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Bombeiros resgatam cavalo vítima de maus-tratos que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco

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Animal circulava na pista oferecendo risco a motoristas e foi levado ao quartel; corporação pede ajuda para identificar tutor e acolhe voluntários para tratamento veterinário

Corpo de Bombeiros resgata cavalo com sinais de maus-tratos na Estrada do Amapá e pede apoio da população para denunciar o agressor. Foto: captada 

Uma equipe do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite de quarta-feira (18), um cavalo que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco, em situação de risco e com sinais de maus-tratos.

De acordo com o tenente Eduardo, da Guarnição de Salvamento, a prioridade foi evitar acidentes.

“O animal estava na pista, oferecendo perigo aos veículos e aos condutores. A primeira ação da guarnição é preservar a vida e evitar sinistros”, explicou.

Durante o atendimento, os militares constataram que o cavalo apresentava sinais evidentes de maus-tratos. Após o resgate, ele foi encaminhado às dependências do batalhão, onde permanece sob cuidados provisórios.

A corporação agora pede a colaboração da população para identificar o tutor do animal. “Quem souber quem é o responsável, que nos procure e denuncie. Precisamos localizar o tutor”, reforçou o tenente.

Além disso, o Corpo de Bombeiros faz um apelo por voluntários, especialmente médicos veterinários, que possam auxiliar no tratamento e recuperação do cavalo. Interessados em ajudar podem entrar em contato com o 2º Batalhão.

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Com 90% dos serviços concluídos, Prefeitura prevê entrega do elevado Mamedio Bittar para 20 de março: “Novo cartão-postal de Rio Branco

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O prefeito Bocalom destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais

Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou Bocalom. Foto: cedida 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final.

“Sem dúvida nenhuma, a gente sabe que tivemos problemas seríssimos nessa obra. Foi entrega de aço que demorou demais, indústrias que vieram do Rio de Janeiro, a questão da chuva, muita chuva no mês de dezembro e janeiro. Tudo contribuiu para atrasar a entrega. Mas agora a informação que eu tenho da empresa é que até o dia 20 nós vamos ter tudo isso pronto”, afirmou.

O prefeito destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais.

“Eu acredito que, se Deus quiser, dia 20 de março a gente vai ter essa bela obra, que está marcando a nova estrutura da nossa cidade. Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou.

Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. Foto: captada 

O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a importância estratégica do elevado para a mobilidade urbana. Segundo ele, o trecho da Avenida Ceará concentra grande fluxo de veículos, especialmente por conta das universidades e de prédios públicos instalados na região.

“Já já a gente vai poder entregar para a população. Aqui tínhamos em torno de 20 a 25 minutos de trânsito paralisado por causa do fluxo. Essa decisão foi tomada para dar fluidez ao trânsito, baseada em estudos sobre o crescimento da cidade”, explicou.

Bestene também destacou que o viaduto vai além da mobilidade e se tornará um novo cartão-postal da capital, com valorização cultural por meio de grafites e intervenções artísticas de artistas locais. “Não é só uma obra de aço e concreto. É um marco cultural que resgata a identidade da cidade”, pontuou.

A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final. Foto: cedida 

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Com tema sobre desigualdade social, Campanha da Fraternidade 2026 é lançada no Acre: ‘Conversão pessoal e social’

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Lema escolhido foi ‘Ele veio morar entre nós’ (João 1:14), a fim de despertar a igreja e a sociedade para o déficit habitacional no Brasil. Campanha foi lançada nesta quarta-feira (18)

Em Rio Branco, o anúncio da campanha aconteceu na Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Foto: Aline Pontes

Por Pâmela Celina

Quando o verbo faz moradia, a dignidade humana torna-se missão. É essa a direção que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer seguir e levar aos fiéis católicos na Campanha da Fraternidade 2026 que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós”.

Em Rio Branco, o anúncio da campanha ocorreu nesta quarta-feira (18) na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no Centro da capital.

De acordo com a Igreja Católica, a proposta ‘busca promover uma profunda reflexão sobre o direito à moradia digna como um bem essencial para todas as pessoas e como compromisso de fé e cidadania’.

Conforme o bispo Dom Joaquín Pertiñez, bispo da Diocese de Rio Branco, a campanha, realizada há mais de seis décadas, se inicia junto ao período da Quaresma e traz pautas comunitárias e sociais, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano.

“A campanha convida a reconhecer que a presença de Deus se manifesta na vida concreta da humanidade, especialmente na realidade de tantos que ainda vivem sem casa, em condições precárias ou em territórios marcados pela desigualdade social”, destacou.

O principal ponto abordado pela campanha, como aponta Dom Joaquín, está nos dados da realidade habitacional brasileira.

“6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo ‘Ele veio morar entre nós’, a proposta convida à conversão pessoal e social”, detalhou.

O objetivo central da Campanha da Fraternidade 2026 é, justamente, despertar tanto a igreja como a sociedade para o déficit habitacional que o país enfrenta. Além disso, busca incentivar também ações, debates e iniciativas que promovam o acesso à moradia, à terra e ao trabalho como direitos fundamentais.

Os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2026 são:
  1. Analisar a realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres e segrega milhões de pessoas no Brasil.
  2. Identificar omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e da organização popular que promovem a moradia.
  3. Conscientizar, a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
  4. Corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual.
  5. Fortalecer a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres, caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
  6. Empenhar-se para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as esferas sociais e políticas.

