Conecte-se conosco

Acre

Com livro lançado durante aniversário de Brasiléia, professora Dolores eterniza sua trajetória de vida e educação

Publicado

em

Na noite desta terça-feira (2), o Centro Cultural de Brasiléia foi palco de uma emocionante celebração de alegria e reconhecimento. O lançamento do livro “A Jornada da Professora Dolores do Seringal à Sala de Aula”, escrito pela educadora aposentada Dolores da Paixão Vasconcelos Alexandrino. O evento integrou a programação oficial de comemoração dos 115 anos do município de Brasiléia, celebrado no dia 3 de julho.

Muito mais que o lançamento de uma obra literária, a noite foi uma homenagem à força, dedicação e legado de uma mulher que marcou gerações com seu amor pela educação. Nascida em um seringal, Dolores superou inúmeros obstáculos até se tornar uma das professoras mais queridas e respeitadas da região.

“Esse livro é um pedaço da minha alma, da minha caminhada aqui está nesse momento marcante da minha vida parte dos meus colegas que fazem parte da minha trajetória. Quero que minha história possa inspirar outras pessoas, meus ex queridos alunos, alunos e principalmente aqueles que sonham em ensinar e transformar vidas. “Educar é resistir, é amar, é acreditar que é possível transformar realidades. Esse livro é o meu presente para Brasiléia onde tanto aprendi e ensinei”, disse emocionada a autora, ao agradecer a presença de todos no lançamento.

Entre os presentes estavam o prefeito Carlinhos do Pelado, a presidente da Academia de Letras de Brasiléia, professora Gislene Salvatierra, além de vereadores, gestores, ex-colegas de trabalho, familiares, amigos e muitos ex-alunos, hoje profissionais formados, muitos dos quais atuando em Brasileia e até fora do estado.

A história da Professora Dolores é marcada pela entrega incansável à missão de ensinar. Aos 18 anos, iniciou sua carreira na Escola Barão do Rio Branco, lecionando para turmas multisseriadas. Ao longo das décadas, atuou como diretora de escolas, coordenadora de ensino, formadora de professores e referência na alfabetização de jovens e adultos inclusive em áreas rurais de difícil acesso.

Com humildade e coragem, assumiu responsabilidades em momentos críticos da educação local. “Nunca me neguei a ajudar, mesmo quando a situação era delicada. O que me movia sempre foi o compromisso com meus alunos e com a educação”, relembrou Dolores, aplaudida de pé por muitos dos que viveram essas histórias com ela.

A escolha do lançamento durante as comemorações de aniversário de Brasiléia não foi por acaso. Para a gestão municipal da Prefeitura de Brasileia, homenagear a Professora Dolores nesse momento histórico reforça a importância da memória, da cultura e da valorização daqueles que ajudaram a construir o município por meio da educação”. afirmou o prefeito.

“O legado da Professora Dolores está registrado não apenas neste livro, mas na vida de centenas de brasileenses que passaram por suas aulas. É uma história que merece ser conhecida, lida e lembrada”, afirmou o prefeito Carlinhos durante o evento.

A obra “A Jornada da Professora Dolores” é, segundo a autora, uma forma de compartilhar experiências que refletem a realidade de tantos outros professores espalhados pelo nosso município, estado e o país. Entre as mais de 180 páginas, está o retrato histórico de uma mulher que enfrentou desafios sociais, econômicos e geográficos sem jamais abandonar seus princípios.

A noite foi encerrada com uma sessão de autógrafos, onde a professora recebeu dezenas de convidados com abraços, sorrisos e dedicatórias personalizadas. Filas se formaram de ex-alunos, amigos e admiradores, todos ansiosos por um registro especial desse encontro com a educadora que fez e continua fazendo história em Brasiléia.


Por Fernando Oliveira
Fotos: Gennoci Nascimento
Secom/ Prefeitura de Brasileia

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Médico retira prego do intestino de criança de 3 anos por colonoscopia no Hospital do Juruá

Publicado

em

Procedimento evitou cirurgia invasiva; menino havia ingerido o objeto há oito dias e passa bem

Um menino de 3 anos teve um prego retirado do intestino por meio de uma colonoscopia realizada na noite desta sexta-feira (16), no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O procedimento foi conduzido pelo médico Marlon Holanda e evitou a necessidade de uma cirurgia abdominal invasiva. A criança passa bem.

