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EUA suspendem vistos de imigração para Brasil e outros 74 países

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Luis Lima Jr/Getty Images

Os Estados Unidos (EUA) suspenderam a concessão de vistos para imigrantes de 75 países, o que incluiria o Brasil, além de Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Nigéria, Tailândia, entre outros. O governo de Donald Trump não cita mudanças nos vistos para turismo.

“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano”, diz comunicado oficial.

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Ainda segundo o Departamento de Estado, a medida visa impedir que prováveis imigrantes se tornem “um encargo público para os EUA ao chegarem ao país”.

A decisão do Departamento de Estados dos EUA ocorre em meio à crise em torno do estado de Minnesota, onde a polícia anti-imigração ICE assassinou a estadunidense Renee Nicole Good, gerando uma onda com mais de mil protestos em todo o país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem atacado imigrantes do estado, governado por democratas, acusando-os de fraudarem sistemas de benefícios sociais.

Lista de países

A Casa Branca ainda não divulgou a lista completa dos países, mas a TV Fox News disse que ela inclui o Brasil. Procurado, o Itamaraty não comentou a informação. A Agência Brasil procurou ainda a Embaixada dos EUA em Brasília e aguarda retorno.

A notícia da Fox News foi compartilhada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, dando tom oficial à informação da mídia estadunidense. A emissora disse que a pausa na emissão de vistos é por tempo indeterminado e deve valer a partir do dia 21 de janeiro.

A Fox News diz ter tido acesso a um memorando do Departamento de Estado dos EUA que orienta funcionários de embaixadas a recusarem vistos enquanto o governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação. O memorando ainda sugere que candidatos idosos ou com sobrepeso possam ter os pedidos para entrar nos EUA negados.

O objetivo seria o de evitar que pessoas “propensas a se tornarem um encargo público” entrem nos EUA. A lista ainda inclui países como Iraque, Egito, Haiti, Eritréia e Iêmen.

“A orientação instrui os funcionários consulares a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, levando em consideração uma ampla gama de fatores, incluindo saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até mesmo a possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo”, diz a reportagem da Fox News.

Protestos contra política anti-imigração

A nova decisão que restringe a entrada de imigrantes de 75 países ocorre após uma onda de mil protestos contra a política imigratória de Trump que resultou no assassinato de Renee Nicole Good.

A Casa Branca tem acusado comunidades de imigrantes do estado onde o ICE assassinou Renee de supostamente fraudarem programas sociais. Nesta terça-feira, Trump atacou a comunidade de imigrantes da Somália de Minnesota.

“Minnesota foi invadida por fraudadores somalis que roubam dos contribuintes americanos e se aproveitam da nossa generosidade. Instruí o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, a SEGUIR O DINHEIRO e acabar com esse abuso de uma vez por todas, primeiro em Minnesota e depois em todo o país!”, disse Trump nesta terça-feira.

O governador do estado, Tim Waltz, diz que as ações de Trump em relação ao estado se trata de retaliação política porque o estado votou contra ele três vezes.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL

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Homem é preso em Manaus suspeito de estuprar duas adolescentes de 12 e 13 anos quando retornavam da escola

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Crimes ocorreram em março deste ano; investigação aponta que autor se aproveitava de momentos em que vítimas estavam sozinhas ao voltar da escola

Um homem de 47 anos, investigado por estupro de vulnerável contra duas adolescentes de 12 e 13 anos, foi preso nesta quinta-feira (19) no bairro São José Operário, zona leste de Manaus. Os crimes ocorreram nos dias 11 e 13 de março deste ano.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as investigações indicam que o autor se aproveitava de momentos em que as vítimas estavam sozinhas, especialmente quando retornavam da escola, para abordá-las e obrigá-las a entrar em seu carro, onde cometia os abusos.

Coletiva de imprensa

Mais informações serão apresentadas durante a coletiva de imprensa nesta sexta-feira (20) na Delegacia Geral (DG), localizada na Avenida Pedro Teixeira, 180, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus.

