Cotidiano
CRM vai entrar com processo para derrubar lei que libera contratação de médicos sem Revalida no Acre
Lei que autoriza a contratação de médicos sem revalida foi sancionada nessa segunda-feira (5). CRM diz que prepara ação para pedir a suspensão dos efeitos da lei no estado.

Governo sanciona lei que autoriza contratação de médicos sem revalida no Acre – Foto: Ashkan Forouzani / Unsplash
Por Alcinete Gadelha
Após o governador Gladson Cameli sancionar a lei que autoriza a contratação de médicos formados no exterior sem revalidação do diploma, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) contestou a medida que considera inconstitucional e anunciou que vai acionar a justiça para derrubar os efeitos da lei.
A lei que permite a contratação dos profissionais foi sancionada nessa segunda-feira (5), após ter dois vetos derrubados por unanimidade na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A medida é para reforçar os atendimentos nas unidades de saúde durante a pandemia. O PL tinha sido aprovado no dia 18 de maio na Aleac e logo após a aprovação, foi enviado para o governador sancionar ou vetar.
O assessor jurídico do CRM-AC, Mário Rosas, disse nesta terça-feira (6), que está sendo preparada uma ação para acionar a Justiça Federal pedindo a suspensão dos efeitos da lei que é considerada inconstitucional.
“Ainda estamos preparando e vamos pedir a suspensão dos efeitos da lei que fere a Constituição Federal desde a sua iniciativa, que tem alguns vícios, inclusive, que a iniciativa dessa lei deveria partir do Executivo e não do Legislativo, tendo em vista o aumento de despesas no orçamento. Além disso, ela também adentra numa esfera de iniciativa privativa da União, tendo em vista que o interesse é da União, uma vez que já foi muito debatido a nível de Congresso Nacional”, disse.
Rosas pontuou que também deve se manifestar contrário a qualquer edital que possa ser lançado pelo governo. A assessoria jurídica do CRM já tinha se manifestado contrária a lei, na época da primeira aprovação, e afirmado que era inconstitucional uma vez que trata das diretrizes básicas da educação regidas por lei federal e que fere o ato privativo da União de legislar.
“Em razão disso, nós vamos pedir a inconstitucionalidade da lei e vamos agir com todas as medidas, desde contra a própria lei e contra qualquer edital que for lançado pelo governo”, acrescentou.
A reportagem aguarda resposta do Executivo estadual.
Conforme a lei, para a contratação deve ser dada a seguinte ordem de preferência na seleção:
- médicos brasileiros formados no exterior que não prestaram o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas – Revalida, e que possuem experiência comprovada no Programa Mais Médicos, conforme Lei Federal nº 12.871, de 2013;
- médicos estrangeiros formados no exterior, que não realizaram o Revalida, e que possuem experiência comprovada no Programa Mais Médicos, conforme Lei Federal nº 12.871, de 2013;
- médicos brasileiros formados no exterior que não realizaram o Revalida;
- médicos estrangeiros residentes no Brasil que tenham exercido a medicina no País de origem, conforme Lei Federal nº 12.871, de 2013, e que não realizaram o Revalida.
A publicação ressalta ainda que o governo do estado, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e do Comitê Acre Sem Covid, deve regulamentar a lei.
Vetos e derrubada
Durante a avaliação dos três artigos do material, Cameli vetou o parágrafo que estabelecia sobre as prioridades. A parte vetada por Cameli determinava que médicos formados no exterior sem o Revalida e que não tivessem participado dos programas Mais Médicos e Médicos pelo Brasil pudessem ser contratados.
“Isso foi uma emenda adotada no projeto, que o PL original não previa, mas foi fruto de um debate que tivemos com a Associação dos Médicos. Isso é importante porque se você for baixar um edital hoje, no Acre, não se tem mais do que 20 médicos com essa experiência. Esses programas não ampliaram muito sua abrangência no Acre”, destacou o deputado Edvaldo Magalhães, autor da emenda.
Em nota, a Associação Médica do Acre (AMAC) negou que tenha se reunido com o deputado e disse ainda que é contra a lei aprovada pelo Executivo.
“Esta é claramente inconstitucional, por tentativa de se usurpar questões referentes à revalidação de diplomas, de responsabilidade da União, submetendo a população ao atendimento de profissionais sem a devida qualificação ou comprovação de formação para trabalho no país”, destaca.
Ainda segundo Magalhães, o segundo veto do governador foi sobre o artigo que especificava sobre a regulamentação do PL. A emenda diz que o Poder Executivo precisa consultar o Comitê de Combate à Covid-19 antes da sanção.
Com a derrubada dos dois vetos, o projeto voltou para a mesa do governador Gladson Cameli e ele tinha 48 horas para sancionar e publicar a lei. Caso isso não acontecesse, o presidente da Aleac promulgaria a lei.
Pedidos negados
Em maio do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília acatou, em caráter liminar, o recurso do CRM-AC e da União Federal e mandou suspender a contratação de profissionais sem revalida para atuarem durante a pandemia.
A decisão derrubou uma liminar concedida pelo governo do Acre para contratar os profissionais de forma provisória.
O governo foi autorizado, no início do mês de maio de 2020, pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, a contratar médicos sem o registro no CRM-AC. Assim como outras entidades de saúde, o CRM-AC também se posicionou contra a contração dos profissionais durante a pandemia.
O pedido de urgência para chamar os profissionais foi enviado ainda em abril para o Governo Federal, o Ministério da Saúde e o CRM-AC.
Com a autorização, entidades de saúde entraram com um recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra a decisão.
Já em agosto do ano passado, a cidade de Cruzeiro do Sul, no interior, teve o pedido para contratar médicos sem o revalida negado pela Justiça Federal do Acre. Os profissionais atuariam nos postos de saúde do município durante a pandemia do novo coronavírus.
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CBF divulga grupos do Campeonato Brasileiro da Série D

