Acre
Gene Diniz surge como terceiro nome cotado para vice na chapa de Alan Rick
Indicação partidária do prefeito de Sena Madureira amplia leque de opções do senador para a majoritária

Filiado ao partido de Mailza e Gladson Camelí, Gerlen não esconde seu apoio a Alan Rick e, sobretudo por isso, passou a ter uma péssima relação com o PP e o governo. Foto: captada
O deputado estadual Gene Diniz (Republicanos) surge nos bastidores como mais um nome cotado para ser vice na chapa do pré-candidato a governador, senador Alan Rick (Republicanos). A indicação partiu do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP), que é irmão do parlamentar.
A movimentação reforça a força política da família Diniz no cenário eleitoral e ocorre em meio a um momento de tensão entre Gerlen e o governo estadual. Filiado ao Progressistas — mesma legenda do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis —, o prefeito de Sena Madureira não esconde seu apoio a Alan Rick, o que tem gerado uma relação conflituosa com o Palácio Rio Branco e com a direção do próprio partido.
Em fevereiro, o governo publicou uma série de exonerações de cargos comissionados ligados ao grupo político de Gerlen Diniz, incluindo seu próprio filho, Geandre Diniz Andrade. A medida foi interpretada como consequência direta da aproximação do prefeito com o senador Alan Rick. Na ocasião, o governador Gladson Cameli afirmou publicamente que a relação com o prefeito “está muito complicada” e que Gerlen “tem que conhecer o lugar dele”.
O deputado Gene Diniz, que até então integrava a base governista na Assembleia Legislativa, pode agora alinhar-se definitivamente ao projeto político do senador. Nos bastidores, a avaliação é que o parlamentar, de perfil discreto no plenário, sempre votou favoravelmente às pautas do governo, mas a crise envolvendo seu irmão deve selar sua ida para o grupo de Alan.
Três nomes no tabuleiro
Com a entrada de Gene Diniz na lista de cotados, o senador Alan Rick passa a contar com três opções para compor a chapa majoritária:
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Fernanda Hassem – Ex-prefeita de Brasiléia, irmã do deputado Tadeu Hassem, que anunciou sua saída da base governista na última quarta-feira (18) para apoiar Alan Rick. Fernanda deixou o cargo que ocupava no governo e rompeu com o Progressistas.
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Ana Paula Correia – Advogada e empresária, noiva do deputado estadual Emerson Jarude (Novo). Seu nome foi indicado pelo partido Novo ainda em novembro de 2025 para compor a chapa de Alan Rick.
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Gene Diniz – Deputado estadual pelo Republicanos, irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz. Sua indicação partiu do próprio prefeito, que já declarou apoio público ao senador mesmo contrariando a orientação do Progressistas.
A definição do nome que ocupará a vaga de vice na chapa de Alan Rick deve ocorrer nos próximos meses, à medida que as articulações partidárias avançam durante a janela eleitoral.
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Acre
Infectologista explica sintomas e transmissão da Mpox após primeiro caso confirmado na fronteira do Acre
Thor Dantas esclarece que doença é transmitida principalmente por contato direto, inclusive sexual, mas raramente apresenta quadros graves

O médico infectologista e hepatologista, Thor Dantas, comentou sobre os sintomas e forma de contágio da doença Mpox, após o primeiro caso confirmado na fronteira do Acre. Foto: capada
O médico infectologista e hepatologista Thor Dantas comentou sobre os sintomas e forma de contágio da doença Mpox, após o primeiro caso confirmado na fronteira do Acre. Segundo ele, a Mpox é uma infecção viral causada por um vírus semelhante ao da varíola, que causa lesões na pele do tipo bolhas e vesículas, parecidas com as da catapora.
“Ela é transmitida principalmente através do contato, e um tipo de contato muito eficiente na sua transmissão é o contato sexual”, explica o médico.
O especialista ressalta que, embora sejam comuns as lesões genitais, essa não é a única forma de contágio. A doença também pode ser transmitida pelo contato direto com lesões na pele, por objetos contaminados e, em alguns casos, por vias respiratórias.
Sintomas e gravidade
O médico afirma que a Mpox geralmente é uma doença benigna, que não oferece risco de vida e muito raramente apresenta quadros graves com complicações.
“Ela causa sintomas de desconforto, dor, infecção local e, a depender do lugar onde afete, como região genital ou anal, pode também produzir dores ao evacuar. Porém, apesar de dificilmente apresentar quadros graves, é uma doença que causa bastante desconforto”, afirma Dantas.
Baixo risco de surto
Para o médico, é importante conscientizar a população de forma clara para evitar situações de angústia. Ele esclarece que um surto em grande escala não é provável, pois a Mpox não possui uma transmissibilidade que permita uma disseminação em grandes proporções.
“Diferente de um vírus respiratório, por exemplo, onde a principal forma de transmissão é a respiratória, a Mpox necessita de um contato pessoa-pessoa”, esclarece o infectologista.

O médico infectologista e hepatologista, Thor Dantas, comentou sobre os sintomas e forma de contágio da doença Mpox, após o primeiro caso confirmado na fronteira do Acre. Foto: captada
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Acre
Defensoria Pública do Acre altera regras para contratação de estagiários de nível superior
Nova resolução flexibiliza critérios de seleção, amplia oportunidades para estudantes e considera diferenças entre capital e interior
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Acre
Educação é pilar para ressocialização de pessoas privadas de liberdade em presídio de Sena Madureira
A educação é um pilar em todas as esferas da sociedade e tem sido utilizada pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) no âmbito do sistema prisional acreano, como ferramenta de ressocialização e reintegração de pessoas privadas de liberdade ao retorno ao convívio social.

Para o presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, a educação é um dos principais meios de transformação social. “O sistema penitenciário não existe apenas para encarcerar, mas também para contribuir com a transformação das pessoas que cumprem pena, elas serão devolvidas à sociedade e queremos que elas retornem melhores do que quando entraram. A educação é uma das nossas ferramentas mais importantes no trabalho de ressocializar”, ressaltou o gestor.

Na Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, funciona o anexo da Escola Estadual Charles Santos, que atende à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e oferece, em parceria com Iapen e a Secretaria de Estado de Educação (SEE), a oportunidade de estudo para as pessoas privadas de liberdade que cumprem pena na unidade prisional.

O chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, Emanuel Dantas dos Santos, explicou que o ano letivo iniciou neste mês de março com um aumento na oferta de vagas em 80%, já que no ano anterior a escola disponibilizou apenas 40 vagas: “Conseguimos ampliar o número de matriculados: hoje temos 72 estudantes. Estamos com a intenção de, até 2027, atingir o mínimo exigido pelo programa Pena Justa, que é 25% das pessoas privadas de liberdade, se Deus quiser, nós vamos atingir essa meta, pois entendemos que a educação transforma e proporciiona oportunidade para que, ao sair, a pessoa reotorne à sociedade com uma mentalidade diferente daquela com a qual ingressou”.

O estudante recluso J. P. M. explicou que não teve a oportunidade de estudar antes de entrar no sistema prisional: “Eu fui preso muito jovem e estou aproveitando essa oportunidade para, quando eu sair, eu ter escolaridade e conseguir um emprego”, ressaltou.

O professor da Escola Manoel Barbosa atua há três anos dentro do presídio e ressalta a importância da educação dentro do sistema prisional: “Entendemos a necessidade e a importância desse trabalho para a continuidade dos estudos dos nossos estudantes. Todos os dias são momentos de superação e esses desafios são enfrentados com apoio e parcerias. Assim, o professor consegue chegar à sala de aula e desenvolver um bom trabalho”, reforçou o educador.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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