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EUA aprovam uso emergencial de remédio da Roche para casos graves de Covid-19
Há meses o remédio é administrado em pacientes com casos graves da doença como uso compassivo

Reuters
A agência reguladora de saúde dos Estados Unidos aprovou o Actemra, um remédio para artrite da Roche, para uso de emergência no tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19, dando um impulso adicional a um medicamento que já era permitido como uso compassivo em casos graves.
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) disse na quinta-feira que emitiu uma autorização de uso de emergência para o Actemra para o tratamento de pacientes adultos e infantis hospitalizados com Covid-19.
Há meses o remédio é administrado em pacientes com casos graves da doença como uso compassivo, o que gera milhões de dólares de vendas à Roche.
O medicamento pode ser usado para tratar pacientes que estão recebendo corticosteroides sistêmicos e precisam de oxigênio suplementar, ventilação mecânica não-invasiva e invasiva ou oxigenação por membrana extracorpórea, disse a FDA, acrescentando que estudos mostraram que o Actemra ajuda a diminuir o risco de morte e a acelerar a recuperação.
A autorização de uso de emergência se baseia em resultados de quatro estudos aleatórios controlados que avaliaram o Actemra para o tratamento de Covid-19 em mais de 5.500 pacientes hospitalizados, disse a Roche.
No primeiro trimestre, as vendas do Actemra aumentaram 22%, chegando a 779 milhões de francos suíços, depois de dispararem quase um terço e chegarem a 2,9 bilhões de francos suíços em 2020, devido sobretudo ao tratamento de pacientes com pneumonia grave associada à Covid-19.
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Ministro anuncia quase R$ 40 milhões do Novo PAC para obras no Ifac e expansão de infraestrutura no Acre
O ministro também destacou a ampliação do quadro de pessoal nas instituições federais. “Fazia seis anos que não tinha contratação de professores e servidores para as universidades e para os institutos

