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Brasil e Bolívia realizam curso internacional de segurança em Assis Brasil com presença inédita de policiais peruanos

Esse Coisp teve edição internacional, contou com forças da segurança peruana. Foto: Ascom/Sejusp
Com uma semana de treinamentos intensos e cooperação inédita entre Brasil e Peru, foi encerrada no último sábado, 28 de junho, a 22ª edição do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública (Coisp), no município de Assis Brasil. A formação é promovida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) e marcou um capítulo histórico na segurança da região de fronteira.
A edição internacional do curso contou com a participação de 25 alunos brasileiros e seis agentes da Polícia Nacional do Peru (PNP), incluindo profissionais da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Exército Brasileiro. O treinamento, que incluiu noções de APH Tático, sobrevivência policial, abordagens a edificações, abordagem a veículos e pessoas, operações urbanas e ações integradas entre as corporações.

O secretário adjunto, Evandro Bezerra, que representou a Sejusp no Encontro Binacional. Foto: Raylanderson Frota
O secretário adjunto, Evandro Bezerra, que representou a Sejusp no Encontro Binacional realizado em abril na cidade peruana de Puerto Maldonado, destacou que essa capacitação foi uma das propostas pactuadas durante o evento. “Ficou acordado que aconteceriam duas edições: uma no Brasil, que foi cumprida agora, e outra no Peru, ainda prevista para este ano, com a participação de agentes brasileiros como alunos”, explicou.

O coordenador do Gefron enfatiza que essa iniciativa é muito importante para capacitar operadores para atuar na fronteira. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
A realização do Coisp Internacional é um desdobramento direto das discussões promovidas na Câmara Temática de Segurança Pública do encontro entre os dois países. Para o coordenador do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), Assis dos Santos, o curso simboliza um avanço significativo no combate a crimes transnacionais. “Assis Brasil é um ponto estratégico na Tríplice Fronteira, e essa parceria com o governo peruano e da prefeitura de Assis Brasil fortalece a atuação coordenada no enfrentamento ao tráfico, contrabando e outros delitos”, afirmou.
A próxima edição da capacitação deve acontecer em Puerto Maldonado, capital do departamento de Madre de Dios, no Peru, ainda este ano.
- Foto: Ascom/Sejusp
- Foto: Ascom/Sejusp
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MP se posiciona sobre denúncias de violência sexual durante o Carnaval

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Após a repercussão de denúncias registradas no último fim de semana, quando duas mulheres denunciaram quatro jogadores do Vasco por estupro coletivo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública nesta terça-feira (18).
Na nota, o órgão ministerial reforçou que “toda denúncia dessa natureza deve ser apurada com rigor pelas instituições competentes, nos termos da lei”.
No comunicado, o órgão ministerial não cita casos específicos, mas ressalta que “a violência sexual é crime grave e não admite qualquer forma de relativização ou justificativa”.
A instituição também enfatiza que “nenhuma circunstância, comportamento, presença ou escolha da vítima pode ser utilizada para transferir responsabilidade pelo crime” e reforça: “A culpa jamais é da vítima”.
Ainda segundo o MP, no decorrer do plantão do Carnaval, o Ministério Público acompanhou o caso, adotando as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições e assegurando o atendimento à vítima.
O MP reafirmou também sua confiança no trabalho das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Civil e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, responsáveis pela condução técnica e imparcial das investigações.
Por fim, a instituição destaca a importância de que “sejam preservadas a identidade, a intimidade e a dignidade da vítima, evitando-se o compartilhamento de conteúdos, comentários ou informações que possam gerar exposição indevida ou revitimização”, e ressalta que a prevenção à violência contra a mulher exige compromisso permanente de toda a sociedade.




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