Conecte-se conosco

Acre

Cercado por hidrelétricas, Acre continuará pagando mais caro por energia em agosto

Publicado

em

O consumidor terá que pagar, a mais, R$ 5,50 para cada 100 kWh usados

Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

Mesmo estando cercados por grandes hidrelétricas geradoras de energia, e com sua capacidade de geração beneficiada pelo grande volume de águas da região amazônica, os acreanos continuarão pagando por uma eletricidade mais cara em agosto por conta de reservatórios em níveis baixos em partes do Sul e Sudeste. O que justifica isso? A integração do Acre ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que faz o Estado ter que comprar energia com geração de custos elevados.

Por conta da crise hídrica, o governo se viu obrigado a ter que acionar as usinas termelétricas para produzir energia, compensando, assim, a escassez nas hidrelétricas com pouco volume de água. Enquanto isso, usinas no Norte como Santo Antônio, em Porto Velho, e outras no Amazonas e Pará, desfrutam de abundância de água para gerar eletricidade, graças ainda ao chamado “inverno amazônico”, período de chuvas intensas no Norte.

Mas nada disso impediu o Acre de entrar na bandeira vermelha, que é a cobrança tarifária da conta de luz calculada conforme os custos da geração. Nesta sexta-feira (31), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu prorrogar a bandeira vermelha neste mês de agosto, alegando que as despesas continuarão altas. Com isso, o consumidor terá que pagar, a mais, R$ 5,50 para cada 100 kWh usados.

A assessoria de imprensa da Eletrobras/AC informou que a bandeira vermelha também será cobrada dos acreanos em agosto, seguindo a diretriz da Aneel. Em fevereiro, ContilNet tinha pedido os dados de quais unidades geradoras no País a empresa comprava sua energia; a informação foi negada.

O conselho de consumidores de energia, colegiado com voz dentro da Eleotrabas, quer a revisão desta medida no Acre. Para alguns membros ouvidos pela reportagem, não se justifica o Estado, vizinho a grandes hidrelétricas e com os níveis dos rios não comprometidos, ter que pagar pela seca no Sul e Sudeste.

De acordo com o jornalista Ivan de Carvalho, que representa os consumidores residenciais no conselho, um pedido para esta revisão já foi protocolado na Aneel. A agência alegou que somente o Ministério de Minas e Energia pode alterar o modelo. O atual ministro da pasta, Eduardo Braga, é ex-governador e senador licenciado pelo Amazonas.

Em agosto, os conselhos dos 27 Estados vão se reunir no Espírito Santo. Uma das pautas será livrar as regiões não afetadas pela seca ter que arcar com o prejuízo alheio.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Governador Gladson Camelí acompanha subida do Rio Acre e reforça ações de apoio às famílias

Publicado

em

O major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, informou que já está em funcionamento o posto de comando integrado, reunindo Defesa Civil municipal e estadual, Corpo de Bombeiros e demais secretarias

O governador Gladson Camelí acompanhou neste sábado, 17, a elevação do nível do Rio Acre, em Rio Branco, e destacou as ações dos órgãos de Comando e Controle para reduzir os impactos da cheia sobre a população. Ele também fez um apelo à colaboração e empatia dos moradores diante do momento crítico, reforçando que a união é essencial para evitar danos maiores.

Na Gameleira, o major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, apresentou ao governador as medidas adotadas para atender a população atingida na capital e confirmou que, às 16h, o nível do manancial já havia alcançado 14,40 metros. As cotas de alerta e de transbordo do Rio Acre são de 13,50 metros e 14 metros, respectivamente.

No fim de dezembro, o governo do Acre decretou situação de emergência em seis municípios atingidos pela elevação do nível dos rios. Desde então, o Estado vem apoiando as Defesas Civis municipais de Tarauacá, Feijó, Santa Rosa do Purus, Rio Branco, Plácido de Castro e Porto Acre, por meio de ações integradas de monitoramento e assistência humanitária.

Prioridade tem sido amenizar impactos e garantir segurança das pessoas, destacou o governador. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Estamos trabalhando para evitar que mais pessoas precisem deixar suas casas e sofram prejuízos. A tendência é de baixa, mas, diante do volume de chuvas, precisamos manter ações de governo para reduzir os impactos”, afirmou o governador.

Ele também fez um alerta à população sobre os riscos de acidentes às margens do rio. “Muita gente vem pescar ou observar a enchente, mas é fundamental ter cuidado e consciência. Há casas alagadas e situações que exigem sensibilidade e responsabilidade. Nossa prioridade é a prevenção”, disse.

Governador garantiu que o Estado seguirá atuando em todos os municípios atingidos. Foto: Diego Gurgel/Secom

O governador garantiu que o Estado seguirá atuando em todos os municípios atingidos. “Não apenas em Rio Branco, mas em qualquer cidade que esteja sofrendo com a elevação das águas, estaremos juntos para amenizar a dor das famílias. Já determinei às equipes que não deixem para amanhã o que precisa ser feito hoje”, concluiu.

