Cotidiano
Brasil não cria nada, leva olé do Uruguai e vê lesão de Neymar assombrar
A seleção brasileira jogou muito mal e perdeu por 2 a 0 para o Uruguai hoje, no Estádio Centenário, pela quarta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Os gols foram marcados por Darwin Núñez e De La Cruz. O jogo ficou marcado também pela lesão de Neymar, que deixou o campo com torção no joelho.
O Brasil não criou praticamente nada e foi superado pelo Uruguai em um jogo morno entre as equipes dirigidas por Fernando Diniz e Marcelo Bielsa. A única chance clara foi numa cobrança de falta de Rodrygo, da intermediária, no travessão.
O Uruguai fez um gol em cada tempo em erros graves da defesa do Brasil e fez a torcida local gritar “olé” nos minutos finais.
Neymar, que estava fazendo jogo discreto, torceu o joelho esquerdo no fim do primeiro tempo e deixou o gramado chorando. Há suspeita de lesão de ligamento, mas só exames de imagem conseguirão confirmar ou não algo mais grave no astro.
A seleção brasileira não perdia nas Eliminatórias desde 2015, numa vitória do Chile por 2 a 0, ainda sob o comando de Dunga. E o Uruguai estava invicto há 21 anos contra o time canarinho.
Sem vitória nessa Data Fifa, o Brasil empatou com a Venezuela, perdeu para o Uruguai e voltará a campo para enfrentar a Colômbia, dia 16 de novembro, em Barranquilla. O Uruguai enfrentará a Argentina, na mesma data, em Buenos Aires.
O que aconteceu
O primeiro tempo teve muito pouco futebol no duelo. Brasil e Uruguai se anularam e tornaram o jogo tão embolado a ponto de parecer que havia mais de 11 jogadores para cada lado no mítico Estádio Centenário.
Tudo caminhava para o empate no intervalo quando, aos 41 minutos, Maxi Araújo passou por Marquinhos com facilidade para cruzar na cabeça de Núñez, que abaixou para marcar e viu Gabriel Magalhães e Casemiro também vacilarem na marcação. 1 a 0 para os donos da casa.
No fim da etapa inicial, uma notícia ruim para o Brasil. Neymar torceu o joelho esquerdo e deixou o campo chorando para a entrada de Richarlison. A situação preocupa a seleção, que aguarda por exames de imagem.
Segundo tempo
Sem Neymar e com Gabriel Jesus como uma espécie de meia, o Brasil continuou inerte na etapa final. A primeira finalização só veio aos 15 minutos, em cabeceio torto de Gabriel Magalhães.
Aos 23 minutos do segundo tempo, o Brasil levou perigo real ao Uruguai pela primeira vez. Rodrygo bateu falta de longe e acertou o travessão de Rochet.
Na parte final, Diniz colocou David Neres e Guilherme Arana nos lugares de Yan Couto e Carlos Augusto, posicionando o Brasil com Casemiro entre os zagueiros e Neres e Arana nas alas. As alterações passaram longe de surtir efeito.
Para piorar, o Uruguai ampliou aos 31 minutos, quando Darwin girou fácil para cima de Gabriel Magalhães e tocou caído para De La Cruz superar Ederson. 2 a 0 dos donos da casa contra um inofensivo Brasil.
Neymar preocupa
A lesão de Neymar no joelho esquerdo foi considerada “grave” em uma primeira avaliação, mas o departamento médico da CBF aguarda exames detalhados para se posicionar.
Neymar caiu com muita dor e preocupou até os jogadores do Uruguai. O camisa 10 deixou o campo chorando, sem conseguir apoiar o pé no chão. Há suspeita de problema nos ligamentos, o que poderia demandar cirurgia e um bom tempo fora de atuação.
Lances importantes
1 a 0. Aos 41 minutos do primeiro tempo, Maxi Araújo passou de Marquinhos com muita facilidade e cruzou para Darwin Núñez, sozinho no primeiro pau, cabecear para o fundo das redes.
Quase. No minuto 23 do segundo tempo, Rodrygo acertou o travessão em cobrança de falta. O goleiro Rochet estava batido.
2 a 0. Aos 31 minutos, o Uruguai ampliou com De La Cruz. Darwin Núnez passou por Gabriel Magalhães e tocou para o meia fuzilar Ederson.
FICHA TÉCNICA
URUGUAI x BRASIL
Data: 17 de outubro de 2023 (terça-feira)
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Alexis Herrera (Venezuela)
Assistentes: Alberto Ponte e Antoni García (ambos da Venezuela)
VAR: Juan Soto (Venezuela)
Cartões amarelos: Araújo, Darwin Núñez e Nández (Uruguai) e Rodrygo, Casemiro, Ederson, Gabriel Jesus e Matheus Cunha (Brasil).
Gols: Darwin Núnez, aos 41 minutos do 1ºT; De la Cruz, aos 31 minutos do 2ºT
Uruguai: Rochet, Nández (Bruno Méndez), Araújo, Cáceres e Oliveira (Viña); Ugarte, Valverde e De La Cruz; Pellistri (Piquerez), Maxi Araújo (Vecino) e Darwin Núñez. Técnico: Marcelo Bielsa.
Brasil: Ederson, Yan Couto (David Neres), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Carlos Augusto (Guilherme Arana); Casemiro, Bruno Guimarães (Raphael Veiga) e Neymar; Rodrygo, Vini Jr (Matheus Cunha) e Neymar. Técnico: Fernando Diniz.
