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Filme perdido por 85 anos mostra fuzilamento na Bolívia
- Homem foi condanado por envolvimento na morte do ex-presidente – Foto: vídeocaptura
Um documentário censurado e abandonado por 85 anos foi redescoberto por acaso por uma pesquisadora nos arquivos de um cinema prestes a ser demolido em La Paz, na Bolívia.
O filme mudo, de 17 mudos, exibe registros de uma das passagens mais marcantes da história boliviana no século passado – a execução por fuzilamento, em 1927, de Alfredo Jáuregui, condenado pelo assassinato, dez anos antes, do presidente José Manuel Pando.
Jáuregui, que tinha 16 anos na época da morte de Pando, teve posteriormente sua culpa questionada. Além dele, outras três pessoas foram condenadas pelo crime, mas a lei da época previa que quando mais de três pessoas eram condenadas por um único crime, apenas um era escolhido, por sorteio, para ser executado.
A película em estado de decomposição foi encontrada em março, em uma lata sem identificação, pela pesquisadora Carolina Cappa, da Cinemateca Boliviana.
Cappa já conseguiu restaurar e digitalizar alguns fragmentos, que mostram a importância histórica do filme.

O filme mostra Jáuregui instantes antes da execução, sorrindo com nervosismo para a câmera.
Com a presença de autoridades e uma multidão de pessoas comuns em um morro na periferia de La Paz, um pelotão de fuzilamento executa Jáuregui.
O condenado cai, e então dois sacerdotes se aproximam para rezar sobre seu corpo.
Com a execução finalizada, o filme mostra então a multidão se dispersando e descendo o morro na direção de volta à cidade.
O documentário foi o último trabalho do cineasta boliviano Luis del Castillo. Notícias da época indicam que o filme não foi censurado por suas imagens chocantes, mas pelo temor de que fosse visto no exterior e expusesse o sistema judicial do país à crítica internacional.
Também havia a preocupação, entre a elite boliviana descendente de europeus, pelo fato de que as pessoas mostradas no filme eram em sua maioria homens e mulheres indígenas, o que em sua percepção também mancharia a reputação internacional do país.
Complô
Filme em estado de decomposição foi encontrado dentro de uma lata sem identificaçãoJáuregui, que tinha apenas 16 anos quando Pando foi assassinato, se viu envolvido nas maquinações políticas da época.
O historiador Mariano Baptista Gumucio, autor de um livro chamado A Morte de Pando e a Execução de Jáuregui, contou à BBC que quatro homens da mesma família foram acusados porque Pando morreu na casa deles.
Na ocasião, eles foram acusados de matar o presidente, fundador do Partido Republicano da Bolívia, como parte de um complô do rival Partido Liberal.
Mas a versão dos eventos contada pelo tio de Jáuregui, Nestor Villegas, também condenado pelo assassinato, indica uma combinação de má sorte com mau julgamento.
De acordo com Villegas, Pando passou em sua casa inesperadamente no caminho para La Paz. Eles estavam tomando vinho quando, de repente, o presidente teve um derrame e morreu.
Tomados pelo pânico e pelo temor de que fossem acusados pela morte, eles enrolaram o corpo em um cobertor e o atiraram de um barranco.
O corpo foi encontrado, e uma autópsia indicou que ele havia morrido de causas naturais, segundo Gumucio.
Legado
Mas as conclusões nunca foram divulgadas, e um segundo exame, aparentemente ordenado pelo líder da oposição republicana, Bautista Saavedra, concluiu que Pando havia morrido como resultado de ferimentos infligidos pelos quatro homens.
“Eles foram acusados falsamente por Bautista Saavedra, que usou a morte de Pando como uma desculpa para derrubar o governo liberal e tomar a Presidência”, diz Gumucio.
O legado desses eventos continua a repercutir até os dias de hoje.
Elda Jáuregui, sobrinha-neta e neta de outros dois homens condenados pelo assassinato, diz que a descoberta do documentário pode ajudar a finalmente provar a inocência dos acusados.
“Nós sofremos muito com o que aconteceu. O filme falará por si próprio”, disse.
Gumucio também diz acreditar que o filme poderá levar a Bolívia a reexaminar seu passado e finalmente aprender a verdade sobre a morte de Pando e a ascensão de Saavedra ao poder.
BBC
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Líder do PT aciona PRF e tenta interromper caminhada de Nikolas

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), e o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolaram um pedido de providências à Prolícia Rodoviária Federal (PRF) para interromper a caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que segue de Paracatu (MG) até Brasília (DF), onde planeja chegar domingo (25/1).
No documento, os deputados afirmam que a manifestação ocorre em uma rodovia federal de tráfego intenso, com uso indevido do acostamento, invasão da pista de rolamento e indícios de pouso de helicópteros nas margens da estrada. Para eles, a situação configura uma conduta “grave, inaceitável e irresponsável”, que exige intervenção imediata do poder público.
Na segunda-feira (19/1), o parlamentar mineiro iniciou a chamada “caminhada pela liberdade”. Até agora, 22 parlamentares de direita se uniram a Nikolas.
Segundo os parlamentares petistas, o ato foi feito sem comunicação prévia às autoridades e expõe participantes e motoristas a riscos à vida e à integridade física.
“Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, disse Lindbergh.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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PGR arquiva pedido para impedimento de Toffoli no Caso Master

