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Anuncio de facilitação comercial no lado boliviano não foi acertado no lado brasileiro
O anúncio de uma abertura comercial na fronteira do Acre pela assessoria do governo de Pando, lado boliviano, não foi totalmente decidida entre as partes onde inclui o Brasil. Nesta sexta-feira (21), o inspetor-chefe da Receita Federal localizada na cidade de Epitaciolândia, esclareceu algumas dúvidas.
Segundo foi informado, uma reunião teria acontecido na cidade de Cobija, capital do estado vizinho de Pando/Bolívia nesta semana. E como resultado entre o governo, prefeitura, Zofra e algumas autoridades federais, onde teriam decidido que haveria uma facilidade na aquisição de alimentos e outros produtos vindo dos países vizinhos como o Peru e Brasil, passando pelo Acre.
A notícia seria ótima se não fosse um detalhe; nada foi avisado aos prefeitos de Epitaciolândia e Brasiléia, Receita Federal e Anvisa, para que realizassem juntos, um trabalho para que esses produtos pudessem entrar em conformidade entre os países citados.
Segundo Alexandre, as decisões tomadas entres as autoridades bolivianas, facilitando a importação comercial de produtos com limites de valores ajudando àqueles produtores de pequeno porte, mas, essa regulamentação assinada por eles, de nada altera as normas brasileiras para o comércio exterior.

Autoridades bolivianas estiveram na fronteira com o Acre para assinar o novo acordo comercial na fronteira nesta semana.
Infelizmente, algumas pessoas não entenderam que essa facilitação do lado boliviano, seria apenas para empresas jurídicas e não para pessoas físicas. Não modificando em nada o fechamento da fronteira enquanto existir o Decreto em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ficando então, fechada até sua revogação.
Existe até o momento, uma grande preocupação por parte das autoridades dos municípios de fronteira do Acre, caso aconteça a abertura com o estado de Pando, que vem enfrentando uma crise sanitária e de abastecimento.
Portanto, enquanto o governo da Bolívia não conversar com as autoridades do Brasil, comprovar que a situação sanitária esteja segura para que as fronteiras sejam abertas gradativamente, está proibido a passagem para civis.
Fica valendo o Decreto vigente, aberto apenas para a passagem de carretas com alimentos e combustível.
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Homem monitorado por tornozeleira é morto a ripadas no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco
Moradores ouviram pedidos de socorro durante a madrugada; vítima foi encontrada já sem vida em via pública
Luiz Carlos Ferreira de Araújo, de 29 anos, que era monitorado por tornozeleira eletrônica, foi morto a ripadas no início da madrugada desta quinta-feira (26), na Rua São Paulo, bairro Dom Giocondo, em Rio Branco.
De acordo com moradores da região, gritos de pedido de socorro foram ouvidos durante a madrugada. Após alguns minutos, o barulho cessou. Quando saíram para verificar o que havia ocorrido, encontraram o homem caído na via pública, com o corpo ensanguentado.
A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. Uma ambulância de suporte básico chegou primeiro ao local. Em seguida, uma equipe de suporte avançado também foi deslocada, mas os profissionais apenas puderam confirmar o óbito.
Policiais do 1º Batalhão isolaram a área para o trabalho da perícia criminal. Após a conclusão dos procedimentos, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames cadavéricos.
Foram realizadas buscas e patrulhamento na região na tentativa de localizar os responsáveis pelo crime, mas até o momento ninguém foi preso.
O caso é apurado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) e deverá ser encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
No local, a polícia encontrou uma bicicleta que pode pertencer à vítima. Como não há testemunhas do ataque, ainda não é possível confirmar se o objeto era de Luiz Carlos ou de um eventual suspeito.
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‘OAB da Medicina’ avança no Senado e impõe derrota ao governo
Projeto cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, para avaliar médicos recém-formados
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou emendas apresentadas pelo governo e manteve nesta quarta-feira (25) o projeto que institui o Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina), a ser realizado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), por 12 votos a 8.
O resultado é uma derrota para o governo federal, que defende que o exame fique sob responsabilidade do Ministério da Educação. O governo vai recorrer ao plenário sobre o tema. A priori o projeto era terminativo na comissão, ou seja, poderia ser enviado para a Câmara após a votação final. Mas os parlamentares podem recorrer para levar a matéria ao plenário da Casa.
No fim do ano passado, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) propôs um texto alternativo ao relatório do senador Dr. Hiran Gonçalves (PP-RR), mas acabou sendo derrotado. Com isso, desmembrou seu texto em emendas.
Nesta quarta, as emendas foram rejeitadas pela comissão. A principal proposta era derrubar a criação da nova prova, o Profimed, e determinar que o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), gerenciado pelo MEC, cumpra essa função.
Governo diz que vai recorrer
O governo concorda que os médicos devem ser avaliados após a formação, mas defende que isso seja feito pelo Enamed, que já existe e teria uma dupla função: de avaliar a qualidade dos cursos e de medir a proficiência dos estudantes.
“Vamos recorrer. Agora vamos ver o que vai acontecer no plenário. A gente começa a criar uma porção de regramentos que, na verdade, vão dificultando, botando fora da institucionalidade”, disse o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA).
O senador governista Rogério Carvalho (PT-SE) argumentou que o formato proposto vai “bagunçar” a avaliação da proficiência dos médicos, uma vez que o Enamed continuará existindo.
O Enamed começou a ser aplicado no ano passado e é uma versão ampliada do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para medicina. A prova avaliou concluintes do curso de medicina, e, a partir deste ano, deve avaliar também os alunos do 4º ano.
