Acre
Após 8h, moradores do Seringal Capatará liberam BR-317, no Acre
G1/Acre
Após 8 horas, os moradores do Seringal Capatará liberaram a BR-317, interditada desde às 8h desta quarta-feira (8). As mais de 200 famílias vivem em uma área de terrs, localizada depois do município de Senador Guiomard, no interior do Acre, e protestam contra uma reintegração de posse. O processo se estende desde 2013.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC) esteve no local e negociou a liberação da rodovia com os moradores.
Na terça-feira (7), os manifestantes já haviam fechado a via e chegaram a apreender uma caminhonete do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O veículo foi recuperado pela Polícia Federal na manhã desta quarta. Agentes da PF, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da PRF participaram da ação.
Ao G1, o Tribunal de Justiça (TJ-AC) informou que a reintegração de posse foi suspensa por 30 dias para “resguardar a segurança das famílias que estão abrigadas na área de terras”. A decisão, do dia 27 de maio, é da Comarca de Capixaba, interior do estado.
O TJ-AC disse ainda que o processo de reintegração da área está em andamento, que já houve uma sentença em que a reintegração foi apenas suspensa, por 30 dias, mas ainda vai ocorrer.
Os moradores já haviam bloqueado a rodovia no último dia 31 e na ocasião, a estrada ficou cinco horas interditada. O agricultor Juscelino Barbosa, de 40 anos, disse na época, que as famílias ocupam o local há mais de nove anos e teriam construído escolas e pontes no local.
Terras da União
O superintendente do Incra, Marcio Alécio, explica que dos 44 mil hectares que estão sob disputa, 30% seriam da União, mas ainda é necessário provar isso.
“Primeiramente precisamos confirmar se essa terra da União existe, e existindo reverter para União e fazer a destinação, seja ela para projeto de assentamento ou outra finalidade. O fato é que existe essa ação movida por particulares. No documento, inclusive, pedimos que não seja feita de qualquer forma essa reintegração de posse”, salienta.
Alécio diz ainda que em resposta ao documento enviado pelo órgão, a Justiça do Acre comunicou que suspendeu o processo de reintegração por 30 dias até que seja apresentado um plano de trabalho atendendo o manual de diretrizes.
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Acre
MPAC pede indenização para vítimas do ‘crime da motosserra’ ocorrido na década de 1990: ‘Reparação histórica’
Promotoria cita o “crime da motosserra” e falha do Estado na proteção de pessoas vulneráveis; propostas incluem indenizações e pedido oficial de desculpas

A perda do filho e do marido em um dos crimes mais conhecidos do país ainda é um assunto dolorido para a família da aposentada Evanilda Firmino, de 63 anos. Foto: captada
O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar a atuação de um grupo de extermínio que operou no estado na década de 1990, período marcado por graves violações aos direitos humanos. A Portaria nº 01/2026/PEDDHC, assinada pelo promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa, defende a necessidade de reparação histórica e indenização às vítimas e seus familiares.

Entre as medidas sugeridas estão indenizações às vítimas indiretas e um pedido formal de desculpas do Estado, reconhecendo os crimes e reparando simbolicamente os danos causados. Foto: captada
Entre os crimes citados está o conhecido “crime da motosserra”, descrito no documento como “um ato brutal, violento e desumano”, que permanece como uma das marcas mais graves da história recente do Acre. Segundo o MPAC, a maioria das vítimas era de pessoas em situação de vulnerabilidade social — incluindo adultos e crianças —, muitas vezes vistas como “indesejáveis” com base em critérios discriminatórios.
O procedimento tem como objetivo identificar os fatos com precisão e verificar a existência de investigações anteriores sobre o caso, inclusive as conduzidas pelo próprio MPAC. Testemunhas que denunciaram o grupo também teriam sofrido ameaças e perseguições.

“Crime da motosserra” é citado como um dos atos mais violentos e brutais da história recente do Acre. Foto: captada/The Crime
O promotor afirma que os fatos configuram grave violação à dignidade humana e causaram dano moral coletivo à sociedade acreana, evidenciando falha do Estado no dever de proteção. Além da responsabilização, a proposta inclui políticas públicas de memória e verdade, indenizações às vítimas indiretas e um pedido formal de desculpas por parte do Estado.
Com a abertura do procedimento, o MPAC determinará a expedição de ofício à Procuradoria-Geral de Justiça para levantamento de investigações anteriores e realizará pesquisa jornalística aprofundada para integrar os autos. A portaria será publicada no Diário Eletrônico do MPAC.

A manifestação consta na Portaria nº 01/2026/PEDDHC, que instaurou um Procedimento Preparatório no Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para apurar a atuação do grupo e as responsabilidades do Estado. Foto: captada/The Crime
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Acre
Ciclista motorizado fica ferido após invadir via preferencial e ser atingido por carro em Rio Branco
Acidente ocorreu na Via Chico Mendes, no bairro Comara; vítima foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro
Sidney Silva de Souza, de 47 anos, ficou ferido em um acidente de trânsito registrado na manhã deste sábado (10), na Via Chico Mendes, no bairro Comara, em Rio Branco.
De acordo com informações repassadas pelo motorista de um veículo modelo Corsa, de cor azul, envolvido na ocorrência, Sidney trafegava em uma bicicleta motorizada pela ciclovia quando, ao chegar à rotatória, não respeitou a sinalização de “pare” e acabou invadindo a via preferencial.
O condutor do automóvel relatou que ainda tentou frear para evitar a colisão, mas não conseguiu devido à aproximação repentina da vítima.
Uma guarnição da Polícia Militar que passava pelo local prestou o primeiro atendimento e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte básico e uma motolância. Após os procedimentos iniciais e estabilização, Sidney foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco.
A vítima sofreu cervicalgia, lombalgia e diversas escoriações pelo corpo. Apesar dos ferimentos, seu estado de saúde é considerado estável.
O Batalhão de Trânsito esteve no local para realizar os procedimentos de praxe, registrar a ocorrência e organizar o fluxo de veículos na região.























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