Sérgio B. Quintanilha

Surpresa quando o final da vida terrena chega para ceifar, rapidamente, milhares e milhares de seres humanos. Ninguém, em sã consciência, poderia nem imaginar que num período curtíssimo de tempo, milhares e milhares de seres humanos, assim como nós, teriam suas vidas entre nós, decepadas num mesmo momento, independente de idade, sexo, atividade profissional, predisposição física predominante entre algumas pessoas enfermiças.

O bicho homem guerreando pelos mais diversos e banais motivos, mas sempre com algum viés econômico direto ou indireto, nas guerras tão necessárias para a venda do material bélico fabricado ininterruptamente pelos mais diversos países. Não mais que de repente, eis que a determinação superior emanada do Ente Supremo, tem por finalidade, dissipar vidas através das complicações orgânicas provocadas por um vírus. Depois de muita luta, dissabores os mais diversos, xingamento e desrespeitos os mais variados, chega-se, a curto prazo, a informação científica que ainda não teremos, no próximos 180 dias, o antídoto para a cura e a vacinação em massa.

Não existem culpados a apontar, mas existe, e muito, a necessidade que temos de reconhecer nossa fragilidade física e científica.

Não somos nada, mesmo que arroguemos a  superioridade de nossa inteligência, nossa capacidade de pesquisa e nosso entendimento da vida.

A única coisa que não podemos deixar se fortalecer é a dignidade e humildade em reconhecer que nada valemos,  nada somos perante o Grande Arquiteto do Universo. Um simples vírus invisível a olho nu, é capaz de matar mais que os homens fazem quando resolvem partir para seus embates, sacolejados pela ambição material, religiosa, econômica ou  cobiça pelo que for do alheio.

Pobre humanidade que não aprende a ser humilde, não aprende a respeitar e ajudar entre si, os que mais necessitam.

Viemos, aparentemente, do relacionamento entre seres da mesma espécie, mas trazemos dentro de nós “o livre arbítrio” Somos testados a cada minuto de vida, aprendemos ou não o que quotidianamente nos é ensinado sem aviso prévio, sem previsão, seja de ruim ou de bom. Tudo é ensinamento, de tudo que se nos acontece ou acontece com nossos semelhantes, é uma lição a que somos submetidos.

Sejamos humildes, sem rancor, sem pensamentos negativos por mais que sejamos provocados.

Somos vulneráveis a tudo, somos imperfeitos e como tal bem suscetíveis e vulneráveis aos mais diversos elementos da mãe natureza. Humildade, o reconhecimento de nossa insignificância como seres humanos. Não resistimos a nada mais sério, nem a um vírus microscópio que sorrateiramente veio para nos mostrar e provas aos incautos que nada somos, nada seremos e se do pó viemos ao pé retornaremos.

Sérgio B. Quintanilha

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