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou investimentos de quase R$ 40 milhões para obras nos campi do Instituto Federal do Acre (IFAC). Foto: captada
Durante visita a Rio Branco nesta quarta-feira, 25, o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou investimentos de quase R$ 40 milhões para obras nos campi do Instituto Federal do Acre (IFAC), dentro do Novo PAC, programa do governo federal voltado à expansão e consolidação da rede federal de ensino. Segundo ele, os recursos contemplam tanto novos campi quanto a estruturação das unidades já existentes.
“Quando a gente aprovou o PAC, parte é para novos campi, como tem o campus do Feijó, e parte é para consolidar os campi já existentes”, afirmou.
No Acre, o ministro citou a construção de uma nova biblioteca. “Nós estamos lá construindo uma nova biblioteca, são quase 40 milhões de investimentos nos campi atuais”, declarou. Em Cruzeiro do Sul, ele mencionou a implantação de restaurante universitário. “Em Cruzeiro do Sul, restaurante universitário. Essa biblioteca que eu vou visitar está praticamente pronta, só está faltando livros para a gente poder inaugurar”, disse.
Infraestrutura estudantil em expansão
Camilo Santana afirmou que a política de expansão envolve melhorias estruturais em todo o país. “Onde não tem restaurante, a gente está fazendo. Só para vocês terem uma ideia, são 270 restaurantes só nos federais que nós estamos construindo no Brasil”, declarou.
Além dos restaurantes, estão sendo implantadas bibliotecas, polos esportivos e blocos acadêmicos conforme a necessidade de cada unidade. Segundo o ministro, o planejamento foi construído em conjunto com reitores em 2023. “Isso foi tudo construído com os reitores em 2023, e agora nós estamos ou entregando ou em fase de construção”, afirmou.
Ampliação de vagas e contratação de servidores
O ministro também destacou a ampliação do quadro de pessoal nas instituições federais. “Fazia seis anos que não tinha contratação de professores e servidores para as universidades e para os institutos. Nós já autorizamos 9.600 cargos para as universidades federais e 13.800 para os institutos”, declarou.
Segundo ele, há ainda nova autorização em tramitação para quase 25 mil cargos adicionais. “Não é só construção física, mas também ampliação de pessoal, ampliação do custeio”, afirmou, ao mencionar também a recomposição orçamentária das instituições e a discussão de projeto de lei no Congresso para garantir previsibilidade financeira.
Camilo Santana citou ainda reajuste salarial concedido no início do atual mandato presidencial e negociações posteriores com servidores. “No primeiro ano foi dado 9% e depois houve toda uma pauta negociada com os servidores”, disse.
Entre as ações recentes, destacou a criação de novos cursos e ampliação de vagas. “Nós ampliamos em 5 mil vagas com cursos de inteligência artificial e engenharia robótica no ano passado, para diversificar a opção dos nossos jovens”, afirmou.
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Deputado apresenta PEC para limitar IPVA a 1% do valor do veículo
Deputado federal diz que conseguiu o apoio de 224 deputados ao texto; proposta estima perda de arrecadação em R$ 38 bilhões
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) protocolou nesta terça-feira (24/2) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar a cobrança do IPVA a 1% do valor do veículo.
Segundo o parlamentar, o texto reuniu o apoio de 224 deputados. Eram necessários 171 para iniciar a tramitação.
Kataguiri disse a jornalistas na Câmara que pretende se reunir com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que ele encaminhe o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, a proposta seguirá para uma comissão especial e, em seguida, ao plenário, onde precisará de 308 votos em dois turnos.
Hoje, a alíquota do IPVA varia de 1% a 6%, conforme o estado e o tipo de veículo. O imposto está previsto na Constituição Federal, que concede aos estados a responsabilidade pela cobrança.
Impacto e compensação
Com o texto, haveria uma perda R$ 38 bilhões em arrecadação, segundo Kataguiri. O deputado apresentou sugestões de compensação:
- Corte de 50% das emendas parlamentares: R$ 30,5 bilhões;
- Revisão de incentivos da Sudam e Sudene: R$ 22,51 bilhões;
- Fim de crédito presumido de IPI para montadoras: R$ 7,77 bilhões;
- Limite para gastos com publicidade pública: R$ 6,5 bilhões;
- Combate aos supersalários no setor público: R$ 5 bilhões.
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Ex-dirigentes do INSS fecham delação e entregam Lulinha e políticos
André Fidelis e Virgílio Filho do INSS delataram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e políticos do Centrão. Estão presos desde novembro
Dois ex-servidores do alto escalão do INSS estão em processo avançado de delação premiada.
A coluna apurou que o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, entregaram o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e detalharam o envolvimento de políticos no esquema.
Entre os políticos citados pelos delatores está Flávia Péres (ex-Flávia Arruda). Ela foi ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Jair Bolsonaro. É a primeira vez que o nome dela aparece associado ao esquema. Flávia é mulher do economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário mineiro Daniel Vorcaro.
Os dois delatores estão presos desde 13 de novembro.
Virgílio Filho é acusado pela PF de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que faziam os descontos ilegais nas aposentadorias. Desse total, R$ 7,5 milhões teriam vindo de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Os repasses teriam sido enviados a empresas e contas bancárias da esposa do ex-procurador, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.
Já André Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, segundo os investigadores.
Como mostrou a coluna de Andreza Matais no Metrópoles, o próprio Careca do INSS também prepara uma proposta de delação premiada. A disposição dele em delatar cresceu após familiares do empresário virarem alvo das investigações, como o filho Romeu Carvalho Antunes e a esposa, Tânia Carvalho dos Santos.
Eric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS, também foi preso.
A advogada Izabella Borges, que representa Virgílio Oliveira Filho, negou que exista delação em andamento. A reportagem tenta contato com a defesa de André Fidelis.
Quem são Virgílio Filho e André Fidelis na Farra do INSS
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho era servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU) e exerceu o cargo de procurador do INSS — ou seja, atuava como principal consultor jurídico do órgão.
Em novembro passado, ele se entregou à Polícia Federal em Curitiba (PR), após ter um mandado de prisão expedido contra si na 4ª fase da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada Farra do INSS. A mulher dele, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson, também foi presa.
Em outubro de 2023, quando ainda estava no INSS, Virgílio Filho se manifestou favoravelmente aos descontos nos benefícios de 34.487 aposentados, em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
A Polícia Federal acusa Virgílio de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que fraudaram o INSS. Desse montante, pelo menos R$ 7,5 milhões vieram de firmas do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A PF também identificou um aumento patrimonial de Virgílio da ordem de R$ 18,3 milhões.
Como mostrou a coluna, as aquisições do procurador e de sua mulher incluíram um apartamento de R$ 5,3 milhões em Curitiba (PR), comprado após ele se tornar alvo da PF. A mulher dele chegou a reservar um apartamento de R$ 28 milhões na Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC).
Já André Fidelis foi diretor de Benefícios do INSS em 2023 e 2024. Ele é acusado de receber pagamentos das entidades para permitir os descontos automáticos na folha dos aposentados.
Segundo o relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), André Fidelis foi o diretor que mais “concedeu acordo de cooperação técnica (ACT) da história do INSS”. Na gestão dele, foram habilitadas 14 entidades, que descontaram R$ 1,6 bilhão dos aposentados.



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