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Em projeto inédito, governo do Acre e Povo Manchineri transformam cacau nativo em potência econômica com saberes ancestrais e inovação
Por Tácita Muniz – Fotos: Ingrid Kelly
Autonomia, preservação ambiental e o compromisso com um legado que pulsa nas mãos dos mais jovens. É assim que se desenha, hoje, a trajetória do cacau no Acre, uma cadeia produtiva que ganha força também nas terras indígenas. Na Aldeia Extrema, situada na Terra Indígena Mamoadate, o cacau nativo é mais que fruto: é símbolo de resgate, renda e protagonismo comunitário. Ali, colhe-se esperança e movimenta-se o futuro.
De acordo com dados recentes, 1.333 pessoas vivem neste território pulsante, habitado pelas etnias Manchineri, Yaminawá e pelos Mashco, grupo de indígenas em isolamento voluntário. No solo da floresta, há séculos preservado pelos saberes ancestrais, brota agora uma nova esperança: uma cadeia sustentável de renda que alcança toda a comunidade.

Povo Manchineri ressignificou relação com o cacau e hoje alia sustentabilidade e economia, além de resgatar os jovens para dentro das aldeias. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Com o fortalecimento da bioeconomia como horizonte, o cacau nativo desponta como símbolo da potência econômica da floresta em pé, cultivada por quem há muito reconhece seu verdadeiro valor. Do chão fértil da floresta, há gerações preservadas pelos povos originários, brota agora uma fonte de renda sustentável que transforma a vida comunitária.

Seagri tem se aproximado das comunidades e se tornado apoio em cultivos que se consolidam no estado. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Protagonismo
Com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), o povo indígena Manchineri assume o protagonismo desse movimento. No início deste ano, ações pontuais trouxeram às aldeias o encontro entre saberes ancestrais e técnicas modernas: capacitações revelaram um novo tempo para os indígenas, em que o cacau se torna aliado e elo entre gerações. Mais que um fruto, ele representa renda, resgate cultural, proteção ambiental, e uma razão concreta para que os jovens permaneçam em suas terras, cultivando futuro e identidade.
Desde o início do ano, de maneira inédita, o cacau vem ganhando espaço na Terra Indígena localizada no extremo de Assis Brasil. Para os Manchineri, as capacitações revelaram o valor de um tesouro que há muito brotava silencioso em suas terras: o cacau nativo, que agora desponta como fonte de renda, cultura e preservação.
Foi durante uma simples pescaria que Lucas Artur Brasil Manchineri, presidente da Manxinerune Ptohi Phunputuru Poktshi Hajene (MAPPHA), teve um olhar transformador. Ali, diante da paisagem já conhecida, vislumbrou o potencial de uma cadeia produtiva capaz de impulsionar a comunidade. Mas para concretizar esse sonho, seria preciso mais que visão: era necessária uma parceria que respeitasse os saberes indígenas e apostasse na força da floresta em pé.

Liderança na aldeia Extrema, na Terra Indígena Mamoadate, Lucas Manchineri fala em expandir cadeia do cacau, trabalhando com subprodutos. Foto: Ingrid Kelly/Secom
“Para o Povo Manchineri, o cacau é um alimento saudável que gostamos de comer bastante em nossa tradição e aqui na nossa terra indígena tem bastante cacau e nós não plantamos, é a natureza que nos dá. Quando vi, durante uma pescaria, que tinha muito cacau estragando, levei essa alternativa de cultivo para a comunidade, que logo aceitou”, destaca a liderança indígena da Aldeia Extrema.
Até então, para os Manchineri, o trabalho com o cacau era visto apenas como uma atividade de subsistência, distante da compreensão sobre o potencial econômico e da cadeia produtiva que começava a se desenhar.
O ponto de virada ocorreu durante o Fórum Indígena, realizado em Rio Branco, quando Lucas Manchineri apresentou publicamente pela primeira vez a ideia que hoje transforma a relação da comunidade com a floresta.
A Comissão Pró-Indígena (CPI-AC), segundo a liderança, foi um braço importante nas reuniões, capacitações e investimentos no trabalho. Com isso, conseguiram um recurso proveniente da Fundação Casa, que ajudou nos primeiros passos.