O major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, informou que já está em funcionamento o posto de comando integrado, reunindo Defesa Civil municipal e estadual, Corpo de Bombeiros e demais secretarias.

Rio Acre chegou a 14,40 metros na tarde deste sábado, 17. Foto: Diego Gurgel/Secom

Segundo ele, o atendimento às famílias atingidas ocorre de forma coordenada. “O Rio Acre apresenta elevação lenta e progressiva, o que até agora afetou poucas pessoas. Com a cota de 14,40 metros, já atendemos 13 famílias, cerca de 30 pessoas, que foram alojadas no Parque de Exposições. Além disso, sete famílias indígenas foram direcionadas para a Escola Leôncio de Carvalho, em respeito às suas tradições”, explicou

O comandante destacou que a expectativa é de estabilização do nível do rio nos próximos dias. “Imaginamos que amanhã o ritmo de subida diminua e, se tudo der certo, na segunda-feira [19] o rio comece a estabilizar e depois a baixar. Permaneceremos de prontidão durante todo o período para garantir o melhor atendimento à população”, afirmou.

Atualmente, dois locais de abrigo estão em funcionamento: o Parque de Exposições, com capacidade para 70 famílias, oito já ocupadas, e a Escola Leôncio de Carvalho, destinada ao grupo indígena.

Santos também ressaltou o papel da tecnologia no enfrentamento da cheia. “O aplicativo Família Segura e a plataforma Climate têm sido fundamentais para agilizar a comunicação e o planejamento das ações. Essas ferramentas permitem acompanhar em tempo real o número de famílias atingidas e facilitam a tomada de decisões”, finalizou.

O major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, apresentou ao governador as medidas adotadas para atender a população atingida. Foto: Diego Gurgel/Secom

Comentários

Continue lendo

Acre

Vestibular de Medicina da Ufac tem 2º e decisivo dia neste domingo com mudanças na logística

Publicado

em

Provas de Ciências da Natureza e Matemática serão aplicadas; portões abrem às 11h para evitar transtornos em Cruzeiro do Sul, como também em Rio Branco

Os candidatos inscritos testarão seus conhecimentos em Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias (P3 e P4). Foto: captada 

O segundo e último dia do vestibular de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) acontece neste domingo (18), com as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. Após problemas de logística no primeiro dia, a universidade antecipou a abertura dos portões para as 11h, garantindo quase duas horas de intervalo antes do fechamento, para facilitar o acesso e evitar congestionamentos.

A expectativa é de maior fluidez na organização, depois de transtornos ocorridos no domingo passado, quando candidatos enfrentaram dificuldades para chegar a tempo aos locais de prova. Mais de 5,4 mil inscritos concorrem às 80 vagas oferecidas, sendo a primeira edição do processo seletivo próprio da Ufac para o curso, após a saída do Sisu.

As provas começam às 13h, após o fechamento dos portões às 12h30. A recomendação é que os candidatos cheguem com antecedência, levando documento de identidade original, caneta preta transparente e comprovante de inscrição.

Segundo dia

Diferente da primeira fase, que focou em Linguagens e Humanas, este domingo exige fôlego para cálculos e raciocínio científico.

  • Conteúdo: Provas de Biologia, Química, Física e Matemática.

  • Horário de Abertura: 11h (Horário local).

  • Fechamento dos Portões:12h45 (Impreterivelmente).

  • Início dos Exames: 13h.

A organização reforça que o candidato deve portar apenas caneta esferográfica de tinta preta e corpo transparente, além do documento de identidade original com foto. O uso de aparelhos eletrônicos é estritamente proibido e pode causar a eliminação imediata.

Comentários

Continue lendo

Acre

Rio Tarauacá volta a subir levemente, mas permanece abaixo da cota de transbordamento

Publicado

em

O rio Tarauacá registrou uma nova e ligeira elevação ao meio-dia deste sábado (17), mas segue dentro do leito e abaixo da cota de transbordamento. Conforme boletim divulgado pela Diretoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a medição das 12h apontou 8,86 metros, um acréscimo de 1 centímetro em relação aos 8,85 metros registrados às 9h.

Apesar da pequena subida, o nível do manancial permanece abaixo da cota de transbordamento, fixada em 9,50 metros. No entanto, segue acima da cota de alerta, que é de 8,50 metros, mantendo o município em estado de atenção.

A oscilação indica que, após a queda mais acentuada registrada na sexta-feira, quando o rio deixou a cota de transbordamento, o Tarauacá atravessa um período de estabilidade relativa, com variações pontuais em um patamar considerado mais seguro do que o observado nos dias mais críticos da cheia.

O cenário recente ajuda a dimensionar o alívio parcial da população e das equipes de emergência. Há poucos dias, a enchente atingiu milhares de moradores e centenas de residências, exigindo a distribuição de alimentos, água potável e atendimentos médicos em larga escala. Balanço oficial divulgado no dia 15 apontou mais de 5,2 mil residências afetadas e cerca de 12 mil pessoas impactadas, além de desalojados e desabrigados, o que mobilizou bombeiros, policiais e servidores municipais em uma operação emergencial.

Comentários

Continue lendo