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Brasil ultrapassa EUA na cobertura vacinal, mas segue atrás na imunização completa

Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal da população geral no Brasil chega a 61,95%; enquanto nos EUA a vacinação com primeira dose e dose única atingiu 61% da população

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Giovanna Bronze da CNN

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos na cobertura vacinal contra a Covid-19 com pelo menos uma dose, somando a primeira dose com o imunizante de dose única.

Segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela reportagem, a cobertura vacinal da população geral no país chega a 61,95%, enquanto nos EUA a vacinação com primeira dose e dose única atingiu 61% da população, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) – quase um ponto percentual menor do que o índice brasileiro.

No entanto, o Brasil aplicou 49% menos doses absolutas e possui uma população 35% menor do que a dos Estados Unidos, além de estar atrás quando a cobertura vacinal é calculada com base na imunização completa – com duas doses ou vacina de dose única.

Segundo o vacinômetro feito com informações diárias das secretarias estaduais de saúde, o Brasil já aplicou a primeira dose de algum imunizante contra a Covid-19 em 79,28% da população adulta (maior de 18 anos). Esse dado é maior que o dos Estados Unidos, que, de acordo com o CDC, aplicou pelo menos uma dose em 73,4% da população adulta. No entanto, há uma diferença: o país estadunidense considera as primeiras doses e as vacinas de dose única somadas, enquanto o cálculo do vacinômetro é feito apenas com a cobertura vacinal da primeira dose.

Em relação à cobertura vacinal da população geral, ao extrair dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde, é possível somar as primeiras doses com as vacinas de dose única aplicadas no país. Dessa forma, é utilizada a mesma métrica do CDC para calcular a cobertura vacinal e e, assim, ter efeito de comparação equivalente.

De acordo com os dados do LocalizaSUS, o Brasil já aplicou na população geral 126.788.709 primeiras doses e 4.399.958 vacinas de dose única, totalizando 131.188.667. Com esse dado, a cobertura vacinal da população geral com pelo menos uma dose de imunizante contra a Covid-19 chega a 61,95%.

Já nos Estados Unidos, a cobertura vacinal com primeira dose e dose única atingiu 61% da população, segundo o CDC. É quase um ponto percentual menor do que o índice no Brasil.

Quando olhamos para a imunização completa – ou seja, com vacina de dose única ou com a aplicação de duas doses de outro imunizante – o Brasil está atrás do país estadunidense. Segundo o vacinômetro da CNN Brasil, 27,54% da população geral já completou o esquema vacinal – enquanto nos EUA, segundo o CDC, apenas 51,7% dos habitantes atingiram essa marca.

Em relação à imunização completa de adultos, os Estados Unidos seguem na frente, com 62,7% dos maiores de 18 anos com o esquema vacinal finalizado. No Brasil, esse índice chega a 36,45%.

No entanto, é importante ressaltar que os Estados Unidos possuem população maior que o Brasil. Enquanto o país estadunidense possui 328.239.523 habitantes, de acordo com o Banco Mundial, o Brasil possui 211.755.692 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando olhamos para o recorte de doses absolutas aplicadas, os Estados Unidos estão na frente do Brasil. Segundo dados extraídos do Our World in Data pela CNN, o país que mais aplicou doses absolutas é a China, com 1.988.433.000. Em seguida, está a Índia, com 597.923.238. Em terceiro, estão os Estados Unidos, com 364.842.701 doses aplicadas – enquanto no Brasil foram aplicadas 185.202.200.

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Mensagens sobre suposto sequestro geram alerta e mobilizam moradores em Acrelândia

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Relatos circulam nas redes sociais no início do ano letivo; autoridades ainda não confirmam ocorrências

A circulação de mensagens sobre um suposto sequestro e tentativas de rapto mobilizou moradores de Acrelândia, no interior do Acre, nesta segunda-feira (23), período que coincide com o início do ano letivo de 2026. Os relatos passaram a ser compartilhados principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens.

De acordo com informações divulgadas por moradores, um jovem teria sido levado durante o fim de semana e mantido em um possível cativeiro. A liberação teria ocorrido após familiares pagarem cerca de R$ 16 mil. O caso se espalhou rapidamente pela cidade e gerou preocupação entre a população.

