Cotidiano
Escritor xapuriense lança livro que conta a história de sua família na Revolução Acreana
Com muitas ilustrações, mostra a origem de sua família que surgiu em um povoado chamado Coroatá, no sertão maranhense, em 1884.
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O escritor xapuriense Milton Júnior acaba de lançar o livro “Duas Famílias e a Revolução Acreana”. A história narra a saga de sua família, materna e paterna, que chegaram ao Acre no início do Século XX e formaram uma das mais tradicionais famílias de Xapuri.
O livro de 372 páginas foi escrito em forma de cordel, outra paixão de Milton Júnior. Com muitas ilustrações, mostra a origem de sua família que surgiu em um povoado chamado Coroatá, no sertão maranhense, em 1884.
É de onde vem Manoel de França, avô materno do escritor, que foi auxiliar de Plácido de Castro durante a Revolução Acreana, tendo desempenhado, de acordo com o livro, papel importante na conquista do Acre, sendo no final do combate promovido a oficial do exército acreano.
O outro avô, Francisco Menezes, foi um personagem importante na história de Xapuri, exercendo importante destaque na edificação do que é hoje é a cidade de Xapuri.
Milton conta que antes de uma história sobre sua família, o livro é um resgate dos costumes, religiosidade e a luta árdua de milhares de nordestinos que vieram ao Acre para o trabalho nos seringais. “É a história da minha família, como é a história de tantas famílias acreanas. Creio que o grande barato do livro seja exatamente esse, das pessoas lerem, se identificarem e enxergarem sua própria família em cada página”, conta.
Ao manusear o livro, o leitor percebe, além da história, um produto produzido em um alto padrão de qualidade. Milton conta que contou com a ajuda da família para a confecção dos livros. “Minha família apostou nesse meu sonho e me ajudou a bancar a publicação. É a história da minha família, então queria que fosse algo de extrema qualidade”, afirma.
O livro é recheado de fotografias, onde leva o leitor a viajar pelo passado da família do escritor.
Milton Júnior tem 48 anos, nasceu em Xapuri , mas hoje mora em Rio Branco. Ainda adolescente, em 1987, lançou seu primeiro livro de poesias. É formado em Administração com habilitação em Análise de Sistemas e é especializado em Web Marketing.
O lançamento presencial do livro está marcado para o próximo dia 6 de agosto, aniversário da Revolução Acreana, na cidade de Xapuri. No entanto, o livro já está disponível para aquisição e os pedidos podem ser feitos por meio de contato com o próprio escritor pelo número 68 9 9606-6701.
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“Se Mailza não tomar as rédeas antes do dia 4, não vai ter base para negociar”, alertam deputados da base governista
Insatisfação com articulação política e centralização de decisões em secretários acende sinal de alerta no Palácio; parlamentares cobram protagonismo da futura governadora

Deputados defendem que Mailza se antecipe para conversar com a base, individualmente, o mais rápido possível antes da janela de transferência do dia 4. Foto: captada
A menos de duas semanas da posse da vice-governadora Mailza Assis (PP) no comando do Executivo estadual, marcada para 2 de abril, o clima nos corredores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) é de tensão e incerteza. Deputados da base do governo consultados extraoficialmente durante a sessão ordinária desta quarta-feira (18) revelaram um sentimento comum: Mailza precisa começar a dar sinais claros de que “ela manda” e que sua palavra terá poder efetivo, sob risco de não ter base política para negociar após a transição.
A avaliação é compartilhada por cerca de 17 parlamentares que integram a base aliada. Segundo relatos, a falta de destreza nas articulações políticas e a escolha do secretário de governo, Luiz Calixto, para ficar na linha de frente de demandas consideradas sensíveis têm gerado insatisfação crescente entre os deputados.
Outro ponto que tem pesado negativamente é o protagonismo do secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni, que, na visão de integrantes da base, teria escolhido um candidato “para chamar de seu”: o secretário de Relações Institucionais e suplente de deputado Fábio Rueda. A percepção é que essa centralização afasta os parlamentares da interlocução direta com a futura chefe do Executivo.
“Não queremos atravessadores”
Deputados defendem que Mailza se antecipe e converse individualmente com a base o mais rápido possível, antes do encerramento da janela partidária, em 4 de abril. O temor é que, sem uma postura mais firme e direta da vice-governadora, o governo perca capacidade de negociação e sofra debandadas ainda maiores — como as já protagonizadas por Eduardo Ribeiro (PSD) e, mais recentemente, por Tadeu Hassem (Republicanos) e sua irmã, a ex-prefeita Fernanda Hassem.
“Se Mailza não tomar as rédeas antes do dia 4, não vai ter base para negociar. Muita gente cogita isso só por falta de uma palavra mais firme da vice. Os deputados não estão querendo atravessador na relação para evitar ruídos”, disparou um parlamentar de alta influência na base governista.
Articulação frágil
A insatisfação ocorre em um momento em que Mailza ainda não assumiu formalmente o governo — o que acontecerá em 2 de abril, com a renúncia de Gladson Cameli, que deixará o cargo para disputar o Senado. Até lá, as conversas com a base têm sido conduzidas de forma protocolar, e a falta de definições claras sobre o futuro da gestão e das alianças eleitorais acirra os ânimos.
Aliados apontam que Mailza tem perfil reservado, mas ressaltam que o momento exige protagonismo. A expectativa é que, a partir de janeiro, a vice-governadora intensifique agendas públicas e articulações, mas, até agora, os sinais práticos de comando ainda são considerados tímidos.
Enquanto isso, o tabuleiro político segue em movimento, com lideranças avaliando seus destinos e a base governista à espera de um comando efetivo. A palavra final, como repetem os deputados, precisa vir de Mailza — e rápido.
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Semulher promove palestra sobre crescimento profissional e liderança feminina
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), realiza no dia 19, às 14h, no auditório da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), em Rio Branco, a palestra “Os degraus ocultos da carreira feminina: vieses inconscientes, barreiras invisíveis e mindset de crescimento”, ministrada pela advogada e empreendedora Nara Pinski.

A atividade integra a programação do movimento “Março Delas: Acre pelas mulheres” e tem como objetivo promover reflexões sobre os desafios que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres, como preconceitos estruturais, barreiras invisíveis no ambiente de trabalho e a importância do desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento.
Com mais de 20 anos de atuação em mentorias, consultorias e palestras voltadas ao empreendedorismo feminino, Nara Pinski compartilhará experiências e estratégias para fortalecer a presença feminina em espaços de liderança, incentivar o protagonismo das mulheres e ampliar oportunidades no mercado de trabalho.
A iniciativa busca criar um espaço de diálogo, aprendizado e troca de experiências, contribuindo para o fortalecimento da autonomia, da liderança e da participação das mulheres nos diferentes setores da sociedade.
As inscrições são limitadas e seguem abertas. As pessoas interessadas podem se inscrever por meio do link disponível no perfil oficial da Semulher no Instagram (@semulherac).
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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