Cotidiano
Estado inicia ano letivo em Cruzeiro do Sul e amplia ensino integral para mais nove escolas
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE), iniciou na segunda-feira, 23, o ano letivo da rede estadual em Cruzeiro do Sul, com a implantação do ensino integral em mais nove escolas. Com a ampliação, o município passa a contar com 14 unidades nessa modalidade.
Ao todo, mais de 20 escolas urbanas deram início às aulas nesta semana. Na zona rural, as unidades de fácil acesso também começaram o calendário letivo. Outras escolas rurais iniciarão as atividades no dia 2 de março, conforme o segundo calendário estabelecido pela rede.
Cruzeiro do Sul possui 63 escolas estaduais e atende cerca de 16 mil estudantes.

Segundo o coordenador-geral da Representação da SEE no município, Aderlan Gomes, a ampliação do ensino integral faz parte do planejamento da Secretaria para fortalecer a aprendizagem.
“Antes tínhamos cinco escolas integrais, sendo três de ensino médio e duas de ensino fundamental. Este ano estamos implementando mais nove escolas, tanto na zona urbana quanto na rural. O aluno terá uma matriz curricular diversificada e mais tempo na escola, com conteúdo que contribui para uma formação de qualidade”, afirmou.
Na Escola Flodoardo Cabral, uma das unidades que oferta ensino integral, o ano letivo começou com a acolhida aos estudantes. A gestora Tátila Lopes informou que a escola conta atualmente com 370 alunos matriculados e ainda dispõe de vagas.
A unidade funciona das 7h às 15h15, com sete períodos diários, dois intervalos e uma hora de almoço. A escola mantém foco nas turmas de 3ª ano do ensino médio, com preparação voltada ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para o professor Manoel de Sousa Araújo, que leciona Filosofia e Estudo Orientado, o início do calendário em fevereiro contribui para o cumprimento do ano letivo dentro do prazo previsto. “Já tivemos duas semanas de planejamento. A educação integral oferece ferramentas diferenciadas e estamos realizando uma semana de acolhida para os estudantes”, destacou.
O estudante Davi Lucas Clemente Silva, de 17 anos, que cursa a 3ª ano do ensino médio, afirmou que pretende intensificar os estudos ao longo do ano. “Vou estudar tanto na escola quanto em casa para me preparar para o Enem”, disse.
Com a ampliação do ensino integral, a SEE reforça a política de permanência do estudante na escola por mais tempo, com atividades pedagógicas e matriz curricular ampliada. A expectativa é que a medida contribua para a melhoria dos indicadores educacionais no município e no estado.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Preço da carne sobe em Rio Branco: acém, picanha e fígado lideram altas, aponta pesquisa da Ufac
Levantamento do PET Economia mostra aumento em todos os 14 cortes analisados; ovos também registraram variação de 8,55%

Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado. Foto: captada
O preço da carne registrou aumento em Rio Branco, segundo levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), que acompanha semanalmente os valores praticados em supermercados e açougues da capital acreana. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16).
A pesquisa considerou preços coletados entre sábado (8) e sexta-feira (14) de março de 2026 e analisou 14 tipos de cortes de carne, identificando aumento no valor médio de todos os produtos pesquisados no período.
Principais altas
Entre as principais altas estão:
-
Acém: variação de 5,90%
-
Picanha: aumento de 4,85%
-
Fígado: alta de 4,61%
Açougues x supermercados
A pesquisa também comparou os preços praticados em açougues e supermercados da capital. Na maioria dos casos, os valores encontrados nos supermercados ficaram acima dos registrados nos açougues :
| Corte | Preço médio (açougues) | Preço médio (supermercados) |
|---|---|---|
| Picanha | R$ 66,63 | R$ 81,98 |
| Filé | R$ 66,01 | R$ 84,10 |
| Coxão mole | R$ 36,82 | R$ 46,98 |
| Fraldinha | R$ 36,50 | R$ 45,08 |
Outros produtos
Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado.
Impacto no orçamento familiar
De acordo com o PET Economia, a elevação dos preços impacta diretamente o orçamento das famílias acreanas, já que a carne possui peso relevante na alimentação da população.
Análise de especialista
O professor de economia da Ufac, Rubicleis Gomes, explica que o aumento tem relação com fatores ligados à produção e à demanda pelo produto:
“Nós vamos ter um conjunto de fatores que explicam esta situação. Espera-se que em 2026 tenhamos um aumento de aproximadamente 10%. Temos impactos do lado da oferta: com o aumento do preço dos bezerros, o pecuarista opta por reter as fêmeas no campo, em vez de abatê-las, na expectativa de que os bezerros nascidos no ano seguinte terão um valor elevado. E do lado da demanda: a demanda aquecida no mercado interno em função do aumento do rendimento das famílias e também o aumento da demanda internacional. Conclusão: aumento de preços”, afirmou.
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“Não estou aqui pra ser vice”: Bocalom reafirma candidatura ao governo e aguarda definição do PSDB
Prefeito de Rio Branco descarta compor chapa com Alan Rick e diz que conversa decisiva com os tucanos ocorre nesta terça (17)

