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Construção de casas populares no Acre tem novo atraso e entrega só em janeiro de 2026
Governo rescindiu contratos com empreiteiras por descumprimento de prazos; obras da Cidade do Povo, em Rio Branco, são as mais afetadas

A Sehurb informou que, em razão da necessidade de recontratação das empresas, a entrega das unidades da Cidade do Povo deverá ocorrer apenas na segunda quinzena de janeiro de 2026, sem possibilidade de antecipação. Foto: captada
A entrega de casas populares no Acre sofreu novos atrasos em 2025, e a previsão de conclusão das primeiras unidades, principalmente no bairro Cidade do Povo, em Rio Branco, só deve ocorrer na segunda quinzena de janeiro de 2026. A Secretaria Estadual de Habitação e Urbanismo (Sehurb) atribui o problema ao descumprimento contratual pelas empreiteirasresponsáveis, o que levou à rescisão dos contratos e à abertura de nova licitação.
O atraso acontece mesmo com recursos federais já liberados pelo Ministério das Cidades para a construção de 3.573 unidades habitacionais no estado, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Além de Rio Branco, o programa prevê moradias em Plácido de Castro (25), Feijó (25) e Tarauacá (50), além de 383 novas casas na Cidade do Povo com recursos do Pró-Moradia.
A Sehurb informou que o pagamento às construtoras foi feito conforme medição da Caixa, descartando atrasos financeiros como causa. Agora, a recontratação das empresas é necessária para garantir qualidade e segurança nas obras.
Enquanto isso, o cadastro de interessados segue aberto pelo Sistema de Habitação (Sishabi), plataforma digital que já registra cerca de 26.716 inscrições só em Rio Branco. A secretaria reforça que as inscrições são apenas online e visam transparência e acesso simplificado aos programas habitacionais.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) ainda não se posicionou sobre os atrasos. A situação expõe a dificuldade crônica na execução de obras públicas no estado, mesmo com verba federal garantida.

De acordo com a Secretaria Estadual de Habitação e Urbanismo (Sehurb), nenhuma das empresas contratadas conseguiu executar os serviços dentro dos prazos estabelecidos. Foto: captada
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Governo de Roraima monitora impactos regionais após operação dos EUA contra Nicolás Maduro
Gestão estadual afirma que prioridade é a segurança da população na fronteira com a Venezuela
O Governo de Roraima informou que acompanha com atenção os desdobramentos da operação realizada pelos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, diante dos possíveis reflexos na estabilidade da região de fronteira com a Venezuela.
Em nota oficial, o Executivo estadual destacou que a principal preocupação é a segurança da população roraimense, especialmente em razão da posição geográfica estratégica do estado e da extensa faixa de fronteira com o país vizinho, área historicamente sensível a crises políticas e institucionais.
O governo reafirmou o compromisso com a manutenção da paz, da ordem pública e da normalidade na região fronteiriça, ressaltando que Roraima mantém, ao longo dos anos, relações de cooperação com a Venezuela e a Guiana, pautadas pelo diálogo, pela integração social, pelo desenvolvimento econômico e pelo respeito às fronteiras internacionais.
Segundo o Executivo, há contato permanente com órgãos do Governo Federal para o monitoramento de qualquer cenário que possa impactar a rotina da população, especialmente no fluxo migratório e na segurança da fronteira.
A gestão estadual também reforçou a defesa de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, a fim de evitar o agravamento de tensões que possam gerar instabilidade regional.
Por fim, o governo informou que os órgãos de segurança pública permanecem em estado de atenção e em atuação integrada, com as atividades seguindo normalmente e foco na proteção da população e na garantia dos serviços essenciais em todo o estado.
