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Alerta: aumenta casos de sífilis no Brasil

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Mulheres entre 20 e 29 anos são as mais afetadas – Foto/internet

“Atendo no ambulatório CTR Orestes Diniz (Centro de Treinamento e Referência em Doenças Infecto-Parasitárias Orestes Diniz), um serviço ambulatorial do Hospital das Clínicas e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, têm muitos pacientes com sífilis decorrente de transmissão vertical, ou seja, que passa de mãe para filho no período de gestação/gravidez”. Este depoimento é da médica Maria Gorete dos Santos Nogueira, pediatra, que atua em infectologia pediátrica, referência em assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte nos temas transmissão vertical, sífilis e sífilis congênita. Ela lembra que a sífilis é uma doença sexualmente transmissível e que, hoje em dia, a falta do uso de preservativos nas relações sexuais, inclusive no sexo oral, faz com que a doença seja disseminada. Se a mulher é infectada antes ou durante a gravidez e não receber o tratamento correto, as sequelas para o bebê são graves, frequentemente levando a abortamentos e óbitos após o nascimento. Só na capital mineira, entre 2017 e 2018, foram mais de 300 novos casos registrados de sífilis congênita (em bebês); mais de 600 gestantes contraíram a doença nesse mesmo período em Belo Horizonte e cerca de 3500 casos de sífilis adquiridos foram registrados na cidade.

A Drª Maria Gorete alerta que é uma doença silenciosa, tem sintomas no início, como feridas, principalmente nas regiões genitais e na boca (no caso do sexo oral), depois de um período de “aparente cura”, surgem as lesões de pele, que lembram também a vermelhidão da dengue, dentre outras, e desaparecem. Só que a pessoa continua infectada e, se não fizer o tratamento correto, que é oferecido em qualquer centro de saúde gratuitamente, novos sintomas podem aparecer muitos anos depois, bem mais agressivos, e podem provocar cegueira, doenças cardíacas e afetar o cérebro. Enquanto a pessoa infectada evolui com a infecção dessa forma, ela transmite a infecção sempre que tem uma relação sexual desprotegida, ou seja, sem uso de preservativos sexuais (camisinhas).

“O foco na prevenção e eliminação da Sífilis Congênita tem despertado mais a atenção para a infecção na população em geral”, relata a Drª Maria Gorete e complementa dizendo que “é preciso tratar e abordar a infecção em qualquer fase em que ela se encontra e em pessoas em qualquer fase da vida”. Para isso tem sido amplamente disponibilizado, por parte do Ministério da Saúde, a testagem rápida realizada nas unidades de saúde, além dos exames de laboratório, capazes de diagnosticar a presença da infecção, mesmo em suas fases assintomáticas. Para ela, o MEDTROP-PARASITO 2019 é uma oportunidade para divulgar e discutir ações sobre a sífilis e suas complicações junto à comunidade acadêmica e aos profissionais de saúde que estarão mais capacitados para diagnosticar a doença, por isso a Drª Maria Gorete será uma das palestrantes do congresso para falar sobre sífilis.

 

Registros – De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em novembro de 2018, o número total de casos notificados no Brasil foi de 119.800, ano base 2017. No Brasil, a população mais afetada pela sífilis são as mulheres, principalmente as negras e jovens, na faixa etária de 20 a 29 anos.

Somente esse grupo representa 14,4% de todos os casos de sífilis adquirida e em gestantes notificados. Entre gestantes, ocorreram 49013 casos e o número de casos cresceu de 10,8 casos por 1 mil nascidos vivos em 2016 para 17,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos em 2017. Já a sífilis congênita passou de 21.183 casos em 2016, para 24.666 em 2017 com uma taxa de 7,4 casos para cada mil nascidos vivos. Ocorreram 1205 abortamentos e nascidos mortos e 206 óbitos por sífilis congênita (em bebês) em 2017.

No mundo, mais de 12 milhões de pessoas têm sífilis, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), e é considerada um problema de saúde pública.

Doença – A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema Pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.

Congresso –  O MEDTROP-PARASITO 2019 é a realização simultânea do 55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, do XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia, da 34a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e da 22ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses e do CHAGASLEISH 2019. O tema do congresso “Convergência e inclusão: em busca de soluções sustentáveis para o diagnóstico, tratamento e controle das doenças tropicais” abre perspectivas para a integração da ciência, educação e tecnologia buscando, na interdisciplinaridade, benefícios para a saúde, para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. De 27 a 31 de julho, na UFMG, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

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Justiça do Acre recomenda prioridade na análise de medidas protetivas contra violência doméstica

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Orientação determina que juízes avaliem pedidos com urgência, mesmo diante de dúvidas sobre competência do processo

A Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Acre publicou nesta quinta-feira, 19, a recomendação nº 3/2026, que orienta magistrados e magistradas de 1º grau a priorizarem a análise de pedidos de medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, mesmo quando houver dúvida sobre a competência para julgar o processo.

Assinada pelo corregedor-geral, desembargador Nonato Maia, a medida tem como objetivo garantir maior celeridade e efetividade na proteção às vítimas, evitando atrasos que possam colocar em risco a integridade física, psicológica e moral das mulheres.

