Geral
Busca por Raquel Nobre, desaparecida há 23 dias, segue sem pistas após revista a casa em Rio Branco
Irmã relata que polícia e membros da igreja revistaram residência no bairro João Eduardo, mas não encontraram a mulher, que tem esquizofrenia e depende de medicamentos

A irmã de Raquel, Olivia Nobre, disse que uma casa no bairro João Eduardo chegou a ser revistada e que o morador informou que a mulher “passou” na residência. Foto: captada
A busca por Raquel Nobre de Lima, 37 anos, desaparecida desde 11 de dezembro em Rio Branco, continua sem resultados concretos. Neste sábado (3), a irmã da desaparecida, Olivia Nobre, informou que uma casa no bairro João Eduardo foi revistada pela Polícia Civil após membros de uma igreja obterem informações de que Raquel poderia estar no local.
Andamento das buscas:
-
Revista na casa: O morador afirmou que Raquel “só passou por lá” e não estava mais no imóvel;
-
Identidade do homem: Ainda não se sabe se o residente é o mesmo idoso visto com Raquel antes do desaparecimento;
-
Mobilização comunitária: Membros de igrejas e voluntários têm percorrido bairros da capital em busca de pistas.
Perfil da desaparecida:
Raquel é esquizofrênica, faz uso de medicamentos controlados e não portava celular quando sumiu. Ela costuma usar vestidos e óculos escuros e tem como último endereço conhecido o bairro Ivete Vargas.
Apelo da família:
“Pedimos que qualquer pessoa com informação, por menor que seja, entre em contato conosco ou com a polícia”, reforçou Olivia Nobre.
Contatos para informações:
-
Olivia Nobre: (68) 99909-4108
-
Fábio Nobre: (68) 99988-0511
-
Polícia Civil: Disque 197 ou delegacias especializadas.
Casos de desaparecimento de pessoas com transtornos mentais exigem agilidade, pois a falta de medicação pode agravar a desorientação e a vulnerabilidade. A ausência de câmeras em vários pontos da cidade dificulta a reconstituição do trajeto.
A Polícia Civil deve intensificar as diligências nas regiões próximas ao João Eduardo e Ivete Vargas. A família espera que a divulgação massiva da foto de Raquel em redes sociais e veículos de comunicação ajude a localizá-la.
A mobilização de igrejas e voluntários tem sido fundamental na busca, mas a ausência de um protocolo estadual para desaparecidos limita a ação oficial. Enquanto isso, cada hora sem notícias aumenta o risco para a integridade de Raquel.
Comentários
Geral
Apenas 21% dos pedidos de refúgio feitos pelo Acre foram aprovados em 2025
Dados do Observatório das Migrações Internacionais mostram que maioria das solicitações terminou em extinção, apesar do aumento do fluxo migratório pela crise na Venezuela

Foto: Sérgio Vale
Dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) revelam que apenas pouco mais de um quinto das solicitações de refúgio feitas por estrangeiros que ingressaram no Brasil pelo Acre em 2025 tiveram decisão favorável. Ao longo do ano, foram analisados 850 pedidos, dos quais 180 resultaram em deferimento, o equivalente a 21,2% do total.
Os números ganham ainda mais relevância diante do agravamento da crise política e humanitária na Venezuela ao longo de 2025, que intensificou os fluxos migratórios na região e reforçou o papel do Acre como uma das principais portas de entrada de estrangeiros no país em busca de proteção internacional.
Entre os municípios acreanos, Epitaciolândia concentrou a maior parte das entradas, com 488 solicitações, seguida por Assis Brasil, com 264. Rio Branco registrou 95 pedidos, enquanto Cruzeiro do Sul contabilizou apenas três solicitações no período analisado.
Quanto à nacionalidade, a Venezuela aparece de forma amplamente majoritária. Dos 850 pedidos que deram entrada pelo Acre, 487 foram feitos por venezuelanos, representando cerca de 57,3% do total. Em seguida aparecem Colômbia (85), Cuba (83) e Peru (57). Outros países, como Argentina, Chile, Equador, Haiti e Síria, tiveram números menores, além de um registro de pessoas apátridas.
No detalhamento das decisões, 154 pedidos foram deferidos e 26 tiveram extensão deferida, totalizando 180 decisões favoráveis. A maioria dos processos, entretanto, terminou em extinção, com 591 casos, além de 76 arquivamentos e apenas três indeferimentos formais.
Entre os solicitantes venezuelanos, o padrão se repete. Do total de pedidos apresentados por cidadãos daquele país, 154 foram deferidos, sete arquivados e 326 extintos, indicando que, embora os venezuelanos liderem amplamente as solicitações, apenas uma parcela consegue o reconhecimento oficial da condição de refugiado.
Quanto ao perfil dos solicitantes, 491 são homens e 359 mulheres, mantendo a predominância masculina nos pedidos registrados no estado.
Comentários
Geral
Defesa Civil identifica movimentação no solo sob ponte do Igarapé Redenção

