Esses resultados refletem um compromisso coletivo em proteger o meio ambiente e garantir qualidade de vida à população. A integração entre instituições, tecnologia, reforço operacional e ações preventivas demonstra que o enfrentamento ao fogo exige estratégia, união e responsabilidade. Seguimos firmes nesse propósito, reduzindo os impactos das queimadas e construindo um futuro mais sustentável para todos.
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Em reunião com ministro da Saúde e governadores, Gladson Cameli defende união nacional em vacinação contra Covid-19
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, juntamente com os 27 governadores dos estados e Distrito Federal, estiveram reunidos nesta terça-feira, 8, para tratar sobre o Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19. Com a aprovação da primeira vacina contra a doença, o Brasil se prepara para proteger a população a partir de 2021.
Segundo Pazuello, o mundo vive um momento atípico. O ministro lembrou que, tradicionalmente, vacinas levam, no mínimo, três anos para serem desenvolvidas. Porém, com a situação de pandemia, o procedimento foi encurtado para menos de um ano. Diante do atual cenário, o governo federal precisou tomar decisões mais aceleradas e desafiadoras, sempre atentando ao conhecimento científico e à segurança da população.
Aos gestores estaduais, o ministro informou que o primeiro lote da vacina desenvolvida a partir da parceria da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, ambos sediados no Reino Unido, chega ao país em janeiro. Ao todo, a União adquiriu cem milhões de doses, que serão produzidas durante o próximo ano.
“As primeiras 15 milhões de doses chegam em janeiro, mais 15 milhões em fevereiro e até junho, completaremos as cem milhões de doses. A partir do segundo semestre, mais 160 milhões serão produzidas pela Fiocruz, por meio de transferência de tecnologia”, explicou.

Ladeado pelo governador Gladson Cameli e pelo secretário de Saúde, Alysson Bestene, o ministro Eduardo Pazuello apresentou Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19 para governadores dos 27 estados e Distrito Federal. Foto: Cedida
Pazuello esclareceu que as vacinas só serão aplicadas após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), análise que poderá levar, em média, dois meses. De acordo com o ministro, os laboratórios mais avançados estão prestes a concluir a terceira e última fase de testes ainda em dezembro.
Cada brasileiro receberá duas doses imunizantes. Por isso, são necessárias cerca de 420 milhões de vacinas. Devido à alta demanda, o ministro disse que o governo federal negociará com todos os laboratórios que obtiverem a certificação da Anvisa para que a população seja imunizada o quanto antes.
Em relação à vacina da Pfizer/BioNTech, a primeira do mundo a ser aprovada contra Covid-19, Eduardo Pazuello informou que cerca de 70 milhões de doses já foram negociadas pelo governo brasileiro. No primeiro semestre de 2021, 8,5 milhões de doses chegarão ao país.
“Somente a união de todos garantirá que mais vidas sejam salvas”, pontuou Gladson
Em sua fala, o governador Gladson Cameli aproveitou o momento para pedir a união de todos os gestores em torno do alcance igualitário da vacina para a população brasileira.
Para Cameli, o coronavírus só será superado quando as pessoas forem colocadas em primeiro lugar. O governador acreano pediu que disputas políticas e ideológicas não interfiram no processo, e enfatizou que salvar vidas deve ser prioridade máxima.
“Todos estão muito ansiosos por essa vacina e isso é compreensível. Precisamos estar ainda mais unidos e falando uma só língua. Precisamos que os governadores, prefeitos e governo federal trabalhem em conjunto para que a população de nenhum estado se sinta prejudicada. Gostaria também de parabenizar a Anvisa e o Ministério da Saúde pela dedicação e compromisso com o país”, ressaltou Cameli.
Presente ao encontro, o secretário de Saúde Alysson Bestene observou que o governo do Acre já se prepara para imunizar a população assim que as primeiras doses da vacina chegarem ao estado. “Essa foi uma determinação do governador. Será uma das maiores campanhas de vacinação da história e, apesar do desafio, estamos nos preparando para prestar um excelente serviço para a nossa população”, argumentou.
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Deu no Acremais: pelo menos dois dos oito candidatos que disputam o Governo de Pando, dois são do Agro
Por Wanglézio Braga
O Departamento de Pando, na Bolívia, que faz fronteira direta com o Brasil pelo Acre, entra no calendário eleitoral de 2026 com eleições marcadas para o dia 17 de março. O pleito vai escolher governador, representantes para o parlamento (Câmara e Assembleia Legislativa), além dos prefeitos municipais. O processo eleitoral em Pando desperta atenção estratégica no Acre, já que o departamento boliviano é um dos principais consumidores de produtos acreanos, especialmente da agricultura familiar, fortalecendo o intercâmbio econômico na fronteira Brasil–Bolívia.
Dos dois candidatos ao governo de Pando, dois possuem ligação direta com o setor do agronegócio. Entre eles está Ana Lúcia, do MTS, atual prefeita de Cobija, que trabalha com a exportação de frutas amazônicas e a industrialização do açaí. Também integra esse grupo Rodolfo Añez Domínguez, da FSUTCP, empresário com atuação na indústria e na exportação de café, atividade que dialoga diretamente com cadeias produtivas do Acre em especial do Alto Acre.
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Acre avança no enfrentamento ao fogo com redução de 77,75% dos focos de calor
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Rio Branco concentra quase 90% dos casos de aids do Acre e lidera taxa de detecção entre capitais
Dados do Ministério da Saúde apontam avanço da doença e aumento da mortalidade no estado na última década
Rio Branco concentrou a maior parte dos casos de aids registrados no Acre em 2024 e aparece entre as capitais brasileiras com as maiores taxas de detecção da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro de 2025, a capital acreana contabilizou 114 casos no período, com taxa de detecção de 29,4 casos por 100 mil habitantes, índice bem acima da média estadual.
No mesmo ano, o Acre registrou 129 notificações de aids, o que significa que quase 90% dos casos ocorreram em Rio Branco, evidenciando a centralização da epidemia na capital. Em 2025, o número total de registros no estado caiu para 83 casos, indicando uma redução no volume absoluto, embora os desafios no controle da doença permaneçam.
Os dados também revelam um cenário preocupante em relação à mortalidade. Entre 2014 e 2024, enquanto o Brasil apresentou uma queda de 37% na taxa padronizada de mortalidade por aids, o Acre registrou aumento de 34,8%, figurando entre as quatro unidades da federação com crescimento desse indicador.
Outro ponto de alerta é o avanço da taxa de detecção no estado. Em uma década, o Acre teve aumento de 65,9%, um dos maiores do país. Em 2024, a taxa estadual foi de 14,6 casos por 100 mil habitantes, enquanto Rio Branco apresentou índice praticamente duas vezes maior, reforçando o papel da capital como principal foco da doença no estado.











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