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Com mais de 9 mil casos de Covid-19, Acre prorroga decreto de isolamento social até 22 de junho
Governador chegou a acenar a favor da reabertura gradual do comércio no Acre, mas MP-AC e MPF foram contra. Estado registra 254 mortes pela doença.

Com mais de 9 mil casos de Covid-19, Acre prorroga decreto de isolamento social até 22 de junho — Foto: Diego Gurgel/Secom
Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco
O governador do Acre, Gladson Cameli, voltou a prorrogar o decreto que suspende as atividades não essenciais e o serviço público no estado até o dia 22 de junho. O novo decreto foi publicado em edição especial do Diário Oficial (DOE) na sexta-feira (12).
As atividades não essenciais estão suspensas no Acre desde o dia 20 de março, quatro dias depois que o estado confirmou os primeiros três casos de Covid-19.
A prorrogação do isolamento social ocorreu no dia em que o Acre confirma 204 novos casos e mais nove mortes pela doença. Com os dados, o número de infectados saltou para 9.295 e o de mortes para 254, conforme o boletim divulgado na sexta (12), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre).
A prefeitura de Rio Branco também manteve a suspensão das atividades consideradas não essenciais e das aulas nas escolas das redes pública e privada, e instituições de ensino superior da capital acreana até o dia 30 de junho.
O governador chegou a acenar a favor da reabertura gradual do comércio no Acre, durante coletiva na última terça-feira (9), mas acabou recebendo uma recomendação dos os Ministérios Público do Estado (MP-AC) e Federal (MPF) para que o comércio permanecesse fechado para evitar a proliferação do novo coronavírus.
Após a recomendação, em nota, o governo destacou que não tem medido esforços no combate ao novo coronavírus, a exemplo dos dois hospitais de campanha construídos para atender os pacientes infectados e outros.
Além disso, frisou que montou um plano chamado de Convívio Sem Covid para retomar a economias seguindo todas as recomendações para evitar a propagação do vírus no estado.
No novo decreto, publicado nessa sexta, o governo incluiu na lista de atividades que podem funcionar durante o período de quarentena as empresas que comercializem seus produtos por meio do serviço de drive-thru. Ou seja, aquele em que a venda ocorre através de circuito que permita ao cliente receber os produtos sem adentrar nos estabelecimentos.
Outra prorrogação foi com relação aos Alvarás de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (APPCI), assim como os alvarás sanitários expedidos pelo órgão de vigilância sanitária da Secretaria de Estado de Saúde.
Os documentos que estavam vigentes na data de 20 de março de 2020, podem ser considerados renovados “automaticamente” até 31 de dezembro de 2020. Conforme o decreto, está dispensada a emissão de novo documento de Alvará, mas os responsáveis devem manter todas as medidas de segurança contra incêndio e de proteção sanitária já exigidas.
Além do isolamento, segue valendo:
- Uso de máscara nos locais de públicos e privados;
- Limite de pessoas por estabelecimentos. Apenas uma pessoa de cada família por ir ao supermercado;
- Proibida a aglomeração de mais se 5 pessoas nos locais públicos;
- A abertura de escolas, creches, faculdades, centros universitários, bares, cursos, missas, igrejas, teatros, casas noturnas e outros estão suspensas.
- Medidas rígidas para evitar filas nas agências bancárias do estado.
- Proibida permanência de crianças e adolescentes de até 14 anos, sozinhos ou acompanhados, em filas internas ou externas, exceto nos casos de atendimento à saúde da própria criança.
O decreto permite também que sejam adotadas multas para as pessoas que descumprirem as determinações do poder público.
No caso dos órgãos públicos, o decreto reforça que a reabertura está prevista para o dia 1º de junho, porém desde que o retorno seja precedido da aprovação de protocolo de ações destinado a garantir a segurança dos servidores públicos e dos usuários dos serviços públicos.
Coronavírus no Acre
O Acre registrou 204 novos casos de Covid-19 nesta sexta (12), fazendo o número saltar de 9.091 para 9.295. Nas últimas 24 horas, o estado também atestou a morte de mais nove pessoas, sendo sete do sexo masculino e duas do feminino. Já são, no total, 254 mortos pela doença no estado.
Há ainda 346 exames aguardando o resultado no Lacen e Marieux. Já são 4.889 curados da doença em todo o Acre. O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril.
A taxa de contaminação é de 1.053,9 casos para cada 100 mil habitantes. Todas as 22 cidades do Acre já registram casos da doença.
Os leitos de UTI específicos para Covid-19 estão concentrados em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. São, ao todo, 48 leitos para atender pacientes graves no estado. Nesta sexta (12), 42 deles estavam ocupados, uma taxa de ocupação de 77%.
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Imunização de Assis Brasil é destaque no Alto Acre e celebra resultados em reunião de alinhamento para 2026
A Coordenação Municipal de Imunização de Assis Brasil realizou, nesta semana, uma importante reunião de agradecimento e alinhamento estratégico com a equipe de vacinadores e profissionais da rede municipal de saúde. O encontro marcou o encerramento do ciclo de ações de 2025 e deu início ao planejamento das estratégias de imunização para o ano de 2026.
O principal objetivo da reunião foi reconhecer o empenho e a dedicação dos profissionais que garantiram ao município o título de maior cobertura vacinal do Alto Acre em 2025, alcançando e, em diversos imunobiológicos, superando as metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Graças ao trabalho integrado da equipe, Assis Brasil obteve resultados expressivos em vacinas estratégicas do calendário nacional, como:
•BCG
•Pneumo 10
•Meningo C
•Tríplice viral (1ª dose)
•DTP
•Pólio VIP
•HPV
Esses avanços representam mais proteção à população, fortalecem a prevenção de surtos e garantem maior segurança sanitária para o município.
Durante a reunião, o Diretor Municipal de Imunização, Missias da Costa, destacou que os resultados alcançados são fruto de um trabalho que vai além da sala de vacina, contando com o apoio de diversos setores da Secretaria Municipal de Saúde. O diretor ressaltou o papel fundamental dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e das equipes que atuam diariamente nas unidades de saúde do município, contribuindo de forma direta para o alcance das metas.
A Prefeitura de Assis Brasil, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Assis Brasil, tem sido peça-chave nesse avanço, garantindo apoio institucional, planejamento estratégico e melhores condições de trabalho às equipes. O compromisso da gestão municipal com a saúde pública reflete-se nos investimentos contínuos em ações preventivas e na valorização dos profissionais, resultando em uma cobertura vacinal de excelência.
O encontro também foi um momento de alinhamento das metas para 2026, com foco no fortalecimento de estratégias como:
•Vacinação nas escolas, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE);
•Ações extramuros;
•Busca ativa de faltosos;
•Intensificação da vacinação em áreas rurais;
•Ampliação da cobertura da vacina contra o HPV em adolescentes.
A reunião reforçou ainda o compromisso da gestão municipal com a valorização dos profissionais da imunização, reconhecendo que o sucesso do programa é resultado direto do trabalho técnico, humano e responsável de cada servidor.
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Defesa Civil de Rio Branco já retirou 18 famílias de áreas de risco desde janeiro
Alagamentos, desmoronamentos e chuvas intensas mantêm capital em alerta; rios nas cabeceiras devem influenciar nível do Rio Acre nos próximos dias

