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Deputado Luiz Gonzaga cobra do governo federal ações urgentes para recuperação da BR-364

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Durante a sessão desta terça-feira (7) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o primeiro-secretário da Casa, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), voltou a cobrar do governo federal medidas concretas para a recuperação da BR-364, principal via de ligação entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. O parlamentar alertou para o estado precário da rodovia e os prejuízos diretos causados à economia e à população do Vale do Juruá.

Em discurso, Gonzaga citou dados apresentados recentemente pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e questionou a falta de resultados efetivos.

  • “O ministro disse que no governo Bolsonaro eram gastos R$ 80 milhões por ano e que agora estão sendo investidos R$ 500 milhões nas BRs. Mas, infelizmente, nós temos uma BR que está trazendo muita dificuldade para quem trafega nela. Tenho recebido reclamações de caminhoneiros, motoristas de lotação e de ônibus que saem de manhã e chegam a Cruzeiro do Sul só de madrugada”, denunciou.

O deputado destacou que, embora o governo federal tenha anunciado recursos para as obras, o dinheiro não tem chegado de forma efetiva.

  • “Liberaram R$ 8 milhões para recuperar o trecho de Rio Branco a Sena Madureira, mas já tiraram R$ 2 milhões. E sabem por quê? Porque dizem que não tem dinheiro. O presidente Lula esteve aqui, fez promessas, o ministro também prometeu, mas os recursos não aparecem. E a BR continua na mesma situação”, lamentou.

Gonzaga advertiu que, se as obras não forem executadas ainda durante o período de estiagem, a estrada poderá se tornar intransitável no próximo inverno amazônico.

  • “Se não for recuperada agora, vai acabar a BR, senhor presidente. E quem vai sofrer é a população do Juruá”, alertou.

O parlamentar também chamou atenção para os impactos econômicos da precariedade da via, que encarece o transporte de mercadorias e aumenta o custo de vida no interior do estado.

“O governo federal está prejudicando a população do Juruá. A mercadoria chega mais cara. Teve uma carreta que veio de Teresina buscar farinha em Cruzeiro do Sul, e o motorista já disse que não volta mais. O ministro está prejudicando a economia de Cruzeiro do Sul e penalizando quem não pode pagar passagens de avião de até R$ 2.500. Ficam sofrendo nessa BR abandonada”, criticou.

Ao encerrar o discurso, Luiz Gonzaga fez um apelo direto ao presidente Lula e ao ministro Renan Filho, pedindo o cumprimento dos compromissos assumidos com o Acre.

“O presidente Lula e o ministro Renan precisam dar uma resposta. A sociedade do Juruá está esperando aquilo que foi prometido. Não dá mais para conviver com promessas não cumpridas e com uma rodovia em situação tão crítica”, concluiu.

O deputado reafirmou que continuará acompanhando de perto a situação da BR-364 e cobrando providências que garantam segurança, trafegabilidade e desenvolvimento para as famílias que dependem da estrada.

Foto: Sérgio Vale

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Protesto de trabalhadores bolivianos ameaça bloquear pontes internacionais na fronteira com o Acre

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Manifestantes cobram salários atrasados há mais de três meses e aguardam chegada do ministro da Economia da Bolívia para tentar acordo e evitar interdição entre Brasiléia, Epitaciolândia e Cobija

Uma mobilização de trabalhadores bolivianos mantém em alerta a região de fronteira entre Brasil e Bolívia, nas cidades de Brasiléia e Epitaciolândia, no Acre, e Cobija, no departamento de Pando.

Apesar da convocação para um possível bloqueio das pontes internacionais no lado boliviano, o trânsito segue liberado até o momento. Representantes dos trabalhadores aguardam a chegada do ministro da Economia da Bolívia para tentar um acordo que evite a interdição.

O movimento foi convocado por sindicatos e servidores públicos do departamento de Pando. Segundo os manifestantes, o protesto é motivado pelo atraso no pagamento de salários.

De acordo com os trabalhadores, há servidores que estão há mais de três meses sem receber. A mobilização, segundo eles, é uma forma de pressionar o governo boliviano a apresentar uma solução para o problema.

