Talvez com os acréscimos na idade cronológica as atividades cerebrais estejam se tornando lentas e incapazes de absorver as discrepâncias e interpretações do dia a dia.
Entendia, faz tempo, que nosso ordenamento jurídico, moral (quando existente) e doutrinário proibiam, e talvez ainda proíbam, a compra de votos mediante pagamento em dinheiro, benesses de quaisquer tipo, para qualquer eleição, até mesmo eleição para presidente de bairro ou grêmios estudantis.
Vez por outra leio e ouço nos noticiários, nos corredores de fóruns e até mesmo nas esquinas, que fulano ou cicrano, às vezes até alguma chapa completa para alguma coisa pode ter a sua eleição anulada, cassada e até mesmo execrados os que usam de promessas, dinheiro, bens materiais para vencer qualquer disputa eleitoral.
Todavia, não li, não ouvi nem comentários, de que os códigos eleitorais, penais e princípios seculares de moralidade tenham sido modificados.
Não consigo entender, por mais que tente, qualquer justificativa para que os mandatários de cargos executivos ou legislativos divulguem, alardeiem que estão negociando, exatamente a expressão usada, negociando, com agremiações políticas, tenham as cores que tiveram, o apoio político mediante escolha de um de seus componentes para este ou aquele ministério, secretaria ou entidade pública, como moeda de troca para aprovação de seus projetos ou decisões que dependam de votação em alguma casa legislativa. Isto em todos os níveis, destacando-se a presidência da república mas acontecendo nas administrações estaduais e municipais.
Dizem os profissionais da política, os jornalistas e pseudo jornalistas que tais “compras” de votos, isolada ou em bloco, tem amparo para poder existir a tal da governabilidade, expressão que, segundo os manipuladores de opinião substitui a dignidade, a honra e a moral em qualquer pleito.
Será que todos os profissionais da toga, os magistrados de norte a sul, de leste a oeste, com atribuições julgadores em qualquer nível judicial estão cegos, surdos ou manipulados? Será?
Recuso-me, talvez pela idade, a acreditar que os cambalachos para qualquer pleito político ou administrativo seja permitido em algum texto legal, salvo se realmente esteja ficando alienado mentalmente.
A senhora presidente da República, a outrora guerrilheira Joana d’Arc caso não me falhe a memória, tem sido, nos últimos meses, independente de cor partidária, a maior compradora de votos junto aos congressistas, tudo pela tal da governabilidade para o mais instruídos, e pela manutenção de seus propósitos, certos ou errados, que julga indispensáveis ao comando da nação que boa parte de seus simpatizantes (os de maior calibre de importância) desviaram em dezenas e dezenas de entidades públicas.
Leio, não sei se é verdade ou não, a notícia de que os advogados da união estariam preparando a mudança do relatório de apreciação de contas da senhora Joana d’Arc, vez que o mesmo já deixou patente que será pela reprovação das mesmas, então tem que ser alguém manipulável.
Leio, estarrecido, que uma das agremiações políticas encostou a presidente “contra a parede” e teria sido categórica: “queremos tais e tais ministérios, caso contrário votaremos contra isto ou aquilo”.
Tais atitudes, segundo a concepção política não é compra de votos é apenas governabilidade.
Abre-se os diários oficiais nacional ou estaduais e lá vamos encontrar dezenas, centenas, milhares de nomeações de “afilhados” dos que detém o poder de voto em alguma eleição. Aprendi, erroneamente, que esta seria uma modalidade criminosa de adquirir votos em quaisquer eleições. Não, não é compra de votos dizem os governantes e apaniguados. Isto é apenas uma atitude indispensável à governabilidade, vale tudo e ninguém pode reclamar.
