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Dupla é condenada a 18 anos de reclusão pelo tráfico de drogas em ramais acreanos

Imagem ilustrativa
O Juízo da Vara Única de Xapuri condenou uma dupla flagrada com 11 quilos de maconha e três quilos de cocaína. Deste modo, cada um dos réus deve cumprir 9 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagar 900 dias-multa, devido à prática de tráfico de drogas .
De acordo com os autos, os acusados vinham de Brasiléia com destino à Rio Branco. A ação criminosa era alvo de investigações por se repetir e se ocultar da fiscalização policial por meio do deslocamento em ramais. No entanto, ocorreu que o pneu da motocicleta furou e os obrigou a ir fazer o conserto em uma bicicletaria de Xapuri, quando foram presos em flagrante.
Na dosimetria da pena foi considerado que ambos os homens não trabalhavam e mantinham envolvimento com a traficância, possuindo uma personalidade voltada ao crime. Um dos réus confessou que ganharia R$ 7.200 mil e o outro R$ 2 mil pelo transporte da encomenda.
Então, a partir do Auto de Prisão em Flagrante, Boletim de Ocorrência, registros fotográficos e Laudo de Exame Pericial da substância tóxica restou incontroversa a ilicitude da conduta dos réus, que teve a sentença assinada pelo juiz Luís Pinto, titular da unidade judiciária.
O magistrado compartilhou ponderações sobrea a problemática:
“É preciso pontuar que o tráfico de drogas é inserido no rol dos crimes que mais atormentam a sociedade moderna, note-se, no caso em análise, que o acusado tenta justificar a traficância para suprir as suas necessidades, o que não pode ser aceito pelo Estado-Juiz.
O vício em entorpecentes é danoso e transforma seres humanos em criaturas sem objetivos de futuro, sem planos imediatos para a própria vida, sem chances de êxito em uma carreira profissional, além de transtornar as relações familiares. Os réus se aproveitam do vício e a dependência mortal alheia para fazer a comercialização de drogas e levar o ser humano para a ruína.
A traficância em âmbito internacional demonstra seu poderio bélico e econômico desafiando as polícias, sobretudo as próximas à fronteira, como no caso da pacata Xapuri, que acaba sendo usada como meio para distribuir drogas. Além disso o tráfico de drogas fomenta a prática de pequenos delitos, como o roubo e furto, por parte dos usuários para manter o vício. A sociedade, de forma reiterada, cobra providências para combater essa problemática, porém, como será visto a seguir, a traficância não apresenta solução simplista”.
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Polícia Civil de Tarauacá ouve testemunhas para investigar naufrágio que matou jogador de futsal
Jonatas Fadell Neves, 36 anos, morreu após barco bater em balseiro no Rio Tarauacá na última terça (13); delegado afirma que ainda é cedo para apontar falhas ou excesso de passageiros

Jonatas desapareceu no último dia 13 após o naufrágio da embarcação em que viajava com outros cinco jogadores do time Nápoles, a caminho do município de Jordão, onde a equipe participaria da Copa São Sebastião. Foto: captada
A Polícia Civil de Tarauacá está colhendo depoimentos para esclarecer as circunstâncias do naufrágio que matou o jogador de futsal Jonatas Fadell Neves, de 36 anos, na última terça-feira (13). O acidente ocorreu quando a embarcação que transportava a equipe bateu em um balseiro (tronco à deriva) no Rio Tarauacá, a caminho de uma competição em Jordão.
O delegado José Ronério informou que já foram ouvidos o motorista do barco e alguns jogadores, mas ainda falta ouvir o dono do time. Ele ressaltou que o caso é muito recente e que ainda não é possível confirmar se houve falhas na embarcação ou excesso de passageiros.

Polícia Civil de Tarauacá apura fatores que levaram ao acidente do qual Jonatas Fadell Neves, de 36 anos, foi vítima. O motorista do barco, cinco jogadores e o dono do time devem ser ouvidos. Foto: captada
A morte do atleta, conhecido como “Poeta”, gerou comoção no município e na região. O corpo foi resgatado com ajuda de moradores e encaminhado ao IML. A investigação segue em andamento para determinar responsabilidades e condições de segurança da viagem fluvial.

O tenente João Gonzaga, do Corpo de Bombeiros de Tarauacá, disse que o cadáver estava parcialmente enterrado às margens do rio. Foto: captada
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Justiça marca júri popular de acusados por morte de sobrinho-neto da ministra Marina Silva no Acre
André de Oliveira e Denis Tavares serão julgados em 3 de março; crime ocorreu em fevereiro de 2024 dentro de casa da vítima, em Rio Branco

Os acusados teriam arrombado a porta e efetuado três disparos de arma de fogo. André foi preso na posse de uma pistola calibre 40, a mesma utilizada no crime. Os envolvidos foram presos sete meses após o crime.
A Justiça do Acre definiu para 3 de março a data do júri popular de André de Oliveira da Silva e Denis da Rocha Tavares, acusados de matar Cauã Nascimento Silva, de 19 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O crime ocorreu em fevereiro de 2024, dentro do quarto da vítima em Rio Branco.
Os acusados foram pronunciados a júri em outubro de 2025. Segundo as investigações, eles arrombaram a porta e efetuaram três disparos. André foi preso com uma pistola calibre 40, mesma arma usada no crime. A polícia apurou que o motivo seria uma disputa entre facções, embora Cauã não tivesse passagem policial.
O delegado Cristiano Bastos afirmou na época que a vítima “não era de facção até então, mas passou a andar com o pessoal que tinha tomado a região” e acabou sendo alvo. A prisão preventiva dos dois foi mantida na audiência de custódia de maio de 2025. O julgamento ocorrerá quase dois anos após o homicídio.
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Polícia Civil cumpre mandado em investigação sobre desvio de medicamentos da rede estadual de saúde
A Polícia Civil do Acre (PCAC) deu continuidade, nesta quarta-feira, 21, às investigações que apuram o desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede estadual de saúde. Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Universitário, em Rio Branco, pertencente a um servidor terceirizado da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Além da residência, a equipe policial também esteve no almoxarifado da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Sesacre, setor onde o servidor atua. A diligência no local foi realizada com autorização da própria instituição, reforçando a colaboração entre os órgãos no esclarecimento dos fatos.

A ação integra uma investigação mais ampla, iniciada há alguns meses a pedido do secretário de Estado de Saúde e conduzida por meio de uma força-tarefa da Polícia Civil. Com o cumprimento do mandado desta quarta-feira, já são cinco ordens judiciais executadas no âmbito da apuração.
As investigações seguem em andamento e têm como objetivo identificar todos os envolvidos no esquema criminoso, bem como apurar o destino final dos medicamentos desviados da rede pública de saúde.

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL









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