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Atos contra governo Bolsonaro reúnem manifestantes em mais de dez capitais e DF

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Manifestantes participam de ato contra o governo Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste sábado (29) – Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Protestos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acontecem neste sábado (29) em ao menos dez capitais e no Distrito Federal. Os manifestantes se reúnem em ruas e avenidas principais de cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, Belo Horizonte, Salvador, Maceió, João Pessoa, Porto Velho, Recife e Aracaju.

Coordenados por grupos de esquerda, os atos acontecem com palavras de ordem contrárias ao governo e pelo impeachment de Bolsonaro, além de faixas e placas pedindo por mais vacinas contra Covid-19, aumento do auxílio emergencial, pelo fim dos cortes de verbas na educação e pelo fim da fome, que se agravou com a pandemia.

Em São Paulo, os manifestantes devem começar a se reunir a partir das 16 horas no vão do Masp, na avenida Paulista. A organização do movimento na capital paulista deve inflar um boneco de Bolsonaro com alusões a cloroquina, medicamento sem comprovação científica para tratamento da Covid-19 que é defendido pelo presidente. A hashtag #29MPovoNasRuas está entre as mais comentadas do Twitter neste sábado.

Os organizadores dos atos pedem que os manifestantes usem máscara PFF2 e mantenham o distanciamento social – em algumas capitais, no entanto, há registro de aglomeração.

No Rio de Janeiro, milhares de pessoas atravessaram a avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense. Um boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi inflado. Placas e faixas contrárias a Bolsonaro também marcaram o ato.

No último domingo (23), o Rio de Janeiro foi palco da “motociata” de Bolsonaro, que contou com a participação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, políticos e apoiadores do governo. Neste sábado, as pistas centrais e a lateral da avenida Presidente Vargas, no sentido Candelária, estão interditadas para o trafégo.

Em Brasília, o ato foi encerrado ainda no início desta tarde. Segundo os organizadores, cerca de 20 mil pessoas participaram a pé e em carros do ato. A PM do Distrito Federal não divulgou estimativa de público. A carreata foi convocada por lideranças do MST e CUT. As lideranças das frentes Povo sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos convocaram os manifestantes a se concentraram em Frente ao Museu Nacional.

Em Recife, o ato que acontecia pacificamente no início da manhã deste sábado foi reprimido pela Polícia Militar (PM) no começo desta tarde com uso de gás lacrimogênio e balas de borracha. Vídeos postados nas redes sociais mostram os manifestantes sendo dispersados pela PM.

No sul do país, a cidade de Florianópolis teve manifestantes nas ruas no início deste sábado. Já nas cidades de Curitiba e Porto Alegre, os atos devem acontecer durante a tarde.

Em Belo Horizonte, manifestantes que lideravam a caminhada carregavam faixas com os dizeres “nem tiro, nem cadeia, nem covid, nem fome. Fora genocida”. Nas imagens, é possível identificar pontos de aglomeração de pessoas, embora usem máscara.

Na capital baiana, os manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande e protestavam pelo fim da fome, por mais vacinas e também contra os cortes nas verbais da Educação. Em Maceió, manifestantes carregavam faixas de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e placas com os dizeres “vacina sim”. As capitais de João Pessoa, Porto Velho e Aracaju também registram manifestações nas principais vias.

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Novo comprimido reduz colesterol e pode ajudar a prevenir infarto

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Medicamento oral experimental pode facilitar tratamento de pacientes com alto risco cardiovascular, reduzindo o chamado “colesterol ruim”

Um comprimido experimental de uso diário conseguiu reduzir em até 60% os níveis de colesterol LDLconhecido como “colesterol ruim” — em pacientes com alto risco cardiovascular. Os resultados foram publicados em 4 de fevereiro no New England Journal of Medicine e indicam um possível avanço no tratamento da doença.

O estudo clínico incluiu cerca de 2.900 participantes, que já apresentavam colesterol elevado mesmo com o uso de terapias tradicionais, como as estatinas. Após aproximadamente 24 semanas, os pacientes que receberam o novo medicamento tiveram uma queda significativa nos níveis de LDL.