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Brasileiros no Líbano relatam drama da guerra: raiva, medo e incerteza

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© Hussein Melhem/Arquivo Pessoal

Milhares de pessoas, sob chuva e frio intenso nas ruas e estradas em cidades libanesas, compõem o cenário da guerra entre Israel e o grupo político-militar Hezbollah. Em menos de três semanas, o conflito esvaziou o sul do Líbano, expulsou mais de 1 milhão de pessoas das próprias casas, deixou mil mortos e 2,5 mil feridos. 

O libanês naturalizado brasileiro Hussein Melhem, 45 anos, mora com a família na cidade de Tiro (ou Tyre), no litoral sul do Líbano, onde os combates e bombardeios são mais intensos. Ele acordou na madrugada do dia 2 de março com o prédio tremendo e deixou a cidade.

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“Estava dormindo e a minha esposa me acordou assustada. Parece um terremoto os mísseis passando por cima do prédio direto para Israel. Aí saímos de casa imediatamente apenas com um pouco de roupa”, conta.

Em entrevista à Agência Brasil, ele diz que a situação causa raiva, muita tristeza e incertezas.

“Estamos gastando tudo que a gente tem. Não posso voltar para trabalhar. Não consigo dormir direito por causa da preocupação. O pessoal está muito bravo com tudo isso. Estão cobrando US$ 2 mil dólares por um aluguel. Minha casa própria foi bombardeada”, detalha.

O libanês-brasileiro tem uma padaria em Tiro, mas não pode mais voltar para trabalhar em razão do conflito. “No Sul, você não vê quase nenhum carro na rua. É muita destruição. Ontem bombardearam 12 pontes que acabaram com o movimento para o sul do Líbano. Tem uma ponte só”, lamenta.

Pai de três filhas de 17, 15 e 7 anos, Hussein Melhem descreve o cenário das ruas cheias de famílias forçadas a abandonarem suas casas.

“As ruas, nem te falo, é muita tristeza. Você chora vendo as barracas, as pessoas embaixo da chuva, no frio”, contou.

No momento, ele e a família estão em uma casa emprestada por um conhecido. Porém, precisa deixar a residência em 10 dias ou começar a pagar aluguel. “Não sei o que eu vou fazer depois, estou perdido”, completa.

Medo


Brasília (DF), 20/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - O brasileiro-libanês Aly Bawab, de 58 anos, comerciante, que mora em Manaus (AM), mas está com a família no Líbano. Foto: Aly Bawab/Arquivo Pessoal
Brasília (DF), 20/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - O brasileiro-libanês Aly Bawab, de 58 anos, comerciante, que mora em Manaus (AM), mas está com a família no Líbano. Foto: Aly Bawab/Arquivo Pessoal
O brasileiro-libanês Aly Bawab, de 58 anos, está com a família no Líbano. Foto: Aly Bawab/Arquivo Pessoal

O também brasileiro-libanês Aly Bawab, de 58 anos, reside em Manaus (AM) e viajou para o Líbano para visitar a família. Ele chegou em 28 de fevereiro, primeiro dia dos ataques de Israel e Estados Unidos (EUA) contra o Irã.

A família dele também é do Sul do país. Bawab decidiu abandonar a região depois de presenciar um edifício desmoronando após ser atingido por um míssil israelense. Atualmente, está em Beirute, onde os bombardeios são diários.

“É dia e noite, não tem horário. Hoje tivemos alguns momentos de paz durante o dia, apesar dos aviões militares do inimigo ficarem ultrapassando a velocidade do som para fazer um tipo de explosão no ar e assustar as pessoas”, relata.

Casado com uma libanesa e pai de três filhos, Aly conta que tenta não se desesperar para passar tranquilidade para a família.

“Medo com certeza, mas você tem que manter a calma. Mas as crianças em volta sentem. No último bombardeio, que atingiu dois apartamentos em um prédio alto aqui próximo, o corpo sentiu a vibração da explosão. O corpo treme sem você ter controle”, descreve.