Enquanto as negociações seguem em andamento, representantes dos trabalhadores tentam abrir diálogo com o ministro da Economia para buscar uma solução pacífica e evitar o bloqueio das pontes internacionais.

As estruturas são consideradas fundamentais para a ligação entre Brasil e Bolívia e fazem parte da rotina diária de moradores da região de fronteira.

Com o risco de bloqueio, muitos brasileiros já optam por atravessar a fronteira a pé para garantir a passagem, principalmente estudantes e trabalhadores que dependem do trajeto diariamente.

Os manifestantes afirmam que, caso não haja acordo com o governo boliviano, o bloqueio das pontes poderá ser iniciado por tempo indeterminado. A previsão inicial é de uma interdição parcial, permitindo apenas a passagem de pedestres, enquanto veículos ficariam impedidos de cruzar a fronteira.

Com receio de ficarem com os veículos retidos do lado boliviano, estudantes brasileiros que cursam medicina em Cobija também têm optado por atravessar a fronteira a pé.

A polícia boliviana acompanha a mobilização no local para garantir a ordem e evitar possíveis conflitos entre motoristas e manifestantes durante o andamento das negociações.

Segundo os trabalhadores, o ministro da Economia da Bolívia deve se deslocar até Cobija para dialogar com os sindicatos e discutir uma solução para o pagamento dos salários atrasados. A expectativa é que o encontro ajude a evitar o bloqueio das pontes internacionais que ligam a Bolívia ao Brasil.

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Dois trabalhadores são sequestrados e executados em área de mata na Cidade do Povo, em Rio Branco

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Motorista que acompanhava as vítimas e caminhão utilizado na entrega de materiais seguem desaparecidos

Dois trabalhadores da construção civil foram sequestrados e executados com tiros na cabeça na noite desta quinta-feira (12), em uma área de mata próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), na Rua Geraldo Leite, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

Segundo informações da Polícia Militar do Acre, as vítimas eram funcionários da empresa Pedra Norte e realizavam a entrega de tijolos em um caminhão em uma obra de casas populares que estão sendo construídas no conjunto habitacional.

Durante a atividade, os trabalhadores teriam sido sequestrados por criminosos e levados para uma área de mata nas proximidades, onde foram executados com vários disparos de arma de fogo na cabeça.

Ainda de acordo com a polícia, o caminhão utilizado na entrega e o motorista que acompanhava os trabalhadores não foram localizados até o momento. O condutor segue desaparecido, e equipes policiais realizam buscas na região do Segundo Distrito da capital na tentativa de encontrá-lo e também localizar o veículo.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e uma ambulância de suporte avançado foi enviada ao local. No entanto, ao chegar à ocorrência, a equipe médica apenas pôde constatar a morte das vítimas.

Policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar isolaram a área para o trabalho da perícia criminal. Após os procedimentos, os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames cadavéricos.

A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha ligação com a disputa entre organizações criminosas que atuam na capital. O caso está sendo investigado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil do Acre e posteriormente será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Polícia Militar prende homem por tráfico de drogas no bairro Marcos Galvão II, em Brasiléia

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Durante a ação, policiais apreenderam cerca de 650 gramas de maconha e materiais usados no preparo da droga

Uma ação da Polícia Militar do Acre resultou na prisão de um homem suspeito de tráfico de drogas na madrugada desta quarta-feira (12), no bairro Marcos Galvão II, em Brasiléia.

De acordo com informações policiais, a ocorrência foi registrada por equipes do Grupamento de Operações e Comando (GOC) e da Rádio Patrulha do 5º Batalhão da Polícia Militar durante patrulhamento na Rua Raimundo Arcanjo.

Durante a abordagem, os militares localizaram substâncias entorpecentes análogas à maconha dentro de uma lancheira e em recipientes próximos ao suspeito. A quantidade total apreendida foi estimada em aproximadamente 650 gramas.

No local também foram encontrados diversos cigarros artesanais já preparados com a droga, além de outros parcialmente consumidos. Os policiais ainda apreenderam porções embaladas, invólucros e materiais utilizados para o preparo e possível comercialização do entorpecente.

O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais, onde ficou à disposição da Justiça.

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