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Acidente na BR-116: Vítimas Fatais e Detalhes da Tragédia em Pelotas
Este artigo aborda acidente na br-116: vítimas fatais e detalhes da tragédia em pelotas de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
O Cenário da Tragédia: Acidente na BR-116 em Pelotas
Na manhã da sexta-feira, 2 de janeiro, a BR-116 foi palco de uma das mais graves tragédias rodoviárias recentes no Rio Grande do Sul. No quilômetro 491 da rodovia federal, no perímetro de Pelotas, na região sul do estado, uma violenta colisão frontal entre uma carreta e um ônibus da empresa Santa Silvana resultou em um cenário de destruição e luto. O impacto devastador deixou os veículos seriamente danificados, espalhando destroços pela pista e evidenciando a intensidade da força do choque, que ocorreu por volta das primeiras horas do dia.
O local do acidente, imediatamente após a colisão, tornou-se um ponto de intensa mobilização de equipes de resgate e autoridades. A gravidade da ocorrência levou ao bloqueio total da BR-116 em ambos os sentidos, medida essencial para a segurança das operações de salvamento e para a investigação pericial. Com a pista intransitável, longas filas de veículos se formaram em ambos os lados, enquanto bombeiros, socorristas e policiais rodoviários federais trabalhavam arduamente na remoção das vítimas e na coleta das primeiras informações sobre a dinâmica do ocorrido.
O cenário caótico, marcado pela presença de ambulâncias, viaturas de emergência e o ruído intermitente das sirenes, contrastava drasticamente com a paisagem normalmente tranquila da rodovia. Os primeiros levantamentos no local confirmaram a magnitude da tragédia: o ônibus, que havia partido de Pelotas com destino a São Lourenço do Sul, transportava dezenas de passageiros, dos quais 11 tiveram suas vidas ceifadas no impacto. Feridos foram prontamente socorridos e encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas, enquanto apenas cinco ocupantes do coletivo conseguiram sair ilesos, testemunhando o horror do acidente que paralisou a região e chocou o país. O motorista da carreta, por sua vez, sofreu apenas ferimentos leves e foi submetido a teste de etilômetro com resultado negativo.
Quem Eram as Vítimas: Identificação e Histórias Interrompidas
As onze vidas tragicamente perdidas no acidente envolvendo um ônibus e uma carreta na BR-116, em Pelotas, foram oficialmente identificadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Todos os falecidos eram passageiros do ônibus da empresa Santa Silvana, que havia partido de Pelotas com destino a São Lourenço do Sul. A tragédia, ocorrida na manhã de sexta-feira (2/1) no Km 491 da rodovia, chocou a região e revelou uma dolorosa perda de indivíduos com idades variando de 34 a 85 anos, cujas trajetórias foram abruptamente interrompidas.
Entre as vítimas fatais, destaca-se o motorista do coletivo, Luiz Anselmo da Silva, de 57 anos. Natural de São Lourenço do Sul, Luiz Anselmo teve seu velório realizado neste sábado (3/1) na capela da cidade, em um ambiente de profunda comoção. Sua morte sublinha o risco inerente às profissões de transporte e a vulnerabilidade de todos os que utilizam as estradas, deixando um vazio para seus familiares e para a comunidade que o conhecia.
A lista completa dos passageiros que perderam a vida inclui Carlos Roberto Blank, 34 anos; Luís Fernando Pinto Ramson, 47 anos; e Paulo Lages da Silva, 61 anos, todos de São Lourenço do Sul. De Pelotas, foram confirmadas as mortes de Dalvino Frank, 73 anos; Aida Weber, 72 anos; e Daizi Moraes Jalil Isa, 85 anos. Completam a dolorosa relação Neisa Jovelina Fernandes Ribeiro, 77 anos, de Bagé; Galileu da Silva Ribeiro, 70 anos, de Candiota; Jaqueline dos Santos Duarte, 47 anos, cuja naturalidade é Oriximiná, no Pará; e Vera Regina Foster de Souza, 52 anos, também natural de São Lourenço do Sul. Cada nome representa uma história, um projeto de vida e uma família enlutada, evidenciando a dimensão humana da catástrofe que abalou o sul do estado.
