Acre
Dnit abre licitação para contratar empresa e concluir obras do anel viário de Brasiléia
No início do ano, órgão federal firmou acordo com o governo do Acre para dar sequência à obra, que estava paralisada.

O anel viário é uma das promessas de Cameli. Até maio de 2023, a construção já estava sem data prevista para ser finalizada após dois prazos diferentes não serem cumpridos. Anel viário de Brasiléia. Foto: Arquivo/Dnit
Por Victor Lebre, g1 AC
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu licitação para contratar a empresa que irá concluir as obras do anel viário de Brasiléia, após quase três anos do início da construção.
Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (3), o prazo para envio de propostas já está aberto. No próximo dia 8, será feita a abertura das propostas.
Ainda conforme o Dnit, o contrato deverá totalizar R$ 75,4 milhões. O critério de julgamento será de maior desconto por item, em regime de empreitada por preço unitário.
O superintendente do Dnit no Acre, Ricardo Araujo, destaca que o contrato prevê obras para a conclusão do projeto, que já tem uma ponte pronta. A expectativa é concluir a contratação até o final de 2024 e que a obra seja entregue no verão de 2025.

O anel viário é uma das promessas de Cameli. Até maio de 2023, a construção já estava sem data prevista para ser finalizada após dois prazos diferentes não serem cumpridos. Foto: Arquivo/Dnit
“A gente teve que fazer a atualização dos projetos todos. E estamos citando como projeto executivo. Essa obra está parada por questões judiciais. Quem estava perdendo era a população. Nós fomos ao governador, mostrando para ele que era mais importante que essa obra ficasse com a gente, que a gente poderia fazer toda a alteração dos projetos executivos. A ponte está pronta, e aquela ponte ficar sem nenhum uso seria um desperdício muito grande. Então, a gente pegou [a obra], e licitamos, já que foi melhor para o estado, para todo mundo”, ressalta.
O anel viário é uma das promessas de Cameli. Até maio de 2023, a construção já estava sem data prevista para ser finalizada após dois prazos diferentes não serem cumpridos. O prazo inicial para conclusão era o fim de 2022. Depois, a previsão passou a ser janeiro de 2023.

Ponte já foi concluída, mas ainda falta a instalação dos acessos. Foto: Pedro Devani/Secom
Negociação
Em março deste ano, durante encontro da superintendência do Dnit em Brasília com o governador Gladson Cameli, foi firmado um acordo que definiu a transferência da responsabilidade desta construção do governo do Acre para o órgão federal.
Até novembro de 2023, a construção, iniciada em 2021, seguia suspensa e sem previsão de entrega. Ainda naquele mês, o Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) informou que mantinha tratativas acerca da obra com Dnit.
“Acertamos com o governador que o DNIT assumirá este convênio e vai licitar o remanescente desta obra e entregar ao Acre este empreendimento. Queremos retomar este projeto o mais rápido possível”, destacou à época o presidente nacional do Dnit, Fabrício Galvão.
Em fevereiro do ano passado, segundo o governo, o anel viário estava 90% construído. A última atualização do governo do Acre, em março, informou que a obra estava em fase final, e a aduela de fechamento central, que liga os dois lados da estrutura da ponte, foi instalada.
“Mais uma vez, nosso estado sofreu com as enchentes, e os municípios de Brasileia e Assis Brasil ficaram isolados por terra. A conclusão desta obra é muito importante para evitar que isso se repita e também será fundamental para o desenvolvimento da região”, ressaltou o governador Gladson Cameli.