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Frota de veículos no Acre cresce 4,9% em 2024, com destaque para aumento de motocicletas
Dados do IBGE mostram que motos lideram expansão (+5,2%), seguida por carros (+2,8%); transporte coletivo registra leve queda

O crescimento da frota foi impulsionado principalmente pelo aumento das motocicletas, que passaram de 148.034 em 2023 para 155.673 em 2024 – um acréscimo de 5,2%. Foto: internet
O Acre registrou um aumento na frota de veículos em 2024, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número total de veículos passou de 350.273 em 2023 para 367.440 em 2024, um crescimento de aproximadamente 4,9%. O aumento reflete o avanço da motorização no estado.
O crescimento da frota foi impulsionado principalmente pelo aumento das motocicletas, com um acréscimo de 5,2%. O dado reforça a popularização desse meio de transporte no estado, especialmente entre trabalhadores que atuam como entregadores e profissionais autônomos, além de moradores de regiões mais afastadas dos centros urbanos.
Os carros também tiveram crescimento significativo. Já os caminhões tiveram um aumento mais discreto, por outro lado, a quantidade de ônibus apresentou uma leve redução, caindo de 1.440 para 1.429 veículos. Veja números abaixo.
Frota veicular no Acre em números (2023-2024)
Principais destaques
1. Motos lideram crescimento
- 155.673 unidades em 2024 (+7.639 em um ano)
- Fator: demanda por entregas (apps), custo-benefício e mobilidade em áreas periféricas
2. Carros mantêm trajetória de alta
- 107.216 automóveis (+2,8%)
- Reflexo do acesso a financiamentos e necessidade de transporte familiar
3. Transporte coletivo encolhe
- Frota de ônibus cai 0,8% (1.429 veículos)
- Tendência preocupa especialistas em mobilidade urbana
Análise do cenário
- Motorização acelerada: Crescimento acima da média nacional (3,7% em 2023, segundo Denatran)
- Desafios:
- Pressão sobre infraestrutura viária
- Aumento de acidentes (motos representam 60% das ocorrências no estado)
- Necessidade de políticas para transporte público
Próximos passos
- Detran-AC prepara campanha para direção segura de motociclistas
- Prefeituras estudam incentivos à renovação da frota de ônibus
- Sindicatos alertam para custos de manutenção em estradas
Dados completos: IBGE – Pesquisa Frota Veicular 2024
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Hospital do Câncer do Acre fica sem morfina oral após problemas em licitação; Saúde iniciou novo processo
Saúde do Acre informou que iniciou o processo de uma nova licitação diretamente com o fabricante

Em nota, o governo informou que já iniciou o processo de uma nova licitação diretamente com o fabricante e aguarda a entrega dos medicamento. Foto: internet
A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou nessa terça-feira (1º) que está sem morfina oral na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), em Rio Branco. A falta do medicamento foi causada por problemas na licitação.
Em nota, o governo informou que já iniciou o processo de uma nova licitação diretamente com o fabricante e aguarda a entrega dos medicamento.
Ainda conforme a gestão, nenhum paciente ficou desassistido porque a unidade disponibiliza a ‘morfina injetável para garantir o controle da dor quando necessário, assim como outras alternativas terapêuticas para aqueles pacientes’.
“A gestão estadual reafirma seu compromisso com a assistência oncológica e está atuando para normalizar o abastecimento o mais breve possível’, disse a nota assinada pelo secretário de Saúde Pedro Pascoal.
Veja nota da Saúde na íntegra
“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), esclarece que a falta temporária da morfina oral na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ocorreu devido ao fracasso do medicamento na licitação.
Diante disso, a Sesacre imediatamente iniciou um novo processo de aquisição diretamente com o fabricante, e aguarda a entrega dos medicamentos. Importante ressaltar que nenhum paciente ficou desassistido, pois a morfina injetável segue disponível no hospital para garantir o controle da dor quando necessário, assim como outras alternativas terapêuticas para aqueles pacientes.
A gestão estadual reafirma seu compromisso com a assistência oncológica e está atuando para normalizar o abastecimento o mais breve possível.
Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon
Secretário de Estado de Saúde do Acre.”
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Empresa acreana leva cupuaçu em pó para a Índia
A Alimento Instantâneo da Amazônia (AIA), empresa acreana conhecida pelo sucesso na produção de tacacá, açaí e cupuaçu em pó, levou amostras do cupuaçu em pó para a Índia. O produto, prático e com validade de um ano, pode ser utilizado no preparo de sucos, cremes e vitaminas.
Nas redes sociais, o pesquisador e idealizador dos produtos, Daniel Alves Figueiredo, compartilhou sua experiência ao levar o item para o país asiático.
“Nossa viagem à Índia foi muito interessante. Chegando lá, os indianos prepararam um creme de cupuaçu delicioso e adoraram o sabor. Foi um grande sucesso!”, afirmou.
Os estudos para transformar alimentos amazônicos em pó tiveram início em 2013, durante o doutorado de Figueiredo na Universidade Federal do Acre (UFAC).
O primeiro produto desenvolvido foi o tacacá em pó, que rapidamente conquistou o público. Em seguida, a empresa lançou o vatapá em pó e, mais recentemente, o açaí e o cupuaçu.
Segundo a AIA, os produtos em pó preservam até 90% da similaridade com o sabor original. Para alcançar esse resultado, os alimentos passam por processos de liofilização ou criodessecação, técnicas que envolvem o congelamento e a remoção da umidade sob vácuo, mantendo as características essenciais dos ingredientes.
A inovação destaca o potencial da gastronomia amazônica e oferece aos consumidores uma forma prática e versátil de apreciar os sabores típicos da região.
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