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Estado do Acre é condenado a indenizar produtora rural que ficou cega

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Decisão garantiu punição pelo erro médico em cirurgia de catarata e determinou o pagamento de pensão vitalícia à parte autora.

O Juízo da Vara Cível da Comarca de Capixaba julgou procedente o pedido formulado por A. M. S. no Processo n° 0700140-86.2014.8.01.0005 contra o Estado do Acre, para condená-lo ao pagamento de pensão mensal vitalícia no valor de um salário mínimo e também indenização por danos morais e estéticos, no importe de R$ 60 mil. A decisão foi publicada na edição do Diário da Justiça Eletrônico n° 5.832 (fl. 107).

A paciente perdeu a visão do olho esquerdo após ter sido atendida pelo programa Saúde Itinerante – Cuidando dos Seus Olhos, uma ação do governo estadual que promoveu cirurgias de junho de 2011 a dezembro de 2012.

Foto: Agência do Acre/divulgação

Entenda o caso

A autora fez uma cirurgia de catarata por meio do Programa Saúde Itinerante no Hospital das Clínicas e, então, perdeu completamente a visão do olho esquerdo.

O erro médico foi reconhecido pela perícia, na qual se identificou que ao colocar a lente no olho da demandante houve encaixe irregular, que gerou entrada de ar, acarretando na inflamação e consequente cegueira.

Deste modo, a exordial apresentou as dificuldades físicas, assim como as lesões materiais, psicológicas e morais que atingiram a paciente, que é produtora rural e também fazia serviços de costura. Além de repudiar o acompanhamento ineficaz do Ente Público ao referido tratamento.

O Estado do Acre contestou e juntou documentos, alegando que a prestação de serviço médico é uma atividade meio e não resultado. O demandado salienta que não há prova do nexo causal, por isso ausentes os danos morais e materiais. Por fim, argumentou que não há relação de consumo a autorizar inversão do ônus da prova.

Decisão

A juíza de Direito Ivete Tabalipa, titular da unidade judiciária, destacou que a perícia atestou a negligência médica, desta forma, em seu entendimento restou incontroverso que a perda total da visão da autora decorreu de realização cirúrgica inexitosa.

Nos autos estão os elementos que sustentam a tese inicial. “Confrontadas as premissas com o conjunto probatório, sobretudo pelos depoimentos testemunhais coletados em audiência e o laudo pericial desponta a conclusão de que os elementos caracterizadores da responsabilidade civil estatal estão presentes no caso concreto, porque é certo que a perda total da visão da autora foi decorrente da má prestação do serviço”, prolatou.

Na decisão foi evidenciado que não houve tratamento pós-operatório adequado, “dado que sequer o réu encontrou o prontuário da autora, o que era responsabilidade do Estado fornecer para a perícia”.

A magistrada assinalou ainda que foi provado que a paciente exercia atividade que lhe garantia o sustento, assim como reconhecidos os danos estéticos “à vista do próprio aspecto apresentado em audiência, com óculos escuros para tentar amenizar ou disfarçar os efeitos da perda da visão, o que seguramente afeta a qualidade estética da feição natural humana”.

O Juízo estabeleceu a indenização em R$ 30 mil a título de danos morais e R$ 30 mil por danos estéticos, com acréscimo de juros moratórios e correção monetária contados a partir do arbitramento, já o pensionamento mensal a partir do evento danoso.

Da decisão cabe recurso.

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Diretoria do Sinjac visita repórter cinematográfico Jailson Fernandes após alta médica

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A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac) realizou, na tarde desta quinta-feira, 15, uma visita ao repórter cinematográfico Jailson Fernandes, em sua residência, em Rio Branco. O encontro teve caráter solidário e marcou o retorno do profissional para casa após receber alta médica na última terça-feira, 13, quando deixou o Pronto-Socorro depois de um período de internação que mobilizou amigos, colegas de profissão e a sociedade.

O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, destacou a importância do apoio coletivo no momento delicado enfrentado por Jailson. Segundo ele, a mobilização em torno do profissional demonstra a força da categoria e o espírito de união entre os trabalhadores da Comunicação. Cordeiro ressaltou ainda que o sindicato acompanha de perto situações como essa e reforçou o compromisso da entidade com a valorização e o bem-estar dos jornalistas e profissionais da área.

Visivelmente emocionado, Jailson Fernandes agradeceu o carinho recebido desde o início do problema de saúde. Logo após sair da unidade hospitalar, ele gravou um vídeo no qual fez questão de agradecer pelas orações, mensagens de apoio e, principalmente, pelas doações de sangue, que foram fundamentais para o sucesso do tratamento.