Foto Sueli Rodrigues: Independência e Galvez farão um dos duelos acreanos na primeira fase
O departamento de competições da CBF divulgou nesta sexta, 6, os grupos do Campeonato Brasileiro da Série D. As 96 equipes foram divididas em 16 grupos com 6 times cada em uma primeira fase regionalizada levando em consideração a logística.
Fórmula de disputa
As seis equipes de cada grupo irão se enfrentar entre si em dez rodadas. Os quatros primeiros colocados avançam à segunda fase. Os times acreanos estão no grupo A2 e em caso de classificação irão jogar contra as equipes da chave A1 na segunda fase.
Começa em abril
O Brasileiro da Série D começa no dia 5 de abril e será encerrado em 13 de setembro, são 24 datas, vinte e duas nos fins de semana e somente duas no meio da semana.
Vagas para 2027
Os times classificados para 3ª fase do Campeonato Brasileiro da Série D estarão garantidos na competição em 2027.
Grupo A2
Independência-AC
Galvez-AC
Humaitá-AC
Porto Velho-RO
Guaporé-RO
Araguaína-TO
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Humaitá e Rio Branco jogam por vantagem na semifinal do Estadual

Foto Sueli Rodrigues: O Humaitá do meia Everthon (e) joga pelo empate para ter a vantagem na semifinal
Humaitá e Rio Branco se enfrentam neste sábado, 7, a partir das 15 horas, no Tonicão, pela última rodada da fase de classificação do Campeonato Estadual Sicredi de 2026. O Humaitá soma 14 pontos na 2ª colocação e o Rio Branco tem 12 na 3ª.
O Humaitá tem a vantagem do empate para garantir a vantagem de jogar por dois resultados iguais na semifinal. Se vencer, o Tourão terminará a 1ª fase como líder.
O Rio Branco para ter vantagem na semifinal precisa vencer o Humaitá.
Rio Branco
O técnico Ulisses Torres definiu os titulares do Rio Branco e a novidade da equipe será a reestreia do meia Thiago Dunha.
“Vamos manter a nossa maneira de jogar. Teremos um adversário de excelente nível e não podemos tentar ganhar de qualquer maneira”, comentou Ulisses Torres.
Humaitá
O Humaitá vai para o duelo contra o Rio Branco como favorito e invicto. O técnico Rogério Pina terá todo o elenco à disposição, mas a definição dos titulares vai ocorrer somente no Tonicão.
No comando
Jackson Rodrigues apita Humaitá e Rio Branco. Verônica Severino e Divanilson Martins serão os auxiliares.
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Santa Cruz e Adesg fecham fase de classificação no Tonicão

Santa Cruz e Adesg fecham neste sábado, 7, a partir das 17h15, no Tonicão, a fase de classificação do Campeonato Estadual Sicredi de 2026. O Santa Cruz entra em campo classificado para semifinal e a Adesg precisa, no mínimo, de um empate para seguir na 1ª Divisão em 2027.
Santa Cruz
O Santa Cruz, classificado para semifinal, quer melhorar a pontuação. Se o Rio Branco perder para o Humaitá, a Capivara pode terminar em terceiro caso derrote a Adesg.
“Vamos com força máxima. Uma vitória significa muito antes de disputar a semifinal”, declarou o técnico Sandro Resende.
Adesg
A Adesg precisa vencer ou empatar com o Santa Cruz para não ser rebaixada. O Leão soma 5 pontos e tem um saldo de -4 na 6ª colocação. O Vasco é o 7º com 5 pontos e tem um saldo -5, por isso a Adesg precisa somar pontos.
Critérios de desempate
Os critérios de desempate para definir o rebaixamento são: número de vitórias, saldo de gols e gols marcados.
Trio de arbitragem
Julian Negreiros será o árbitro de Santa Cruz e Adesg. Os auxiliares serão Antônio Neilson e Douglas Renan.

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