Brasil
CGU aponta desvio de finalidade em R$ 947 mil de emendas PIX na gestão de Mazinho Serafim em Sena Madureira
Com o relatório finalizado, o caso será encaminhado ao Ministério Público Federal, que pode decidir pela abertura de investigação

O relatório cita, por exemplo, uma histerectomia que deveria custar até R$ 907 e foi paga integralmente com recursos das emendas. Foto: captada
Uma inspeção da Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou problemas no uso de R$ 947 mil em emendas PIX destinadas a Sena Madureira entre 2022 e 2024, período da gestão do ex-prefeito Mazinho Serafim. O levantamento analisou três repasses enviados por parlamentares do Acre, cada um com uma finalidade específica, mas o relatório aponta que nenhuma delas foi cumprida.
O dinheiro deveria ter sido aplicado em três áreas:
– R$ 75 mil para recuperação de becos com tijolos maciços, enviados pelo senador Sérgio Petecão;
– R$ 514 mil para manutenção de prédios públicos, destinados pela deputada Meire Serafim;
– R$ 331 mil para ações culturais e reforma da prefeitura, enviados pelo deputado federal Eduardo Velloso.
Mesmo assim, segundo a CGU, todo o valor acabou sendo transferido para a Santa Casa, em Rio Branco, hoje chamada Instituto Brasil Amazônia de Serviços de Saúde. A prefeitura disse que o repasse serviu para cobrir 6.600 procedimentos médicos. Porém, os auditores descobriram que muitos desses serviços foram pagos por valores muito acima do limite permitido na tabela do SUS, em alguns casos, mais de 1.800% acima.
O relatório cita, por exemplo, uma histerectomia que deveria custar até R$ 907 e foi paga integralmente com recursos das emendas. Cirurgias de hérnia chegaram a R$ 8.029, enquanto o valor máximo no SUS é de R$ 419. Já a retirada de vesícula, que tem teto de R$ 996, foi paga por R$ 7.947.
A CGU reforça que pagamentos acima da tabela precisam ser cobertos pelo próprio município. “Todos os valores superiores ao da tabela SUS deveriam ser custeados com recursos municipais, não com recursos das transferências especiais”, destaca o órgão.
Além da questão financeira, os auditores também apontaram falta de organização na gestão dos contratos. A Santa Casa manteve as contratações por mais de dois anos, sempre renovadas sem justificativa ou planejamento, resultando em três prorrogações entre 2022 e 2024.
Outro ponto levantado foi um possível conflito de interesses no uso de parte da emenda de R$ 331 mil enviada pelo deputado Eduardo Velloso. Uma fatia do recurso pagou cirurgias oftalmológicas realizadas em um hospital da família do parlamentar, onde ele já foi sócio. A CGU recomendou que isso seja investigado para verificar possível vantagem política ou econômica.
A defesa do ex-prefeito Mazinho Serafim diz que o processo tem falhas. Segundo seu advogado, Serafim não foi avisado para apresentar esclarecimentos e, quando a CGU pediu informações, quem estava no comando da prefeitura já era Gerlen Diniz, adversário político, que não respondeu. O defensor afirma que vai pedir novo prazo: “Vamos protocolar a defesa junto à CGU. Tentei reunião com o superintendente para pedir a garantia do contraditório e da ampla defesa, mas não conseguimos agenda”, declarou.
Com o relatório finalizado, o caso será encaminhado ao Ministério Público Federal, que pode decidir pela abertura de investigação. Também podem ser aplicadas punições administrativas, cobrança de ressarcimento e até medidas na área criminal, caso seja necessário.
Comentários
Brasil
Vigilante dorme com cigarro aceso e provoca incêndio de prejuízo milionário. Vídeo

Um vigilante que trabalhava em um pátio às margens da BR-153, em Uruaçu, no norte de Goiás, foi apontado pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5/2), como responsável por um incêndio de grandes proporções que destruiu caminhões e máquinas pesadas e causou prejuízo milionário no último dia 13 de janeiro. A investigação concluiu que o fogo começou após o funcionário adormecer com um cigarro aceso dentro da cabine de um dos veículos.
Assista:
No início das apurações, o vigilante afirmou ter sido vítima de um assalto e disse que criminosos teriam provocado o incêndio antes de fugirem do local. A versão, porém, foi contestada ao longo da investigação conduzida pela Delegacia de Uruaçu.
Com apoio da Superintendência de Inteligência da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Polícia Científica, foram realizados exames periciais e análises técnicas que descartaram a hipótese de incêndio provocado intencionalmente por terceiros. Os laudos indicaram que o foco inicial do fogo teve origem na cabine de um dos caminhões.