O repórter cinematográfico destacou que a corrente de solidariedade formada em seu favor acabou beneficiando também outros pacientes atendidos pelo sistema de saúde. “Esse gesto não foi só por mim, ajudou muita gente que também precisava”, enfatizou.

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Inmet emite alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta

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Previsão inclui até 50 mm de chuva e ventos de 60 km/h; estado pode ter alagamentos, quedas de árvores e interrupções de energia

O alerta, classificado como Perigo Potencial, começou a valer às 9h15 e segue até 23h59. De acordo com o Inmet, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Foto: captada 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta-feira (16). O aviso, válido das 9h15 até 23h59, prevê precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo acumular 50 mm ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.

Embora classificado como perigo potencial de baixo a moderado, o órgão alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de galhos, descargas elétricas e interrupção no fornecimento de energia, especialmente em áreas mais vulneráveis.

O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres ou placas de propaganda e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades. Em caso de emergência, o contato deve ser feito com a Defesa Civil (193) ou Corpo de Bombeiros.

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Diferença de R$ 2 no litro do combustível leva brasileiros a abastecer na Bolívia e causa filas em Cobija

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Motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia cruzam a fronteira em massa para comprar combustível mais barato; cidadãos pandinos reclamam de logística afetada

O movimento intenso de veículos brasileiros em busca de combustível mais barato é um fenômeno recorrente na fronteira, se intensificando nos últimos dias. Foto: captada 

A diferença nos preços dos combustíveis entre o departamento de Pando, na Bolívia, e as cidades acreanas de Epitaciolândia e Brasiléia tem causado um aumento expressivo nas filas dos postos de abastecimento em Cobija. Com o preço mais baixo do lado boliviano, motoristas brasileiros estão atravessando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios econômicos e logísticos na região.

Cidadãos pandinos manifestaram preocupação com a demora no abastecimento, já que as empresas locais não estavam preparadas para a alta repentina na demanda. Alguns bolivianos têm protestado contra os atrasos, que alteraram toda a logística de distribuição de combustível na cidade.

Preço mais baixo em Pando atrai motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia; movimento intenso pressiona postos e gera atrasos no atendimento. Foto: captada 

A diferença de até R$ 2 por litro nos preços dos combustíveis entre o Acre e o departamento boliviano de Pando tem levado motoristas brasileiros a cruzarem a fronteira em massa para abastecer em Cobija. Com valores significativamente mais baixos do lado boliviano, o movimento intenso de veículos com placas do Brasil tem pressionado a infraestrutura local, causado filas e exposto as disparidades de preços na região.

O fenômeno, que se intensificou nos últimos dias, gerou atrasos no atendimento e uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios logísticos e econômicos para as cidades de Epitaciolândia, Brasiléia e Cobija. A demanda repentina por combustível na Bolívia também tem gerado preocupação entre cidadãos pandinos, que enfrentam dificuldades para abastecer seus próprios veículos.

Brasileiros estão cruzando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que impõe novos desafios econômicos e logísticos para a região. Foto: captada 

Governo boliviano diz que fim de subsídio a combustíveis reduziu contrabando para países vizinhos

O governo da Bolívia afirmou nesta semana que o fim do subsídio estatal aos combustíveis, por meio do Decreto Supremo 5.503, já trouxe resultados iniciais positivos, com redução do contrabando para países vizinhos e queda de 30% nas importações de combustível nos últimos dois dias.

Segundo o ministro dos Hidrocarbonetos, Mauricio Medinaceli, em áreas fronteiriças como no departamento de Pando/Cobija e Potosí, as filas nos postos diminuíram porque “as pessoas não precisam mais competir com aqueles que contrabandeavam combustível para fora do país”. Já o ministro da Economia, Gabriel Espinoza, destacou que a medida corrigiu uma distorção em que “os benefícios do subsídio estavam concentrados em poucos setores e alimentavam o contrabando”.

Ministros afirmam que importações caíram 30% e filas em postos de fronteira diminuíram; medida visa conter fuga de recursos e estabilizar economia. Foto: captada 

As declarações foram dadas separadamente antes de reuniões marcadas para última segunda-feira, dia 12, com representantes do setor de transportes. A decisão do governo visa, segundo Medinaceli, “estabilizar a economia, conter a fuga de recursos e garantir uma utilização mais eficiente dos fundos públicos”.

Veja vídeo cedido a redação:
Veja vídeo entrevista da TVU Pando:

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