Aly Bawab relata que tem amigos que perderam familiares no conflito, e alguns não conseguiram sair do Sul.

“É bastante traumatizante, você vê essa situação em que você se encontra, em que as pessoas não sabem o que fazer ou quanto tempo vai durar essa guerra”, completou.

Guerra se expande no Líbano

A historiadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beatriz Bissio, avalia que Israel vem adotando no Líbano uma estratégia semelhante à aplicada na Faixa de Gaza.

“É mais ou menos uma versão libanesa do genocídio em Gaza. O que Israel está propondo é repetir o genocídio, particularmente no sul do Líbano, uma vez que frustrou-se a expectativa da liderança israelense de ter aniquilado o Hezbollah”, afirma a especialista.

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março.

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses, e em resposta ao assassinato do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. Desde então, o conflito vem escalando a guerra no Oriente Médio.

Beatriz Bissio destaca que o Sul do Líbano está arrasado pelo conflito, com aldeias destruídas e colheitas paralisadas, trazendo um grande sofrimento à população civil.

“É indescritível o sofrimento da população, mas também é indescritível, no sentido inverso: a resiliência e a decisão de não abandonar essa terra. Isso porque essas populações estão lá desde tempos imemoriais, já no Império Romano eles estavam lá”, pontua.

Ataques

A Força de Defesa de Israel (FDI) disse ter atingido 2 mil alvos no Líbano desde 2 de março, alegando ter assassinado ainda 570 membros do Hezbollah.

“Como parte do esforço defensivo avançado, as tropas das FDI continuam as operações terrestres direcionadas no sul do Líbano”, diz o comunicado do Exército israelense.

Por sua vez, o Hezbollah informa diariamente que realiza ataques e lançamentos contra alvos de Israel, tanto dentro do Líbano, quanto no Norte israelense. Somente nesta sexta-feira (20), o grupo informou ter realizado 39 operações militares.

“Os mujahidin [combatentes] da Resistência Islâmica alvejaram um tanque Merkava em Baydar al-Fuqa’ani, na cidade de Taybeh, com um míssil. Eles miraram e acertaram em cheio”, diz um dos comunicados do grupo libanês.

Entenda

O conflito entre Israel e Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no parlamento e participação nos governos.

A atual fase do conflito entre Israel e Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o Norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a Defesa israelense.

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benajmin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah. Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL

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Flávio Bolsonaro homenageia o pai pelo aniversário de 71 anos

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala com a imprensa ao deixar o hospital DF Star no final da manhã desta sexta-feira (13/03)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, nas redes sociais, uma homenagem ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que completa 71 anos neste sábado (21/3).

Na postagem, feita na casa do ex-mandatário, Flávio relembra momentos de convivência familiar e afirma sentir saudades da rotina ao lado do pai. “Estou aqui na casa do meu pai e aqui temos muitas memórias”, diz.

“Sempre bate uma saudade enorme do tempo em que a gente estava junto no dia a dia, conversando, rindo e falando de tudo um pouco. Hoje, essas conversas estão mais limitadas, mas eu tenho fé de que esse tempo difícil vai passar.”

No vídeo, o senador acrescenta que “infelizmente não podemos comemorar o seu aniversário da forma como a gente gostaria, mas saiba que tem milhões de brasileiros orando por você, todo mundo muito sensibilizado com tudo o que está acontecendo. As pessoas sabem da grande injustiça que você está passando, mas você é muito forte”.

Flávio também desejou saúde e sabedoria ao pai, reforçando apoio incondicional. “Eu estarei sempre ao seu lado, com amor, orgulho e a convicção de quem acredita nos mesmos valores e no mesmo sonho que você defendeu”, afirma.

Aniversário

O ex-presidente Jair Bolsonaro completa, neste sábado (21/3), 71 anos. Bolsonaro está internado desde 15 de março no Hospital DF Star, devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ex-mandatário foi condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista. Ele cumpre a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, mais conhecido como Papudinha.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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