Foto: ac24horas
O coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que 18 famílias já foram removidas de áreas de risco desde o início de janeiro em razão de alagamentos e desmoronamentos provocados pelas fortes chuvas na capital acreana. A declaração foi feita em entrevista ao repórter David Medeiros, do ac24horas Play, nesta quarta-feira (14).
As famílias foram encaminhadas para aluguel social transitório, por meio de ação conjunta entre a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social, após a constatação de que não havia condições seguras de permanência nos imóveis atingidos.
“São famílias impactadas por alagamentos de igarapés e por desmoronamentos, consequência direta do excesso de chuvas”, explicou Falcão.
Segundo o coordenador, o encaminhamento segue critérios técnicos rigorosos. Inicialmente, a família indica um local para moradia temporária; em seguida, o imóvel de origem passa por vistoria da Defesa Civil, que avalia a impossibilidade de retorno; por fim, é realizada avaliação socioeconômica pela Assistência Social. “Muitas dessas casas, mesmo após a vazante, ficam estruturalmente comprometidas e com risco iminente de desmoronamento”, afirmou.
Os desmoronamentos foram registrados principalmente nos bairros Preventório, Aeroporto Velho, Mocinha Magalhães e Parque das Palmeiras. Em outras áreas, embora não tenha ocorrido colapso total, o risco permanece elevado, exigindo monitoramento constante.
Falcão também atualizou a situação dos abrigos emergenciais construídos no Parque de Exposições a partir de dezembro de 2025. Ao todo, foram construídos 74 abrigos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Durante o período mais crítico, 156 famílias foram retiradas de áreas de risco, sendo 103 acolhidas em escolas devido às enxurradas.
“Restou um saldo de 53 famílias, e por isso construímos pelo menos 20 abrigos a mais do que o necessário naquele momento. Caso o Rio Acre volte a atingir a cota de transbordamento, de 15,40 metros, ainda teremos estrutura para atender a população”, garantiu.
Segundo o coordenador, em situação de emergência, é possível construir até 50 abrigos em 24 horas, seguindo orientação do prefeito Tião Bocalom.
Chuvas nas cabeceiras elevam preocupação
A Defesa Civil segue atenta ao comportamento dos rios nas cabeceiras. Em Brasiléia, o nível subiu 3,5 metros nas últimas 24 horas, situação semelhante à registrada em Xapuri, além da elevação do Rio Xapuri e do Riozinho do Rola, considerado um dos mais perigosos para a capital.
Apesar de Brasiléia já apresentar vazante, a preocupação é com o volume de água que ainda deve chegar a Rio Branco. “Essa água leva cerca de 60 horas para chegar e pode elevar ainda mais o nível do Rio Acre”, explicou Falcão.
A previsão da Defesa Civil é de que o impacto mais significativo ocorra a partir de sexta-feira, considerando o tempo de deslocamento das águas: Assis Brasil (72h), Brasiléia (60h), Xapuri (48h), Capixaba (24h) e Riozinho do Rola (3h).
Solo saturado agrava cenário
O coordenador destacou ainda que o solo de Rio Branco está cerca de 90% saturado, o que agrava a situação. “As chuvas intensas, como os 20,8 milímetros registrados na terça-feira, fazem com que a água escoe diretamente para os igarapés e para o rio, impedindo a vazante”, concluiu.














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