O superintendente do Dnit no Acre, Ricardo Araujo, destaca que o contrato prevê obras para a conclusão do projeto, que já tem uma ponte pronta. Foto: Arquivo/Dnit
Atrasos no projeto
Em setembro de 2023, o governo chegou a informar que se reuniu com representantes do Ministério dos Transportes (MT) para pedir a retomada do convênio entre Dnit e Deracre para a execução do projeto. À época, o governador Gladson Cameli conversou com o secretário executivo do MT, George Santoro, e argumentou que era preciso aproveitar o período de verão para avançar com as obras. O secretário informou que aguarda um parecer da Controladoria-Geral da União (CGU) para retomar os repasses financeiros.
Ainda segundo Araújo, a obra estava paralisada desde 2022 por conta da Operação Ptolomeu, e também porque a CGU ainda aguarda a apresentação de projetos.
Conforme o superintendente, a ponte foi concluída, mas os acessos não deram certo e também é preciso fazer a pavimentação da passagem. O superintendente diz que o governo segue tentando a liberação da obra junto à diretoria-geral do Dnit em Brasília. Para Araújo, uma possível solução seria o Dnit assumir a execução da obra.
“A ponte já estava concluída, mas os acessos não deram certo. O que aconteceu? Esse processo ficou parado, porque há uma por parte da CGU, alegando que faltavam os projetos e não podia fazer, estava incompleto. Como houve a operação, houve a paralisação. O que acontece? O estado do Acre, através do governador, está tentando reativar essa obra com aqui o pessoal do Dnit. Acontece que, como essa obra está com esse problema no momento, posição minha, talvez fosse melhor para dar continuidade ela voltar para o Denit, e a gente concluir essa obra. A gente tocaria e faria essa obra, os dois acessos. Mas mesmo assim, teremos que finalizar os projetos que estão faltando”, explica.
Araújo também diz que uma das propostas do governo é abrir nova licitação para a obra, pois as empresas que iniciaram o projeto não têm mais interesse em continuar.
Ainda conforme o superintendente, faltam três projetos a serem apresentados à CGU, entre eles o projeto de desapropriação, um de questões ambientais, e um de drenagem e geotécnico.

Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (3), o prazo para envio de propostas já está aberto. No próximo dia 8, será feita a abertura das propostas. Foto: Arquivo/Dnit
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Acre
Renda per capita no Acre é a 2ª pior do Brasil em 2025, aponta IBGE; estado registra R$ 1.392
Média nacional ficou em R$ 2.316; Acre supera apenas Maranhão (R$ 1.219) e Ceará (R$ 1.390) no ranking das 27 unidades da federação

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: art
O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.
Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínuadivulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com dados do IBGE, a renda per capita no Acre foi de R$ 1.392,00 em 2025, uma das piores do Brasil. O estado aparece à frente apenas do Maranhão (R$ 1.219) e do Ceará (R$ 1.390). A pesquisa mostra que as menores médias estão concentradas nas regiões Nordeste e Norte. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com R$ 4.538, enquanto São Paulo aparece em segundo lugar com R$ 2.956.
Critérios da pesquisa
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. O rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores, considerando rendimentos de trabalho e de outras fontes, inclusive pensionistas e empregados domésticos.
Os números divulgados resultam da soma dos rendimentos brutos recebidos no mês de referência da pesquisa, com base nas primeiras entrevistas realizadas ao longo dos quatro trimestres de 2025.
A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
Renda Domiciliar per Capita – Brasil (2022–2025)
| Ano | Renda Média (Brasil) |
|---|---|
| 2022 | R$ 1.625 |
| 2023 | R$ 1.893 |
| 2024 | R$ 2.069 |
| 2025 | R$ 2.316 |
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O país registrou crescimento contínuo no período, com alta de R$ 691 (42,5%) entre 2022 e 2025.
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Nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.
Renda Domiciliar per Capita – Acre (2025)
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Renda per capita no Acre | R$ 1.392 |
| Posição no ranking nacional | 26º lugar (entre 27 UFs) |
| Comparativo com a média nacional | R$ 924 abaixo da média (R$ 2.316) |
| Estados com menor renda | Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.316) e Acre (R$ 1.392) |
Maiores e Menores Rendas por UF (2025)
| Posição | Unidade da Federação | Renda per capita |
|---|---|---|
| 1º | Distrito Federal | R$ 4.538 |
| 2º | São Paulo | R$ 2.956 |
| 3º | Rio Grande do Sul | R$ 2.839 |
| 4º | Santa Catarina | R$ 2.809 |
| 5º | Rio de Janeiro | R$ 2.794 |
| … | … | … |
| 25º | Ceará | R$ 1.316 |
| 26º | Acre | R$ 1.392 |
| 27º | Maranhão | R$ 1.219 |
Análise dos Dados
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Crescimento nacional consistente: A renda per capita brasileira apresentou evolução real nos últimos quatro anos, refletindo recuperação econômica e políticas de transferência de renda.
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Acre abaixo da média nacional: Com R$ 1.392, o estado está 42% abaixo da média do país (R$ 924 de diferença).
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Concentração regional: As maiores rendas permanecem no Centro-Sul (DF, SP, Sul e Sudeste), enquanto as menores se concentram no Norte e Nordeste.
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Posição no ranking: O Acre ocupa a 26ª posição, à frente apenas do Maranhão, mas atrás do Ceará e de todos os demais estados das regiões Norte e Nordeste com dados disponíveis.
Fonte dos Dados
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Pesquisa: PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes
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Órgão: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
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Ano-base: 2025
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Divulgação: 27 de fevereiro de 2026
Esses dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à geração de emprego, formalização do trabalho e transferência de renda no Acre, especialmente para reduzir as desigualdades regionais persistentes.
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Acre
Bocalom revela conversa com Valdemar da Costa Neto e diz que permanência no PL depende de reunião com Márcio Bittar
Prefeito afirma que presidente nacional do partido “ficou perplexo” com carta da direção estadual que o excluiu da disputa ao governo; decisão deve sair nesta semana

