, que proíbe a presença de animais soltos nas vias e determina aplicação de multa a proprietários, posseiros ou tratadores.

O texto, do deputado João Maia (PL-RN), altera o  Código de Trânsito Brasileiro. O projeto determina punição a quem permitir ou deixar de adotar providências que impeçam a circulação, em via pública, de animais de sua propriedade. A multa é escalonada de acordo com o porte do animal; porém, em todos os casos a infração é considerada gravíssima.

Também será punida a condução do animal fora dos parâmetros da lei em vigor: os rebanhos devem ser divididos em grupos de tamanho moderado no transporte e separados por espaços suficientes para não obstruir o trânsito. A infração é considerada grave ou leve a depender do porte do rebanho e o animal poderá ser recolhido pela Polícia Rodoviária Federal se não for organizado o transporte nos moldes da lei.

Animais recolhidos

O texto autoriza o leilão dos animais que não sejam reclamados por seus proprietários ou possuidores no prazo de 15 dias e que tenham sido vítimas de maus tratos continuados, constatados na inspeção veterinária. Nos casos de suspeita de maus tratos, a perícia deverá ser custeada pelo infrator.

A restituição dos animais recolhidos somente será feita àquele que comprovar ser o seu legítimo proprietário ou possuidor e estará condicionada ao prévio pagamento de multas, taxas, despesas com remoção e estada, além de outros encargos previstos na legislação.

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