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Barroso é contra nova Constituinte e defende reforma política

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Ministro do STF fez palestra sobre os 30 anos da Constituição de 88

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso se manifestou hoje (5) contrário a uma nova Constituinte, mas defendeu uma reforma política, ao participar da mesa Direitos Fundamentais e Realidade, no segundo dia do seminário 30 anos de Constituição: Direito, Instituições e Realidade, na Fundação Getulio Vargas, organizado pela Escola de Direito da instituição, no Rio de Janeiro.

Ministro do STF Luís Roberto Barroso – Arquivo/Agência Brasil

Para ele, o sistema político é um dos pontos negativos desses 30 anos da Constituição Federal de 1988, e precisa baratear as eleições, aumentar a representatividade e facilitar a governabilidade. Barroso disse que o sistema político atual extrai o pior das pessoas, indo ao contrário do processo civilizatório.

“Todas as pessoas têm, em princípio, o bem e o mal. O processo civilizatório existe para você reprimir o mal e potencializar o bem. O nosso sistema político faz exatamente o contrário. Portanto, nós precisamos de uma reforma política capaz de baratear o custo das eleições, aumentar a representatividade democrática dos parlamentares e capaz de facilitar a governabilidade”.

Ele sugeriu que quem for eleito presidente da República faça a reforma política. Citou como bom modelo o sistema distrital misto para a escolha dos parlamentares. “Cada eleitor tem direito a dois votos, um para o distrito, com cada partido lançando um candidato. Isso barateia e aproxima o eleito da comunidade. E o segundo voto no partido, que pode ter lista fechada, mas se um candidato ganhar mais votos ele fura a lista. Daí pode ter políticos profissionais, mas também pessoas representativas dos movimentos sociais”.

O ministro Barroso disse que, como está hoje, o presidente da República fica refém do sistema. “O pluralismo é muito importante, mas no Brasil, às vezes, o pluralismo vira uma certa promiscuidade, uma múltipla opção partidária que dificulta imensamente a governabilidade”.

Corrupção

O segundo pondo negativo do sistema político brasileiro citado por Barroso é a “corrupção endêmica e sistêmica, com um nível de contagio que talvez tenha surpreendido quase todos”. O ministro lembrou que o problema não começou com a Constituição de 1988, mas que “as distorções patrimonialistas e de apropriação privada do estado vem de muito longe na história do Brasil” e que “partidarizar ou fulanizar” a questão é distorcer uma análise que é mais profunda.

“A corrupção não é produto de desvios isolados e fraquezas humanas, mas de esquemas profissionais de arrecadação e distribuição de recursos públicos. Com esse nível de contágio, de contaminação e de pluripartidarismo é impossível não sentir vergonha. Envolve agentes públicos, agentes privados, empresas estatais, empresas privadas, membros do Congresso, partidos políticos, membros do Executivo. [É] Estarrecedor! É um pacto oligárquico celebrado por parte da classe política, parte da classe empresarial, parte da burocracia estatal, para o saque do Estado brasileiro, apropriado por elites extrativistas”.

Por outro lado, Barroso considera que a sociedade “deixou de aceitar o inaceitável” para “enfrentar o pacto oligárquico”. “A sociedade brasileira se deu conta desse problema, da corrupção estrutural e sistêmica, parou de varrê-la para baixo do tapete, e acho que nós vivemos um momento de enfrentamento dessa corrupção. Há na sociedade brasileira, e acho que esse talvez seja o fenômeno mais importante dos últimos tempos, uma imensa demanda por integridade, por idealismo, por patriotismo. Eu estou convencido que essa é energia que empurra a história e que muda paradigmas”.

Entre o que considera como sucessos da Constituição de 88, o ministro citou os 30 anos de estabilidade institucional, a conquista da estabilidade monetária, com a derrota da hiperinflação, e a inclusão social de 40 milhões de pessoas que deixaram a linha da miséria.

“Portanto, em uma geração nós derrotamos a ditadura, a hiperinflação e obtivemos vitórias expressivas sobre a pobreza extrema. Portanto, nenhuma batalha é invencível. E tivemos também conquistas importantes em matéria de direitos fundamentais de mulheres, de negros, de gays, das populações indígenas. Portanto, há muitos sucessos a celebrar na Constituição de 88”.