Resgate e Atendimento: Feridos e Ilesos Pós-Colisão
Após a violenta colisão envolvendo uma carreta e um ônibus da empresa Santa Silvana na BR-116, em Pelotas, equipes de resgate atuaram rapidamente no local do acidente, no Km 491, para prestar socorro às vítimas. A cena, que se configurava como uma das mais graves tragédias rodoviárias recentes na região, mobilizou efetivos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros. A prioridade inicial foi a retirada dos feridos das ferragens e o encaminhamento para atendimento médico urgente, com a pista totalmente bloqueada em ambos os sentidos para facilitar as operações.
Um total de doze pessoas foram socorridas com vida e imediatamente transportadas ao Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas. Entre os feridos, o motorista da carreta foi atendido no local e, apesar de ter sofrido apenas ferimentos leves, foi submetido ao teste do etilômetro, que resultou negativo, afastando a suspeita de embriaguez. A maioria dos passageiros do ônibus que sobreviveram apresentava diferentes graus de lesões, demandando cuidados intensivos. A complexidade do resgate foi agravada pela extensão dos danos aos veículos e pela dificuldade de acesso às vítimas.
Em meio ao cenário de devastação, apenas cinco dos ocupantes do ônibus conseguiram sair ilesos do veículo, um número reduzido diante da quantidade total de passageiros e da violência do impacto. A operação de resgate e atendimento foi coordenada para otimizar o transporte dos feridos, garantindo que chegassem às unidades de saúde com a maior brevidade possível. O trabalho conjunto das forças de segurança e saúde foi crucial para minimizar o impacto da tragédia sobre os sobreviventes, embora o balanço de vítimas fatais tenha se elevado consideravelmente, confirmando a gravidade do sinistro.
Investigação em Andamento: Causas e Responsabilidades
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou uma minuciosa investigação para apurar as causas e determinar as responsabilidades pelo trágico acidente na BR-116, em Pelotas, que resultou na morte de 11 pessoas e deixou 12 feridos. As equipes de perícia técnica estiveram no quilômetro 491 da rodovia desde a madrugada de sexta-feira, coletando vestígios, realizando levantamentos topográficos e análises forenses para reconstruir a dinâmica da colisão frontal entre a carreta e o ônibus da empresa Santa Silvana.
Os peritos examinam detalhadamente as condições dos veículos envolvidos, buscando indícios de falha mecânica, mau funcionamento de sistemas de freios ou problemas na estrutura. O tacógrafo do ônibus, um equipamento vital para registrar velocidade e tempo de condução, será crucial para a análise. Da mesma forma, a carreta terá seus sistemas verificados. Um ponto relevante já esclarecido é que o motorista da carreta, que sofreu ferimentos leves, passou pelo teste do etilômetro com resultado negativo, afastando a hipótese de embriaguez. No entanto, outras variáveis como excesso de velocidade, imprudência, fadiga, distração ou condições da pista permanecem sob rigorosa averiguação para ambos os condutores, incluindo o motorista do ônibus, Luiz Anselmo da Silva, que está entre as vítimas fatais.
Além da análise técnica, a investigação se debruça sobre os depoimentos de testemunhas oculares e dos sobreviventes feridos que puderam fornecer informações. A Polícia Civil já iniciou a fase de oitiva de envolvidos e familiares das vítimas. O objetivo final é estabelecer a sequência exata dos eventos que levaram à tragédia e imputar as devidas responsabilidades criminais e civis. A complexidade do cenário e o número elevado de vítimas exigem tempo e detalhamento, com as autoridades indicando que o inquérito deverá prosseguir por semanas até a apresentação de um relatório conclusivo, essencial para a justiça e para a prevenção de futuros acidentes.
Impacto na Comunidade e Medidas de Apoio
A tragédia na BR-116 gerou profunda consternação e luto nas comunidades de Pelotas e São Lourenço do Sul, cidades diretamente afetadas pela perda de 11 vidas. A notícia do acidente, que envolveu um ônibus que fazia a rota entre os dois municípios, espalhou-se rapidamente, chocando familiares, amigos e moradores. Muitas das vítimas eram residentes locais, o que amplifica o sentimento de perda coletiva e cria uma atmosfera de pesar palpável. A identificação dos corpos, incluindo a do motorista do ônibus, Luiz Anselmo da Silva, cujas homenagens já se iniciaram, trouxe uma dolorosa confirmação da extensão do desastre, mergulhando as famílias em um sofrimento imensurável e as cidades em um período de luto oficial e solidariedade.
