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De Dorival Júnior a Viola, veja quanto o Vasco deve a jogadores e técnicos em execução milionária

Confira a lista de credores do clube de São Januário no Ato Trabalhista, recentemente cancelado pela Justiça

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Dorival Junior tem pouco mais de R$ 8 milhões a receber do Vasco – Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br

Por Fred Gomes e Hector Werlang

Capaz de fazer a direção do Vasco temer pela continuidade da operação das atividades, a execução de R$ 93,5 milhões em dívidas trabalhistas assombrou o clube nos últimos dias. Mas quem ainda tem dinheiro a receber?

A reportagem teve acesso à lista de credores do extinto Ato Trabalhista e revela quais personagens do futebol de São Januário ganharam na Justiça o direito de receber quantias do clube.

São nomes que defenderam o Vasco nas últimas administrações. Há figuras mais conhecidas como Dorival Junior e Edmundo e também com passagens discretas, como Allan Dellon e Bruno Paulista. A reportagem fez o recorte de ex-funcionários do futebol: mostra apenas o que ainda têm em aberto. Alguns receberam parte, alguns não receberam nada.

No total, a lista reúne R$ 114,3 milhões em cobranças. Até maio de 2021, R$ 20,8 milhões foram pagos. Restam R$ 93,5 milhões, o valor recentemente executado pela Justiça.

O Ato Trabalhista, centralização das dívidas para pagamento parcelado, foi concedido em fevereiro de 2020. Na época, o valor era de R$ 125 milhões distribuídos em 494 processos – a diferença do valor se explica pelo fato de algumas pessoas terem saído da lista após o pagamento ser completado. O clube pagava R$ 2 milhões por mês, dinheiro dos direitos de transmissão recebidos da Globo.

A Justiça cancelou o Ato em maio de 2021, por uma série de descumprimentos do Vasco, que recorreu. Posteriormente, uma Comissão de Credores foi formada e pediu o pagamento do débito de uma vez só, o que foi aceito pelo juiz Fernando Reis de Abreu, gestor de centralização do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1).

O Vasco, ao mesmo tempo, iniciou um trabalho que julga poder resolver o problema: a elaboração de um novo plano para, grosso modo, substituir o extinto Ato Trabalhista. Trata-se do Regime Centralizado de Execuções, uma possibilidade prevista na recente lei que instituiu o clube-empresa no Brasil. A legislação garante aos clubes o direito de centralizar as cobranças trabalhistas e cíveis para, ao evitar penhoras individuais, pagar seus credores em até seis anos. Caso seja aceito, o clube ainda detalhará o plano. A premissa básica é destinar 20% da sua receita mensal para quitar a dívida.