Queria até mesmo, neste pequeno espaço, sem que abranja a todos os interessados, pedir desculpas aos agentes policiais, principalmente os federais, por tanto trabalho que de todos é exigido mas que na prática o resultado é o mesmo. Com a palavra as autoridades os doutrinadores para que possam explicar e justificar que o que se vê pelo Brasil afora, começando em larga e descarada atitude pelo palácio do planalto, que benesses ministeriais ou autárquicas em troca de apoio político está amparado por alguma legislação que desconheço. Pobre de nossos jovens que estão sendo educados e orientados que, pela governabilidade, até mesmo de associações de bairro vale a compra dos votos, desde que não em nota material de cem reais(milhares delas) mas em troca do comando de órgãos públicos, desde que sejam abastados de orçamento que possam, eventualmente, servir de “manuseio” financeiro nas compras e vendas.
Se alguém estiver com a mesma dúvida compartilhem com o maior numero de amigos possível. O Brasil honesto agradece!
*Sérgio Baptista Quintanilha é advogado e representante acreano na bancada do Conselho Federal da OAB.
Faleceu nesta quarta-feira (31), aos 71 anos, em Rio Branco, Gilberto Bezerra de Farias, conhecido como Gil Trotamundos. Natural de Sena Madureira, ele se tornou um dos mais conhecidos ciclistas aventureiros do Brasil ao realizar três voltas ao mundo de bicicleta, percorrendo aproximadamente 500 mil quilômetros e visitando 142 países ao longo de mais de 45 anos de viagens.
Gil ganhou projeção internacional por suas jornadas sobre duas rodas, que lhe renderam reconhecimento no meio do cicloturismo e da aventura. Ao longo da carreira, publicou 12 livros em quatro idiomas e produziu 17 filmes, entre eles nove documentários sobre suas viagens — como a série Pedal da Liberdade — e outros oito voltados à história de seus antepassados no Acre.
Entre as homenagens recebidas, foi escolhido para conduzir a tocha olímpica em Rio Branco durante os Jogos Olímpicos de 2016 e também participou do revezamento da tocha nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.
Em entrevistas, Gil relatava ter filhos em diferentes países, reflexo de sua vida itinerante ao redor do mundo. Nos últimos meses, enfrentava um câncer e havia se mudado para Santa Catarina em busca de tratamento e para tentar se estabelecer junto à família.
A morte de Gil Trotamundos encerra uma trajetória considerada histórica para o cicloturismo acreano e brasileiro, marcada por espírito aventureiro, produção cultural e promoção do Acre no exterior.
A Prefeitura de Rio Branco entregou, na manhã desta quarta-feira (31), a nova Ponte do Caipora, uma obra histórica e muito aguardada pelos moradores da região. A entrega contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal Joabe Lira, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.
A nova estrutura representa um avanço significativo para a mobilidade e a segurança da população, encerrando um longo período de isolamento enfrentado por centenas de famílias, especialmente durante o inverno amazônico, quando as cheias impediam o deslocamento e o acesso a serviços essenciais.
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas.
“Até o ano passado, as comunidades daqui ficavam isoladas. Teve ano em que não tinha comida, porque ninguém conseguia sair. Agora, eles vão poder ir e vir com segurança. Essa ponte representa liberdade e dignidade para todo mundo. A prefeitura colocou quase dois milhões em contrapartida, porque nosso objetivo é cuidar bem do nosso povo”, destacou o prefeito.
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa.
“É uma obra de grande impacto. Quando garantimos que as famílias possam se deslocar com tranquilidade e segurança, quem ganha é a comunidade. A prefeitura tem buscado chegar a quem mais precisa”, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Estamos concluindo cerca de 100 pontes de batisteca, e esta já é a sexta ponte de concreto desta gestão. É um compromisso com a infraestrutura e com a melhoria da vida da população”, explicou.
A ponte foi construída com recursos federais, somados à contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. Para os moradores, a obra encerra décadas de dificuldades e garante acesso permanente a serviços como saúde, educação e abastecimento.
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega.
“Essa ponte representa a nossa liberdade, o direito de ir e vir e a melhoria da qualidade de vida. Durante muitos anos, nas enchentes, ficávamos isolados e dependentes da ajuda do poder público. Agora esse problema não vai mais existir. É um sonho antigo dos moradores, aguardado por mais de 30 anos.”
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista.
