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Com 3,5 milhões de bovinos, Acre se torna livre da aftosa sem vacinação; ‘novas perspectivas’
Estado é livre da aftosa desde 2005. Com novo status pode alcançar novos mercados.

Acre deve ser reconhecido como área livre da aftosa — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Alcinete Gadelha
Após mais de 15 anos de se tornar livre da aftosa, o Acre alcançou o status sanitário de livre da doença sem vacinação.
O reconhecimento ocorreu por meio da assinatura de uma instrução normativa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta terça-feira (11).
Em março deste ano, o estado tinha passado por uma auditoria para se tornar zona livre da aftosa sem vacinação, mas não foi aprovado. Agora, quatro meses depois, com a nova avaliação, foi reconhecido.
“O rebanho acreano já é reconhecido, as pessoas vêm de longe buscar esse gado justamente pela qualidade e excelência dessa carne e isso só vem a somar. Acreditamos que em um curto espaço de tempo vai implicar também em grandes melhorias, aperfeiçoamento da cadeia produtiva tanto das indústrias como da pecuária em si e também acreditamos que trará novas perspectivas de mais empregos que o nosso estado tanto precisa”, disse o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), José Francisco Thum.
O Acre tem um rebanho estimado de 3,5 milhões de bovinos e, ao longo do ano, o estado chega a movimentar R$ 1,5 bilhão e com o novo status, o agronegócio abre novas portas e pode alcançar mercados mais exigentes e que pagam mais.
“Esse processo é histórico, faz parte da história da pecuária do Acre desde a década de 70 quando começaram a chegar aqui os primeiros pecuaristas e depois os próprios acreanos foram se engajando e foram se tornando grandes pecuaristas. Esse caminho vem sendo trabalhado por essas cinco décadas e, felizmente, a gente teve agora a felicidade do ápice dessa questão”, acrescentou Thum.
Processo
O Acre passou por um processo até ser reconhecido como área livre da aftosa. Ainda em 2019, o estado recebeu uma quantia de R$ 2 milhões para investir na melhoria das unidades no estado.
Em março, equipes do governo federal fizeram as últimas vistorias relacionadas à estrutura física, controle e de pessoal para saber se estavam adequadas para garantir a vigilância sanitária da produção de gado.
Já nesta segunda vez, a auditoria ocorreu por meio de vídeoconferência, no mês de julho, e depois foi encaminhada a documentação para o Ministério. O presidente disse que o próximo passo é preparar para a auditoria da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) que deve ocorrer no ano que vem, para que o estado receba o selo definitivo.
Com a mudança vêm as oportunidades. Thum afirma que ainda não foi feita uma projeção de quanto pode aumentar a movimentação financeira, mas que esta deve ser uma consequência.
“Estimativa exata ninguém tem, mas com certeza haverá uma grande valorização com esse novo status sanitário. Tanto que hoje pela manhã pessoas de São Paulo, Mato Grosso estavam me ligando, isso para a gente ter noção da dimensão que isso toma a nível de Brasil”, concluiu.
Suspensão da vacinação
A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa, que seria no mês de maio, foi suspensa no Acre pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mesmo assim, os pecuaristas precisam declarar o rebanho e, por isso, o órgão estuda uma maneira para que isso seja feito pela internet. O prazo para envio das declarações começa dia 1º de maio e segue até 15 de junho.
Mas, mesmo com a vacinação suspensa, o estado continuou com as ações para ser certificado como área livre de aftosa sem vacinação.
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Monitorado por tornozeleira eletrônica é preso com espingarda calibre 12 em Rio Branco
Arma foi localizada após denúncia anônima durante patrulhamento da Polícia Militar no bairro Cidade Nova
O monitorado por tornozeleira eletrônica Elivan Machado Melo, de 28 anos, foi preso na noite desta quinta-feira (22), acusado de posse ilegal de arma de fogo, durante uma ação da Polícia Militar na Rua Salgueiro, no bairro Cidade Nova, região do Segundo Distrito de Rio Branco.
De acordo com informações repassadas por policiais do 2º Batalhão, a guarnição realizava patrulhamento de rotina quando foi abordada por um transeunte, que denunciou a presença de indivíduos reunidos em uma residência com a intenção de praticar crimes na região. Segundo o relato, o imóvel estaria localizado ao lado de uma casa de dois pavimentos, próximo a uma esquina.