Outro episódio foi relatado por uma mulher nas redes sociais. Ela afirmou que a filha quase foi levada por ocupantes de um veículo modelo Fiat Uno branco, onde estariam dois homens. Segundo a publicação, a mãe percebeu a movimentação, retirou a criança do local e a colocou dentro de casa, impedindo a suposta ação.

Com a volta das aulas nas escolas públicas e particulares, pais e responsáveis passaram a acompanhar os filhos até as unidades de ensino ou organizar deslocamentos em grupo nos horários de entrada e saída. Em aplicativos de mensagens, moradores também compartilham avisos e orientações de segurança.

Até o momento, não há confirmação oficial por parte das forças de segurança sobre os fatos divulgados. A recomendação é que qualquer situação suspeita seja informada imediatamente à Polícia Militar para averiguação e adoção das providências cabíveis.

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Prefeitura institui brasão do Gabinete Militar como símbolo oficial em Rio Branco

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Decreto assinado por prefeito torna obrigatório o uso do emblema em uniformes, viaturas e materiais institucionais

A Prefeitura de Rio Branco instituiu oficialmente nesta quinta-feira (25) o brasão do Gabinete Militar (GABMIL) como símbolo institucional do órgão responsável pela segurança do chefe do Executivo municipal. A medida foi formalizada por meio do Decreto nº 310, assinado pelo prefeito Tião Bocalom (PL).

De acordo com o texto, o Gabinete Militar exerce funções estratégicas ligadas à segurança institucional, à proteção de autoridades e ao apoio às ações integradas de segurança pública no âmbito municipal. A criação do brasão busca conferir identidade visual própria, oficial e padronizada ao órgão, reforçando sua missão e sua vinculação direta ao prefeito.

O decreto estabelece que o brasão é composto por elementos heráldicos que simbolizam tradição, disciplina e força da atividade militar, além de representar a identidade histórica, territorial e administrativa de Rio Branco. O documento também destaca a subordinação hierárquica do GABMIL à estrutura do Poder Executivo Municipal.

A descrição detalhada do símbolo — incluindo cores, versões oficiais e normas de aplicação — consta no Manual de Aplicação do Brasão, anexado ao decreto. O uso passa a ser obrigatório em uniformes, insígnias, viaturas, equipamentos institucionais, dependências físicas e materiais gráficos e digitais do Gabinete Militar.

O texto ainda proíbe a utilização do brasão para fins particulares, político-partidários ou comerciais, bem como em desacordo com as normas estabelecidas. Caberá ao próprio Gabinete Militar zelar pela aplicação, guarda e preservação do símbolo, além de autorizar, quando necessário, seu uso por outros órgãos da administração municipal.

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MPF instaura inquérito para apurar supostas irregularidades em seleção do DSEI Alto Rio Purus

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Denúncias apontam ausência de edital formal e divulgação apenas por meio de redes sociais

Foto: Google Maps

A Procuradoria da República no Estado do Acre instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no processo seletivo simplificado para bolsistas promovido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Purus, em Rio Branco.

A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 1/PR/AC/GABPR3, assinada pelo procurador da República Ricardo Alexandre Souza Lagos.

O procedimento tem como base manifestações encaminhadas à Sala de Atendimento ao Cidadão, que relatam falhas na condução do certame. Entre as principais reclamações estão a suposta inexistência de edital formal com regras claras e previamente estabelecidas, divulgação apenas por meio de material publicitário em formato de folder, ausência de publicação das listas de inscritos — tanto deferidos quanto indeferidos — e inexistência de canal institucional permanente para acompanhamento das etapas do processo.

Segundo a portaria, ao ser questionado, o DSEI Alto Rio Purus informou que o processo teria sido regido por edital elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O órgão também afirmou que as informações foram divulgadas por meio de publicações temporárias na rede social Instagram, no formato “stories”.

Para o Ministério Público Federal, a utilização de publicações efêmeras como principal meio de divulgação pode comprometer princípios constitucionais da administração pública, como publicidade, transparência e controle social, previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

O inquérito civil tem como objetivo verificar a regularidade do processo seletivo, especialmente quanto à existência e validade de edital formal, à observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, além da conformidade dos critérios adotados.

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