De acordo com o documento, sempre que houver viabilidade técnico-jurídica, os juízes devem analisar os pedidos de medidas protetivas antes de eventual declínio de competência, ou seja, antes de encaminhar o caso a outro juízo considerado competente. A orientação está fundamentada no artigo 18 da Lei Maria da Penha, que prevê a adoção de providências imediatas pela autoridade judicial nesses casos.

A recomendação ressalta que a análise rápida dessas medidas é fundamental para garantir a segurança das vítimas e preservar a efetividade da proteção judicial.

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Pai é preso após agredir filho de 12 anos com cinto em Cruzeiro do Sul: ‘Tentou abafar os gritos com a mão’

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Conforme um familiar da vítima, suspeito já praticou outras agressões com galho de azeitona e cipó, além de um remo de pesca. Prisão ocorreu na última segunda (16) em Cruzeiro do Sul

Vítima relatou a polícia que em outras agressões, o pai já usou galho de azeitona e um remo de pesca. Foto: Arquivo pessoal

Por Walace Gomes

Um homem de 33 anos foi preso suspeito de agredir o próprio filho, de 12 anos, com um cinto, na segunda-feira (16), no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Segundo informações da Polícia Militar (PM-AC), o adolescente havia passado o fim de semana na casa de um familiar e demorou para voltar para casa.

O homem foi buscar o adolescente e teria prometido aos familiares que não o agrediria. No entanto, ao chegar em casa, pediu que o menino tomasse banho e, em seguida, passou a batê-lo com um cinto. Após o caso, a vítima ficou sob os cuidados de familiares.

De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do garoto afirmou que estava apenas “educando” o adolescente. O caso foi denunciado à PM e ao Conselho Tutelar e registrado como maus-tratos, com agravante por a vítima ser menor de idade.

Segundo a conselheira Erivalda Menezes, o adolescente foi encontrado com vários ferimentos, e, após o resgate, foram tomadas as medidas cabíveis.

“Informamos ao Ministério Público sobre o caso e fizemos demais encaminhamentos onde sugerimos que ele permaneça com os familiares, pois lá, terá todos os direitos assegurados”, concluiu.

Passou dos limites

Um familiar da vítima, que preferiu não ser identificado, contou que o suspeito teria tapado a boca do garoto durante as agressões para evitar que os vizinhos ouvissem os gritos.

“Antes de ir pegar o filho, o pai dele chegou a enviar vários áudios para o menino ameaçando bater nele, dizendo que iria usar um remo de pesca. Ao chegar em casa, esperou ele sair do banho, bateu com agressividade e ainda tentou abafar os gritos com a mão”, disse.

Segundo o familiar, o garoto demorou a voltar para casa por medo de ser agredido. Apesar das cobranças do pai, ele decidiu permanecer na casa do parente. “Ele sempre me falava que, quando o pai batia, passava dos limites”, destacou.

Irmã do adolescente também já sofreu agressões praticadas pelo pai. Foto: Arquivo pessoal

‘Pensava em tirar a própria vida’

Ainda segundo o familiar, as agressões não eram isoladas e também atingiam a irmã do adolescente, de 11 anos. Ele afirmou que o menino chegou a apresentar sofrimento emocional.

“Ele sempre bate assim, por motivos banais. Já chegou a bater com galho de azeitona e cipó, além de utilizar um remo quando estava com mais raiva. Foram várias agressões. Uma vez o garoto me disse que preferia morar em um abrigo e que pensava em tirar a própria vida porque não aguentava mais sofrer“, contou.

O homem é separado da mãe das crianças. Segundo o familiar, a madrasta não teria boa relação com os enteados. “Sempre aconselhamos que não queríamos nos meter na criação dos meninos, mas eles fugiam para a nossa casa após as agressões, pois já tinham desenvolvido trauma psicológico”, afirmou.

A Constituição Federal estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente direitos fundamentais, além de colocá-los a salvo de toda forma de exploração e violência.

Veja como denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes:
  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer a notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos:(61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

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Operação Sinergia prende mulher com drogas no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul

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Suspeita foi flagrada com 37 porções de cocaína, maconha, skunk e dinheiro; comparsa conseguiu fugir

De acordo com o capitão Thales Campos, com ela foram encontradas 37 porções aparentando ser cocaína, cinco de maconha e skunk. Foto: captada 

Uma mulher foi presa por suspeita de tráfico de drogas durante uma ação da Operação Sinergia, em Cruzeiro do Sul. A operação, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), reúne diversas forças de segurança e segue até o dia 28 de março, com o objetivo de reforçar a segurança na região. As ações ocorrem de forma integrada, envolvendo órgãos como Polícia Militar, Exército Brasileiro e Polícia Federal, em áreas urbanas, ramais e vias fluviais.

Durante uma das abordagens realizadas pelo Giro, na quarta-feira (18), no bairro da Lagoa, um casal foi flagrado supostamente comercializando entorpecentes. O homem conseguiu fugir, mas a mulher foi detida.

De acordo com o capitão Thales Campos, com ela foram encontradas 37 porções aparentando ser cocaína, cinco de maconha e skunk, além de dinheiro em cédulas e moedas.

Procedimentos legais

A suspeita foi conduzida para a delegacia, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. A operação segue com novas ações na região, mantendo o reforço no policiamento e na fiscalização para coibir crimes como o tráfico de drogas e a violência na fronteira do Acre.

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