Texto base da Campanha da Fraternidade 2026 apresenta seis objetivos específicos. Foto: Aline Pontes

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Ex-prefeito e ex-secretária são condenados pelo TCU por irregularidades em compra de testes de Covid em Sena Madureira

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Mazinho Serafim e Nildete Lira do Nascimento, ambos de Sena Madureira, devem pagar multa individual de R$ 20 mil. Empresa contratada não possuía autorização da Anvisa

O órgão aponta também que é desconhecida a motivação da busca de cotação dos preços com a empresa que atuava no setor de engenharia. Foto: captada 

Por Pâmela Celina

O ex-prefeito de Sena Madureira, interior do Acre, Mazinho Serafim, e a ex-secretária municipal de Saúde, Nildete Lira do Nascimento, foram condenados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades na aquisição de testes rápidos IGG/IGM de antígeno de Sars-CoV-2, durante a pandemia de Covid-19. Ambos devem pagar uma multa de R$ 20 mil cada.

A investigação teve início a partir de denúncias que apontaram irregularidades entre dois contratos firmados pela prefeitura com a empresa B&F Brasil Ltda, em 2025.

Os contratos somaram mais de R$ 2,5 milhões e previam a aquisição de testes rápidos. O reportagem entrou em contato com os envolvidos e aguarda retorno.

Segundo a análise do órgão, foram identificadas duas irregularidades: o superfaturamento e a ausência de autorização de funcionamento da empresa.

  • Na primeira irregularidade, o TCU identificou que a compra dos testes foi feita a preços superiores aos praticados no mercado na mesma época, principalmente na região Norte. Em alguns casos, os testes tinham o preço estimado entre R$ 95 e R$ 100, mas foram adquiridos por valores que chegaram até R$ 230, o que gerou um sobrepreço estimado em mais de R$ 700 mil;
  • A segunda irregularidade, que o órgão considera a mais grave, a empresa contratada não possuía a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de não possuir a licença sanitária estadual. A AFE foi obtida somente em dezembro de 2021, meses após o encerramento dos contratos.

Conforme o entendimento do TCU, a ausência da autorização compromete a regularidade do fornecimento, principalmente no contexto de emergência sanitária, pois não há garantia de que os produtos que foram entregues ao município atenderam as exigências sanitárias legais.

“Tal situação não se comprovou nos autos, tornando imprestáveis os testes fornecidos, além de causar riscos diversos à população do ente federativo ocasionados por potenciais erros da testagem de pacientes suspeitos de terem contraído a doença”, detalhou parte do relatório.

O tribunal também identificou ausência de dados na documentação fiscal apresentada pela empresa, impedindo a verificação sobre as etapas da cadeia logística.

O órgão aponta também que é desconhecida a motivação da busca de cotação dos preços com a empresa que atuava no setor de engenharia.

“São desconhecidos os fatos que ensejaram a busca de uma cotação de preços para uma empresa recém-constituída cujo o ramo principal de atividade era a prestação de serviços de engenharia, além de não cumprir os requisitos legais aplicáveis para a comercialização de testes de Covid, ou seja, sem ter autorização de funcionamento e licença da vigilância sanitária”, descreve o relatório.

Em janeiro de 2026, a Polícia Fedral deflagrou a Operação Graco que investiga desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix. Foto: captada 

Defesa e multa

De acordo com a decisão do TCU, o ex-prefeito de Sena Madureira e a ex-secretária de Saúde, além da empresa contratada, foram responsabilizados. Mazinho não apresentou defesa durante o prazo legal, sendo considerado revel, o que permitiu que o julgamento prosseguisse. Já Nildete Lira apresentou alegações de defesa.

O TCU concluiu que os prazos não haviam sido ultrapassados e entendeu que a contratação foi realizada de forma irregular e que houve erro grave na aquisição dos produtos de uma empresa sem autorização.

Com a decisão, o órgão aplicou multa individual no valor de R$ 20 mil a Mazinho Serafim e Nildete Lira do Nascimento, com prazo fixo de 15 dias, contados a partir da notificação, para que comprovem o recolhimento das dívidas aos cofres do Tesouro Nacional.

Polêmicas envolvendo o ex-prefeito

Ao longos dos quatro anos de mandato à frente da Prefeitura de Sena Madureira, entre 2017 e 2024, Mazinho Serafim já foi investigado cerca de três vezes, a maioria envolvendo sua administração com os recursos públicos.

O ex-gestor se envolveu em várias polêmicas. Ele foi acusado de usar sua posição para tentar se livrar de uma blitz. Também discutiu com um deputado, usando palavras ofensivas.

Em 2020, o ex-prefeito foi preso em flagrante por fazer boca de urna durante as eleições. Segundo a Polícia Federal, ele pedia votos nas ruas e distribuía santinhos no dia da votação.

Também em 2020, Mazinho foi chamado para explicar uma suspeita de compra de votos. No mesmo ano, ele e a esposa, a deputada Meire Serafim (União Brasil), foram denunciados por fazerem um churrasco durante a quarentena. Isso aconteceu no período mais grave da pandemia, quando a orientação era ficar em casa.

Já em 2021, ele foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), a devolver mais R$ 230,9 mil aos cofres públicos, após serem encontradas irregularidades em um pregão que ocorreu em 2018. E mesmo após o fim de sua gestão, o ex-prefeito ainda está envolvido em escândalos.

Em janeiro de 2025, a Promotoria de Justiça Cível de Sena Madureira instaurou uma investigação para apurar uma possível dívida de R$ 146 milhões deixada por Mazinho Serafim.

Em janeiro de 2026, a Polícia Fedral deflagrou a Operação Graco que investiga desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix, usados na contratação de três shows da Exposena Rural Show 2024. Mazinho é um dos alvos da apuração.

O tribunal também identificou ausência de dados na documentação fiscal apresentada pela empresa, impedindo a verificação sobre as etapas da cadeia logística. Foto: captada 

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