Conhecimento é passado de geração para geração e vai garantir o futuro dos jovens nas aldeias, estimam os mais velhos. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Seagri próxima
A partir de então, a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) passou a acompanhar de perto a jornada dos Manchineri, promovendo ações voltadas às boas práticas no manejo do cacau nativo. O trabalho envolve a limpeza de cipós, abertura de entradas de luz na mata, cuidado com plantas jovens, construção de trilhas para facilitar a colheita e identificação precisa do estágio ideal para a coleta dos frutos.
A primeira safra foi colhida em março deste ano, como modelo de teste e semente de um futuro promissor. Segundo Lucas Manchineri, embora o volume ainda seja modesto, a comunidade está confiante: nasce ali uma cadeia sustentável, rica em significado, e que, acima de tudo, fortalece os vínculos entre os indígenas e sua terra.
Foram colhidos 50 quilos de cacau, gerando R$ 2,8 mil em receita para a comunidade. Pode parecer pouco, mas esse resultado representa o primeiro passo de um movimento que não tem retorno, um projeto que cresce com raízes firmes e que, segundo a Seagri, desponta como uma das grandes promessas da agricultura no Acre.
“Foi a resposta que eu precisava para que a gente apostasse no cacau. Porque a gente viu o resultado, gerando rendimento para a comunidade e uma forma de que nossos jovens possam trabalhar e ficar nas aldeias”, esclarece a liderança.
A primeira safra de cacau foi colhida em março, ocasião em que os coletores da Terra Indígena puderam aplicar boas práticas de manejo com o apoio técnico do agrônomo Marcos Rocha, chefe da Divisão de Produção Familiar e coordenador do Programa Estadual do Cacau. Ele permaneceu na comunidade por mais de 30 dias, oferecendo orientação direta, esclarecendo dúvidas e fortalecendo o trabalho já iniciado pelos indígenas.
Para os próximos passos, os planos são ambiciosos: conquistar a indicação geográfica do cacau nativo da Terra Indígena, ampliar os negócios e explorar os potenciais derivados do fruto, como o licor. A meta para o próximo ano é colher mil quilos de cacau, o que pode gerar uma receita estimada em R$ 52 mil, reflexo de um trabalho que une tradição, técnica e visão de futuro.
“É sustentável, você não precisa destruir em canto nenhum. A natureza dá o recurso dela e também uma renda para o povo Manchineri. É diferente de outras pessoas que querem destruir a floresta”, reforça Lucas Manchineri.

Comunidade se envolve em todos os processos da colheita e comercialização do cacau. Foto: cedida
Referência nacional e internacional
O governo do Acre vem construindo uma articulação sólida com o povo Manchineri por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri). A comunidade indígena passou a integrar a rota do cacau no estado, sendo reconhecida pela equipe técnica como uma das regiões com maior densidade do fruto nativo.
Essa abundância se transformou num elo entre saberes ancestrais e o conhecimento técnico, conduzido por uma equipe que atua com sensibilidade e valoriza as raízes da agricultura tradicional.
O trabalho com os Manchineri, por seu caráter pioneiro, tem potencial para se tornar referência nacional e internacional. Mas essa trajetória não é simples: envolve uma logística desafiadora, vencida por quem compreende que sustentabilidade não se mede apenas por números, mas pela dignidade, pela permanência nas terras e pela qualidade de vida que floresce com respeito à floresta.
Chegar à Aldeia Extrema, onde se desenvolve o trabalho com a comunidade Manchineri, exige bem mais que vontade: envolve diálogo, articulação e uma logística desafiadora. A Seagri deu início às conversas com as lideranças indígenas, abrindo caminho para que a equipe técnica pudesse, enfim, entrar em campo.
O trajeto, aliás, é um capítulo à parte. São mais de cinco horas de viagem por estrada entre Rio Branco e Assis Brasil, cruzando paisagens intensas e emblemáticas, como a Reserva Extrativista Chico Mendes, até alcançar a comunidade de Icuriã, porta de entrada para uma parceria que finca raízes profundas na floresta.