“Essa ponte representa um bem muito grande pra nós. A gente ficava ilhado, tinha época que não tinha nada em casa porque não dava pra ir à cidade. O Bocalom está de parabéns. É um bem precioso pra toda a vida.”
Mais investimentos em infraestrutura rural
Ainda nesta quarta-feira, o prefeito Tião Bocalom e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. A obra beneficia diretamente moradores e produtores rurais, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a economia local.
O prefeito e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O último dia do ano foi dedicado à entrega de obras. Estivemos na ponte do Caipora, uma obra notável, e agora entregamos outra bela ponte no Ramal Piçarreira. Essa era uma reivindicação de mais de vinte ou trinta anos.
Investimos recursos próprios, mostrando que a prefeitura tem capacidade de realizar. Isso é apoio direto aos trabalhadores e produtores rurais que colocam alimento na mesa da nossa população”, concluiu o prefeito.
Com essas ações, a Prefeitura de Rio Branco reafirma seu compromisso com o desenvolvimento, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, especialmente nas áreas que por décadas conviveram com o isolamento e a falta de infraestrutura.
“Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”, disse Joabe. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Presidente da Câmara Joabe Lira que acompanhou o prefeito nas agendas, ressaltou o memento especial para os moradores da zona rural.
“Um dia especial, o último do ano, 31 de dezembro. Estamos encerrando o ano, e não há melhor maneira de celebrar do que entregando obras. Isso demonstra o compromisso e a dedicação do prefeito, que também compartilhamos na Câmara, com a população de Rio Branco. Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”.
Chuvas agravaram crateras, erosões e deslizamentos; trechos entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó são os mais afetados. DNIT e PRF atuam em interdições parciais
Ao longo de 2025, a rodovia acumulou reclamações por más condições de trafegabilidade, e as fortes chuvas das últimas semanas pioraram ainda mais o cenário. Foto: captada
A BR-364, única ligação terrestre entre o Vale do Juruá e a capital Rio Branco, permanece em situação crítica e continua gerando preocupação entre moradores, motoristas e transportadores. Em 2025, a rodovia foi alvo de constantes críticas devido às más condições e, com as fortes chuvas recentes, o cenário piorou: crateras, erosões e deslizamentos têm tornado trechos intrafegáveis, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó.
Nas últimas semanas, um trecho próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, foi parcialmente interditado após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé. Equipes do DNIT e da PRF atuam no local para controlar o tráfego e reduzir riscos. Motoristas relatam que o percurso de aproximadamente 635 quilômetros, que antes levava de sete a oito horas, agora pode durar de 12 a 16 horas, causando aumento no consumo de combustível, desgaste mecânico e elevação dos custos de frete.
A rodovia segue essencial para o abastecimento e a economia regional, mas a precariedade estrutural impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a rotina dos moradores do Juruá.
Problemas recentes:
Interdição parcial próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé;
Crateras, erosões e deslizamentos de pista em vários trechos, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó;
Atuação conjunta do DNIT e da PRF para controle do tráfego e redução de riscos.
A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país. Foto: captada
Impactos no tráfego:
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas.
Prejuízos econômicos:
Aumento no consumo de combustível;
Desgaste acelerado de pneus, suspensão e componentes mecânicos;
Elevação dos custos de frete e manutenção, impactando o abastecimento e a economia regional.
Motoristas relatam que a viagem se tornou “lenta e perigosa”, exigindo atenção constante para não danificar os veículos. Muitos evitam viajar à noite devido à falta de sinalização e iluminação em trechos críticos.
A BR-364 é vital para o isolado Vale do Juruá, sendo a única via para transporte de mercadorias, acesso a saúde, educação e outros serviços na capital. A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país.
O DNIT afirma que está monitorando os pontos críticos e realizando intervenções emergenciais, mas obras de recuperação estrutural ainda não têm data para início. Enquanto isso, a população local cobra uma solução definitiva para o problema crônico da rodovia.
A deterioração da BR-364 reflete a vulnerabilidade logística do Acre e escancara a dependência de uma única via para integração regional – cenário que se agrava a cada temporada de chuvas.
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas. Foto: captada
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