A declaração foi dada ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito, incluindo conversas com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a possibilidade de alianças com outros nomes da política acreana. Foto: captada
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou durante agenda da abertura do ano letivo municipal, nesta segunda-feira (16), que não pretende disputar as eleições como candidato a vice-governador e reforçou que seu objetivo é concorrer ao governo do Acre nas eleições de 2026.
A declaração foi dada ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito, incluindo conversas com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a possibilidade de alianças com outros nomes da política acreana.
Questionado sobre uma eventual composição como vice em uma chapa encabeçada pelo senador Alan Rick (Republicanos), o prefeito foi direto ao responder.
“Eu não tô aqui pra ser vice”, afirmou.
Negociações com o PSDB
Bocalom também comentou sobre as negociações partidárias em andamento e disse que mantém diálogo com a direção nacional do PSDB para definir seu futuro político. O movimento ocorre após o Partido Liberal (PL) ter comunicado ao prefeito que não apoiaria sua pré-candidatura ao governo.
“Já é a terceira conversa que temos com o PSDB nacional. Amanhã deverá ser uma conversa definitiva, porque precisamos definir logo. Temos que formar chapa para deputado federal e deputado estadual”, disse.
O prefeito relembrou que já teve uma longa trajetória no partido e destacou que foi no PSDB que construiu boa parte de sua carreira política.
“Aquele partido me acolheu em seis eleições. Ganhamos duas eleições no Acre e quatro aqui em Rio Branco”, afirmou.
Alinhamento político
Apesar das negociações, Bocalom afirmou que segue alinhado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora tenha enfrentado dificuldades para permanecer no Partido Liberal, legenda ligada ao ex-chefe do Executivo federal.
O prefeito já havia manifestado publicamente, em declarações anteriores, que recebeu com tristeza a decisão do PL, mas que respeita a posição do partido e compreende a estratégia adotada.
Caso a filiação ao PSDB se confirme, Bocalom retornaria a uma sigla pela qual já disputou eleições anteriores, onde obteve vitórias em Acrelândia e outras disputas importantes no estado. A reunião definitiva com as lideranças nacionais do PSDB deve selar o destino do prefeito, que busca consolidar sua pré-candidatura ao governo estadual.
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Acre tem 82,3% das famílias endividadas, aponta pesquisa da Fecomércio
Percentual é superior à média nacional de 80,2%; comprometimento da renda atinge 31,7% e é maior entre famílias com até 5 salários mínimos

Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não terem condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente. Foto: captada
A Pesquisa sobre o Endividamento e Inadimplência com Consumidor (PEIC), divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio, traz resultados preocupantes sobre o endividamento em todo o País. Os dados revelam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas em fevereiro — o maior valor em toda a série histórica.
Dessas, 29,6% estão com dívidas atrasadas há mais de 30 dias, e 12,6% afirmam não ter condições de pagá-las no momento, tornando-se inadimplentes . Por outro lado, o percentual de famílias que fazem tal afirmação foi menor do que o observado em janeiro, indicando que as famílias consumidoras estão mais dispostas a manter as contas em dia ou com pouco atraso.
Cenário no Acre
No Acre, as análises da Federação do Comércio (Fecomércio-AC) mostram situação semelhante, com 109.059 famílias endividadas, ou seja, 82,3% delas — percentual superior à média nacional.
O número de famílias com contas em atraso há mais de 30 dias chegou a 38,4%, atingindo 50.915 famílias.
Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente, saindo de 15.392 famílias em janeiro para 14.662 em fevereiro — uma redução de 4,98%, indicando que as famílias do estado estão preocupadas em manter as contas em dia.
Comprometimento da renda
As famílias endividadas comprometem 31,7% da renda, o mesmo percentual percebido em janeiro, mas maior do que o observado ao longo de 2025.
Tal comprometimento atinge com mais intensidade famílias com renda de até 10 salários mínimos, com forte concentração nas famílias com renda de até 5 salários. Enquanto isso, o comprometimento das famílias com renda superior a 10 salários mínimos é de 28,1%.
Análise da Fecomércio
Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre, analisa o cenário:
“O consumo está sob a influência da pouca oferta do crédito e da alta taxa Selic, que deve permanecer elevada até o final do ano, segundo projeções. Mesmo com tais dificuldades, as famílias estão consumindo mais do que necessário. Se por um lado há a melhoria do poder aquisitivo, que leva ao consumo, por outro, muitas famílias, notadamente de renda de até 5 salários, utilizam com demasia o crédito nas compras de produtos não duráveis e as fazem parceladamente. Esse último fator dificulta o planejamento doméstico e, consequentemente, levará as famílias a um endividamento ainda maior”.
Com Fecomércio Acre






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