Fronteira continua fechada com a Bolívia através do Acre – Foto: Alexandre Lima

O anúncio de uma abertura comercial na fronteira do Acre pela assessoria do governo de Pando, lado boliviano, não foi totalmente decidida entre as partes onde inclui o Brasil. Nesta sexta-feira (21), o inspetor-chefe da Receita Federal localizada na cidade de Epitaciolândia, esclareceu algumas dúvidas.

Segundo foi informado, uma reunião teria acontecido na cidade de Cobija, capital do estado vizinho de Pando/Bolívia nesta semana. E como resultado entre o governo, prefeitura, Zofra e algumas autoridades federais, onde teriam decidido que haveria uma facilidade na aquisição de alimentos e outros produtos vindo dos países vizinhos como o Peru e Brasil, passando pelo Acre.

A notícia seria ótima se não fosse um detalhe; nada foi avisado aos prefeitos de Epitaciolândia e Brasiléia, Receita Federal e Anvisa, para que realizassem juntos, um trabalho para que esses produtos pudessem entrar em conformidade entre os países citados.

Segundo Alexandre, as decisões tomadas entres as autoridades bolivianas, facilitando a importação comercial de produtos com limites de valores ajudando àqueles produtores de pequeno porte, mas, essa regulamentação assinada por eles, de nada altera as normas brasileiras para o comércio exterior.

Autoridades bolivianas estiveram na fronteira com o Acre para assinar o novo acordo comercial na fronteira nesta semana.

Infelizmente, algumas pessoas não entenderam que essa facilitação do lado boliviano, seria apenas para empresas jurídicas e não para pessoas físicas. Não modificando em nada o fechamento da fronteira enquanto existir o Decreto em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ficando então, fechada até sua revogação.

Existe até o momento, uma grande preocupação por parte das autoridades dos municípios de fronteira do Acre, caso aconteça a abertura com o estado de Pando, que vem enfrentando uma crise sanitária e de abastecimento.

Portanto, enquanto o governo da Bolívia não conversar com as autoridades do Brasil, comprovar que a situação sanitária esteja segura para que as fronteiras sejam abertas gradativamente, está proibido a passagem para civis.

Fica valendo o Decreto vigente, aberto apenas para a passagem de carretas com alimentos e combustível.

 

 

 

 

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