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Com alta na arrecadação, deputados pressionam por aumento de emendas e ajustes no orçamento de 2026

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O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Aleac, deputado Tadeu Hassem, informou que a audiência pública da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 será realizada no dia 11 deste mês

Expectativa de crescimento econômico e recuperação fiscal alimentam disputa por recursos parlamentares; governo avalia impacto nas contas públicas. Foto: internet 

Dell Pinheiro

O crescimento da arrecadação tributária estadual reacendeu, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a disputa por mais espaço no orçamento de 2026. Deputados defendem elevar o valor das emendas individuais para R$ 5 milhões por parlamentar, o que ampliaria o total destinado às emendas impositivas para R$ 120 milhões — R$ 24 milhões acima do praticado no ano passado.

Esse movimento ocorre em meio ao aumento da receita tributária, que neste ano alcançou R$ 3,17 bilhões, cerca de R$ 104 milhões a mais que em 2023. Com a expansão da arrecadação, parlamentares cobram a correção de repasses e maior previsibilidade no pagamento das emendas. O Tesouro Estadual ainda precisa quitar, até o fim deste mês, R$ 22 milhõesreferentes a restos a pagar de 2024.

O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Aleac, deputado Tadeu Hassem, informou que a audiência pública da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 será realizada no dia 11 deste mês, no plenário da Aleac.

O debate sobre a distribuição dos recursos deverá ser marcado por pressões salariais. A magistratura pleiteia reposição de 8%, amparada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A previsão constitucional de repasse ao Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) é de 9,75%, mas, com o reajuste, o percentual pode ultrapassar o limite de 10%.

Hoje, o vencimento médio de um desembargador no Acre é de R$ 41.845,49. Um juiz de entrância inicial recebe R$ 39.753,21, enquanto um magistrado em início de carreira tem base salarial de R$ 37.765,55, e um juiz substituto, R$ 35.877,27.

Além do pleito da magistratura, tramita a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCRs) de diversas categorias, incluindo o retorno dos 3% da reestruturação da tabela da educação e a equiparação de 90% do salário para professores temporários. As propostas estão em fase inicial de análise.

Orçamento 2026: R$ 12,4 bilhões previstos

O governo estima um orçamento de pouco mais de R$ 12,4 bilhões para 2026, um aumento aproximado de 8% em relação ao aprovado no ano passado. A Receita Corrente Líquida (RCL) é calculada em R$ 10,72 bilhões, enquanto as despesas projetadas chegam a R$ 12,4 bilhões. A folha de pagamento deve atingir cerca de R$ 7,2 bilhões.

Atualmente, 25% do orçamento é destinado aos demais poderes e instituições autônomas. Para elevar esse percentual, seria necessário ampliar o repasse para 26% da receita.

A proposta orçamentária distribui o bolo da seguinte forma:
  • Governo do Acre – 75,19%
  • Tribunal de Justiça – 9,75%
  • Assembleia Legislativa (Aleac) – 6,26%
  • Ministério Público do Acre – 5%
  • Tribunal de Contas do Estado (TCE) – 2,3%
  • Defensoria Pública – 1,5%

O orçamento atual, aprovado no fim do ano passado, é de R$ 12,15 bilhões, somando recursos próprios e de outras fontes — valor R$ 1,3 bilhão superior ao orçamento de 2024.

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Flávio anuncia proposta para acabar com reeleição para presidente

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou nesta quarta-feira (25/2) que vai apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição para a presidência da República.

O texto ainda está na fase de coleta de assinaturas e deve ser protocolado, oficialmente, no Senado apenas depois de o parlamentar reunir, no mínimo, 27 assinaturas.

Flávio anunciou a proposta em reunião com deputados e senadores da bancada do PL no Congresso. No encontro, o senador cobrou “união” dos correligionários e pediu ajuda para construir a sua campanha ao Planalto.

Segundo o texto da PEC sugerido por Flávio, apenas governadores e prefeitos poderão continuar a ser reeleitos. As reeleições para o Palácio do Planalto seriam proibidas, ainda de acordo com a proposta.

O senador afirmou que a medida é um “gesto” à população e uma demonstração de que ele não pretende disputar a Presidência por “um projeto pessoal.

“Protocolei uma proposta para confirmar aquilo que já havia dito de que presidente da República deve ser presidente por um mandato apenas. Estou fazendo um gesto público. Acho que é um gesto que dou para mostrar que não é um projeto pessoal, é de país”, disse.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Dívida pública federal atingiu R$ 8,6 trilhões em janeiro de 2026

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Michael Melo/Metrópoles
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A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,641,13 bilhões em janeiro, aumento de 0,07% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (25/2) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 74,79 bilhões, neutralizado, em parte, pelo resgate líquido, no valor de R$ 68,76 bilhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal iniciou o ano fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.


Entenda a dívida pública federal

  • A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
  • As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
  • A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
  • Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
  • Em 2025, o estoque da dívida pública federal somou R$ 8,6 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (15% ao ano). Em janeiro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

  • Taxa Flutuante (Selic): 49,42%;
  • Índices de Preços (IPCA): 26,35%;
  • Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 20,65%; e
  • Câmbio: 3,58%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras, que diminuiu em janeiro. O estoque passou de R$ 2,7 trilhões para R$ 2,6 trilhões. A participação do grupo caiu para 31,92%.

A participação da Previdência Social na DPF chegou a 22,66%. O estoque se manteve em R$ 1,8 trilhão.

Fundos de Investimento têm participação de 21,36%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,69%, com estoque de R$ 890 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,63%, com estoque de R$ 302 bilhões;
Governo tem participação de 2,76%, com estoque de R$ 230 bilhões; e
Outros têm participação de 6,97%, com estoque de R$ 580 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em janeiro em comparação a dezembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão diminuiu 8,59%, passando de R$ 1,1 trilhão para R$ 1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 6,77 meses de vencimentos de títulos.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Senado aprova corte de impostos com impacto de R$ 1,1 bilhão em 2026

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Jefferson Rudy/Agência Senado
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O Senado aprovou, nesta quinta-feira (25/2), um projeto para reduzir os impostos da indústria química e petroquímica. A renúncia fiscal estimada para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, será de R$ 1,1 bilhão.

O projeto prevê a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a cadeia da indústria química e petroquímica no país.

O texto se manteve como veio da Câmara dos Deputados. Sob a relatoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o cálculo é de que R$ 2 bilhões seriam compensados com a arrecadação do corte de benefícios fiscais e da taxação de bets e fintechs, aprovado pelo Congresso no ano passado.

A medida alcança tanto a produção nacional quanto a importação de insumos considerados estratégicos para o setor, com o objetivo de diminuir custos e ampliar a competitividade das empresas.

Segundo a proposta, a desoneração busca estimular investimentos, fortalecer a produção interna e garantir maior previsibilidade tributária às companhias que atuam nesse segmento da economia.

A redução ocorre de forma escalonada:

  • De janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, as alíquotas passam para 1,52% (PIS/Pasep) e 7% (Cofins);
  • De março a dezembro de 2026, caem ainda mais, para 0,62% (PIS/Pasep) e 2,83% (Cofins).

O benefício vale para centrais petroquímicas e indústrias químicas que utilizam matérias-primas, como etano, propano, butano, nafta petroquímica, gás natural, amônia e condensados, além de derivados como eteno, propeno, benzeno, tolueno e butadieno.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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