Com base nas informações, os militares se deslocaram até o endereço indicado. Ao estacionarem a viatura em frente à residência, os policiais ouviram barulhos de pessoas correndo em direção ao fundo do quintal. Diante da suspeita, a equipe se dividiu e realizou um cerco na quadra para efetuar as abordagens.
Durante as diligências, uma testemunha acionou o 190 informando que suspeitos teriam atravessado seu imóvel portando uma arma de fogo de grosso calibre. Na sequência, os policiais localizaram Elivan Machado Melo tentando pular o muro de uma residência para acessar a via pública.
O suspeito foi abordado e submetido à revista pessoal, mas nada de ilícito foi encontrado com ele naquele momento. No entanto, durante buscas nas residências por onde ele teria passado, os militares localizaram uma espingarda calibre 12, municiada com sete cartuchos intactos.
Diante dos fatos, Elivan recebeu voz de prisão por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla), juntamente com a espingarda e as munições apreendidas, para a adoção das medidas cabíveis.
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MEC demite professor do IFAC preso por tortura e agressão contra aluno no Acre

Momento em que o ex-professor do Ifac era conduzido pelos policiais civis de Xapuri que cumpriram a ordem de prisão emitida pela Comarca local – Foto: arquivo
Decisão publicada no Diário Oficial encerra processo administrativo; caso segue na esfera criminal
O Ministério da Educação (MEC) demitiu o professor Uilson Fernando Matter, do Instituto Federal do Acre (IFAC), preso em fevereiro de 2024 por amarrar, espancar e tentar dopar um aluno de 15 anos em um caso que teve ampla repercussão no estado. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22) e conclui o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado no âmbito do ministério.
De acordo com o despacho, o docente foi considerado culpado pelas infrações funcionais de valimento do cargo e ofensa física em serviço, previstas na Lei nº 8.112/1990, que rege os servidores públicos federais. O ato é assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que acolheu integralmente o relatório final da comissão de inquérito, além dos pareceres da Corregedoria e da Consultoria Jurídica do MEC, determinando a exclusão definitiva do servidor dos quadros do IFAC. O documento também convalida todos os atos praticados durante a tramitação do processo, garantindo a regularidade da apuração.
O caso veio à tona em dezembro de 2023, após investigações da Polícia Civil do Acre apontarem que o adolescente, aluno do professor, teria sido levado a uma propriedade rural de Uilson Matter, no município de Xapuri. No local, o jovem teria sido amarrado, agredido fisicamente e submetido a violência psicológica. A motivação das agressões estaria relacionada ao suposto desaparecimento de uma bicicleta.
O estudante passou por exame de corpo de delito, que confirmou as lesões. Com o avanço das investigações, o professor foi preso em fevereiro de 2024. Paralelamente à apuração criminal, o IFAC afastou o docente de suas funções e instaurou o processo administrativo disciplinar, que resultou na demissão agora oficializada.
Com a publicação no Diário Oficial da União, o MEC encerra a esfera administrativa do caso. A decisão, no entanto, não interfere no andamento do processo criminal, que segue tramitando de forma independente na Justiça. À época dos fatos, o IFAC informou que colaborou com as autoridades e reafirmou o compromisso institucional com a segurança dos estudantes e o combate a qualquer forma de violência no ambiente educacional.
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Vídeo: Caminhão capota na BR-317 após perder controle em curva durante chuva
Acidente ocorreu próximo ao km 13, entre Epitaciolândia e Xapuri; estado de saúde do motorista é desconhecido
Um caminhão que trafegava pela BR-317 capotou na tarde desta quarta-feira (21) após o motorista perder o controle da direção em uma curva, nas proximidades do km 13 da rodovia, no trecho entre o município de Epitaciolândia e Xapuri, Rio Branco. O acidente aconteceu em meio a condições climáticas adversas, com registro de chuva e pista escorregadia na região de fronteira do Acre.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que o veículo saiu da pista, mas foi impedido de cair em um barranco graças à proteção metálica instalada no local, conhecida como guard rail. No mesmo trecho, há cerca de três meses, um caminhão boiadeiro carregado de animais também havia capotado, o que reforça o histórico de acidentes na área.
Até o momento, não há informações oficiais sobre a identidade nem sobre o estado de saúde do motorista. Também não foi confirmado se a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para atender a ocorrência. As causas do acidente devem ser apuradas.
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