Logística até a terra indígena envolve rodovia, rios e estradas de barro que cortam a Reserva Extrativista Chico Mendes. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Logística
A partir da comunidade Icuriã, o trajeto segue pelo sinuoso Rio Iaco, levando de 8 a 10 horas, dependendo da época do ano. Durante os dias em que a equipe da Agência de Notícias e da Seagri navegou pelo manancial, o nível da água estava especialmente baixo, marcando menos de um metro, com trechos que chegavam a apenas 74 centímetros.
O percurso é marcado por balseiros e constantes encalhamentos de embarcações, o que torna a viagem ainda mais longa e desafiadora. Tudo isso é enfrentado pelas equipes do governo em nome de uma diretriz clara da gestão de Gladson Camelí: diminuir desigualdades e construir pontes físicas e simbólicas, com os povos originários.
O trabalho técnico, conduzido com respeito e escuta, foi realizado em plena sintonia com a comunidade Manchineri, consolidando um elo de colaboração que busca melhorar efetivamente a qualidade de vida local.
Os indígenas participam de todas as etapas: do manejo da floresta à quebra, fermentação e secagem das amêndoas. O cacau nativo, que brota espontaneamente no coração da mata, é comercializado para grandes empresas, especialmente aquelas voltadas à produção de chocolate gourmet. No mercado, esse cacau é reconhecido como um dos mais nobres e valorizados para criações de alta qualidade.
Esse projeto está dentro da chamada Rota do Cacau, onde a Seagri identifica áreas com potencial de cacau nativo e cacau plantado.
“No caso dos Manchineri, a gente fez uma parceria com a associação deles e identificamos, segundo as informações deles, no mesmo momento, de que existia um grande potencial. A partir disso, planejamos um campo e viemos fazer esse mapeamento, onde nós identificamos a quantidade de planta por área, o tamanho, a quantidade de frutos por planta, o potencial produtivo e o que isso representa em termos de valorizar a floresta com geração de renda e dar dignidade para essas famílias da Aldeia Extrema”, pontuou Marcos Rocha.
O envolvimento direto com a comunidade, valorizando a essência coletiva do povo Manchineri, foi o alicerce dessa iniciativa. O trabalho teve como princípio fortalecer a participação ativa dos moradores, com atenção especial à inclusão de jovens e mulheres, protagonistas no processo de transformação social e econômica que vem florescendo na Terra Indígena.
“Com 15 minutos que formamos o grupo de trabalho, os jovens Manchineri já estavam mexendo no GPS e tirando ponto de coordenada geográfica. A gente envolveu os jovens ensinando as boas práticas de manejo florestal com o cacau nativo deles”, completa.

Há também o lado social do fortalecimento da cadeia do cacau nativo: a oportunidade para que os jovens fiquem dentro dos territórios. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Fortalecendo vínculos
Para Marcos Rocha, o trabalho desenvolvido com os Manchineri, além de pioneiro, atravessa camadas profundas da realidade comunitária. Envolve desde a integração efetiva do Poder Público até questões ambientais e sociais. A cadeia do cacau surge como uma nova economia, capaz de fortalecer os vínculos dos indígenas com suas raízes, evitando que os jovens deixem suas aldeias em busca do contexto urbano e fazendo com que muitos deles retornem ao lar.
Essa, segundo ele, é hoje uma das maiores preocupações dos povos indígenas: garantir que os mais jovens permaneçam em suas comunidades, pois é nessa permanência que vive e se perpetua a cultura ancestral.
“Esse cacau nativo não representa só o produto em si, mas é uma luta pelo território, pelo envolvimento dos jovens para que não saiam da comunidade para vender mão de obra para fazendas ou outros serviços que vão perdendo a sua cultura”, destaca ao frisar que o cacau representa, ao mesmo tempo, sustentabilidade, geração de renda e principalmente dignidade para a comunidade.
“Envolve as mulheres e principalmente os jovens e isso tem que ser um produto diferenciado em termos do mercado, porque não é simplesmente o produto em si”, pontua Rocha.
A Seagri acompanha de forma integral todas as etapas da cadeia produtiva do cacau nativo, desde o inventário florestal da espécie, passando pelo manejo sustentável, colheita e fermentação, até chegar à comercialização. Neste primeiro ciclo, a pasta atua como intermediária na compra inaugural do cacau colhido pelos Manchineri. No entanto, o propósito maior é transferir gradualmente todo o processo às mãos indígenas, promovendo autonomia plena da comunidade na gestão dessa riqueza natural.
Segundo o chefe da divisão técnica responsável pelo acompanhamento da iniciativa, a parceria ainda está em seus primeiros capítulos. Como já antecipou Lucas Manchineri, a comunidade está motivada e comprometida em se tornar uma referência nacional quando o assunto é cacau nativo, fruto que nasce espontaneamente no coração da floresta e carrega em si um potencial singular: econômico, ambiental e profundamente cultural.
“Eles estão muito animados, eles querem seguir com esse trabalho, então a Seagri vai continuar com essa ação que tem o apoio da comunidade e vamos seguir com a segunda colheita, já visualizando os subprodutos, como o licor, e futuramente a indicação geográfica, pois já temos o diferencial da marca Manchineri”, revela.

