Cotidiano
Bets ilegais: número de sites derrubados pela Anatel passa dos 18 mil
Apenas no 1º semestre de funcionamento do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil, 15 mil domínios ilegais foram derrubados
Mais de 18 mil sites de empresas de apostas irregulares foram retiradas do ar pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), desde outubro de 2024. O novo balanço foi repassado ao Metrópoles.
Apenas no primeiro semestre de funcionamento do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil, as chamadas “bets”, 15 mil domínios ilegais foram derrubados pela Anatel. Até o momento, 78 empresas estão autorizadas a operar no país.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e a Anatel mantém um acordo de cooperação técnica (ACT) desde 9 de outubro de 2024, para ampliar a celeridade do bloqueio de sites que exploram apostas de quota fixa de forma ilegal.
Interlocutores afirmaram ao Metrópoles que a derrubada de domínios é uma medida necessária, mas se fosse aplicada de forma isolada não seria suficiente para combater o mercado de quota fixa ilegal. A ideia é que apenas retirar os sites do ar não adianta devido à facilidade dessas empresas criarem outras páginas na internet.
Outras frentes contra as bets ilegais
Outras duas frentes implementadas pela SPA, conforme as portarias que regulamentam o mercado de quota fixa, como a identificação de instituições de pagamento que atuam como casas de apostas não reguladas e fiscalização de publicidades.
Confira as três linhas de operação da SPA:
- Derrubada de sites ilegais, em parceira com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);
- Combate à ilegalidade, por meio da interrupção do fluxo financeiro de bets ilegais – em paralelo, informações de empresas suspeitas de envolvimento em atividades criminosas são entregues à Polícia Federal e ao Banco Central; e
- Monitoramento de conteúdo publicitário infringente de bets autorizadas pelo Ministério da Fazenda em conjunto a empresas de tecnologia, as chamadas “big techs”, no âmbito do Conselho Digital do Brasil.
Conforme dados do primeiro semestre, 24 instituições financeiras e instituições de pagamento fizeram 277 comunicações e encerraram as contas de 255 pessoas (físicas e jurídicas), em razão do envolvimento com mercado irregular de apostas.
Ainda nesse intervalo, a SPA oficiou 13 instituições de pagamento, requisitando informações e notificando para o encerramento de contas. Foram encerradas as contas de 45 empresas que operavam ilegamente.
A receita bruta total das empresas autorizadas, o gross gaming revenue (GGR), foi de R$ 17,4 bilhões nos primeiros seis meses do ano. O GGR representa quantas apostas foram feitas, menos os prêmios pagos, ou seja, o gasto efetivo dos apostadores no período. A média de gasto por apostador ativo é de cerca de R$ 983 por semestre (ou R$ 164 por mês).
Onde conferir a lista de bets autorizadas?
Cerca de 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas em sites e aplicativos das 182 bets autorizadas pela SPA. Para conferir se está apostando em uma plataforma regulada pelo governo, acesse esta página.
Bets e saúde mental
De acordo com fontes no governo, os problemas causados pelo jogo são fruto dos anos em que não houve atuação do Estado. Segundo explicou um interlocutor, a regulamentação das bets, por si só já ajuda a reverter a curva crescente de pessoas dependentes das bets.
“A regulamentação restringe a atividade e impõe como esse serviço pode ser prestado. Além disso, ela gera a possibilidade de falar sobre, então ter um setor regulado, gera a possibilidade da gente comunicar com a população de que, olha, se vocês foram a apostar, isso é entretenimento, você está gastando dinheiro. Se para você isso tudo bem, tudo bem, mas cuidado porque é uma atividade perigosa”, avaliou.
A fonte listou, ainda, uma série de ações que foram resultado de um grupo de trabalho entre a SPA, o Ministério dos Esportes e o Ministério da Saúde. Confira:
- Atuação do Ministério da Saúde junto a Fiocruz para construir cursos voltados ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de pessoas que tenham problemas relacionados ao jogo.
- Criação de um mecanismo de autoexclusão centralizada, onde o apostador poderá sair de todas as casas de aposta em que é cadastrado de uma vez só. A ideia é centralizar a medida no site do Ministério da Fazenda.
- Criação de testes de propensão ao desenvolvimento de ludopatia. A fonte explicou que serão criados testes simples para causar a reflexão do apostador. A intenção é que o teste seja feito no momento do cadastro nas casas de aposta e também esteja disponível no site da Fazenda.
- Além disso, o Banco Central e a Febraban desenvolveram uma ferramenta de endividamento, que funciona como um autoteste para saber sobre a saúde financeira dos apostadores.
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Artista acreano Matias Souza produz retrato oficial do governador Gladson Cameli para acervo histórico do Estado
Obra em técnica mista foi desenvolvida ao longo de uma semana com materiais sustentáveis; pintura integra a memória institucional do Executivo estadual

Desenvolvido ao longo de uma semana, o trabalho foi executado em técnica mista. Foto: captada
Retrato oficial de Gladson Cameli valoriza arte local e compõe acervo histórico do Acre
A produção do retrato oficial do governador Gladson Cameli, referente à gestão 2019–2026, reforça a construção da memória institucional do Estado do Acre por meio da valorização da arte local. A obra, assinada pelo artista visual acreano Matias Souza, passa a integrar o acervo histórico oficial do Executivo estadual.
Desenvolvido ao longo de uma semana, o trabalho foi executado em técnica mista. A escolha técnica permitiu alcançar alto nível de detalhamento, profundidade e fidelidade fisionômica, resultando em uma composição com forte presença institucional.