Ele destacou que não existe uma Constituição ideal, mas a que temos “nos ajudou a fazer a transição de um estado autoritário para um país democrático” e que seria “ruim” deixar de lado o legado do atual texto constitucional para pensar em uma nova legislação “sem sabermos o que pode sair daqui”.

Para comemorar os 30 anos da Constituição, Barroso informou que organizou um livro, junto com a professora Patrícia Campos Melo, e convidou 30 ex-alunos que hoje são doutores e professores, para discutir os sucessos e frustrações desses 30 anos.

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Diretoria do Humaitá regulariza os atacantes Davi e Marcos Rudwere

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Foto Glauber Lima: Elenco do Humaitá trabalha forte para semifinal do Estadual

 

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ABMAC divulga calendário e confirma 1ª etapa do Circuito 3×3

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Foto FEAB: Circuito 3×3 terá três etapas no interior do Estado

A Associação de Basquete Master do Acre(ABMAC) divulgou o calendário de atividades da temporada de 2026 e o primeiro evento do ano será a 1ª etapa do Circuito 3×3 no dia 28 deste mês.

“Pensamos um calendário extenso e agora chegou o momento de realizar. Vamos realizar o Circuito 3×3 com cinco etapa, inclusive, com disputas no interior”, declarou o presidente da ABMAC, Alberdan Lopes(Dão).

Norte/Nordeste e Brasileiro

A Seleção Acreana estará na disputa da Copa Norte/Nordeste, programada entre os dias 3 e 7 de junho em Macapá, no Amapá, e no Campeonato Brasileiro, entre 30 de outubro a 7 de novembro em Goiânia, Goiás.

“Teremos dois grandes desafios. Vamos montar a equipe para realizar boas campanhas nos dois torneios”, afirmou Alberdan Lopes.

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Em fórum nacional, Acre discute alinhamento de estratégias para reforma tributária e modernização fiscal

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O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), está presente no principal fórum de debate sobre modernização das administrações tributárias do país. O evento teve início nesta quarta-feira, 11, e reúne especialistas para discutir a eficiência no gasto público e a inovação tecnológica no setor fazendário, no estado de Alagoas.

A transição da Reforma Tributária, que vem sendo o instrumento para construção de um sistema tributário mais justo, competitivo e sustentável, é um dos destaques do evento, juntamente com a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e compras públicas.

Evento é o principal fórum de debate sobre modernização das administrações tributárias do país. Foto: Sefaz/AL

Também entrou em pauta o tema Inteligência Fiscal, que seria o uso da inteligência artificial na documentação de sistemas e na tomada de decisões estratégicas.

Para o auditor fiscal da Receita e diretor de Governança e Gestão Estratégica da Sefaz, Adriano Magalhães, que está presente no evento, o fórum é fundamental para o fortalecimento da gestão fiscal no estado.

Reforma tributária e inteligência fiscal foram alguns dos destaques do encontro. Foto: Sefaz/AL

“A gestão fiscal exige rigor, equilíbrio e precisamos adotar as melhores ferramentas tecnológicas disponíveis. Estamos em meio a uma transição histórica com a Reforma Tributária, e assegurar que o Acre esteja alinhado aos debates nacionais sobre o Comitê Gestor do IBS e modernização de processos é o que garantirá a sustentabilidade das nossas contas e a eficiência na entrega de serviços à sociedade”, destaca o auditor fiscal da Receita e diretor de Governança e Gestão Estratégica da Sefaz do Acre, Adriano Magalhães.

O evento também debateu temas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no âmbito fazendário, o cruzamento de dados sociais e fiscais para maior precisão arrecadatória, a gestão de recursos e o monitoramento de contratações, além do Programa de Apoio à Gestão Fiscal (Profisco).

Equipe da Diretoria de Governança e Gestão Estratégica da Sefaz esteve presente ao evento. Foto: cedida

O fórum se estende até sexta-feira,13, com a eleição da nova diretoria da Cogef para o biênio 2026/2027 e o lançamento da próxima edição do fórum.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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