Em resposta a essa catástrofe, diversas iniciativas de apoio estão sendo mobilizadas para mitigar o sofrimento das vítimas e seus entes queridos. As prefeituras de Pelotas e São Lourenço do Sul, em conjunto com órgãos assistenciais e de saúde, estão coordenando a oferta de suporte psicológico e social. Equipes especializadas estão à disposição para acompanhar os familiares das vítimas fatais e os 12 feridos hospitalizados, oferecendo escuta qualificada e amparo em um momento de extrema vulnerabilidade. A solidariedade da população também se manifesta em campanhas de doação, como as de sangue para os hospitais que atendem os feridos, e em arrecadação de fundos para auxiliar nas despesas funerárias e de recuperação.
Além do apoio direto às vítimas, a comunidade reflete sobre a segurança nas estradas e as possíveis causas da tragédia. As autoridades competentes, incluindo a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal, intensificam as investigações para esclarecer os detalhes do ocorrido, buscando respostas que possam prevenir futuros acidentes. O impacto na BR-116, com o bloqueio da via e os transtornos no tráfego, também ressaltou a fragilidade das conexões regionais. A mobilização se estende à empresa Santa Silvana, que opera a linha afetada, e a outras entidades de transporte, que reavaliarão protocolos de segurança em um esforço conjunto para restabelecer a confiança e garantir a segurança dos passageiros.
Fonte: https://www.metropoles.com
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Nicolás Maduro Capturado: Acusações de Narcoterrorismo pelos EUA
A Inusitada Captura de Maduro e Cilia Flores
A notícia da captura de Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores, gerou um impacto sísmico na política global. A ação, descrita como um “sequestro” militar e confirmada pessoalmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representou um ápice na escalada das tensões entre Washington e Caracas. A informação foi inicialmente divulgada pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi, neste sábado (3), anunciando que ambos seriam levados a julgamento em tribunais norte-americanos, um movimento de magnitude geopolítica sem precedentes recentes na região.
Os detalhes das acusações foram rapidamente especificados. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. As imputações contra o líder venezuelano eram de extrema gravidade: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos. Contudo, Bondi optou por não detalhar publicamente, no momento do anúncio, as acusações específicas que pesavam sobre Cilia Flores.
Em declarações firmes publicadas no X (antigo Twitter), Pamela Bondi assegurou que Maduro e Flores “em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”. A procuradora-geral fez questão de agradecer ao presidente Trump por sua “coragem” em exigir responsabilização e às “bravas Forças Armadas” dos EUA pela “incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”. Em um contraponto direto, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, condenou veementemente a presença de tropas estrangeiras no país, classificando o ataque como “vil e covarde” e apelando por ajuda internacional. Este episódio ocorreu em um contexto de atritos crescentes, incluindo bombardeios dos Estados Unidos a embarcações em águas caribenhas nos meses anteriores à captura.
As Acusações Formais de Narcoterrorismo e Armas
As acusações formais contra Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, detalham um extenso rol de crimes graves, conforme revelado pela procuradora-geral estadunidense Pamela Bondi. O líder venezuelano foi formalmente indiciado no Distrito Sul de Nova York, um tribunal conhecido por lidar com casos complexos de crime organizado internacional. A principal imputação é a de conspiração para narcoterrorismo, uma acusação que implica o uso de fundos ou lucros do tráfico de drogas para financiar atividades terroristas ou para o controle de territórios por meios violentos, representando uma ameaça direta à segurança e estabilidade regional e internacional.
Além da gravíssima acusação de narcoterrorismo, Maduro também enfrenta imputações de conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, o que o conecta diretamente às redes de tráfico de entorpecentes que impactam o território americano. Complementando essas acusações, há também a posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, bem como a conspiração para a posse desses armamentos. Estas denúncias sugerem um envolvimento não apenas com o tráfico de drogas, mas também com a capacidade de empregar violência armada em larga escala, elevando o nível de periculosidade percebida pelas autoridades americanas. Todas estas ações são categorizadas como crimes contra os Estados Unidos, sublinhando a seriedade e a jurisdição que as autoridades americanas reivindicam para o julgamento.
