Brasil
Gladson quer levar partidos de sua base para o palanque de Socorro Neri
Governador iniciou articulação política com três legendas e obteve sinal verde de todas elas

LEANDRO CHAVES
Nos últimos dias, o governador Gladson Cameli (Progressistas) assumiu, nas horas vagas, um papel que há muito havia deixado de lado, o de articulador político. Sua missão é clara: levar o máximo possível de partidos e lideranças da sua base aliada para segui-lo na jornada de apoiar a reeleição da prefeita de Rio Branco Socorro Neri (PSB).
A primeira investida foi com o Republicanos. Em uma entrevista exclusiva ao ContilNet, o governador afirmou que conversou com o deputado federal Manuel Marcos, que teria dito que o acompanharia.
“Ele está comigo. Me disse sobre as dificuldades que tem em apoiar o Bocalom, mas que não as teria com a Socorro Neri e com o Ney Amorim”.
No entanto, o Republicanos já havia oficializado desde junho seu pré-candidato, Jebert Nascimento. Não se sabe ainda se o partido retirará o nome ou se o apoio à Socorro Neri será uma iniciativa particular do deputado Manuel Marcos.
O Solidariedade também teria fechado acordo para o seguir Cameli. O partido também tinha sua meia chapa própria, mas se retirou oficialmente da disputa nesta semana em um episódio polêmico envolvendo o pré-candidato Luziel Carvalho, que saiu do páreo a contragosto.
Outra legenda que já teria dado sinal verde para o governador, segundo o próprio, foi o Democratas, do deputado federal Alan Rick. Diferente do Republicanos e do Solidariedade, o antigo DEM não teve pretensões próprias para se lançar às Eleições municipais.
“Estou procurando os partidos que me ajudaram a ser eleito e fazendo aquele trabalho político que ainda não tinha feito, chamando e ouvindo. Como eu fui eleito numa composição de partidos, nós estamos abrindo um diálogo para ver o que é melhor para cada um, respeitando sempre o crescimento dos partidos”, disse o governador.
O MDB e o PSDB já têm seus pré-candidatos e não abrirão mão da pré-disputa, especialmente o segundo, que é o melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto com o ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Minoru Kinpara.
Missão inusitada
A missão do governador é inusitada, uma vez que Socorro Neri foi eleita em dobradinha com o PT, arqui-inimigo do grupo político que hoje ocupa as salas do Palácio Rio Branco.
Para esquentar ainda mais o caldo, o partido de Cameli já lançou a sua chapa para a pré-disputa, formada por Tião Bocalom e a vice Marfisa Galvão (PSD), esposa do senador Petecão.
Não é difícil entender o que leva Cameli a manifestar apoio explícito à Socorro, indispondo-se com sua própria legenda. Neri é bem avaliada por cerca de 85% dos riobranquenses e tem grandes chances de se reeleger, estando bem nas pesquisas de intenção de voto realizadas até o momento. Por outro lado, a pré-candidatura de Tião Bocalom sequer engatou nas consultas públicas.
Cameli e Neri se aproximaram bastante após terem a oportunidade de trabalharem em conjunto para conter a pandemia de coronavírus. O governador chegou a afirmar publicamente que sua admiração pela forma de trabalhar da gestora se intensificou nessa ocasião.
E a prefeita?
Socorro Neri tem desviado do assunto nas vezes em que foi questionada sobre o apoio de Gladson Cameli a seu nome.
“Eu não posso ter nenhuma opinião a respeito de outros partidos.
Eu sei apenas do meu partido que é o PSB”, disse, na quinta-feira (16), durante inauguração da Ponte do Quixadá, uma das várias agendas em que participou ao lado do governador, quase sempre com troca mútua de elogios.
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Eduardo acusa Moraes de perseguição após ida de Bolsonaro à Papudinha. Vídeo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu a transferência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília (DF), conhecida como “Papudinha”, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (15/1).
Em vídeo, Eduardo Bolsonaro criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes e classificou a transferência como perseguição política.
“Alexandre de Moraes acaba de ordenar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o presídio comum, a Papudinha. Isso demonstra, mais uma vez, a sua total insensibilidade, a sua psicopatia. A gente sabe que Bolsonaro não cometeu crime algum, que não houve tentativa de golpe no Brasil, e que a prisão dele só serve para tirá-lo da corrida presidencial”, afirmou.
Segundo o ex-deputado, a decisão teria motivação eleitoral. “A todo custo, Alexandre de Moraes quer impedir que Bolsonaro tenha influência sobre as eleições deste ano. Esse é o motivo real, o motivo político pelo qual ele não cede em enviar Bolsonaro para uma prisão domiciliar, o que já seria injusto por si só”, disse.
