Conecte-se conosco

Acre

Cai 96% número de Haitianos que entram no Brasil pelo Acre

Publicado

em

montagem_abrigo_mudadaO Acre tem deixado de ser a principal rota para entrada de imigrantes haitianos no país desde que o Brasil ampliou a emissão de vistos pelas embaixadas em Porto Príncipe (Haiti), Quito (Equador) e Lima (Peru). Em 2015, houve uma queda de 96% no número de haitianos ilegais que chegaram ao Brasil pelo estado.

Enquanto em janeiro houve o registro de 1.393 imigrantes, em dezembro esse número despencou para 54, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh).

Dados da Divisão de Imigração do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) apontam que a emissão de vistos a haitianos subiu 1.537% de 2012 a 2015. Isso mostra que os imigrantes têm entrado no país regularizados por capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, em vez de fazer a longa e cara viagem para entrar ilegalmente pelo Acre.

Vistos
Nos últimos quatro anos, foram emitidos 38.065 vistos permanentes para haitianos pelas embaixadas do Brasil – 30.385 em Porto Príncipe, 7.655 em Quito, e 25 em Lima, segundo o Itamaraty. Enquanto em 2012 foram emitidos 1.255 vistos, em 2015 o número saltou para 20.548.

No abrigo montado em Rio Branco, o cenário é muito diferente do registrado anos anteriores, quando o estado recebia até 100 haitianos diariamente. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Nilson Mourão, atualmente, o abrigo tem recebido no máximo duas pessoas por dia.

O Acre se tornou uma rota vegetativa, mas nada disso garante que vai continuar assim por mais tempo […] Estamos na fase de observação. Agora, eles estão vindo pela rota legal, desembarcando em São Paulo e Rio de Janeiro”
Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre

“Chegamos a receber 100 por dia. Por isso, quando as viagens [dos imigrantes para outros estados] não ocorriam, chegamos a um número de 2,2 mil pessoas em Brasileia e 1,5 mil em Rio Branco”, afirma.

Até a noite desta terça-feira (5), de acordo com o secretário, estavam no abrigo apenas dez imigrantes – entre haitianos, dominicanos e senegaleses.

Desde 2010, quando passou a ser rota de imigração, o Acre recebeu mais de 43 mil pessoas, conforme a secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos.

“O Acre se tornou uma rota vegetativa, mas nada disso garante que vai continuar assim por mais tempo. Numa frequência de cinco meses tem se mantido assim, mas não temos garantias. Estamos na fase de observação. Agora, eles estão vindo [ao Brasil] pela rota legal, desembarcando em São Paulo e Rio de Janeiro”, explica Mourão.

Sonho da casa própria no Brasil

O dominicano Wilner Estime, de 40 anos, diz que deixou os três filhos e a esposa na República Dominicana em busca de uma vida melhor e do sonho de ter a casa própria no Brasil. Ele conta que está no Acre desde o dia 4 deste mês, mas que saiu de sua terra natal em setembro de 2015.

Estime contou ainda que decidiu se aventurar e vir pela rota ilegal, pois a prioridade para retirada do visto em seu país era para grupos que estavam com famílias completas. Como ele vinha sozinho e não sabia quando conseguiria o visto, resolveu fazer a rota pelo Acre.

O dominicano diz que a saudade já começou a doer, mas que no fim, a espera e a distância da família vai valer a pena. Estime informou que até que ele consiga um emprego, a família vai ficar mandando dinheiro para que ele possa seguir para Santa Catarina, estado escolhido para firmar residência no Brasil.

montagem_abrigo21

“Quero uma residência em Santa Catarina e depois mando buscar minha família. Demorei muito para chegar no Brasil porque não conseguia tirar o visto e não queria chegar sem visto. As pessoas aqui são muito atenciosas”, diz.

Como foi facilitada a tiragem do visto, eles pegam um avião, gastam menos, vêm em segurança e tranquilos”
Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre

Mais segurança e custo menor
Para entrar no país de forma legal, o imigrante retira o visto em Porto Príncipe e, por via aérea, consegue chegar diretamente ao Brasil, por um custo que não chega a US$ 2 mil, segundo o secretário Nilson Mourão.

“Como foi facilitada a tiragem do visto, eles pegam um avião, gastam menos, vêm em segurança e tranquilos”, afirma.