Credores do futebol do Vasco

Nome Posição/função Tempo de clube Valor a receber
Carlos César lateral-direito 2014 R$ 757.700,95
Gaúcho treinador 2009 a 2013 R$ 795.928,31
Rodolfo zagueiro 2012 a 2013 R$ 2.503.000
Ygor volante 2003 a 2007 R$ 1.813.971,10
Viola atacante 1999 a 2001 R$ 2.328.177,97
Johny lateral-esquerdo 2008 R$ 201.826,22
Dorival Júnior treinador 2009 e 2013 R$ 8.524.996
Edmílson atacante 2013 a 2014 R$ 585.937,50
Fabrício volante 2014 R$ 303.465,68
Allan Dellon meia 2005 R$ 271.801,95
Matheus Índio meia 2008 a 2013 e 2015 a 2016 R$ 1.105.053,08
Diego Renan lateral-esquerdo 2014 R$ 460.444,27
Diego Rosa volante 2010 a 2012 R$ 323.975,48
Guilherme Biteco meia 2014 R$ 246.556,40
Rafael Vaz zagueiro 2013 a 2016 R$ 327.447,78
Alessandro goleiro 2010 a 2013 R$ 281.825,26
Fillipe Soutto volante 2013 R$ 686.510,43
Wagner zagueiro 2001 e 2002 R$ 187.053,99
Rafael Silva atacante 2014 e 2015 R$ 234.002,06
Jean Patrick volante 2015 R$ 93.590,51
Eduardo Costa volante 2011 a 2012 R$ 2.179.818,50
Ricardo Gomes técnico e diretor 2011 e 2012 a 2014 R$ 969.363,03
Adílson Batista técnico 2013 a 2014 R$ 1.348.531,04
Michel Alves goleiro 2013 R$ 1.383.778,39
Jorginho técnico 2015 a 2016 e 2018 R$ 2.481.856,71
Valdir Bigode técnico 2015 a 2018 R$ 1.815.860,33
Anderson Salles zagueiro 2015 R$ 748.203,78
Francismar meia 2013 R$ 230.542,12
Reginaldo atacante 2013 e 2014 R$ 954.416,90
Cristóvão Borges treinador 2011 a 2012 e 2017 R$ 1.081.752,67
Alexandre Grasseli treinador 2018 e 2019 a 2020 R$ 63.261,93
Jonathan atacante 2009 a 2013 R$ 61.237,05
Zinho auxiliar 2015 a 2016 R$ 175.076,66
Tiago goleiro 2008 a 2010 R$ 1.784.604,53
Bruno Silva volante 2018 a 2019 R$ 141.150,00
Bernardo meia 2011 a 2012, 2013 a 2014 e 2015 R$ 638.285,19
Thiago Galhardo meia-atacante 2018 a 2019 R$ 844.150,00
Jomar zagueiro 2011 a 2017 R$ 193.250,00
Andrés Ríos atacante 2017 a 2018 R$ 2.098.082,15
Wellington volante 2017 a 2018 R$ 650.000
Marlon lateral-esquerdo 2014 R$ 1.620.762,61
Manga Escobar atacante 2017 R$ 954.254,19
Christianno lateral-esquerdo 2015 R$ 259.000,00
Alberto Valentim treinador 2018 e 2019 R$ 1.392.443,42
Eder Luis atacante 2010 a 2013 e 2015 a 2017 R$ 3.827.750,00
Aranda volante 2014 R$ 1.433.354,58
Julio Cesar Moraes lateral-esquerdo 2015 a 2016 R$ 1.432.369,19
Muriqui atacante 2004 a 2005 e 2017 R$ 651.250,00
Diogo Silva goleiro 2013 a 2014 R$ 656.300,00
Bruno Paulista volante 2017 a 2018 R$ 884.942,88
Andrezinho meia 2015 a 2018 R$ 1.635,323,18
Fabrício lateral-esquerdo 2018 R$ 1.223.281,82
Nenê meia 2015 a 2018 R$ 1.104.928,90
Jean volante 2017 R$ 910.606,61
Hugo Borges atacante 2018 a 2018 R$ 90.000,00
Desabato volante 2018 R$ 499.750,00
Richard volante 2019 R$ 75.000,00
Sandro Silva volante 2013 e 2015 R$ 778.493,39
Mateus volante 2006 a 2009 R$ 452.852,54
Lorran lateral-esquerdo 2011 a 2016 R$ 1.612.803,80
Paulão zagueiro 2017 e 2018 R$ 3.135.000,00
Léo Moura lateral-direito 2002 R$ 52.540,17
Márcio goleiro 1991 a 2005 R$ 4.942,42
Edmundo atacante 92, 96/97,99/00, 03/04 e 2008 R$ 361.961,34
Márcio Careca lateral-esquerdo 2010 e 2011 R$ 22.446,54

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Bombeiros resgatam cavalo vítima de maus-tratos que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco

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Animal circulava na pista oferecendo risco a motoristas e foi levado ao quartel; corporação pede ajuda para identificar tutor e acolhe voluntários para tratamento veterinário

Corpo de Bombeiros resgata cavalo com sinais de maus-tratos na Estrada do Amapá e pede apoio da população para denunciar o agressor. Foto: captada 

Uma equipe do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite de quarta-feira (18), um cavalo que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco, em situação de risco e com sinais de maus-tratos.

De acordo com o tenente Eduardo, da Guarnição de Salvamento, a prioridade foi evitar acidentes.

“O animal estava na pista, oferecendo perigo aos veículos e aos condutores. A primeira ação da guarnição é preservar a vida e evitar sinistros”, explicou.

Durante o atendimento, os militares constataram que o cavalo apresentava sinais evidentes de maus-tratos. Após o resgate, ele foi encaminhado às dependências do batalhão, onde permanece sob cuidados provisórios.

A corporação agora pede a colaboração da população para identificar o tutor do animal. “Quem souber quem é o responsável, que nos procure e denuncie. Precisamos localizar o tutor”, reforçou o tenente.

