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Dependente químico é espancado por facção após acusação de furtos em Rio Branco

O dependente químico Oséias do Nascimento de Freitas, de 41 anos, foi brutalmente agredido na noite desta quarta-feira (4), no bairro Vitória, após ser submetido a uma “disciplina” por membros de uma organização criminosa. O episódio aconteceu na Rua Santa Clara, em uma área conhecida pelo intenso tráfico de drogas.
De acordo com relatos da mãe da vítima, Oséias foi abordado enquanto usava entorpecentes em uma casa abandonada. Ele teria sido acusado pelos criminosos de envolvimento em furtos na região, o que motivou o espancamento com chutes e golpes de barra de ferro. Mesmo ferido, o homem conseguiu se arrastar até a casa dos pais — localizada em frente ao local das agressões — onde pediu socorro.

A mãe, que havia acabado de retornar de um culto, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Uma equipe foi deslocada até o endereço e constatou que Oséias apresentava sinais de fraturas no dedo da mão esquerda, no punho e nas costelas, além de um trauma torácico. Ele foi conduzido ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado estável, mas seu quadro pode evoluir negativamente, segundo os paramédicos.
A Polícia Militar não foi acionada para atender a ocorrência, o que levanta preocupações sobre a subnotificação de casos de violência praticados por facções na capital acreana. O episódio reforça o clima de tensão em bairros periféricos, onde organizações criminosas impõem regras e aplicam punições à margem da lei.
As autoridades ainda não se pronunciaram sobre o caso.
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Rio Juruá ultrapassa cota de transbordamento e deixa Cruzeiro do Sul em alerta
Nível chegou a 13,38 metros nesta segunda-feira (19) e pode atingir 13,70 metros nos próximos dias, segundo a Defesa Civil
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Governo do Acre retifica resultado e convoca candidatos para inspeção de saúde do concurso da PM
Editais publicados no Diário Oficial tratam de decisão judicial e da nova etapa para aluno oficial combatente e 2º tenente estagiário de saúde
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Rio Acre sobe 6 cm em 16 horas e atinge 14,59 m, mesmo sem chuva em Rio Branco no domingo
Defesa Civil registra elevação contínua ao longo do domingo (18); nível já supera cota de transbordamento em 59 cm e mantém estado de emergência

Em elevação constante desde a madrugada, nível do rio supera cota de transbordamento em 59 centímetros e mantém estado de emergência na capital. Foto: captada
O Rio Acre seguiu em elevação ininterrupta ao longo deste domingo (18), atingindo 14,59 metros às 21h, conforme monitoramento da Defesa Civil de Rio Branco. Apesar da ausência de chuvas nas últimas 24 horas, o nível subiu gradualmente desde as 5h18 (14,53m) – superando a cota de transbordamento (14m) em quase 60 centímetros e a de alerta (13,50m) em mais de um metro.
O cenário mantém a capital em estado de emergência, com 27 bairros já afetados e centenas de famílias desalojadas. A Defesa Civil reforça o monitoramento permanente e mantém as equipes em prontidão para ações preventivas, caso a trajetória de alta persista nas próximas horas.
Evolução do nível no domingo:
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05h18: 14,53 m
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09h00: 14,54 m
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12h00: 14,55 m
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15h00: 14,57 m
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18h00: 14,58 m
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21h00: 14,59 m
Comparativo com as cotas de referência:
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Cota de alerta: 13,50 m
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Cota de transbordamento: 14,00 m
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Nível atual: 59 cm acima do transbordamento
Situação operacional:
A Defesa Civil mantém monitoramento permanente e as equipes em prontidão para adoção de medidas preventivas caso a subida continue. Já foram atingidas 631 famílias em 27 bairros da capital, com famílias removidas para abrigos.
A elevação sem chuva local é típica de cheias em rios de planície, quando a onda de inundaçãoformada nas cabeceiras demora dias para percorrer todo o curso – ou seja, o pico ainda pode não ter chegado à capital.
A Defesa Civil deve emitir novo boletim na madrugada de segunda-feira (19). Enquanto isso, moradores de áreas ribeirinhas são orientados a manter-se em locais seguros e acatar recomendações de remoção.
A cheia atual já é a maior desde 2015 e se aproxima do recorde histórico de 15,42 mregistrado naquele ano. A ausência de chuva local não significa alívio imediato, pois a vazão a montante continua elevada.

A alta ocorreu mesmo sem registro de chuvas na capital nas últimas 24 horas, indicando que a vazão vem das cabeceiras na fronteira com o Peru e Bolívia. Foto: captada


















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