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Fuga em presídio do Acre completa 24 dias sem recapturas; foragidos somam mais de 460 anos de prisão

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Entre os nove fugitivos do Complexo Penitenciário de Rio Branco estão criminosos condenados por homicídio e organização criminosa; operações de busca seguem sem resultados

São pelo menos 467 anos de prisão somando todos os nomes na lista. A maioria deles é ligado a uma organização criminosa e tem ficha extensa. Foto: captada 

As operações para recapturar os nove detentos que escaparam do Complexo Penitenciário de Rio Branco no dia 19 de junho seguem sem resultados até esta terça-feira (8), completando 24 dias de buscas. O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC) afirmou que as forças de segurança mantêm as diligências, mas nenhum dos fugitivos foi recapturado até o momento.

Os foragidos, que estavam no pavilhão P da Divisão de Estabelecimento Penal de Recolhimento Provisório, acumulam mais de 467 anos de prisão em condenações por crimes como roubo, homicídio e associação criminosa. Entre eles está Arthur Carvalho Gomes, condenado a 86 anos por participação na invasão ao Conjunto Habitacional Cidade do Povo em 2021, que resultou na morte de um homem de 26 anos.

Perfil dos fugitivos com maiores penas
  • Ozeia Paulo Germana Ferreira: 105 anos e 6 meses de prisão

  • Arthur Carvalho Gomes: 86 anos e 3 meses de prisão (envolvido no ataque ao Cidade do Povo)

  • Demais fugitivos: condenações por roubo, homicídio e organização criminosa

A fuga ocorreu por volta das 6h do dia 19 de junho, e as penas dos detentos podem ser aumentadas devido ao crime de evasão, que prevê de seis meses a dois anos de detenção adicional.

As forças de segurança continuam com operações em possíveis rotas de fuga, enquanto o Iapen-AC investiga as falhas que permitiram a evasão. A população foi alertada para não abordar os fugitivos e acionar a polícia em caso de informações.

Estão foragidos:
  • Arthur Carvalho Gomes
  • Carlos Vitor de Castro Cardoso
  • Davi Castro de Souza
  • Francisco Guimarães Santana
  • Geovane Costa Almeida
  • Isaquiel Martins de Souza
  • Johnatan Silva Magalhães
  • Natanael do Nascimento Salgueiro
  • Ozeias Paulo Germana Ferreira

“A Polícia Penal, bem como as demais forças de segurança, vem empregando todos os esforços na tentativa de realizar a captura dos foragidos, inclusive com emprego de aeronave”, disse Marcos Frank, presidente do Iapen-AC.

O Complexo Penitenciário de Rio Branco é o maior do estado e tem cerca de 3.208 presos homens, segundo o Iapen-AC.

O sistema carcerário estadual conta com os presídios Feminino, Unidade de Regime Fechado (URF), além da Unidade de Recolhimento Provisório (URP), de onde os detentos fugiram, e presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves.

Os presos com as maiores penas totais são Ozeia Paulo Germana Ferreira (105 anos, seis meses e 11 dias) e Arthur Carvalho Gomes (86 anos, três meses e três dias). Foto: captada 

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Morador de rua preso por estupro em Rio Branco é reincidente e já havia estuprado duas adolescentes em 2013

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Paulo Rafael, 39 anos, foi preso em flagrante após invadir apartamento e violentar mulher no bairro Isaura Parente, em Rio Branco; ele já havia sido condenado por crime similar em 2013

Durante pesquisas pelo sistema da polícia, a equipe descobriu que o suspeito foi preso há 11 anos pelo estupro de duas adolescentes. Foto: cedida 

A Justiça do Acre decretou a prisão preventiva de Paulo Rafael Chagas Fernandes, de 39 anos, morador em situação de rua e com histórico de reincidência em crimes sexuais. A decisão foi proferida pelo juiz da Vara das Garantias em audiência de custódia nesta sexta-feira (16), um dia após ele ser preso em flagrante pelo estupro de uma mulher no bairro Isaura Parente, em Rio Branco.

Segundo a polícia, a vítima retornava da academia quando foi surpreendida por Paulo Rafael, que portava uma faca. Apresar violentá-la sexualmente, ele roubou pertences do apartamento e fugiu, sendo preso pouco depois na Avenida Antônio da Rocha Viana. Na Delegacia da Mulher, o acusado confessou o crime.