Bocalom informou que a conversa com o Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido. Foto: captada
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), revelou à imprensa acreana que conversou pessoalmente com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sobre a possibilidade de disputar o governo do Acre pelo partido, mesmo após resistência por parte do senador Márcio Bittar e de boa parte da direção da sigla no estado.
De acordo com Bocalom, a permanência no PL não está definida e dependerá de uma conversa que deve ocorrer nesta semana entre Valdemar e o senador Márcio Bittar (PL), um dos maiores interessados no assunto, já que o parlamentar sonha em contar com o apoio do governo Gladson na disputa ao Senado.
Conversa com Valdemar
Bocalom informou que a conversa com Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido:
“Eu realmente não tinha conversado com o nosso presidente Valdemar em momento nenhum sobre essa situação. Tudo isso estava sendo coordenado lá pelo senador Márcio Bittar. Aí eu fui a Brasília e tivemos uma conversa muito boa, de mais de uma hora. Foi uma conversa muito sincera. Estávamos eu e o João Marcos. Eu vi nele o nosso presidente como um paizão, nos recebeu muito bem. Fiquei muito feliz e ele nos deixou aberta a conversa de que vai falar com o senador Márcio Bittar a respeito dessa situação na semana que vem”, declarou.
Desejo de permanência
Bocalom garantiu que deseja permanecer no PL e afirmou que faz parte da “verdadeira direita” no Acre:
“Então eu estou tranquilo. Podemos, até com certeza, ficar no PL, que é o lugar onde eu quero estar. Eu gostaria muito de estar no PL, todo mundo junto, porque nós somos direita para valer e de verdade neste estado. Juntamente com o senador Márcio Bittar, conseguiríamos formar uma bela chapa de deputado federal e, com certeza, Brasília e o Acre vão ganhar com isso”, comentou .
Carta da direção estadual
Por fim, o prefeito disse que Valdemar não estava ciente da carta que o PL do Acre divulgou com a intenção de priorizar apenas a disputa ao Senado no estado:
“Eu mostrei a carta para o presidente e ele ficou perplexo. Ele não sabia da carta. Então vamos ver agora qual será a posição. A carta foi dada aqui pelo presidente regional, Edson Bittar. Diziam que tinha anuência da nacional, mas o que deu para ver lá em Brasília é que o presidente não sabia disso. Até semana que vem ele vai dar a definição. O João estava junto comigo e viu tudo o que aconteceu”, concluiu.

Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Tião Bocalom, teve encontro com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: captada
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Acre
Guerra entre EUA e Irã deve elevar preço da gasolina e do diesel no Acre
Presidente da CDL afirma que combustíveis já começaram a subir e alerta para novos reajustes durante o conflito


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