O Endosso da Procuradora Pamela Bondi e do Presidente Trump
A procuradora-geral estadunidense Pamela Bondi desempenhou um papel central na divulgação da captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, confirmando que ambos seriam julgados em tribunais dos Estados Unidos. A notícia da ação militar que resultou na detenção do líder venezuelano foi endossada e confirmada pelo próprio Presidente Donald Trump. Bondi especificou que o casal foi indiciado no Distrito Sul de Nova York, marcando um passo significativo na ofensiva jurídica dos EUA contra o governo venezuelano, com implicações diretas para a política externa e a segurança regional.
Em suas declarações públicas, Bondi detalhou as graves acusações contra Maduro, que incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse desses armamentos contra os Estados Unidos. A procuradora-geral utilizou a plataforma X (anteriormente Twitter) para reforçar a iminência do julgamento, afirmando que os capturados “em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”. Contudo, as acusações específicas contra Cilia Flores não foram detalhadas por Bondi no comunicado.
O endosso de Pamela Bondi à liderança presidencial foi enfático e público. Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, ela expressou profunda gratidão ao Presidente Trump por sua “coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano”. Bondi também estendeu “um enorme agradecimento” às Forças Armadas dos EUA pela “incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”. Este reconhecimento sublinha a coordenação e o apoio mútuo entre a administração Trump e o Departamento de Justiça na condução desta complexa e sensível operação de alto perfil.
A Resposta Veemente da Venezuela e o Apelo por Ajuda
A resposta venezuelana à captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores foi imediata e enfática, liderada pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Em declarações contundentes, Padrino rejeitou veementemente a presença de tropas estrangeiras em território nacional, classificando a ação militar dos Estados Unidos como um “ataque vil e covarde”. Esta postura reflete a indignação oficial de Caracas diante do que é considerado uma flagrante violação da soberania e um ato de agressão direta, escalando as tensões a um nível sem precedentes na região.
Em meio à condenação, o Ministro Padrino lançou um apelo urgente por ajuda internacional, buscando solidariedade e apoio para confrontar a intervenção externa. Este pedido surge no contexto de meses de crescente pressão e hostilidades, incluindo bombardeios a barcos venezuelanos por parte dos Estados Unidos nas águas do Caribe. A população venezuelana, por sua vez, recolheu-se em incerteza, sem saber o que o futuro reserva após o ataque, evidenciando o clima de apreensão que permeia o país e a necessidade percebida de uma resposta global coordenada.
O clamor por assistência de Caracas encontrou eco em algumas capitais, intensificando o debate sobre a legalidade e as implicações da operação estadunidense. Cuba, aliada histórica da Venezuela, prontamente condenou o episódio como um “ataque criminoso” dos EUA, manifestando seu repúdio à ação. Paralelamente, no Brasil, o Itamaraty convocou uma reunião de emergência para discutir a “invasão” da Venezuela, sinalizando a grave preocupação regional e a busca por vias diplomáticas para gerenciar a crise e oferecer alguma forma de respaldo ou mediação.
Histórico de Tensões e Conflitos entre EUA e Venezuela
A relação entre os Estados Unidos e a Venezuela tem sido marcada por uma crescente hostilidade ao longo das últimas duas décadas, culminando nas acusações de narcoterrorismo contra Nicolás Maduro. A ruptura diplomática e ideológica aprofundou-se com a ascensão de Hugo Chávez ao poder em 1999, que inaugurou a “Revolução Bolivariana” com uma plataforma abertamente anti-imperialista e uma retórica frequentemente confrontadora em relação a Washington. Chávez buscou alianças com países considerados adversários dos EUA, como Cuba e Irã, e nacionalizou setores-chave da economia venezuelana, gerando atrito direto com interesses empresariais americanos. Os EUA, por sua vez, expressaram preocupação com o rumo democrático do país e com a estabilidade regional.