Da floresta ao mundo, cacau nativo do Acre chama atenção de fazedores de chocolate gourmet. Foto: cedida
Impacto econômico e social e elo de relações
Dos mais velhos aos mais jovens, o olhar é convergente: o cacau é o novo tesouro da Amazônia. Em sua cadeia produtiva, ele conecta a preservação das tradições, a sustentabilidade ambiental e o acolhimento social, raízes que se entrelaçam no cotidiano das comunidades.
Nunca antes um governo esteve tão próximo da comunidade, enfrentando obstáculos logísticos, cruzando rios e estradas, e fazendo questão de estar presente na ponta, onde o futuro começa a ser cultivado pela força dos saberes ancestrais.
Dionísio Napoleão Manchineri, 62 anos, vê essa dinâmica como agregadora. “Eu acho importante porque une os mais novos e os mais velhos e com a ajuda do Marcos ficamos ainda mais animados.”
Para Edmilson Manchineri, trabalhar com os jovens e tendo o apoio técnico para o crescimento da cadeia, é o que mais os motiva. “Para mim foi ótimo, pois temos que trabalhar com os jovens e isso aqui é um conhecimento que vai passar de geração para geração”, enfatiza.
Aos 17 anos, Junilson Sebastião Manchineri, é um dos mais jovens da turma e que se encantou ao aprender a usar o GPS. A parte do manejo, para ele, foi onde se encontrou. “Quero trabalhar com isso. É muito interessante”, completa.

Todo o trabalho da Seagri é feito com a participação massiva da comunidade, como o mapeamento dos pés de cacau nas áreas estudadas. Foto: Ingrid Kelly/Secom
O poder do conhecimento
Entre cantorias e risadas, Lázaro Manchineri se destaca como um dos mais entusiasmados da equipe. Líder nato, é ele quem coordena os trabalhos, anima os companheiros com brincadeiras e distribui apelidos, criando um ambiente leve e profundamente coletivo, traço característico do povo Manchineri.
A caminhada até os pés de cacau é marcada por alegria e união. Em suas palavras, Lázaro ressalta o valor do conhecimento e, sobretudo, do reconhecimento de uma potencialidade: “Só podemos desenvolver algo quando sabemos que ela existe.”
Antes da parceria com a Seagri, conta ele, não imaginava a dimensão da riqueza que a floresta oferecia de tempos em tempos.
“Através da Seagri, nós agora estamos tendo o conhecimento de como trabalhar com o cacau dentro da nossa terra indígena. A Seagri nos ajudou a reconhecer o valor econômico desse recurso da natureza”, frisa.
Guardiões da floresta e defensores ferrenhos da preservação, Lázaro Manchineri conta que seu povo sempre cuidou da floresta e reconheceu sua potencialidade em diferentes culturas, mas também destaca que a orientação técnica é uma aliada importante para o aproveitamento dessa cadeia e manutenção dos pés nativos.
Os Manchineri também vislumbram um novo desdobramento para o futuro da cadeia do cacau: iniciar o plantio utilizando sementes nativas da própria floresta. A proposta não apenas fortalece a economia da comunidade, mas amplia os impactos positivos sobre o meio ambiente, já que o processo envolve o reflorestamento de áreas e a regeneração natural do território.
“A nossa riqueza está dentro da terra indígena, sem precisar ser derrubada. E, além de tudo, dando trabalho para os nossos jovens que estão animados para trabalhar com isso”, destaca.

Com apoio da Seagri, uma estufa foi montada dentro da terra indígena para a secagem do café. Foto: cedida
O cacau do Acre para o mundo
O cacau, ao lado de outras cadeias produtivas consolidadas no Acre, será destaque central durante a Expoacre em Rio Branco, que começa neste sábado, dia 26, no Parque de Exposições Wildy Viana. O evento promete ser vitrine das ações da Seagri no fortalecimento da bioeconomia regional, além de palco para debates, trocas de experiências e articulações futuras.
Entre os destaques, estará representado o pioneirismo da ação desenvolvida na Terra Indígena Mamoadate, especialmente na Aldeia Extrema. Sirlande Manchineri prepara-se para compartilhar relatos sobre o impacto das parcerias institucionais e como esse trabalho colaborativo tem transformado a realidade da comunidade, provando que tradição e inovação podem caminhar juntas.
“O que quero mostrar é que estamos animados em trabalhar com o cacau, que estamos organizados com nossa associação, e que é algo que vem gerando renda para os nossos jovens e deixando-os na aldeia. Muitas vezes a gente tinha que sair daqui para ir trabalhar nas fazendas no Peru, mas agora não. Com esse projeto do cacau, estamos vendo os jovens interessados em trabalhar, porque ganhamos melhor com o cacau do que nas fazendas e, por isso, estamos animados”, finaliza.
O cacau que brota espontaneamente no coração da floresta amazônica, protegido pelos povos indígenas e disputado pela fauna, que também contribui para sua regeneração, é hoje responsável pelo aroma e sabor de chocolates apreciados ao redor do mundo. Esse fruto nativo, que nasce longe das plantações convencionais, dá início a um processo que começa dentro das comunidades, com apoio do governo, e culmina em uma cadeia produtiva que une desenvolvimento econômico e sustentabilidade.
É a força da floresta em pé transformada em riqueza compartilhada, revelando ao mundo que o cacau do Acre não apenas tem qualidade excepcional, mas carrega em si a história, a cultura e o futuro de uma região que avança sem abrir mão de suas raízes.

