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Fafs programa assembleia geral e vai apresentar calendário de 2026

Foto João Valente: Estadual da Série A vai fechar a temporada de 2026
A Federação Acreana de Futsal(Fafs) programou para 6 de fevereiro na sede da entidade, no bairro do Bosque, uma assembleia geral, a partir das 17 horas, para apresentar a prestação de contas de 2025, regimento de taxas das competições de 2026 e o calendário da atual temporada.
“Essa é uma reunião muito importante. A presença dos dirigentes é fundamental porque vamos definir os detalhes da atual temporada”, declarou o presidente da Fafs, Rafael do Vale.
Esboço do calendário
Segundo Rafael do Vale, o calendário vem sendo montado e a meta é realizar, no mínimo, 12 eventos.
“Vamos iniciar a temporada em março com as categorias de base Sub-11, 13 e 17 e o objetivo é fechar o ano com o Estadual da Série A, no feminino e no masculino. Queremos promover uma temporada ainda melhor em 2026”, afirmou o dirigente.
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Acre não tem nenhum hospital entre os 100 melhores do país em ranking do SUS
Estudo avaliou apenas unidades públicas geridas integralmente pelo sistema; Amapá, Rondônia, Roraima, Alagoas, Mato Grosso e Paraíba também ficaram de fora

Para serem elegíveis, os hospitais precisavam ter mais de 50 leitos e registro de atuação no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde no período entre agosto de 2024 e julho de 202
Nenhum hospital do Acre está entre os 100 melhores do país na lista divulgada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras entidades do setor. O ranking considerou apenas unidades federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem participação de planos de saúde ou administração privada.
Além do Acre, os estados do Amapá, Rondônia, Roraima, Alagoas, Mato Grosso e Paraíba também não tiveram hospitais incluídos na relação. O estudo buscou avaliar a qualidade e a eficiência da rede pública de saúde em todo o país, com base em indicadores de gestão, assistência e resultados. A ausência do Acre na lista reflete desafios estruturais e de desempenho ainda enfrentados pela rede hospitalar pública no estado.
O estado de São Paulo lidera o ranking, concentrando 30% das unidades listadas, o que corresponde a 30 hospitais. A capital paulista também aparece como a cidade com maior número de representantes. Na sequência, aparecem Goiás, com 10 hospitais, e Pará e Santa Catarina, com sete unidades cada.
Confira o número de hospitais por estado:
- São Paulo – 30
- Goiás – 10
- Pará – 7
- Santa Catarina – 7
- Pernambuco – 6
- Rio de Janeiro – 6
- Paraná – 5
- Amazonas – 3
- Bahia – 3
- Distrito Federal – 3
- Maranhão – 3
- Minas Gerais – 3
- Ceará – 2
- Espírito Santo – 2
- Mato Grosso do Sul – 2
- Rio Grande do Sul – 2
- Tocantins – 2
- Piauí – 1
- Rio Grande do Norte – 1
- Sergipe – 1
Critérios avaliados
Para serem elegíveis, os hospitais precisavam ter mais de 50 leitos e registro de atuação no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde no período entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não foram considerados.
Entre os principais critérios analisados estão:
- Taxa de ocupação hospitalar
- Indicadores de mortalidade
- Disponibilidade de leitos de UTI
- Tempo médio de internação
O ranking também levou em conta pesquisa de satisfação com pacientes, dados de compliance e uma avaliação de eficiência, que cruzou informações sobre volume de atendimentos, oferta de serviços e uso de recursos financeiros.
Com assessoria
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Pescadores artesanais do Acre têm até 5 de fevereiro para evitar suspensão da licença profissional
Ministério da Pesca advertiu 8,5 mil profissionais por atraso no envio de relatório anual; superintendência local busca prorrogar prazo para evitar prejuízos

Ministério da Pesca advertiu 8,5 mil profissionais por atraso no envio de relatório anual; superintendência local busca prorrogar prazo para evitar prejuízos. Foto: captada
Cerca de 8,5 mil pescadores artesanais do Acre foram advertidos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura por não terem enviado, até 31 de dezembro de 2025, o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP). De acordo com a Portaria MPA nº 614, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União, os profissionais têm até 5 de fevereiro para regularizar a situação, sob pena de ter a licença de pesca automaticamente suspensa a partir de 6 de fevereiro.
O REAP comprova o exercício regular da pesca e é necessário para a manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e para o acesso a benefícios como o Seguro-Defeso. O superintendente federal da Pesca e Aquicultura no Acre, Paulo Ximenes, afirmou que está articulando com o senador Sérgio Petecão (PSD) para tentar ampliar o prazo, considerando que muitos pescadores moram em áreas distantes e têm dificuldade de acesso à informação. Caso não seja possível a prorrogação, os que não cumprirem o prazo terão a licença suspensa por um ano.