Eduardo também comparou o caso com decisões anteriores do STF. “Em outros casos muito mais leves, como o do ex-presidente Fernando Collor, houve concessão de prisão domiciliar por decisão do próprio Alexandre de Moraes”, declarou.
Ao final, o ex-deputado fez um apelo político. “Este ano é crucial para reverter tudo o que está acontecendo no Brasil. Todos nós podemos fazer alguma coisa: eleger senadores comprometidos com a causa da liberdade e apoiar um presidente que não compactue com esse sistema. Se Deus quiser, o Brasil vai sair dessa ainda mais forte”, concluiu.
Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, por determinação de Moraes, passará a cumprir sua pena no batalhão da PM, onde também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Segundo a decisão judicial, o ex-presidente ficará em uma cela separada dos demais.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Motivações para a decisão
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o sistema prisional brasileiro enfrenta, há anos, um cenário de elevada população encarcerada e déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais, especialmente no regime fechado.
O ministro usou dados do sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontam 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025.
Frisou que a realidade do sistema carcerário brasileiro revela, ainda, que, historicamente, a execução da pena privativa de liberdade não ocorre de maneira uniforme para todos os indivíduos submetidos ao regime fechado, pois a maioria das pessoas privadas de liberdade enfrenta estabelecimentos marcados por superlotação, precariedade estrutural e restrição severa de direitos básicos.
Moraes, no entanto, ressaltou que Bolsonaro, por ser ex-presidente, estava em cela especial, na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Condição diferente de todos os demais réus condenados à penas privativas de liberdade pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito e Tentativa de Golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, dos quais 145 réus estão presos, sendo 131 presos definitivos.
Ainda assim, diversas reclamações chegaram ao STF acerca da cela onde Bolsonaro estava até esta quinta-feira (15/1). Moraes listou todas as reclamações da defesa e afirmou que mesmo diante da cela especial, a prisão não é “uma colônia de férias”.
“As medias não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um “cativeiro”, ao apresentar reclamações do “tamanho das dependências”, do “banho de sol”, do “ar-condicionado”, do “horário de visitas”, ao se desconfiar da “origem da comida” fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da “televisão por uma SMART TV”, para, inclusive, “ter acesso ao YOUTUBE”, diz Moraes.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Papudinha: Bolsonaro está sozinho em cela para 4 pessoas

Uma cela com capacidade para até quatro detentos na Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda, está sendo utilizada de forma exclusiva pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme a definição do modelo de custódia adotado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-presidente foi transferido para a penitenciária federal nesta quinta-feira (15/1), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a saída de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ele estava preso desde novembro do ano passado.
Em contraste, outros dois condenados pela trama golpista, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, dividem juntos uma unidade semelhante à reservada ao ex-presidente. Ambos também estão na Papudinha.
Torres foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro e recebeu condenação do STF a 24 anos por participação nos atos que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. Já Vasques também foi condenado pela mesma trama, a 24 anos e seis meses, e acabou preso no Paraguai após a decisão judicial.
Privilégios a Bolsonaro
Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes pontou que, embora houvesse uma série de críticas às condições do pai, os filhos de Bolsonaro, como o senador Flávio, Bolsonaro tinha umasituação cercada de privilégios na carceragem da PF.
Moraes citou desde a presença de frigobar e ar-condicionado, dentre um total de 13 privilégios, que o diferenciavam de outros quase 4 mil detentos que cumprem pena em regime fechado atualmente e precisam enfrentar superlotação dos espaços.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Michelle busca apoio de Gilmar Mendes para domiciliar de Bolsonaro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) buscou apoio em Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar interceder por Jair Bolsonaro (PL).
Michelle relatou ao ministro as condições de saúde do marido, preso após condenação de 27 anos e 3 meses de prisão, e tentou uma sensibilização por prisão humanitária domiciliar.
A informação foi dada pela jornalista Andrea Sadi, do G1, e confirmada pelo Metrópoles.
As intenções de Michelle seriam de que o decano da Corte conversasse com os outros ministros.
Em especial, a conversa deveria ocorrer com Alexandre de Moraes, que já negou a prisão domiciliar de Bolsonaro por diversas vezes devido às possibilidades de fuga.
Em 1º/1, Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro de prisão domiciliar humanitária, após o ex-presidente deixar o Hospital DF Star, onde estava internado desde a véspera do Natal para série de procedimentos médicos.
Na decisão, Moraes citou a ausência de requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar e o risco concreto de fuga.
“Há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga”, detalha a decisão.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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