“Ele [o aluno] pode ser proficiente na prova estabelecida pelo MEC e não ser na prova do CFM”, questionou Carvalho.
Autor do projeto comemora aprovação
O autor do projeto, senador Marcos Pontes (PL-SP), comemorou a aprovação do texto. O parlamentar afirma que a medida é um passo para proteger a saúde da população. Ele rejeitou as críticas e disse que seria um erro colocar o exame sob responsabilidade do MEC.
“Se [o governo] recorrer, vai perder lá [no plenário] também”, disse. “Existe a formação, o aluno, isso é a responsabilidade do MEC. E existe o profissional, depois de formado, isso é a responsabilidade do CFM, então nós precisamos ter essa separação muito clara.”
O presidente do CFM, Hiran Gallo, esteve no Senado e parabenizou parlamentares que votaram a favor da proposta.
Um dos principais questionamentos feitos por especialistas é a crítica à contaminação ideológica que pode ocorrer na prova caso seja coordenada pelo conselho.
Nos últimos anos, o CFM esteve no centro de polêmicas como a autorização para que médicos prescrevessem cloroquina contra Covid-19, remédio comprovadamente ineficaz.
“O Conselho Federal de Medicina não tem conflito de interesse nessas provas. Aonde tem alguns com conflito de interesse, nós não vamos permitir. O Conselho Federal de Medicina quer uma medicina de qualidade. Não podemos sofrer risco de ser atendidos por um péssimo médico numa emergência”, disse. “Não temos ideologias políticas quando você quer uma medicina de qualidade. Esse discurso já está cansado.”
Sobre as ponderações a respeito da existência de duas provas, ele afirma que se o estudante passar no Enamed, “com certeza” será aprovado no Profimed.
Resultados do Enamed
Em janeiro, o MEC divulgou os resultados do Enamed e mostrou que cerca de um terço dos cursos de medicina do país registraram desempenho abaixo do esperado. Desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MEC tem apertado a regulação da medicina.
Havia uma expectativa no governo de que a divulgação dos resultados do Enamed servisse para reforçar a defesa de que a avaliação dos médicos fique sob a responsabilidade do ministério, mas, embora entidades médicas e o próprio CFM tenham endossado a prova, isso não aconteceu.
O MEC pretende impor sanções a cursos que tenham maus resultados no Enamed. Entre as medidas, estão a suspensão de aplicar vestibular, de tomar financiamentos do Fies e da participação no ProUni. O governo gasta cerca de R$ 3,7 bilhões em cursos de medicina mal avaliados.
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“Ego nosso de cada dia”: o lado que poucos admitem na imprensa do Acre — do iniciante ao mais experiente
*Dell Pinheiro
Na Comunicação no Acre, onde praticamente todos se conhecem — ou pelo menos sabem exatamente quem é quem — há uma característica que chama atenção: apesar das diferenças de idade, trajetória e estilo, jornalistas veteranos e iniciantes costumam manter uma convivência relativamente harmoniosa. Porém, por trás dessa aparente tranquilidade, existe um tema pouco debatido, embora sempre presente nas redações: o EGO.
Em um Estado onde as distâncias são curtas e as informações circulam rápido, a reputação profissional vale mais do que qualquer número de seguidores. Ainda assim, o ego é parte inevitável da rotina de quem vive de contar histórias ou estórias.
Todo jornalista em início de carreira carrega uma mistura intensa de entusiasmo e insegurança. Em Rio Branco, principal polo de produção jornalística do Estado, isso se traduz em pressa por reconhecimento. O recém-formado ou o profissional que estreia em um site quer mostrar serviço, emplacar pautas exclusivas, “furar” colegas e provar que merece espaço.
O problema surge quando a busca por afirmação se transforma em vaidade precoce. Em tempos de redes sociais, visibilidade muitas vezes é confundida com credibilidade. Curtidas, compartilhamentos e comentários positivos alimentam uma sensação de protagonismo que nem sempre corresponde à maturidade profissional.
Esse “ego digital” encontra, porém, um limite natural em nossa realidade. O público é próximo, as fontes são recorrentes e a memória coletiva é forte. Um erro não passa despercebido ( a conhecida “barrigada”). A reputação se constrói devagar — e pode ruir em questão de horas.
Do outro lado estão os veteranos. Profissionais que atravessaram governos, crises políticas, enchentes históricas e mudanças tecnológicas profundas. Muitos começaram no tempo da máquina de escrever, passaram pelo rádio e hoje publicam em tempo real nas redes.
Nesse grupo, o ego assume outra feição: a experiência traz segurança, mas também pode gerar resistência. Há quem olhe para os mais novos com desconfiança, enxergando precipitação onde existe apenas rapidez, ou ansiedade no fato de noticiar. Em algumas redações, a frase “na minha época era diferente” ainda ecoa, mesmo que de forma velada.
O ego, por si só, não é vilão. Ele impulsiona o repórter a buscar a melhor informação, a escrever com mais rigor, a investigar além do óbvio. O risco surge quando a vaidade se sobrepõe ao compromisso com a verdade e com o interesse público.
Entre iniciantes e veteranos, o equilíbrio nasce do diálogo. O jovem contribui com velocidade, domínio das ferramentas digitais e novas linguagens. O experiente oferece contexto, memória histórica e senso crítico amadurecido. Quando essas forças se encontram, o jornalismo ganha consistência.
*Presidente em exercício do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre


































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