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Fim do monopólio da Globo no futebol: Record confirma acordo por Brasileirão

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Será a primeira vez desde 1992 que a Globo não compra para a TV aberta 100% dos jogos do principal campeonato nacional

O monopólio da Globo de mais de três décadas sobre o futebol brasileiro vai chegar ao fim em 2025. A Record fechou acordo com a agência LiveMode e vai transmitir os jogos mandantes dos clubes que compõem a Liga Forte União (LFU), que tem Corinthians, Vasco, Fluminense e Cruzeiro. Assim, vai dividir as transmissões do Brasileirão com a Globo, que fechou com a Libra (Liga do Futebol Brasileiro), de Flamengo, São Paulo e Palmeiras, entre outros.

O acordo da Record foi confirmado nesta quarta-feira (28) por Alarico Neves, superintendente Comercial Multiplaforma da emissora. Segundo ele, a Record vai exibir 38 partidas, sempre que os times da LFU atuarem em seus estádios: 30 aos domingos, às 18h30 (De Brasília) e 8 às quartas-feiras, às 20h30 (De Brasília) (as transmissões começarão com pré-jogo meia hora antes).

“A gente lutou muito por isso”, festejou executivo. “Não importa com qual liga o clube está. Vou ter todas as rodadas, vou ter Flamengo, vou ter Corinthians”, diz. Segundo Neves, o acordo com a LFU está sacramentado, embora ainda falte assinaturas dos clubes que compõem a liga. “Temos um documento para dar segurança”, conta. O acordo vale por três anos, até o Brasileirão de 2027.

Neves afirma que a Record vai reforçar seu time de cobertura esportiva. “Vamos ter contratações de peso. Vou para o mercado agora”, avisa.

Será a primeira vez desde 1992 que a Globo não compra para a TV aberta 100% dos jogos do principal campeonato nacional. A emissora já dividiu transmissões com Band e Record, mas sempre como licenciadora dos direitos. E impunha às concorrentes a transmissão do mesmo jogo que ela, o que inviabilizava boas audiências.

Onde assistir aos jogos do Brasileirão 2025

O fã de futebol vai ter um pouco de trabalho para ver os jogos do Brasileirão 2025. Na Record, serão os exibidos os jogos Atlético-GO, Athletico, Botafogo, Corinthians, Criciúma, Cruzeiro, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Juventude e Vasco. Isso se todos esses times se mantiverem na Série A.

A Globo, por sua vez, transmitirá as partidas em que Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Atlético Mineiro, Grêmio, Vitória, Bahia e Red Bull Bragantino forem mandantes (desde que se mantenham na Série A). Exemplo: se Corinthians e Palmeiras jogam no Allianz Parque, a exibição pode ser da Globo; se for na NeoQuímica Arena, poderá ser da Record.

Os jogos serão transmitidos também em sistema de pay-per-view. A Globo, dona dos canais Premiere, já assegurou os direitos dos clubes da Libra até 2029. A LiveMode ainda negocia pacotes para streaming dos jogos da LFU. É possível um acerto em que parte dos jogos sejam exibidos pelo YouTube, mediante pagamento de assinatura, e outra parte gratuitamente, também no YouTube, pela CazéTV (que pertence à LiveMode).

Record renova Paulistão até 2019

A Record também renovou, via LiveMode, os direitos do Paulistão em TV de 2026 a 2029. Desde 2022, a emissora já tinha os direitos até 2025, dividindo com o streaming pago da Max e o gratuito da CazéTV.

Com a aquisição de parte do Brasileirão, a Record terá um calendário de futebol o ano todo, o que ajuda nas negociações com anunciantes.

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Supercopa Rei será decidida em Brasília em 1º de fevereiro

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou nesta quarta-feira (31), via rede social, que a Supercopa Rei de 2026 ocorrerá no dia 1° de fevereiro, em Brasília.

A entidade confirmou a cidade novamente como palco da primeira grande decisão da temporada de 2026. A disputa ocorre em jogo único na Arena BRB Mané Garrincha, no centro da capital federal.

A partida será entre Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro de 2025, e Corinthians, campeão da Copa do Brasil, neste ano. A partida abre a temporada de bola de 2026. Ainda segundo a CBF, o estádio estará dividido 50% para cada torcida.

Inicialmente, o confronto estava previsto para 24 de janeiro.

Geralmente, a Supercopa Rei é disputada em estádios de campo neutro na tentativa de garantir a imparcialidade.

Últimos campeões

O Rubro-Negro é o atual campeão da competição. No início de 2025, a equipe dirigida por Filipe Luís venceu o Botafogo por 3 a 1.

Os campeões anteriores foram São Paulo, em 2024; Palmeiras, 2023; e Atlético Mineiro (2022). O Flamengo ainda foi campeão em 2020 e 2021.

Supercopa Rei

Não disputada entre 1992 e 2019, a Supercopa do Brasil foi reativada pela CBF em 2020.

Em 2024, a CBF rebatizou a competição para Supercopa Rei em homenagem a Pelé, o Rei do Futebol, falecido em dezembro de 2022.

A ideia é que o troféu represente a coroa do futebol nacional, sendo disputado pelos dois clubes que dominaram o cenário futebolístico no ano anterior.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - ESPORTES

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Mailza Assis prepara-se para assumir o governo do Acre em 2026 e pode se tornar a 2ª mulher a comandar o estado

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Vice-governadora, que assumiria o cargo em abril com a saída de Gladson Cameli para o Senado, é apontada como candidata oficial à sucessão; perfil reservado e trajetória religiosa e política marcam sua ascensão

Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos nove meses à frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários. Foto: captadas 

Poucas horas separam o Acre de 2026, ano em que a vice-governadora Mailza Assis (PP) deve assumir o governo do estado em abril, com a saída de Gladson Cameli para disputar uma vaga no Senado. Com uma trajetória que começou na Assembleia de Deus, passou pela prefeitura de Senador Guiomard (Quinari) e chegou ao Senado antes da vice-governança, Mailza é apontada como candidata oficial do Palácio Rio Branco para as eleições do próximo ano, podendo se tornar a segunda mulher a governar o Acre — após Iolanda Lima, em 1986-87.