Diante das provas reunidas, o vigilante confessou que o incêndio foi causado de forma culposa. Ele admitiu que estava fumando dentro do veículo, acabou adormecendo e deixou o cigarro aceso, o que deu início às chamas. O funcionário também reconheceu que inventou o relato de assalto para tentar se eximir da responsabilidade.
Com os fatos esclarecidos, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O vigilante foi indiciado pelo crime de incêndio culposo, quando não há intenção de provocar o incidente.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
Comentários
Brasil
Acre tem 3º maior potencial de mercado do Norte, aponta ranking nacional de competitividade
Estado aparece à frente de Pará e Amazonas em pilar que mede capacidade de crescimento econômico e expansão do mercado; ranking foi divulgado pelo Centro de Lideranças Públicas

Com peso de 8,2% na composição geral do Ranking de Competitividade, o pilar reforça que o potencial de mercado não depende exclusivamente do tamanho da economia. Foto: captada
O Acre conquistou o 3º lugar no pilar Potencial de Mercado entre os estados da região Norte, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP). Nacionalmente, o estado aparece em 6º lugar nesse indicador, à frente de unidades federativas com PIB maior, como Pará e Amazonas.
O pilar Potencial de Mercado avalia não apenas o tamanho atual da economia, mas também a capacidade de expansão nos próximos anos, considerando crescimento recente do PIB, perspectiva de ampliação da força de trabalho e condições do mercado de crédito. Com peso de 8,2% no índice geral de competitividade, o indicador reflete a capacidade de crescimento sustentável e geração de oportunidades em médio e longo prazo.
Na região Norte, o Acre ficou atrás apenas de Roraima e Tocantins, e à frente de Amapá, Rondônia, Pará e Amazonas. O resultado destaca a posição relativa do estado no cenário econômico regional, ainda que o Acre ocupe a 26ª posição no ranking nacional geral de competitividade.
Comentários
Brasil
RJ: Justiça decreta prisão preventiva de argentina acusada de racismo

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) aceitou, nesta quinta-feira (5/2), a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e decretou a prisão preventiva da turista argentina Agostina Páez, de 29 anos, por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. O caso ocorreu em 14 de janeiro.
Ao Metrópoles, o MPRJ confirmou que a Justiça aceitou a denúncia.
Agostina Páez foi flagrada em vídeo (veja abaixo) fazendo os gestos e sendo repreendida pelas amigas.
Por determinação da Justiça, a turista está impedida de deixar o Brasil. Ela teve o passaporte apreendido e está usando tornozeleira eletrônica. A denúncia do MPRJ foi oferecida na segunda-feira (2/2) ao Poder Judiciário.
De acordo com a ação penal, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor.
Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a influencer dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
Ainda segundo a denúncia, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.
O MP rejeitou a versão apresentada pela argentina de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, “especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta”, diz o MPRJ.
Influencer argentina
Agostina Páez é advogada, influencer filha de um empresário do ramo de transportes na Argentina.
A argentina é filha de Mariano Páez, que responde por violência de gênero no país. De acordo com a mídia local, Mariano foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan.
Em dezembro, a Justiça argentina concedeu liberdade provisória ao empresário, impondo medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento constante. O caso segue sob investigação.
Agostina Páez tem conflito com a ex-companheira do pai. Segundo o La Nación, Páez apresentou uma queixa contra Estefanía Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.
No TikTok, Páez conta com mais de 80 mil seguidores, mas o perfil está desativado no momento. No Instagram, a conta encontra-se suspensa. A advogada é natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Você precisa fazer login para comentar.