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedido de deputados da oposição para que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixe a relatoria do Caso Master.
Os parlamentares representaram à PGR pedido de impedimento e suspeição para afastar Toffoli devido viagem realizada pelo ministro a Lima, no Peru, em 28 de novembro, em aeronave de advogado que trabalha para um dos investigados na ação.
Os deputados federais Adriana Miguel Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) questionaram denúncias que colocam Toffoli na mesma aeronave em que estava o advogado Augusto Arruda Botelho, advogado do diretor de compliance do Master e investigado, Luiz Antônio Bull.
A PGR entendeu, no entanto, que “o caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, disse Gonet no arquivamento, datado do último dia 15.
Mal-estar
- O Caso Master tem provocado mal-estar dentro do STF devido ao desgaste de imagem da Corte.
- Ainda assim, o ministro do STF Dias Toffoli tem comentado com pessoas próximas e com outros ministros que não cogita deixar a relatoria do caso Banco Master.
- Toffoli, segundo apurou o Metrópoles, reforçou a essas pessoas que não há motivos para se declarar impedido ou suspeito no inquérito que tramita na Corte, hoje alvo de críticas de alguns setores da política em Brasília.
- O ministro tem reiterado que sua condução no processo busca evitar alegações futuras de nulidade e que não há parcialidade na condução do caso — citando, inclusive, que avocou à Suprema Corte os processos relacionados ao tema justamente para evitar questionamentos posteriores.
Com as repercussões pela atuação no caso e com os recentes fatos publicados pelo Metrópoles na coluna de Andreza Matais acerca do Resort Tayayá, construído pela família do ministro, crescem as pressões para que o ministro deixe o caso. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, antecipou a conclusão das férias para tratar da crise e tem conversado sobre um Código de Ética.
Toffoli tem sido pressionado ainda por segmentos da política e foi alvo de reclamações de delegados da Polícia Federal (PF), especialmente após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, quando determinou que as provas obtidas na operação ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não da autoridade policial.
Por decisão de Toffoli, quatro peritos da PF poderão acompanhar a extração de dados e a perícia das provas. Delegados, entretanto, avaliam que essa atribuição deveria caber ao setor responsável dentro da própria corporação, e não ao ministro. Um dos peritos indicados atuou no caso Lava Jato, e as investigações do caso foram prorrogadas por mais 60 dias.
Inquérito
Relator do processo na Corte, Toffoli concordou com pedido da PF para a prorrogação do inquérito, que tramita em sigilo.
“Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 (sessenta) dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu o ministro em decisão de sexta-feira (16/1).
Os itens apreendidos, como telefones, computadores e outros aparelhos, inicialmente ficariam “lacrados” e “acautelados” na sede da Corte. Em seguida, no entanto, Toffoli mudou de entendimento e determinou que a custódia passasse à PGR.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Receita aposta em "cobrança amigável" para arrecadar mais. Entenda

A Receita Federal estima arrecadar cerca de R$ 200 bilhões em 2026 com a chamada “cobrança amigável”, estratégia que prioriza a autorregularização de contribuintes com débitos tributários e busca reduzir disputas judiciais.
A expectativa foi apresentada nesta quinta-feira (22/1) pelo secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, e integra um plano do governo para ampliar a arrecadação sem elevar impostos.
Segundo Barreirinhas, a iniciativa representa uma mudança de postura do fisco, que deixa de atuar apenas de forma repressiva para antecipar problemas, orientar contribuintes e evitar litígios.
A ideia é estimular o pagamento espontâneo de tributos antes da abertura de processos administrativos ou judiciais, considerados mais caros e demorados para o Estado.
Em 2025, a arrecadação com medidas de conformidade tributária chegou a R$ 177,5 bilhões, acima dos R$ 171,2 bilhões registrados em 2024.
Para 2026, a projeção é de novo avanço, impulsionado pela ampliação dos mecanismos de autorregularização e pelo uso mais intenso de dados para identificar inconsistências fiscais.

O plano prevê, tratamento mais cooperativo para contribuintes que cometem erros ou deixam de pagar tributos de forma não intencional e endurecimento contra devedores contumazes, considerados reincidentes e estratégicos na inadimplência.
A Receita avalia que essa diferenciação é essencial para aumentar a eficiência da cobrança e melhorar o ambiente de negócios.
A estimativa de arrecadação ocorre em meio à pressão do governo para cumprir as metas fiscais previstas no novo arcabouço, especialmente para 2026, quando a equipe econômica trabalha com a promessa de superávit primário.
Com resistência no Congresso Nacional a novos aumentos de impostos, o reforço no caixa por meio da recuperação de créditos é visto como uma das principais alternativas para equilibrar as contas públicas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
