O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), recebeu na manhã desta sexta-feira, 27, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, durante o encerramento do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, realizado na quadra da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Divina Providência, em Xapuri.
Cameli recepcionou o ministro ainda no aeroporto e o acompanhou até a unidade escolar, onde ocorreu o evento. A solenidade contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, além de membros da Corte acreana, representantes de instituições parceiras e do público atendido pelos serviços oferecidos.
O programa tem como objetivo promover o acesso à justiça em regiões de difícil acesso na Amazônia Legal. Em Xapuri, as ações tiveram início no dia 23 de junho, por meio de uma parceria com o TJAC, oferecendo atendimentos gratuitos à população na Escola Divina Providência, na Universidade Aberta do Brasil e nos ônibus “Justiça Sobre Rodas”, com apoio da Defensoria Pública do Estado.
Durante a agenda, o governador e o ministro também visitaram a casa do líder seringueiro Chico Mendes, um dos principais símbolos da luta socioambiental no Acre.
Nas redes sociais, Gladson destacou a importância da iniciativa. “Recebemos diretamente em Xapuri o excelentíssimo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF e do CNJ. Prestigiamos o encerramento do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, promovido pelo CNJ, que desde o dia 23 ofereceu diversos serviços gratuitos às comunidades que mais precisam de assistência. O Governo do Acre é parceiro desse programa, que é exemplo de colaboração entre os poderes constituídos. Agradeço ao CNJ e às instituições envolvidas. Podem contar com o nosso apoio para fortalecer ações que levem mais cidadania às pessoas”, afirmou.
O fortalecimento da Defesa Civil Municipal tornou-se uma das marcas da atual gestão da Prefeitura de Rio Branco. Ao relembrar a trajetória de organização do órgão, o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom destacou que a estruturação da unidade não foi apenas uma decisão administrativa, mas uma missão pautada na experiência prática e no compromisso inegociável com a segurança da população.
A sensibilidade para a importância de uma Defesa Civil atuante surgiu ainda em 2005. Naquele ano, diante de uma crise de queimadas sem precedentes que atingiu o estado, o atual gestor, então prefeito no interior, foi o único a decretar situação de emergência, mesmo enfrentando resistências políticas à época. A decisão permitiu a chegada de reforços, como o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, e resultou na preservação da histórica Fazenda Bonal, salvando centenas de hectares de seringueiras e pupunha, além de proteger a economia e o meio ambiente da região.
Desafios e Transformações
Ao assumir a gestão da capital, o cenário encontrado era de uma Defesa Civil que existia apenas formalmente. “Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. Para liderar esse processo de transformação, a gestão investiu na valorização técnica do órgão, com a atuação do coordenador municipal da Defesa Civil, tenete-coronel Cláudio Falcão, cuja trajetória de dedicação foi fundamental para estruturar e consolidar a unidade.
Atualmente, a Defesa Civil de Rio Branco conta com equipes capacitadas, logística de resposta rápida, estrutura adequada e foco permanente na prevenção e no monitoramento de riscos, o que tem garantido maior eficiência no atendimento à população em momentos de emergência.
“Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O principal indicador desse trabalho é a preservação de vidas. Mesmo diante de eventos climáticos severos e enchentes históricas registradas nos últimos anos, Rio Branco mantém um dado expressivo em comparação a outros centros urbanos do país: zero óbitos decorrentes de desastres naturais.
“Estou muito feliz de ver um grupo de pessoas comprometidas em salvar vidas. Em qualquer lugar do Brasil, eventos dessa magnitude costumam registrar óbitos, mas aqui não tivemos nenhum. Isso é fruto de uma Defesa Civil preparada e que trabalha com foco na prevenção”, ressaltou o prefeito.
Integração e Reconhecimento Nacional
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a atuação integrada da gestão municipal foi determinante para garantir o atendimento às famílias atingidas pelas enchentes, incluindo o acolhimento daquelas que precisaram ser encaminhadas para o abrigo público instalado pela Prefeitura de Rio Branco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a ação conjunta da Prefeitura foi essencial para garantir o atendimento e o acolhimento das famílias afetadas pelas enchentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Defesa Civil é fundamental. Nenhuma prefeitura, especialmente de capital, pode funcionar sem uma Defesa Civil estruturada. Mas isso só acontece com o apoio direto do chefe do Executivo. Em Rio Branco, temos o respaldo do prefeito Tião Bocalom para avançar cada vez mais, seja com equipamentos, viaturas, estrutura física ou capacitação. A Defesa Civil do município cresceu exponencialmente nas duas gestões e hoje é referência, com reconhecimento nacional e até internacional”, destacou Falcão.
Com uma estrutura sólida e em constante aprimoramento, a Prefeitura de Rio Branco reafirma que a Defesa Civil é mais do que um órgão de resposta a emergências: é um instrumento essencial de proteção à vida e de apoio direto ao cidadão nos momentos de maior vulnerabilidade.
Você precisa fazer login para comentar.