O menino, identificado como Erick, mora com a família em Ipixuna, no interior do Amazonas, e teria engolido o prego cerca de oito dias antes da retirada. Seis dias após o ocorrido, ele foi transferido para o Acre, onde passou a receber acompanhamento médico especializado.

Inicialmente atendido pelo pediatra Rondney Brito, o paciente também foi monitorado pelas equipes de endoscopia e cirurgia do hospital. Durante todo o período de internação e ao longo do procedimento, a criança permaneceu estável, comunicativa e se alimentando normalmente.

Após a retirada do objeto, o médico Marlon Holanda comentou o caso nas redes sociais. “Criança de 3 anos engoliu prego: retirada por colonoscopia. Menos uma laparotomia no mundo”, escreveu.

A laparotomia é um procedimento cirúrgico que exige a abertura da parede abdominal para acesso aos órgãos internos, sendo indicada em casos mais complexos. Diferentemente dela, a colonoscopia é considerada minimamente invasiva, reduzindo riscos, tempo de recuperação e possíveis complicações para o paciente.

Comentários

Continue lendo

Acre

Riozinho do Rola apresenta leve recuo e indica estabilidade no nível do Rio Acre

Publicado

em

Afluente do Rio Acre caiu cerca de 6 centímetros nas últimas horas, segundo o SGB, enquanto o rio principal segue acima da cota de transbordamento em Rio Branco

O riozinho do Rola, principal afluente do Rio Acre antes da passagem pela área urbana de Rio Branco, apresentou uma leve tendência de recuo nas últimas horas. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam que o nível do manancial caiu cerca de 6 centímetros entre a madrugada e o início da manhã deste sábado (17).

De acordo com o SGB, às 1h15 o nível do rio era de 11,26 metros, passando para 11,20 metros na aferição das 7h15. Apesar de pequenas oscilações pontuais, o cenário observado é de recuo lento e controlado, sem sinais de elevação repentina.

Os dados pluviométricos reforçam a estabilidade. Nas últimas 24 horas, o volume de chuvas acumulado na região monitorada foi de aproximadamente 0,2 milímetro, considerado baixo. Durante a madrugada deste sábado, as estações não registraram precipitações significativas, o que contribuiu para a manutenção do recuo.

Mesmo com o comportamento estável do riozinho do Rola, o Rio Acre segue em situação crítica na capital. Segundo boletim da Defesa Civil Municipal, divulgado na manhã deste sábado (17), o nível do rio atingiu 14,22 metros às 5h17, permanecendo acima da cota de transbordamento, que é de 14 metros.

Ainda conforme a Defesa Civil, nas últimas 24 horas foram registrados 2,40 milímetros de chuva em Rio Branco. A cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros. As informações foram repassadas pelo coordenador municipal do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão.

Por ser o maior e mais importante afluente do Rio Acre antes de sua chegada à área urbana, o riozinho do Rola é considerado um indicador antecipado de possíveis alterações no nível do rio na capital. Historicamente, cheias ou elevações rápidas em sua bacia costumam refletir no Rio Acre algumas horas depois.

Comentários

Continue lendo

Acre

Rio Acre atinge 14,26 metros e segue acima da cota de transbordamento

Publicado

em

Foto: Sérgio Vale

O nível do Rio Acre alcançou 14,26 metros na medição das 9h deste sábado, 17, mantendo-se acima da cota de transbordamento em Rio Branco, que é de 14,00 metros, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com os dados oficiais, o rio apresentou elevação em relação à primeira medição do dia. Às 5h, o nível estava em 14,22 metros, indicando uma subida de 4 centímetros em poucas horas. A situação reforça o estado de atenção para áreas ribeirinhas da capital acreana.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado foi de 2,40 milímetros, quantidade considerada baixa, mas que ainda contribui para a manutenção do nível elevado do manancial, somando-se ao volume de água proveniente das cabeceiras e de afluentes.

A cota de alerta, estabelecida em 13,50 metros, já havia sido ultrapassada anteriormente, e o cenário atual mantém a Defesa Civil em monitoramento permanente.

 

Comentários

Continue lendo