Da floresta, brota um recurso natural que vai movimentar a economia dentro das comunidade indígenas. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Do chão da mata ao mercado global
A Rota do Cacau no Acre é um conjunto de ações que busca mapear, fortalecer e integrar os elos da cadeia produtiva do cacau. A iniciativa conecta produtores rurais, extrativistas, comunidades indígenas, agroindústrias, universidades e o poder público em uma rede que tem como objetivo impulsionar a produção sustentável e agregar valor ao cacau nativo.
Desde a produção e beneficiamento até a comercialização e exportação, a rota busca oferecer capacitação técnica, infraestrutura, certificações e abertura de mercados, tudo isso alinhado à conservação da floresta.
A Rota do Cacau é um projeto desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Universidade Federal do Acre (Ufac), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), prefeituras, cooperativas e associações de produtores.
Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Luiz Tchê, a cadeia produtiva do cacau nativo desponta como uma das maiores apostas estratégicas da gestão, não apenas pelo seu potencial econômico, mas pelo impacto social, cultural e ambiental que representa para o Acre.
“O cacau nativo é uma das nossas maiores apostas. Ele representa não apenas um produto com alto valor de mercado, mas um símbolo de desenvolvimento sustentável, que respeita a identidade cultural e ambiental do Acre”, declarou Tchê.
Este ano, a Seagri vai lançar o programa de incentivo à cultura cacaueira no Acre, o que vai incentivar e promover a cultura no estado. O programa deve conectar produtores, empreendedores e instituições públicas para a valorização do produto.
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‘OAB da Medicina’ avança no Senado e impõe derrota ao governo
Projeto cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, para avaliar médicos recém-formados
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou emendas apresentadas pelo governo e manteve nesta quarta-feira (25) o projeto que institui o Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina), a ser realizado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), por 12 votos a 8.
O resultado é uma derrota para o governo federal, que defende que o exame fique sob responsabilidade do Ministério da Educação. O governo vai recorrer ao plenário sobre o tema. A priori o projeto era terminativo na comissão, ou seja, poderia ser enviado para a Câmara após a votação final. Mas os parlamentares podem recorrer para levar a matéria ao plenário da Casa.
No fim do ano passado, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) propôs um texto alternativo ao relatório do senador Dr. Hiran Gonçalves (PP-RR), mas acabou sendo derrotado. Com isso, desmembrou seu texto em emendas.
Nesta quarta, as emendas foram rejeitadas pela comissão. A principal proposta era derrubar a criação da nova prova, o Profimed, e determinar que o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), gerenciado pelo MEC, cumpra essa função.
Governo diz que vai recorrer
O governo concorda que os médicos devem ser avaliados após a formação, mas defende que isso seja feito pelo Enamed, que já existe e teria uma dupla função: de avaliar a qualidade dos cursos e de medir a proficiência dos estudantes.
“Vamos recorrer. Agora vamos ver o que vai acontecer no plenário. A gente começa a criar uma porção de regramentos que, na verdade, vão dificultando, botando fora da institucionalidade”, disse o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA).
O senador governista Rogério Carvalho (PT-SE) argumentou que o formato proposto vai “bagunçar” a avaliação da proficiência dos médicos, uma vez que o Enamed continuará existindo.
O Enamed começou a ser aplicado no ano passado e é uma versão ampliada do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para medicina. A prova avaliou concluintes do curso de medicina, e, a partir deste ano, deve avaliar também os alunos do 4º ano.
“Ele [o aluno] pode ser proficiente na prova estabelecida pelo MEC e não ser na prova do CFM”, questionou Carvalho.
Autor do projeto comemora aprovação
O autor do projeto, senador Marcos Pontes (PL-SP), comemorou a aprovação do texto. O parlamentar afirma que a medida é um passo para proteger a saúde da população. Ele rejeitou as críticas e disse que seria um erro colocar o exame sob responsabilidade do MEC.
“Se [o governo] recorrer, vai perder lá [no plenário] também”, disse. “Existe a formação, o aluno, isso é a responsabilidade do MEC. E existe o profissional, depois de formado, isso é a responsabilidade do CFM, então nós precisamos ter essa separação muito clara.”
O presidente do CFM, Hiran Gallo, esteve no Senado e parabenizou parlamentares que votaram a favor da proposta.
Um dos principais questionamentos feitos por especialistas é a crítica à contaminação ideológica que pode ocorrer na prova caso seja coordenada pelo conselho.