À medida que a influência de Chávez crescia na América Latina, as acusações mútuas escalaram. Washington passou a alegar que o governo venezuelano abrigava membros de grupos terroristas e traficantes de drogas, especialmente após a deterioração das relações com a Colômbia. Em resposta, Caracas acusou os EUA de interferência nos seus assuntos internos e de apoiar tentativas de desestabilização, incluindo o golpe de Estado de 2002 contra Chávez. Sob as administrações de George W. Bush e Barack Obama, sanções pontuais foram implementadas contra funcionários venezuelanos, visando indivíduos por corrupção e violação dos direitos humanos, mas sem atingir a economia de forma ampla.
A transição de Chávez para Nicolás Maduro em 2013, em meio a uma profunda crise econômica e política na Venezuela, marcou uma nova e mais intensa fase de confronto. Os EUA, sob a administração Trump, endureceram drasticamente sua postura, classificando o governo de Maduro como ilegítimo e aumentando significativamente o escopo das sanções, inclusive contra a estatal petrolífera PDVSA, vital para a economia venezuelana. Washington reconheceu Juan Guaidó como presidente interino em 2019 e incrementou a pressão diplomática e econômica para forçar uma transição democrática. A presença militar americana no Caribe, oficialmente para combate ao narcotráfico, foi percebida por Caracas como uma ameaça direta, culminando nas acusações formais de narcoterrorismo contra Maduro e seus colaboradores, elevando as tensões a um patamar sem precedentes.
As Implicações Legais e Geopolíticas da Operação
A captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores desencadeia um cenário de complexidade legal e geopolítica sem precedentes. No âmbito jurídico, as acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas de fogo nos Estados Unidos colocam um chefe de estado, ainda que contestado e agora deposto pela força, diante de um tribunal estrangeiro. A questão da imunidade soberana, tradicionalmente concedida a líderes de nações, será o epicentro de uma batalha legal. A procuradoria estadunidense, ao que parece, pretende desconsiderar essa proteção, fundamentando-se na natureza das acusações e na própria perspectiva de Washington sobre a legitimidade do regime venezuelano. O desenrolar do processo judicial, com exigência de provas robustas, promete ser um espetáculo de escrutínio internacional, com implicações profundas para o direito internacional e a soberania dos estados.
Geopoliticamente, a operação de captura representa uma escalada sem paralelo na doutrina de intervenção. A ação militar para deter um líder estrangeiro em seu próprio território – ou águas próximas, conforme menções a bombardeios no Caribe – é percebida por muitos como uma violação flagrante da soberania venezuelana, conforme denunciado pelo Ministro da Defesa Vladimir Padrino e condenado por aliados da Venezuela. Tal movimento não só aprofunda a já tensa hostilidade entre os EUA e a Venezuela, mas também desestabiliza a região latino-americana, forçando alinhamentos e provocando condenações veementes de países defensores da não-intervenção, como Cuba. A comunidade internacional observará atentamente as ramificações desta ação, que pode redefinir as regras de engajamento entre potências e nações soberanas, gerando um ambiente de imprevisibilidade e tensões crescentes.
Além das implicações imediatas, a operação de captura pode ter efeitos duradouros sobre as relações internacionais e a interpretação do direito global. A disposição dos EUA em usar força militar para impor sua jurisdição sobre um líder estrangeiro estabelece um precedente perigoso, levantando preocupações sobre a violação de princípios fundamentais da Carta da ONU e da soberania nacional. Países como Rússia e China, que mantêm relações com a Venezuela e frequentemente se opõem a intervenções ocidentais, provavelmente condenarão a ação veementemente, aumentando as tensões em um cenário geopolítico já frágil. A crise resultante poderá levar a um rearranjo de alianças na região e globalmente, com impactos na diplomacia, comércio e, potencialmente, na segurança. A legitimidade da operação e seus resultados serão debatidos por anos nos mais altos fóruns internacionais.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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