Pela rota ilegal, os haitianos faziam uma viagem de 15 dias, que poderia custar entre US$ 3,5 mil e US$ 5 mil, segundo o secretário. “Essa diferença de valores, de US$ 1,5 mil, dependia do grupo, que podia ser mais ou menos explorado, principalmente, no interior do Peru, Equador e por taxistas brasileiros em Assis Brasil”, diz Mourão.

Os imigrantes saiam do Haiti e iam até a República Dominicana. De avião, seguiam até oEquador. Depois, por terra, cruzavam a fronteira e entravam no Peru, por onde chegavam ao município acreano de Assis Brasil e seguiam para Brasileia.

Ao anunciar a ampliação da emissão de vistos nas embaixadas brasileiras, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que um dos objetivos era justamente combater a atuação de grupos exploradores em rotas clandestinas.

Emissão de vistos
Segundo o Itamaraty, em 28 de setembro de 2015 foi inaugurado em Porto Príncipe, em parceria entre a Embaixada do Brasil no Haiti e a Organização Mundial para a Imigração, um novo centro de atendimento para demandas de vistos de haitianos que querem ir ao Brasil.

Ainda segundo o órgão, em 2015, a média diária de vistos para haitianos foi de aproximadamente 78. As emissões de vistos têm prazos estipulados e seguem as resoluções normativas do Conselho Nacional de Imigração (CNIg).

Abrigo deve ser mantido

Mesmo com queda na quantidade de imigrantes instalados no abrigo de Rio Branco, Mourão explicou ao G1 que o local não deve ser desativado. Ele afirma que o governo possui um contrato a cumprir até o final do mês de junho.

“Temos que aguardar pelo menos até o final de junho para ver se esses números se estabilizam. Caso isso aconteça, é porque a rota foi desativada”, afirmou.

montagem_abrigo1

Desde 2010, o Acre se tornou porta de entrada no Brasil para imigrantes ilegais, que utilizam a fronteira do Peru com a cidade de Assis Brasil, distante 342 km da capital. Os haitianos são maioria entre os que utilizaram a rota. Os grupos deixaram sua terra natal depois que um forte terremoto que matou mais de 300 mil pessoas e devastou parte do país em 2010.

A Tribuna

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Polícia Militar fortalece rede de proteção à mulher com capacitação e expansão da Patrulha Maria da Penha

Publicado

em

A Polícia Militar do Acre (PMAC) segue avançando no combate à violência doméstica com o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha. Criada em 2019 como um núcleo experimental na capital, a unidade especializada celebra seis anos de atuação expandindo suas fronteiras: hoje, já está presente em oito municípios do estado, garantindo que o suporte às mulheres com medidas protetivas chegue aos locais mais distantes.

Ações da Patrulha Maria da Penha seguem em expansão no estado do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Nesta última segunda-feira, 9, policiais militares que atuam na Patrulha em Rio Branco e nos municípios do interior participaram de mais uma capacitação no Comando-Geral da Polícia Militar, com o objetivo de aprimorar cada vez mais o serviço prestado á população. Além disso, os profissionais também realizaram ações de fiscalização do cumprimento das medidas protetivas, em diversos bairro da capital.

Diferente do policiamento ostensivo comum, a Patrulha Maria da Penha atua de forma autônoma dentro da Diretoria Operacional. Segundo o Subcomandante-Geral da Polícia Militar do Acre (PMAC), coronel K.Albuquerque, o objetivo é criar uma “unicidade de atuação” em todo o estado, garantindo que a resposta técnica seja padronizada, respeitando as particularidades de cada regional.

Coronel K.Albuquerque, o objetivo é criar uma “unicidade de atuação” em todo o estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

“A violência contra a mulher é uma mazela que não se limita à segurança pública. Ainda assim, buscamos dar a melhor resposta possível dentro da nossa esfera de responsabilidade”, explica o Cel. K.Albuquerque. O serviço é considerado uma resposta “mais elaborada” e conta com o apoio direto do Governo do Estado, Poder Judiciário e Ministério Público.

Para manter a excelência no atendimento, a corporação investe continuamente na formação de seus quadros. Entre os novos rostos que reforçam a linha de frente está a Cabo, Joseane Baldez. Com seis anos de polícia e apenas uma semana na unidade especializada, ela destaca a importância do preparo técnico para lidar com a complexidade do tema.

Militar ingressou na Patrulha a convite da coordenação, motivada pelo desejo de atuar na área social e protetiva. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

“É uma capacitação fundamental para podermos atender ainda melhor as mulheres, passando as informações corretas sobre as medidas protetivas. Eu espero ajudar muito nesse processo”, afirma a militar, que ingressou na Patrulha a convite da coordenação, motivado por seu desejo de atuar na área social e protetiva.

