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Corinthians joga mal, mas vence com gol de Jadson e elimina a Chapecoense

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Foi um dia de futebol ruim na Arena Condá, mas positivo para o Corinthians no fim das contas. Em jogo sem sustos, a equipe de Osmar Loss repetiu o placar de 1 a 0 no duelo de ida e despachou a Chapecoense pelas quartas de final da Copa do Brasil. Um gol de falta marcado por Jadson, aos 38min do segundo tempo, assegurou de vez a classificação para enfrentar o Flamengo.

O resultado foi uma espécie de “revanche” do Corinthians, já que no último domingo havia sido derrotado pela Chapecoense, no Brasileirão, também na Arena Condá, mas com time misto.

Em setembro, o Corinthians terá dois jogos para avançar até a decisão do torneio, que dará um prêmio de R$ 50 milhões ao campeão e tem sido objeto de desejo dos clubes que seguem na disputa. O rival é o Flamengo, que nesta quarta-feira eliminou o Grêmio e também garantiu sua presença entre os quatro.

O melhor: Jadson

Em noite de pouca qualidade, só o camisa 10 conseguiu um lance para mudar o panorama. Na ausência de grandes destaques durante os 90 minutos, fez de falta e tirou o zero do placar.

O pior: Emerson

Acionado para a vaga de Pedrinho, mostrou que hoje está distante do nível técnico da equipe. Errou quase tudo, inclusive um domínio simples em que deixou a bola sair pela lateral, e foi substituído após duas faltas duras e um cartão amarelo.

Corinthians volta às semis depois de nove anos

Liamara Polli/AGIF
Corintianos comemoram gol de Jadson

Com a vitória em Chapecó, o Corinthians voltará a disputar uma vaga na final da Copa do Brasil depois de nove anos – a última vez foi em 2009, quando enfrentou o Vasco na semifinal (naquele ano, o time paulista conquistou o título sobre o Inter). Depois do tricampeonato, a equipe ficou três anos afastado da Copa do Brasil. Depois, em três oportunidades, o Corinthians caiu nas quartas (para o Grêmio, em 2013, Atlético-MG, em 2014, e Cruzeiro, em 2016). Em 2015 e 2017, os corintianos foram eliminados por Santos e Inter, respectivamente, nas oitavas de final.

Primeiro tempo em Chapecó é de muita marcação

Liamara Polli/AGIF
Loss reclama de jogada: Corinthians não rendeu bem em Chapecó

Apesar da necessidade de abrir o marcador para igualar o placar agregado, a Chapecoense teve um primeiro tempo de pouquíssima inspiração em seus domínios. Exceto pelo susto em duas bolas paradas laterais, sendo uma delas que resultou em gol impedido (ver abaixo), a Chape não criou nenhuma situação de perigo. A falta de inspiração também foi uma constante nos 45 minutos do Corinthians, com Clayson e Emerson como focos maiores de erros no domínio e na criação.

Só a batida de Jadson dá brilho ao segundo tempo

A Chapecoense insistiu em cruzamentos e na velocidade de Bruno Silva, mas a tendência de um jogo amarrado e feio de assistir não mudou. O Corinthians só conseguiu chegar, inicialmente, em batida perigosa de Douglas, até que Jadson resolveu dar brilho à noite. De falta, aos 38min do segundo tempo, chutou bola longa que viajou, encobriu Jandrei e morreu nas redes da Chapecoense, que se entregou de vez.

Vuaden anula gol da Chape e VAR ratifica decisão

Leandro Pedro Vuaden fez uma consulta o árbitro assistente de vídeo no primeiro tempo. No lance, o árbitro anulou um gol do zagueiro Thyere após assinalar impedimento. Em seguida, com a ajuda do árbitro auxiliar de vídeo (VAR), o juiz manteve a decisão. Entre a finalização e a marcação definitiva de Vuaden, pouco menos de dois minutos se passaram. Após a bola bater na rede, o árbitro anulou o gol de forma imediata. Depois, levou a mão ao ouvido. Por fim, fez o sinal do vídeo e ratificou a primeira decisão.

Pedrinho sente no aquecimento e é substituído por Emerson

O Corinthians teve uma mudança de última hora. O titular Pedrinho sentiu dores no tornozelo durante o aquecimento e acabou de fora. Emerson Sheik, com isso, ganhou a vaga no time. O imprevisto fez o time alvinegro mudar a posição dos jogadores que foram o quarteto ofensivo. Romero, que nos últimos jogos atuou mais perto da área, voltou a jogar aberto pela direita. Sheik, assim, ficou mais avançado, com Jadson centralizado e Clayson à esquerda.

Homenagem para o maior ídolo pós-acidente

FICHA TÉCNICA

Chapecoense 0 x 1 Corinthians

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 15/08/2018
Horário: 21h40 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Fabrício Vilarinho da Silva
Gol: Jadson, aos 38min do segundo tempo

Cartões amarelos: Amaral, Kendy, Cássio, Clayson e Emerson

Chapecoense: Jandrei; Eduardo, Thyere, Douglas e Bruno Pacheco (Alan Ruschel); Márcio Araújo e Amaral; Bruno Silva (Kendy), Canteros e Yann (Doffo); Wellington Paulista. Treinador: Guto Ferreira.

Corinthians: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel e Douglas (Ralf); Romero, Jadson, Emerson (Jonathas) e Clayson (Mateus Vital). Treinador: Osmar Loss.