Nos últimos anos, o CFM esteve no centro de polêmicas como a autorização para que médicos prescrevessem cloroquina contra Covid-19, remédio comprovadamente ineficaz.
“O Conselho Federal de Medicina não tem conflito de interesse nessas provas. Aonde tem alguns com conflito de interesse, nós não vamos permitir. O Conselho Federal de Medicina quer uma medicina de qualidade. Não podemos sofrer risco de ser atendidos por um péssimo médico numa emergência”, disse. “Não temos ideologias políticas quando você quer uma medicina de qualidade. Esse discurso já está cansado.”
Sobre as ponderações a respeito da existência de duas provas, ele afirma que se o estudante passar no Enamed, “com certeza” será aprovado no Profimed.
Resultados do Enamed
Em janeiro, o MEC divulgou os resultados do Enamed e mostrou que cerca de um terço dos cursos de medicina do país registraram desempenho abaixo do esperado. Desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MEC tem apertado a regulação da medicina.
Havia uma expectativa no governo de que a divulgação dos resultados do Enamed servisse para reforçar a defesa de que a avaliação dos médicos fique sob a responsabilidade do ministério, mas, embora entidades médicas e o próprio CFM tenham endossado a prova, isso não aconteceu.
O MEC pretende impor sanções a cursos que tenham maus resultados no Enamed. Entre as medidas, estão a suspensão de aplicar vestibular, de tomar financiamentos do Fies e da participação no ProUni. O governo gasta cerca de R$ 3,7 bilhões em cursos de medicina mal avaliados.
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“Ego nosso de cada dia”: o lado que poucos admitem na imprensa do Acre — do iniciante ao mais experiente
*Dell Pinheiro
Na Comunicação no Acre, onde praticamente todos se conhecem — ou pelo menos sabem exatamente quem é quem — há uma característica que chama atenção: apesar das diferenças de idade, trajetória e estilo, jornalistas veteranos e iniciantes costumam manter uma convivência relativamente harmoniosa. Porém, por trás dessa aparente tranquilidade, existe um tema pouco debatido, embora sempre presente nas redações: o EGO.
Em um Estado onde as distâncias são curtas e as informações circulam rápido, a reputação profissional vale mais do que qualquer número de seguidores. Ainda assim, o ego é parte inevitável da rotina de quem vive de contar histórias ou estórias.
Todo jornalista em início de carreira carrega uma mistura intensa de entusiasmo e insegurança. Em Rio Branco, principal polo de produção jornalística do Estado, isso se traduz em pressa por reconhecimento. O recém-formado ou o profissional que estreia em um site quer mostrar serviço, emplacar pautas exclusivas, “furar” colegas e provar que merece espaço.
O problema surge quando a busca por afirmação se transforma em vaidade precoce. Em tempos de redes sociais, visibilidade muitas vezes é confundida com credibilidade. Curtidas, compartilhamentos e comentários positivos alimentam uma sensação de protagonismo que nem sempre corresponde à maturidade profissional.
Esse “ego digital” encontra, porém, um limite natural em nossa realidade. O público é próximo, as fontes são recorrentes e a memória coletiva é forte. Um erro não passa despercebido ( a conhecida “barrigada”). A reputação se constrói devagar — e pode ruir em questão de horas.
Do outro lado estão os veteranos. Profissionais que atravessaram governos, crises políticas, enchentes históricas e mudanças tecnológicas profundas. Muitos começaram no tempo da máquina de escrever, passaram pelo rádio e hoje publicam em tempo real nas redes.
Nesse grupo, o ego assume outra feição: a experiência traz segurança, mas também pode gerar resistência. Há quem olhe para os mais novos com desconfiança, enxergando precipitação onde existe apenas rapidez, ou ansiedade no fato de noticiar. Em algumas redações, a frase “na minha época era diferente” ainda ecoa, mesmo que de forma velada.
O ego, por si só, não é vilão. Ele impulsiona o repórter a buscar a melhor informação, a escrever com mais rigor, a investigar além do óbvio. O risco surge quando a vaidade se sobrepõe ao compromisso com a verdade e com o interesse público.
Entre iniciantes e veteranos, o equilíbrio nasce do diálogo. O jovem contribui com velocidade, domínio das ferramentas digitais e novas linguagens. O experiente oferece contexto, memória histórica e senso crítico amadurecido. Quando essas forças se encontram, o jornalismo ganha consistência.
*Presidente em exercício do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre
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Presidente e primeiro secretário da Câmara de Epitaciolândia prestigiam posse da Mesa Diretora do Parlamento Amazônico
Antonio Rosiclei prestigiou solenidade que deu posse ao deputado Afonso Fernandes como novo presidente do colegiado que reúne nove estados da Amazônia Legal