Os profissionais têm até 5 de fevereiro para regularizar a situação, sob pena de ter a licença de pesca automaticamente suspensa a partir de 6 de fevereiro. Foto: captada
O que está em risco:
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Licença de Pescador Profissional suspensa a partir de 6 de fevereiro;
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Perda do acesso ao Seguro-Defeso e outros benefícios sociais;
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Impedimento para renovar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
O que é o REAP:
Documento obrigatório que comprova o exercício regular da pesca durante o ano, contendo:
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Volume pescado por mês;
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Espécies capturadas;
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Locais de atividade;
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Registro de meses sem pesca, incluindo períodos de defeso.

O superintendente federal da Pesca e Aquicultura do Acre, Paulo Ximenes, disse que tem conversado com o senador Sérgio Petecão (PSD) para que construa um diálogo em Brasília para alargar esse prazo. Foto: captada
Recursos e prazos:
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Até 5 de fevereiro: prazo final para envio do relatório;
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Até 30 dias após notificação: direito de recurso para quem já cumpriu a obrigação;
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Suspensão: licença cancelada por um ano se o descumprimento persistir.
Ação política em curso:
O superintendente federal da Pesca no Acre, Paulo Ximenes, informou que está em contato com o senador Sérgio Petecão (PSD) para negociar a prorrogação do prazo junto ao governo federal. “Muitos pescadores moram em áreas remotas sem acesso à informação. Estamos trabalhando para que ninguém seja injustamente prejudicado”, declarou Ximenes.
A pesca artesanal sustenta milhares de famílias no estado, especialmente em comunidades ribeirinhas isoladas. A dificuldade de acesso a internet e a burocracia são entraves frequentes para a formalização da categoria.
Orientação aos pescadores:
Profissionais devem buscar auxílio junto a:
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Sindicatos e associações de pescadores;
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Escritórios municipais da Pesca;
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Superintendência Federal da Pesca no Acre.
A suspensão em massa de licenças impactaria não apenas a renda das famílias, mas também o abastecimento de peixe no mercado interno, já que os pescadores artesanais são responsáveis pela maior parte do pescado consumido no estado.

O envio do documento é requisito para a solicitação e manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), necessário para a obtenção da Licença de Pesca. Aquele que não enviar o REAP não poderá acessar benefícios como o Seguro-Defeso.
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Acre representa apenas 0,1% da safra nacional, mas cresce acima da média do país, aponta Banco do Brasil
Distância dos mercados, logística e baixa industrialização ainda são entraves, mas crescimento proporcional abre espaço para culturas regionais e sustentáveis, aponta análise

Especialistas avaliam que o Acre cresce proporcionalmente mais rápido justamente por partir de uma base menor, o que abre espaço para expansão, mas também escancara gargalos históricos. Foto: captada
Mesmo com projeção de crescimento na safra de 2026, o Acre continua com participação reduzida na produção agrícola nacional, representando apenas cerca de 0,1% da safra brasileira, segundo dados do Banco do Brasil. O percentual evidencia o peso ainda limitado do estado no agronegócio do país, embora especialistas apontem que o Acre cresce proporcionalmente mais rápido que a média nacional, por partir de uma base menor.
Entre os principais desafios estão a distância dos grandes mercados consumidores, a logística de transporte, a baixa industrialização e a necessidade de maior acesso a crédito e incentivos. Ainda assim, o avanço sinaliza oportunidades para o desenvolvimento de culturas regionais e modelos produtivos sustentáveis, que podem ampliar a participação acreana no cenário agrícola nacional a médio e longo prazo.
Crescimento proporcional:
Especialistas explicam que o Acre cresce mais rápido exatamente por partir de uma base menor, o que abre espaço para ganhos percentuais expressivos, mas também expõe desafios estruturaishistóricos.
Principais entraves:
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Distância dos grandes mercados consumidores do Sudeste e Sul;
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Logística precária, com dependência da BR-364 e alto custo do frete;
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Baixa industrialização da produção (commodities são exportadas in natura);
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Acesso restrito a crédito e políticas de incentivo à agricultura familiar.
Potencial e oportunidades:
O avanço recente sinaliza possibilidades para:
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Culturas regionais como açaí, cupuaçu, mandioca e cacau;
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Sistemas integrados (lavoura-pecuária-floresta);
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Certificação sustentável para acesso a mercados externos.
O estado tem área agricultável subutilizada e condições climáticas favoráveis, mas falta política de estado para o agro que atraia investimentos em armazenagem, processamento e escoamento.
O Banco do Brasil e a Secretaria de Agricultura do Acre devem lançar em 2026 uma linha de crédito específica para pequenos e médios produtores. Paralelamente, o governo busca parcerias para industrialização de grãos e frutas.
A produção de soja no Vale do Juruá tem crescido acima de 15% ao ano e pode se tornar um carro-chefe caso sejam superados os gargalos de escoamento pela BR-364 e portos do Pacífico (via Peru).

De acordo com dados do Banco do Brasil, o estado representa cerca de 0,1% da safra brasileira, percentual que evidencia o peso ainda limitado do Acre no cenário do agronegócio do país. Foto: captada

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