Como o comprimido age no organismo

O medicamento pertence a uma classe chamada inibidores de PCSK9, considerada uma das mais eficazes no controle do colesterol. Na prática, ele atua no fígado, bloqueando uma proteína que dificulta a eliminação do colesterol LDL do sangue. Com essa ação, o organismo passa a remover mais gordura da circulação, reduzindo os níveis considerados perigosos para o coração.

Esse mecanismo já é utilizado por medicamentos injetáveis disponíveis atualmente. A principal diferença é que o novo tratamento é feito por via oral, o que pode tornar o uso mais simples no dia a dia.

Os pesquisadores observaram reduções expressivas do colesterol mesmo entre pacientes que já utilizavam outros remédios. Isso sugere que o comprimido pode ser uma alternativa para quem não consegue atingir as metas apenas com os tratamentos tradicionais.

Apesar dos resultados positivos, os cientistas destacam que ainda são necessários estudos mais longos para confirmar se a redução do colesterol também leva, de fato, à diminuição de eventos como infarto e AVC.

O colesterol LDL é chamado de “ruim” porque pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas que dificultam a passagem do sangue.

Com o tempo, esse processo pode levar ao entupimento dos vasos e aumentar o risco de problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral. Por isso, manter os níveis controlados é uma das principais formas de prevenir doenças cardiovasculares.

Hoje, o tratamento do colesterol alto costuma envolver mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos como as estatinas. Em casos mais difíceis de controlar, são indicadas terapias mais potentes, muitas vezes aplicadas por injeção.

Se aprovado, o novo comprimido pode ampliar as opções de tratamento e facilitar a adesão dos pacientes, especialmente daqueles que têm dificuldade com terapias injetáveis ou não atingem os níveis ideais de colesterol.

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PF é ferido por flecha em operação contra garimpo ilegal em Roraima

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Um policial federal, de 31 anos, foi atingido por uma flecha no braço durante uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta quinta-feira (19).

O agente foi socorrido no local por colegas do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), unidade especializada em ações de alto risco. A equipe realizou a imobilização do braço e manteve a flecha estabilizada até a chegada ao Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista.

Na unidade de saúde, exames apontaram que a flecha atravessou o braço esquerdo do policial e ficou alojada no osso. Apesar da gravidade do ferimento, ele apresentava quadro estável e sem sinais de choque. O agente foi encaminhado para avaliação cirúrgica para retirada do objeto e permanece internado sob cuidados médicos.

A operação ocorre em meio ao aumento das denúncias sobre a atuação de garimpeiros ilegais na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em 2025, lideranças indígenas relataram a intensificação da exploração ilegal, incluindo o uso de explosivos e o aliciamento de jovens das comunidades.

Com cerca de 1,7 milhão de hectares, o território é um dos maiores do país e abriga mais de 26 mil indígenas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área se estende pelos municípios de Normandia e Uiramutã, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

A região é marcada por formações montanhosas, como a Serra de Pacaraima e o Monte Roraima, além de grande concentração de rios e áreas ricas em minerais — fatores que contribuem para a pressão constante do garimpo ilegal.

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Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo determinou a destruição de todas as pontes sobre o rio Litanie, no Líbano

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O exército de Israel realizou um ataque, neste domingo (22/3), contra a ponte de Qasmiyeh, que passa pelo rio Litani, no sul do Líbano, em meio à escalada do conflito com o grupo Hezbollah.

Ainda neste domingo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo israelense determinou a destruição de todas as pontes sobre o rio Litani, no Sul do Líbano.

“As pontes são usadas para atividades terroristas, a fim de impedir a passagem de terroristas e armas do Hezbollah para o sul. Além disso, ordenamos que acelerem a destruição de casa libanesas em Hanun e Rafah, na Faixa de Gaza”, afirmou Israel.

Ainda em comunicado, o ministro afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam vigorosamente “suas manobras terrestres no Líbano para eliminar os terroristas do Hezbollah e alcançar a linha antitanque e os pontos de controle o mais rápido possível para proteger o Norte”.

Por fim, Israel Katz relata que estão determinados a não permitir que “a realidade de 7 de outubro rotorne. Prometemos proteger os moradores e é exatamente isso que faremos”.

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