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Bruno é apresentado e vai reforçar o Vasco na Copa do Brasil

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O goleiro Bruno, 41, ex-Flamengo e Rio Branco, foi apresentado nesta segunda, 16, na Fazendinha, e é o reforço do Vasco para o duelo contra o Velo Clube, de São Paulo, pela 1ª fase da Copa do Brasil. A partida será disputada na quinta, 19, às 19 horas, na Arena da Floresta. “Tínhamos a contratação do Bruno encaminhada e, agora, foi possível fechar”, declarou o técnico …

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Santa Cruz começa preparação para confronto diante do Rio Branco

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O elenco do Santa Cruz iniciou nesta segunda, 16, no CT do Cupuaçu, a preparação para o confronto diante do Rio Branco. A partida será realizada na segunda, 23, a partir das 18 horas, no Tonicão, e o Santa Cruz 4º colocação no Campeonato Estadual Sicredi de 2026 com 7 pontos precisa vencer para seguir com boas chances de conquistar uma vaga na semifinal. Banguelê …

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Em 16 anos, carne e grãos desafiam hegemonia do extrativismo e redesenham a economia acreana

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A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico

O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado. Foto: captada 

A economia acreana passou por uma transformação profunda nos últimos 16 anos, deixando para trás a histórica dependência do extrativismo e abrindo espaço para uma agropecuária cada vez mais competitiva. É o que revela o recém-lançado relatório da Seplan, Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências (2010–2025), que detalha como carne e grãos passaram a redesenhar a estrutura produtiva e o perfil exportador do estado.

Carne bovina, carne suína e soja passaram a liderar a pauta exportadora, impulsionando um ciclo de crescimento que reposiciona o Acre no cenário do comércio internacional. Nesse período, o estado acumulou US$ 490 milhões em superávit e registrou crescimento médio anual de 11% nas exportações — quase três vezes a média brasileira.

O ponto de partida, no entanto, foi desafiador. Entre 2010 e 2014, ainda sob os efeitos da crise financeira global, o Acre enfrentou retração média de 23,2% ao ano nas exportações. A pauta era altamente concentrada: madeira e castanha respondiam por 85% das vendas externas, e o Reino Unido absorvia quase metade de tudo o que o estado exportava. A queda abrupta das exportações madeireiras expôs a fragilidade desse modelo e abriu caminho para uma reestruturação que ganharia força nos anos seguintes.

A partir de 2015, o estado iniciou um processo de diversificação, com a entrada gradual das proteínas animais. Mas a virada decisiva ocorreu entre 2020 e 2022, quando a soja registrou crescimento médio anual de 242%, saltando de US$ 1,2 milhão para US$ 14,3 milhões. Esse avanço marcou a transição definitiva de uma economia baseada em produtos florestais para uma matriz agropecuária mais robusta e integrada às cadeias globais.

O triênio mais recente consolidou essa mudança. Entre 2023 e 2025, as exportações cresceram 46,9% ao ano, alcançando o recorde histórico de US$ 98,9 milhões em 2025. A carne bovina assumiu a liderança da pauta, seguida pela soja e pela carne suína. O desempenho do último trimestre reforça essa tendência: outubro registrou US$ 8,86 milhões em vendas; novembro, mesmo com retração sazonal, já superava todo o acumulado de 2024; e dezembro encerrou o ano com alta de 20,9%, impulsionado pela castanha e pela carne bovina.

Outro aspecto marcante é a interiorização da atividade exportadora. Em 2010, Rio Branco concentrava 61% das vendas externas. Em 2025, o mapa mudou: Brasileia assumiu a liderança, com US$ 26,66 milhões, impulsionada pela carne suína e pela castanha; Senador Guiomard tornou-se o principal polo da carne bovina; e Rio Branco passou a ocupar a terceira posição, com uma pauta mais diversificada. O movimento indica que o desenvolvimento econômico deixou de se concentrar na capital e avançou para áreas de fronteira e municípios estratégicos.

A geografia comercial também se redesenhou. O Acre deixou de mirar prioritariamente a Europa e passou a se conectar com mercados mais próximos e dinâmicos. O Peru tornou-se o principal destino anual das exportações, com 27,2% do total, funcionando tanto como comprador quanto como corredor logístico para outros mercados. Emirados Árabes Unidos e Turquia consolidaram-se como compradores da carne bovina acreana, ampliando a presença do estado no Oriente Médio.

No campo logístico os avanços são significativos. A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico. Embora a via marítima ainda responda pela maior parte do escoamento, o futuro acesso ao porto de Chancay, no Peru, abre uma oportunidade histórica para o Acre se conectar diretamente ao mercado asiático e à costa oeste dos Estados Unidos.

Apesar dos avanços, persistem gargalos que limitam o potencial de expansão. A BR-364 e a BR-317 seguem como pontos críticos, com trechos vulneráveis e manutenção insuficiente. A modernização aduaneira nas fronteiras com Peru e Bolívia é urgente, assim como obras estruturantes, como o Anel Viário de Brasileia. A ferrovia planejada para conectar o Brasil ao Pacífico via Acre surge como solução estratégica para superar as fragilidades das rodovias federais e reduzir custos logísticos.

A trajetória da balança comercial entre 2010 e 2025 mostra um estado que começa a transformar sua localização estratégica em vantagem competitiva. O Acre deixa de ser periferia econômica e passa a se posicionar como corredor logístico e comercial da Amazônia, peça-chave da Rota de Integração Quadrante Rondon.

Neste cenário, o superávit recorde de US$ 93,72 milhões em 2025 aponta para a possibilidade de um ciclo duradouro de desenvolvimento, desde que os investimentos em infraestrutura e facilitação comercial avancem. O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado, possibilitando maior distribuição de renda entre os acreanos.

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