Presidente Antonio Rosiclei e Ary Mendes participaram da solenidade na Aleac que deu posse ao deputado Afonso Fernandes como novo presidente do colegiado.
O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Epitaciolândia, Antonio Rosiclei Oliveira da Silva (Solidariedade) e o primeiro secretário da mesa diretora, Ari Mendes (Solidariedade), participaram na manhã desta quarta-feira (25) da solenidade de posse da Mesa Diretora do Parlamento Amazônico – 2026/2027, realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O evento reuniu parlamentares de todos os nove estados que integram a entidade, que representa a Amazônia Legal Brasileira.
Na ocasião, o deputado estadual Afonso Fernandes (Solidariedade) assumiu a presidência do colegiado. Ele foi aclamado para o cargo em dezembro passado durante a conferência da Unale, em Bento Gonçalves (RS), substituindo o deputado rondoniense Laerte Gomes.
Fernandes é o terceiro parlamentar acreano a comandar o Parlamento Amazônico, que reúne as assembleias legislativas do Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins.

O presidente do Legislativo acreano, deputado Nicolau Júnior (Progressistas), enfatizou a honra de sediar o momento histórico e reforçou a importância da união entre os parlamentares da Amazônia Legal.
Ao dar início a solenidade, o presidente do Legislativo acreano, deputado Nicolau Júnior (Progressistas), enfatizou a honra de sediar o momento histórico e reforçou a importância da união entre os parlamentares da Amazônia Legal para o fortalecimento da região. Ao saudar deputados acreanos, o progressista reafirmou o compromisso da Casa com as pautas estratégicas do Parlamento Amazônico e destacou que a presença das delegações simboliza integração, diálogo e construção conjunta em defesa dos interesses dos estados amazônicos.

O ex-presidente do Parlamento Amazônico, deputado Laerte Gomes, destacou a união da bancada acreana como fator decisivo para a escolha do deputado Afonso Fernandes entre os 24 parlamentares aptos a disputar a presidência no novo biênio.
Em seguida, o ex-presidente do Parlamento Amazônico, deputado Laerte Gomes, destacou a união da bancada acreana como fator decisivo para a escolha do deputado Afonso Fernandes entre os 24 parlamentares aptos a disputar a presidência no novo biênio. Em sua fala, ele parabenizou o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre, Nicolau Júnior, pelo apoio institucional dado ao colegiado e também à União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), ressaltando que a bancada do Acre foi a mais presente no último encontro anual da entidade, demonstrando compromisso com as pautas regionais e nacionais.
Em tom de despedida, o deputado Laerte Gomes afirmou deixar a presidência do Parlamento Amazônico com a sensação de dever cumprido, agradecendo aos colegas parlamentares que o acompanharam durante o mandato em que Rondônia esteve à frente do colegiado e destacando que a condução dos trabalhos foi marcada pelo esforço coletivo e pela união dos estados da Amazônia Legal; ao transmitir oficialmente o cargo ao deputado Afonso Fernandes, ressaltou que agora é a vez do Acre contribuir com a liderança do Parlamento, desejando sucesso na nova missão e convidando o novo presidente a conduzir a primeira reunião já em solo acreano, agradecendo ainda o carinho e a confiança recebidos ao longo de sua gestão.

O deputado Afonso Fernandes destacou o peso da responsabilidade e a força política da instituição, que reúne parlamentares dos nove estados da Amazônia Legal. Foto: captada
Ao ser empossado, o deputado Afonso Fernandes destacou o peso da responsabilidade e a força política da instituição, que reúne parlamentares dos nove estados da Amazônia Legal. Segundo ele, são 249 deputados estaduais, mais de 99 deputados federais e 27 senadores, um terço do Senado da República que, se atuarem de forma unificada, podem avançar na resolução dos principais entraves históricos da região.
Ele afirmou ainda que recebe a missão com profundo senso de responsabilidade e compromisso coletivo em defesa da região Norte, destacando que a Amazônia é feita de pessoas aguerridas, trabalhadores, produtores, empreendedores e comunidades tradicionais, que precisam de oportunidades reais de desenvolvimento; após agradecer à família e ao presidente da Aleac, Nicolau Júnior, pelo apoio institucional, defendeu uma agenda voltada à infraestrutura, integração logística, regularização fundiária, fortalecimento da indústria regional, bioeconomia e desenvolvimento sustentável com justiça social, ressaltando que o colegiado deve ser um espaço ativo e resolutivo, capaz de transformar debates em ações concretas e garantir que a voz da Amazônia seja ouvida com firmeza nas grandes decisões nacionais.

O presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), deputado Vilmar Zanchin (RS).
O presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), deputado Vilmar Zanchin (RS), afirmou manter atuação firme na defesa dos parlamentos estaduais e declarou apoio integral às pautas do Parlamento Amazônico, destacando que a Amazônia é estratégica não apenas para os estados que compõem a região, mas para todo o Brasil e para o mundo. Dirigindo-se ao presidente Afonso Fernandes, garantiu que os deputados estaduais de todo o país estarão ao lado do colegiado amazônico em suas mobilizações, reforçando o compromisso de fortalecer a voz da região e apoiar uma agenda que promova desenvolvimento econômico e social com respeito e protagonismo para a Amazônia.

O senador peruano Eduardo Cavigues, representante do departamento de Madre de Dios, destacou a importância histórica e estratégica da integração entre Peru, Brasil e Bolívia.
Ao fazer uso da palavra, o senador peruano Eduardo Cavigues, representante do departamento de Madre de Dios, destacou a importância histórica e estratégica da integração entre Peru, Brasil e Bolívia, ressaltando que a região de tríplice fronteira compartilha desafios e oportunidades que precisam ser transformados em ações concretas. Ao cumprimentar a presidência do Parlamento Amazônico, ele defendeu o fortalecimento das rotas de integração, como a interoceânica que passa pelo Acre e conecta o Atlântico ao Pacífico, encurtando distâncias comerciais e ampliando possibilidades de exportação, e afirmou que os três países não compartilham apenas fronteiras, mas a esperança de um futuro mais próspero, construído por meio de cooperação efetiva e desenvolvimento conjunto.

O senador boliviano Julio Ramaña, representante da Assembleia Plurinacional da Bolívia, também prestigiou a cerimonia.
O senador boliviano Julio Ramaña, representante da Assembleia Plurinacional da Bolívia, também prestigiou a cerimonia. Ele também frisou a importância do fortalecimento das relações bilaterais entre os países amazônicos, ressaltando que seu estado é integralmente amazônico e enfrenta grandes desafios sociais, como a falta de energia elétrica em áreas rurais. O senador defendeu ainda a integração entre Brasil, Bolívia e Peru nas áreas de produção, tecnologia e meio ambiente, afirmando que a cooperação pode gerar benefícios mútuos e promover desenvolvimento sustentável para a região. O parlamentar também transmitiu uma saudação fraterna do povo boliviano e colocou-se à disposição para ampliar parcerias e acordos que fortaleçam o intercâmbio econômico e institucional entre os países.

A governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, destacou a importância da união entre os poderes, parlamentos e sociedade civil para garantir o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
A governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, destacou a importância da união entre os poderes, parlamentos e sociedade civil para garantir o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, parabenizando o deputado Afonso Fernandes pela eleição à presidência do Parlamento Amazônico e ressaltando que o reconhecimento é fruto de seu trabalho e dedicação ao Estado; em nome do governador Gladson Cameli, reafirmou o compromisso do Executivo com a integração regional, a segurança jurídica, a atração de investimentos e a melhoria da qualidade de vida da população, defendendo que cada decisão do colegiado reflita responsabilidade, diálogo e avanços concretos para a região amazônica.
Segue abaixo a nova diretoria do Parlamento Amazônico:
Presidente: Afonso Fernandes –AC; 1º vice pres: Lucas Torres –RO; 2º vice pres: Júlio Campos –MT; 3º vice pres: Sinésio Campos- AM; 4º vice pres: Wellington do Curso –MA Sec. Geral: Laerte Gomes –RO; 1º Sec: Edna Auzier – AP; 2º Sec: Valdemar Júnior – TO; 3º Sec: Rerison Barbosa- RR
Conselho Fiscal
Presidente: Chico Viga – AC
Conselheiros: Nilton França – AM; Rogério Barra – PA; Picanso -RR
Secretarias Temáticas
Relações Institucionais
Édmo Araujo – advogado do Acre; Direitos Humanos – Jory –AP; Minas e Energia – Cirone Deiró – RO; Mulher: Antônia Sales –AC
Com Mircléia Magalhães/Agência Aleac – Fotos: Sérgio Vale





























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