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Covid-19: benefício da vacinação de adolescentes é maior que eventuais riscos de eventos adversos
A vacinação da faixa etária foi suspensa na última semana após a morte de uma jovem em São Paulo, mas a causa foi atribuída a uma doença autoimune
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Uma semana após a recomendação do Ministério da Saúde de suspender a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a covid-19, a pasta voltou a recomendar a vacinação desta faixa etária, incluindo jovens sem comorbidade. Mesmo diante da suspeita de efeitos adversos, a maior parte dos municípios brasileiros continuou a vacinação desse grupo.
Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, os possíveis efeitos colaterais da vacina são muito menores do que o eventual risco da infecção. “Não faz sentido suspender a vacinação de toda uma população que é importante para que a gente consiga controlar a doença com base em apenas um evento que ainda não tinha sido nem estudado pelos técnicos da vigilância”, destacou.
A infectologista enfatizou, ainda, que a vacina da Pfizer está sendo utilizada em crianças e adolescentes em mais de 20 países. “Em milhares de adolescentes que foram vacinados é claro que você vai ter eventos adversos, mas, nenhum chegou a ser evento adverso grave”, enfatizou.
Suspensão da vacina
A medida cautelar que pedia a suspensão da aplicação nesta faixa etária foi expedida na semana passada diante do óbito de uma jovem em São Paulo após a vacinação. O caso foi apontado como razão para a interrupção. Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberam informações que negam a relação entre a morte da adolescente e a vacinação.
A causa provável, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foi atribuída ao diagnóstico de uma doença autoimune, denominada púrpura trombótica trombocitopênica (PTT), identificada com base no quadro clínico e em exames complementares.
Em coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou que houve um estudo sobre esses fatos e ficou decidido que não há razão para a interrupção da vacinação. “Mostrou-se que, de fato, os benefícios para imunizar esse grupo são maiores que os eventuais riscos de efeitos adversos na imunização desses adolescentes”, disse.
De acordo com a infectologista Ana Helena Germoglio, não necessariamente qualquer coisa que se desenvolva após a vacina é secundária à imunização, como no caso da adolescente que tinha uma doença autoimune. “Se ela tivesse tido Covid, muito provavelmente a chance de ela desenvolver a própria púrpura seria bem maior”, afirmou.
No caso da própria miocardite, inflamação cardíaca que pode estar ligada aos eventos adversos “extremamente raros” das vacinas da Pfizer e da Moderna, a médica afirmou que a incidência em casos isolados não é suficiente para suspender a imunização. “No paciente não vacinado que tem Covid são cerca de 11 eventos para cada 100 mil vacinados. Enquanto no paciente que tomou a vacina e desenvolveu miocardite são, em média, 2 eventos a cada 100 mil vacinados”, disse.
Diante do cancelamento da suspensão, a recomendação da pasta é que se proceda a imunização dos grupos mais vulneráveis. “A população de 12 a 17 anos com deficiência permanente, com comorbidade e privados de liberdade devem ser priorizados quanto à imunização dos adolescentes sem comorbidade. Não só este grupo, mas também a população que precisará da dose de reforço, também deve ser priorizada. E o encurtamento de prazo da segunda dose da população adulta”, disse o secretário-executivo.
Dados da Covid-19
O Brasil registrou 24.611 novos casos e 648 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 592.964. Mais de 20,3 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 395 mil casos ainda estão em acompanhamento.
A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,12%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.
Taxa de letalidade nos estados
Rio de Janeiro – 5,12%
São Paulo – 3,41%
Amazonas – 3,22%
Pernambuco – 3,18%
Maranhão – 2,86%
Pará – 2,82%
Goiás – 2,73%
Ceará – 2,62%
Alagoas – 2,60%
Paraná – 2,58%
Minas Gerais – 2,55%
Mato Grosso do Sul – 2,56%
Mato Grosso – 2,55%
Rondônia – 2,46%
Rio Grande do Sul – 2,42%
Piauí – 2,19%
Bahia – 2,18%
Sergipe – 2,16%
Espírito Santo – 2,15%
Distrito Federal – 2,11%
Paraíba – 2,11%
Acre – 2,09%
Rio Grande do Norte – 1,99%
Tocantins – 1,68%
Santa Catarina – 1,62%
Amapá – 1,61%
Roraima – 1,58%
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.
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Homem é baleado no pé após ataque motivado por ciúmes em bar de Rio Branco
Suspeito armado com escopeta fugiu após o disparo; vítima foi socorrida pelo Samu e passa bem
Adriano Marinho, de 36 anos, foi ferido por um disparo de arma de fogo na noite desta segunda-feira (26), em um bar localizado na Rua da Sanacre, no bairro Santa Inês, no Segundo Distrito de Rio Branco.
De acordo com testemunhas, Adriano estava no local com a namorada, consumindo bebidas alcoólicas, quando o ex-namorado dela chegou de forma inesperada. Movido por ciúmes, o homem se aproximou armado com uma escopeta e tentou matar a vítima, efetuando um disparo que atingiu o pé esquerdo de Adriano. Após a ação, o suspeito fugiu do local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte básico. A vítima recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.
Policiais militares do 2º Batalhão estiveram na cena do crime, colheram informações e realizaram buscas na região na tentativa de localizar o autor do disparo, porém, até o momento, ele não foi encontrado.
O caso está sendo apurado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e, posteriormente, será encaminhado para investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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Acre segue com tempo instável e risco de chuvas fortes nesta terça-feira
Alta umidade mantém pancadas intensas em todas as regiões do estado; temperaturas podem chegar a 31 °C.

Em dias de chuva é preciso redobrar as medidas de segurança ao conduzir veículos. Foto: Eduardo Gomes/Detran
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Polícia Civil prende homem em flagrante por posse ilegal de arma e esclarece assalto à Loja Americanas em Tarauacá

Arma de fogo, munições e objeto roubado foram apreendidos durante diligência da Polícia Civil em Tarauacá. Foto: cedida
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da equipe de investigação da Delegacia-Geral de Tarauacá, prendeu em flagrante, na última segunda-feira, 26, um homem identificado pelas iniciais M.S.S., pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e por envolvimento no assalto à Loja Americanas do município.
A ação teve início após a equipe de oficiais investigadores de polícia tomar conhecimento de que o suspeito havia sido conduzido à delegacia por uma guarnição da Polícia Militar pelo crime de falsidade ideológica. No boletim de ocorrência, constava a informação de que o indivíduo seria o autor do roubo à loja, o que motivou a atuação imediata da Polícia Civil.
Durante o interrogatório, M.S.S. cooperou com os investigadores e confessou a participação no crime. Em diligência realizada na residência do suspeito, os policiais localizaram um revólver calibre .38 SPL, três munições e recuperaram um tablet pertencente à Loja Americanas.
O investigado informou que estava de posse da arma de fogo há aproximadamente dois anos e que não possuía qualquer documentação legal do armamento. Após consulta aos sistemas de segurança, foi constatado que havia mandado de prisão em aberto contra o suspeito, o qual foi imediatamente cumprido.
O homem foi conduzido novamente à Delegacia-Geral de Tarauacá para a realização dos procedimentos legais, sendo submetido previamente a exame de corpo de delito, e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para a completa elucidação do caso.
Fonte: PCAC













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