A obra, assinada pelo artista visual acreano Matias Souza, passa a integrar o acervo histórico oficial do Executivo estadual. Foto: captada
“Foi uma grande honra retratar o governador Gladson Cameli. Um trabalho como esse carrega um peso muito significativo, porque vai além da arte, representa um momento da história do nosso Estado. Também foi um desafio, justamente pela responsabilidade de alcançar fidelidade nos detalhes e transmitir a presença institucional que a obra exige. Mas saber que esse retrato vai integrar o acervo histórico oficial da minha terra natal torna tudo ainda mais especial. É algo que levo com muito respeito e orgulho na minha trajetória”, destacou o artista.
A obra foi executada sobre tela montada em estrutura artesanal em madeira de reaproveitamento, com acabamento em verniz, assegurando durabilidade e preservação. A moldura, em madeira de origem sustentável, segue padrão compatível com espaços institucionais.
Com mais de duas décadas de atuação na arte urbana e no graffiti, Matias reúne técnica e sensibilidade para traduzir, na pintura, não apenas a imagem, mas o significado simbólico de um período de governo, consolidando o retrato como peça de valor histórico e documental para o Estado do Acre.

A escolha técnica permitiu alcançar alto nível de detalhamento, profundidade e fidelidade fisionômica, resultando em uma composição com forte presença institucional. Foto: captada
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Flávio Bolsonaro lidera intenção de voto para presidente no Acre com 59%, aponta pesquisa Veritá
Lula aparece com 30,8%; Ratinho Júnior, Caiado e Pablo Marçal têm números inexpressivos; levantamento ouviu 1.220 eleitores entre 18 e 24 de março

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, com 59%. Lula aparece com 30,8% de preferência do eleitorado
Eleitorado acreano mantém preferência pela direita, indica levantamento
A pesquisa do Instituto Veritá, divulgada nesta quinta-feira (2), também fez um levantamento das intenções de voto para a Presidência da República no Acre. Confirmando a tendência da preferência do eleitorado acreano pela direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 59% das intenções de voto. O atual presidente da República e candidato à reeleição, Lula (PT), aparece com 30,8% de preferência.
Outros nomes que apareceram na pesquisa foram Ratinho Júnior (que anunciou desistência de concorrer ao cargo), Ronaldo Caiado e Pablo Marçal, todos com números inexpressivos. Não souberam ou não responderam corresponde a 17,6%, e os eleitores que declararam voto branco ou nulo somam 2,8%.

A pesquisa ouviu 1.220 eleitores no período de 18 a 24 de março, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) sob o número 08882/2026.

A pesquisa ouviu 1220 eleitores no período de 18 a 24 de março e foi registrada no TRE do Acre com o número 08882/2026. Foto: captada
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Acre está entre os nove estados onde Bolsa Família supera número de trabalhadores com carteira assinada
Levantamento do Poder360 com dados de fevereiro de 2026 mostra redução no número de estados nessa condição; país tem 48,8 milhões de formais contra 18,8 milhões de famílias beneficiárias

O levantamento foi feito a partir de dados do Bolsa Família, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e do Caged. Foto: captada
Dependência de programas sociais diminui, mas ainda é alta em nove unidades da federação
O Acre está entre os nove estados brasileiros onde o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família supera o total de trabalhadores com carteira assinada. Os dados são de fevereiro de 2026 e foram divulgados nesta sexta-feira (3).
Além do Acre, aparecem na lista Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas e Amapá. O levantamento mostra um cenário de forte dependência de programas sociais em parte do país, embora esse quadro venha diminuindo nos últimos anos.
No início de 2023 e 2024, eram 13 estados nessa condição. Em 2025, o número caiu para 12 e, agora, chega a 9 unidades da federação.
Avanço do emprego formal
Apesar disso, houve avanço do emprego formal em todo o país. Na comparação com fevereiro de 2025, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada cresceu mais do que o número de beneficiários do Bolsa Família em todos os estados. Sergipe, Pernambuco e Ceará deixaram a lista no período.
No cenário nacional, o Brasil soma atualmente 48,8 milhões de trabalhadores formais, contra 18,8 milhões de famílias atendidas pelo programa social. O levantamento foi feito a partir de dados do Bolsa Família, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e do Caged, que reúne informações sobre emprego formal no país.
Índice de dependência
Mesmo com a redução no número de estados onde o Bolsa Família supera o emprego formal, o nível de dependência segue elevado. Em fevereiro de 2026, havia 38,6 beneficiários do programa para cada 100 trabalhadores com carteira assinada no Brasil. Esse índice permanece estável desde agosto de 2025. O pico foi registrado em janeiro de 2023, quando o país tinha 49,6 beneficiários para cada 100 empregos formais, no início do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento mostra um cenário de forte dependência de programas sociais em parte do país, embora esse quadro venha diminuindo nos últimos anos. Foto: captada

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