Além disso, o Corpo de Bombeiros faz um apelo por voluntários, especialmente médicos veterinários, que possam auxiliar no tratamento e recuperação do cavalo. Interessados em ajudar podem entrar em contato com o 2º Batalhão.

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Com 90% dos serviços concluídos, Prefeitura prevê entrega do elevado Mamedio Bittar para 20 de março: “Novo cartão-postal de Rio Branco

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O prefeito Bocalom destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais

Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou Bocalom. Foto: cedida 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final.

“Sem dúvida nenhuma, a gente sabe que tivemos problemas seríssimos nessa obra. Foi entrega de aço que demorou demais, indústrias que vieram do Rio de Janeiro, a questão da chuva, muita chuva no mês de dezembro e janeiro. Tudo contribuiu para atrasar a entrega. Mas agora a informação que eu tenho da empresa é que até o dia 20 nós vamos ter tudo isso pronto”, afirmou.

O prefeito destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais.

“Eu acredito que, se Deus quiser, dia 20 de março a gente vai ter essa bela obra, que está marcando a nova estrutura da nossa cidade. Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou.

Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. Foto: captada 

O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a importância estratégica do elevado para a mobilidade urbana. Segundo ele, o trecho da Avenida Ceará concentra grande fluxo de veículos, especialmente por conta das universidades e de prédios públicos instalados na região.

“Já já a gente vai poder entregar para a população. Aqui tínhamos em torno de 20 a 25 minutos de trânsito paralisado por causa do fluxo. Essa decisão foi tomada para dar fluidez ao trânsito, baseada em estudos sobre o crescimento da cidade”, explicou.

Bestene também destacou que o viaduto vai além da mobilidade e se tornará um novo cartão-postal da capital, com valorização cultural por meio de grafites e intervenções artísticas de artistas locais. “Não é só uma obra de aço e concreto. É um marco cultural que resgata a identidade da cidade”, pontuou.

A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final. Foto: cedida 

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Com tema sobre desigualdade social, Campanha da Fraternidade 2026 é lançada no Acre: ‘Conversão pessoal e social’

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Lema escolhido foi ‘Ele veio morar entre nós’ (João 1:14), a fim de despertar a igreja e a sociedade para o déficit habitacional no Brasil. Campanha foi lançada nesta quarta-feira (18)

Em Rio Branco, o anúncio da campanha aconteceu na Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Foto: Aline Pontes

Por Pâmela Celina

Quando o verbo faz moradia, a dignidade humana torna-se missão. É essa a direção que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer seguir e levar aos fiéis católicos na Campanha da Fraternidade 2026 que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós”.

Em Rio Branco, o anúncio da campanha ocorreu nesta quarta-feira (18) na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no Centro da capital.

De acordo com a Igreja Católica, a proposta ‘busca promover uma profunda reflexão sobre o direito à moradia digna como um bem essencial para todas as pessoas e como compromisso de fé e cidadania’.

Conforme o bispo Dom Joaquín Pertiñez, bispo da Diocese de Rio Branco, a campanha, realizada há mais de seis décadas, se inicia junto ao período da Quaresma e traz pautas comunitárias e sociais, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano.

“A campanha convida a reconhecer que a presença de Deus se manifesta na vida concreta da humanidade, especialmente na realidade de tantos que ainda vivem sem casa, em condições precárias ou em territórios marcados pela desigualdade social”, destacou.

O principal ponto abordado pela campanha, como aponta Dom Joaquín, está nos dados da realidade habitacional brasileira.

“6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo ‘Ele veio morar entre nós’, a proposta convida à conversão pessoal e social”, detalhou.

O objetivo central da Campanha da Fraternidade 2026 é, justamente, despertar tanto a igreja como a sociedade para o déficit habitacional que o país enfrenta. Além disso, busca incentivar também ações, debates e iniciativas que promovam o acesso à moradia, à terra e ao trabalho como direitos fundamentais.

Os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2026 são:
  1. Analisar a realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres e segrega milhões de pessoas no Brasil.
  2. Identificar omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e da organização popular que promovem a moradia.
  3. Conscientizar, a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
  4. Corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual.
  5. Fortalecer a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres, caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
  6. Empenhar-se para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as esferas sociais e políticas.

Texto base da Campanha da Fraternidade 2026 apresenta seis objetivos específicos. Foto: Aline Pontes

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