Foto: Marcos Araújo/SECOM
A Secretaria Municipal de Defesa Civil de Rio Branco identificou, durante vistoria técnica realizada neste sábado (3), movimentações no solo sob a ponte sobre o Igarapé Redenção, localizada no km 6 da estrada Jarbas Passarinho, no bairro Apolônio Sales. A estrutura foi inaugurada no dia 3 de outubro do ano passado, pela Prefeitura da capital.
A obra, construída em concreto e aço, recebeu investimento de R$ 4,5 milhões, com recursos do governo federal e contrapartida do município, e foi entregue com a promessa de pôr fim ao isolamento de mais de 3 mil famílias da zona rural da região. A ponte tem 70 metros de comprimento, 7 metros de largura, duas passarelas para pedestres e sistema de iluminação.
Em entrevista, o secretário municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, esclareceu que, apesar da movimentação identificada no terreno, não há, até o momento, qualquer comprometimento da estrutura da ponte.
“Não foi identificada complicação na estrutura da ponte. O que existe é uma movimentação no terreno. Estamos acompanhando tudo. Terá que ser tomada alguma medida de contenção, após avaliação de engenharia”, afirmou o secretário.

Foto: Defesa Civil de Rio Branco/Cedida
Segundo a Defesa Civil, o acompanhamento será contínuo e novas vistorias devem ser realizadas para avaliar a necessidade de intervenções no solo, com o objetivo de garantir a segurança da obra e da população que utiliza a via.
A situação chama atenção por envolver uma estrutura recém-inaugurada, apresentada pela gestão municipal como moderna, duradoura e preparada para resistir a inundações. A Prefeitura ainda não informou quando a avaliação técnica de engenharia será concluída nem quais medidas de contenção poderão ser adotadas.
Comentários
Geral
Guerra de facções foi a causa de quase metade dos homicídios no Acre em 2025
Municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital. Foto: captada
Geovany Calegário
A violência que nasce nas disputas entre facções criminosas continua deixando marcas profundas no Acre. Em becos, ruas e periferias, conflitos que se arrastam silenciosamente ao longo dos anos seguem transformando estatísticas em histórias interrompidas. Em 2025, esse cenário voltou a se refletir nos números oficiais da segurança pública do estado.
Dados do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre, por meio da Coordenação de Dados Estatísticos, apontam que, dos 134 homicídios registrados no estado ao longo de 2025, 62 tiveram origem em conflitos entre facções criminosas. Embora o número represente uma redução em relação aos anos anteriores, a presença constante desse tipo de crime evidencia que a disputa por território e poder ainda ocupa um lugar central na dinâmica da violência letal no estado.

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital/Foto: Reprodução
A análise comparativa com 2024 e 2023 mostra uma queda gradual nas mortes associadas a esses confrontos, mas também revela a permanência de um padrão: a concentração dos casos em áreas urbanas estratégicas, sobretudo na capital, e o impacto contínuo sobre comunidades já vulneráveis, onde o conflito armado entre grupos criminosos se impõe como uma realidade cotidiana.
Entre as vítimas de homicídios relacionados a conflitos de facção em 2025, 60 eram homens e duas mulheres. A capital Rio Branco concentrou a maior parte desses crimes, com 38 casos. No interior, Cruzeiro do Sul apareceu em seguida, com nove registros, enquanto Epitaciolândia contabilizou cinco casos. Outros municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos.
Os dados também revelam o acesso dessas organizações a armamentos, pois faz parte do modos operandi do crime, já que das 62 mortes relacionadas a conflitos de facção, 49 foram provocadas por disparos de arma de fogo.

Dados de 2025 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
O comparativo com 2024 mostra que, naquele ano, o Acre contabilizou 156 homicídios, sendo 66 ligados a disputas entre facções criminosas. Na ocasião, todas as vítimas desse tipo de crime eram homens, o que evidencia a predominância masculina nesse recorte da violência.
Ainda em 2024, Rio Branco voltou a concentrar a maior parte dos casos, com 42 homicídios relacionados a facções. Brasiléia teve seis registros, enquanto Feijó e Cruzeiro do Sul contabilizaram quatro cada. Também houve ocorrências em Assis Brasil, Tarauacá, Bujari, Sena Madureira, Mâncio Lima e Porto Acre.
Assim como no ano seguinte, as armas de fogo foram o principal meio utilizado nos homicídios ligados a facções em 2024. Das 66 mortes registradas naquele ano, 53 ocorreram em decorrência de disparos, segundo o levantamento da Polícia Civil.

Dados de 2024 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
O ano de 2023 apresentou o cenário mais grave do período analisado. Naquele ano, o Acre registrou 179 homicídios, dos quais 88 foram classificados como decorrentes de conflitos entre facções criminosas, o maior número da série histórica.
Desse total, 74 mortes foram causadas por armas de fogo. As vítimas eram majoritariamente homens, somando 85 casos, além de três mulheres. Mais uma vez, Rio Branco concentrou a maior parte das ocorrências, com 68 dessas mortes, seguida por Cruzeiro do Sul e outros municípios do interior.
A leitura dos dados de 2023 a 2025 aponta uma redução gradual das mortes associadas a conflitos de facção no Acre. Ainda assim, os números evidenciam que a violência ligada a disputas criminosas permanece como um desafio estrutural, sobretudo em territórios onde o poder das armas segue impondo medo, silêncio e perdas constantes à população.

Dados de 2023 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução

Você precisa fazer login para comentar.