De perfil reservado, fala baixa e postura considerada exemplar por aliados, ela teria conquistado a confiança do governador para a sucessão ainda no início do mandato. Conhecida por sua religiosidade e citada por profecias que anteviam sua ascensão, Mailza enfrentará adversários “à altura” em 2026, mas chega fortalecida pela máquina e pela articulação política do grupo no poder. Se confirmada, sua gestão promete “suavizar” o tom do governo, sem abrir mão do rigor administrativo que lhe é atribuído por quem a conhece de perto.

Trajetória incomum:

Nascida no Amazonas, Mailza chegou ao Acre ainda jovem, trabalhou como auxiliar administrativa na Assembleia de Deus e iniciou na política como secretária municipal em Senador Guiomard. Sua ascensão acelerou com a suplência no Senado (2015), titularidade (2019-2022) e eleição como vice-governadora em 2022.

Estilo de gestão:

Descrita como “doce, de fala baixa”, ela promete “suavizar” o governo, mas aliados alertam: “O espaço para erro é quase zero”. Conhecida por rigor administrativo, Mailza terá nove meses à frente do estado para construir sua imagem antes da campanha eleitoral.

Contexto político:
  • Seria a segunda mulher a governar o Acre – após Iolanda Lima (1986-1987);

  • Tem o apoio aberto de Cameli, que a escolheu como sucessora;

  • Enfrentará adversários de peso em 2026, ainda indefinidos.

Fé e projeção:

Em entrevista recente, Mailza revelou ter recebido uma “profecia” sobre seu destino político. Sua trajetória é comparada à da cantora Damares – de origem humilde e ascensão ligada à fé.

Desafios:
  • Consolidar liderança em um estado tradicionalmente masculino;

  • Administrar a transição sem rupturas com a base de Cameli;

  • Equilibrar discurso religioso com políticas de estado.

A partir de janeiro, Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos meses de 2026 frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários.

A trajetória de Mailza Assis reflete uma nova via de ascensão política no Acre: longe dos partidos tradicionais, alicerçada em redes evangélicas, trabalho discreto e lealdade a um grupo político hegemônico. Seu maior teste será governar sem a sombra de Cameli.

A vice-governadora Mailza Assis (PP) em abril de 2026, deve assumir o Governo do Acre com a renúncia de Gladson Cameli, que concorrerá ao Senado, e será a candidata oficial do Palácio Rio Branco à sucessão para o mandato seguinte. Fot: captada 

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Cenário difícil no Senado e possível vaga no Ministério da Fazenda podem levar Jorge Viana a desistir da candidatura, avaliam articuladores

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Ex-governador estaria cotado para substituir Haddad e evitar derrota eleitoral que mancharia sua trajetória; bancada acreana no Congresso já se movimenta em outras frentes

Ex-governador do Acre, cotado para substituir Haddad, evitaria possível derrota eleitoral e realizaria antiga ambição de comandar uma pasta no governo Lula. Foto: captada 

As possibilidades de Jorge Viana (PT) desistir da disputa pelo Senado em 2026 são maiores do que se imagina, segundo análise de articuladores políticos. Além do cenário eleitoral desfavorável apontado por pesquisas e rodas de conversa, o ex-governador estaria cotado para assumir o Ministério da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, movimento que evitaria uma segunda derrota consecutiva nas urnas e ofereceria uma saída honrosa para sua trajetória.

Viana, que já demonstrou interesse em integrar o primeiro escalão desde o primeiro governo Lula, tem sua vaidade destacada por críticos, que lembram suas declarações sobre o “fim do Acre” após sua gestão.

Contexto da especulação:
  • Viana insinuou publicamente estar cotado para a Fazenda, cargo que almeja desde o primeiro governo Lula;

  • Pesquisas internas e rodas políticas no estado apontam um cenário desfavorável para sua eleição ao Senado;

  • Uma nova derrota (após perder para Mara Rocha em 2022) poderia manchar sua trajetóriapolítica.

Análise dos motivos:
  1. Vaidade e legado: Viana é conhecido por seu perfil altivo – chegou a dizer que “o Acre não existe mais, depois dele” – e um ministério seria uma saída honrosa sem risco de vexame;

  2. Cálculo eleitoral: A força do grupo de Gladson Cameli no estado e a ascensão de novas lideranças tornam a disputa pelo Senado incerta e desgastante;

  3. Ambição nacional: Comandar a Fazenda realizaria um sonho antigo e o recolocaria no centro do poder federal.

Posicionamento oficial:

Até o momento, nem Viana nem o Planalto confirmaram a movimentação. Assessores do petista dizem que ele “mantém o foco no projeto para o Acre”, sem descartar “qualquer chamado para servir ao país”.

A decisão deve ser tomada nos primeiros meses de 2026, após o lançamento das pré-candidaturas. Se Haddad deixar a Fazenda, Lula terá de escolher entre atender um aliado histórico ou priorizar a continuidade da política econômica.

A possibilidade revela um Jorge Viana mais pragmático que romântico, disposto a trocar uma batalha arriscada no Acre por uma posição de destaque nacional – mesmo que isso signifique adiar, ou abandonar, seu retorno ao Senado.

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