Em 2013, Paulo Rafael já havia sido condenado por invadir uma residência no bairro Montanhês e estuprar duas adolescentes. Após cumprir parte da pena, retornou às ruas e voltou a cometer crimes.

Imagem da câmera de segurança mostra suspeito no portão do residencial onde a vítima mora. Foto: Reprodução

O morador em situação de rua é reincidente no mesmo tipo de crime. Em 20 de novembro de 2013, ele invadiu uma casa no bairro Montanhês por um basculante e, armado com uma faca, estuprou duas adolescentes, uma delas de 16 anos. Na fuga, ainda roubou objetos da família.

Paulo Rafael foi preso, condenado e cumpriu parte da pena antes de ser liberado. Após deixar a cadeia, passou a viver nas ruas. Em liberdade, voltou a cometer crimes sexuais — o mais recente ocorreu na última quinta-feira (15), quando invadiu um apartamento, estuprou uma mulher e roubou seus pertences.

Prisão do suspeito

Ainda conforme o delegado, a vítima procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), registrou um boletim de ocorrência e foi acompanhada por uma equipe policial até o IML para exames de corpo de delito. Ele foi preso por uma policial que acompanhava a vítima nos procedimentos.

“Estavam sendo feitas diligências para localizá-lo, ela levou o vídeo, que pediu ao proprietário do imóvel, da entrada dele no local e já tínhamos a identificação. Enquanto estávamos tentando prendê-lo, a vítima foi para o IML, a policial viu ele nas proximidades e e deu voz de prisão”, complementou o delegado.

Roberth Alencar destacou que o suspeito resistiu à prisão e foi levado para dentro do IML enquanto a policial aguardava a chegada da viatura para levá-lo à Deam. “Ele estava embriagado, tinha usado o dinheiro dos objetos vendidos, mas ainda estava com um deles em posse, então, temos ali o flagrante configurado”, disse.

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher fica no Segundo Distrito de Rio Branco. Foto: Neto Lucena/Secom

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BOPE prende homem com arma e pé de maconha em residência no bairro Vitória, em Rio Branco

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Maykon Marcelino de Souza, 41 anos, foi preso em flagrante por tráfico e porte ilegal de arma após ação do GIRO/BOPE na tarde desta sexta (16)

Em uma ação rápida do (GIRO), e do (BOPE), resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Foto: captada 

Uma ação do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (GIRO), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Acre, resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo na tarde desta sexta-feira (16), no bairro Vitória, em Rio Branco.

Maykon Marcelino de Souza, 41 anos, foi abordado após a equipe policial visualizar, através da cerca da residência na Rua Jorge Rivasplata, um pé de maconha dentro do imóvel, o que levantou fundada suspeita para a entrada dos agentes.

A ação foi desencadeada com base em informações recepadas pela guarnição. Além da planta, foram apreendidos outros entorpecentes e uma arma de fogo. O suspeito foi conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis.

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Mãe desesperada busca filho desaparecido há 10 dias em Rio Branco: “Meu coração não aguenta mais”

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Jhonata da Silva, 32 anos, foi visto entrando em carro com dois homens no bairro Sobral; família fará boletim de ocorrência e pede ajuda pelas redes

Jhonata foi visto pela última vez por volta das 10h de 6 de janeiro na praça próxima ao mercado da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), no bairro Sobral, em Rio Branco. Foto: captada 

Há dez dias, a família de Jhonata da Silva Cavalcante, 32 anos, vive a angústia de não saber do seu paradeiro. Ele foi visto pela última vez no dia 6 de janeiro, por volta das 10h, na praça próxima ao mercado da Semsur, no bairro Sobral, em Rio Branco. Segundo a tia, testemunhas relataram que dois homens o colocaram dentro de um carro.

A mãe, Francilene Frazão da Silva, deve registrar boletim de ocorrência e faz um apelo emocionado: “Eu sou uma mãe desesperada, procurando pelo meu filho. Já faz dias que não tenho notícias e meu coração não aguenta mais. Se você viu ou ouviu algo, por favor, não se cale. Me ajude a encontrar meu filho”.

A família tem mobilizado buscas pelas redes sociais e pede que qualquer informação seja repassada à Polícia Militar pelo 190. Jhonata é dependente químico, mas, segundo parentes, não costuma desaparecer por tanto tempo. Ele mora com a mãe no bairro João Eduardo II.

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