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Bolsonaro afirma que pretende voltar ao Brasil ainda em março

Ex-presidente Jair Bolsonaro durante discurso na Cpac, nos Estados Unidos
Reprodução Youtube CPAC
Ex-presidente também saiu em defesa das investigações dos atos de 8 de janeiro, data da invasão às sedes dos Três Poderes
Nos Estados Unidos desde dezembro de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou que deve retornar para o Brasil ainda em março, mas não deu detalhes de sua volta ao país. A declaração foi dada para a NBC, rede de televisão americana, no último sábado (4), após ele ter participado de uma conferência da direita conservadora.
“Pretendo ir ao Brasil neste mês ainda”, afirmou Bolsonaro. Na entrevista, o ex-presidente saiu em defesa das investigações dos atos de 8 de janeiro, data da invasão de extremistas dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. “Eu não era presidente e estava fora do Brasil. Nós queremos apurar o ocorrido, onde [sic] o atual presidente não quer apurar. Estamos lutando por investigações”, completou.
De acordo com Bolsonaro, “o nosso pessoal” — em referência aos seus apoiadores — jamais faria parte das manifestações. “Cada vez mais, nós temos certeza de que foram pessoas de esquerda que programaram aquilo tudo”. O ex-presidente acrescentou que, ao longo de seu mandato, os atos da direita foram todos “pacíficos”.
Bolsonaro viajou para os Estados Unidos com sua esposa, Michelle, e a filha, Laura, de 12 anos, um dia antes de terminar o mandato, em 30 de dezembro. Ele optou por sair do país e não participar da cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ocorreu em 1º de janeiro.
Navios iranianos
Antes da entrevista, Bolsonaro participou da Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac, na sigla em inglês), em National Harbor, Maryland, próximo a Washington, capital dos Estados Unidos. No evento, o ex-presidente afirmou que, se estivesse no comando do Brasil, “não teria esse problema”, em relação aos navios de guerra iranianos atracados no porto do Rio de Janeiro. “Somos um país de paz”, disse Bolsonaro.
Anteriormente, o ex-presidente falava sobre a Amazônia e convidou a plateia do maior evento conservador dos EUA a conhecer a região. “Vão conhecer como ela é, não como a imprensa pinta”, ressaltou.
Em 23 de fevereiro, a Marinha do Brasil autorizou dois navios de guerra iranianos a atracar no porto do Rio de Janeiro. Concedida pelo vice-chefe do Estado-Maior da Armada, Carlos Eduardo Horta Arentz, a autorização contraria solicitação dos Estados Unidos para que não fosse permitida a entrada das embarcações militares em território brasileiro.
A embaixada americana no Brasil declarou preocupação por parte dos Estados Unidos com a presença no país e afirmou que, no passado, os navios iranianos facilitaram ações terroristas e comércio ilícito na região. Em entrevista a jornalistas em Brasília, a embaixadora Elizabeth Bagley afirmou que, apesar da soberania do Brasil em decidir, “nenhum país” deveria autorizar a ancoragem das embarcações.
O governo israelense divulgou uma nota na última quinta-feira (2) na qual classificou a autorização brasileira de “perigosa e lamentável” e sugeriu que o governo reavaliasse a decisão.
A movimentação das embarcações iranianas vem causando atrito na relação Brasil-Estados Unidos desde a decisão do governo brasileiro de adiar a ancoragem de ambos os navios no país, um dia antes da viagem de Lula para encontrar o presidente americano, Joe Biden.
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Mega-Sena 2971 acumula e prêmio chega a R$ 55 milhões. Veja números

Após o sorteio do concurso 2971 da Mega-Sena, na noite desta terça-feira (10/2), a Caixa Econômica Federal informou que o sorteio acumulou e que a estimativa do prêmio principal subiu para R$ 55 milhões.
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Apesar disso, 33 jogos completaram cinco acertos, levando cada um o prêmio de R$ 65.041,25, e 2.294 apostas chegaram a quatro acertos, com um prêmio de R$ 1.542,26, cada.
Além da Mega, os concursos 6950 da Quina e 2354 da Timemania também acumularam. Os valores sorteados subiram para R$ 16,5 milhões e R$ 6,2 milhões, respectivamente.
Os próximos sorteios ocorrerão nesta quinta-feira (12/2).
- Mega-Sena:
01 – 27 – 39 – 40 – 46 – 56;
- Lotofácil:
03 – 05 – 01 – 10 – 22 – 24 – 08 – 13 – 14 – 17 – 20 – 23 – 07 – 25 – 21;
Quina:
01 – 24 – 47 – 06 – 60;
- Timemania:
07 – 36 – 16 – 73 – 06 – 29 – 51;
Time do coração: 70 – São José/RS .
- Dia de Sorte:
29 – 13 – 21 – 22 – 28 – 12 – 08;
Mês da sorte: 10 – Outubro.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Ré por injúria racial, advogada argentina diz que não teve intenção