Monitoramento

Sob a gestão da Tenente-Coronel Cristiane Soares, a Patrulha hoje monitora aproximadamente 400 mulheres em todo o Acre. O acompanhamento consiste na fiscalização rigorosa do cumprimento das decisões judiciais. Se o agressor descumpre o distanciamento, a Patrulha intervém, podendo resultar em prisões em flagrante ou uso de tornozeleira eletrônica.

Dados de 2025 reforçam a confiança no sistema, pois no ano,  nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio no estado, pontuou a coordenadora da Patrulha.Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Os dados de 2025 reforçam a confiança no sistema, pois no ano,  nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio no estado.

A  coordenadora  reforça que a atuação vai além da fiscalização. A patrulha atua na prevenção, com a realização de ações em escolas e grandes eventos. Nas ações de conscientização, panfletagens para educar homens e mulheres sobre relacionamentos abusivos. Sobre o fluxo de atendimento, em emergências, a orientação é ligar 190. Após a expedição da medida protetiva pelo Judiciário, a Patrulha assume o caso e realiza o monitoramento contínuo dessas mulheres.

“É fundamental que as mulheres confiem no sistema e solicitem a medida protetiva. Nossas estratégias de fiscalização mostram que essas medidas ajudam a preservar a vida das vítimas.”, finaliza a Tenente-Coronel.

Em caso de emergência, ligue para o 190. Para orientações sobre medidas protetivas e apoio especializado, procure a unidade da Polícia Militar mais próxima ou a Delegacia da Mulher (Deam).









The post Polícia Militar fortalece rede de proteção à mulher com capacitação e expansão da Patrulha Maria da Penha appeared first on Noticias do Acre.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

Comentários

Continue lendo

Acre

Ipsos/Ipec: governo Lula é desaprovado por 51% e aprovado por 43%

Publicado

em

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula

De acordo com a pesquisa Ipsos/Ipec, divulgada nesta terça-feira (10/3), 51% dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governa o país, enquanto 43% aprovam o governo federal. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento indica estabilidade em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro passado. Na ocasião, 42% aprovavam e 52% desaprovavam o governo Lula. Segundo a Ipsos/Ipec, as variações observadas estão dentro da margem de erro.

Além da aprovação, a pesquisa também avaliou a percepção geral sobre a administração federal. Nesse indicador, 33% dos entrevistados classificaram o governo como ótimo ou bom. O número teve uma alta de três pontos percentuais em relação ao estudo anterior.

A avaliação ruim ou péssima se manteve em 40%, enquanto 24% consideram a gestão regular.

A avaliação positiva é mais expressiva entre eleitores que declararam voto em Lula em 2022, moradores do Nordeste, pessoas com menor renda e entrevistados com 60 anos ou mais.

Por outro lado, a avaliação negativa é mais forte entre quem votou em Jair Bolsonaro (PL) na última eleição, pessoas com renda familiar superior a cinco salários mínimos, evangélicos e entrevistados com ensino superior.

A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas, entre os dias 5 e 9 de março deste ano, em 131 municípios brasileiros. O levantamento ouviu pessoas com 16 anos ou mais e tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de até dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Comentários

Continue lendo

Acre

Câmara de Brasiléia realiza homenagem pelo Dia Internacional da Mulher

Publicado

em

Café da manhã especial reuniu servidoras e convidadas em momento de reconhecimento e valorização

A Câmara Municipal de Brasiléia realizou, na manhã desta terça-feira, uma homenagem especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O evento aconteceu nas dependências da Casa Legislativa e contou com um café da manhã oferecido às servidoras e convidadas.

A iniciativa foi conduzida pelo presidente da Câmara, Marquinhos Tibúrcio, com a participação dos demais vereadores do município de Brasiléia.

O encontro reuniu funcionárias da instituição e convidadas em um momento de confraternização, respeito e valorização. Durante a homenagem, os parlamentares ressaltaram a importância do papel das mulheres na família, no mercado de trabalho e no desenvolvimento da sociedade.

Segundo o presidente da Casa, celebrar a data é uma forma de reconhecer a força, a dedicação e as conquistas das mulheres que contribuem diariamente para uma sociedade mais justa e igualitária.

A Câmara Municipal também destacou que a ação reforça o compromisso do Legislativo em valorizar e apoiar as mulheres, reconhecendo sua importância na construção de um futuro melhor para a população.

Comentários

Continue lendo