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, ré por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voltou a se pronunciar sobre o caso. Em entrevista ao programa El Trece TV, da Argentina, ela afirmou que não teve intenção de cometer racismo e disse que não imaginava a repercussão do episódio.
Segundo Páez, a situação ocorreu em um “momento emocional”. “Nunca tive a intenção de discriminar, muito menos de ser racista. Nunca. Foi uma reação emocional. Jamais imaginei a gravidade de tudo aquilo e do que veio depois — o medo de sair na rua, de que algo pudesse me acontecer”, declarou.
Entenda o caso
- O episódio aconteceu em 14 de janeiro, após uma discussão entre a turista e o gerente do estabelecimento, motivada, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), por um suposto erro no pagamento da conta.
- Imagens registradas no local mostram Agostina Páez dirigindo ofensas a um funcionário do bar, utilizando o termo “mono” (macaco, em espanhol), além de gestos que simulam um primata.
- Em depoimento à polícia, a argentina alegou que se tratava apenas de “uma brincadeira” com amigas e afirmou não saber que os gestos e as palavras configuravam crime no Brasil. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a influenciadora fazendo os gestos enquanto é repreendida por pessoas que a acompanham.
- Na última sexta-feira (6/2), a Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura da advogada, que havia sido presa horas antes, em Vargem Pequena, na zona oeste da capital fluminense, após o cumprimento de mandado judicial.
- A decisão foi da 37ª Vara Criminal, a mesma que havia decretado a prisão preventiva. Apesar da soltura, Agostina Páez segue em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, está proibida de deixar o Brasil e deve cumprir medidas cautelares enquanto responde ao processo.
Críticas à polícia e pedido para voltar à Argentina
Durante a entrevista, Páez criticou a atuação de um policial brasileiro envolvido no caso. Segundo ela, um dos agentes teria dificultado o andamento do processo.
“Há um em particular que me fez sofrer durante todo esse tempo. Ele coloca obstáculos, faz coisas que não deveria fazer”, afirmou.
A advogada disse ainda que deseja retornar à Argentina e acompanhar o processo à distância. Segundo ela, a defesa solicitou as imagens completas das câmeras de segurança do bar, mas recebeu apenas parte do material inicialmente.
Páez também afirmou que está sendo alvo de um julgamento público antecipado, antes de qualquer decisão judicial, e que novas denúncias surgidas após o episódio fariam parte de uma tentativa de construção de uma imagem negativa.
O caso segue sob investigação da PCERJ e tramita na Justiça fluminense. A defesa sustenta que não houve intenção discriminatória, enquanto o Ministério Público (MPRJ) mantém a acusação de injúria racial, com base nas imagens e nos relatos das vítimas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Médico que cobrava por cirurgias do SUS é condenado a 10 anos
O médico exigiu e recebeu pagamentos de pacientes e familiares para fazer cirurgias pelo SUS. As cobranças ocorreram entre 2015 e 2017 e variavam de R$ 50 a R$ 200

Um médico ortopedista foi condenado a dez anos de prisão por cobrar de pacientes procedimentos realizados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Toledo, no oeste do Paraná. A decisão foi proferida pela Justiça nesta terça-feira (10/2), após denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR).
Segundo o MP, o médico exigiu e recebeu pagamentos de pacientes e familiares para fazer cirurgias pelo SUS. As cobranças ocorreram entre 2015 e 2017 e variavam de R$ 50 a R$ 200. Ao todo, 11 episódios foram enquadrados como crime de corrupção passiva.
De acordo com as investigações, os valores eram solicitados durante consultas ou no próprio ambiente hospitalar. O profissional alegava que o dinheiro seria destinado ao pagamento de anestesista ou de serviços supostamente não cobertos pelo SUS.
O Ministério Público afirma que muitos pacientes não tinham condições financeiras de arcar com as cobranças e chegaram a contrair dívidas para conseguir realizar os procedimentos médicos.
Além da pena de dez anos de reclusão em regime inicial fechado, o homem foi condenado a pagar 250 dias-multa. Cada dia-multa corresponde a meio salário mínimo vigente à época dos fatos apurados, podendo ultrapassar R$ 100 mil.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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